Os países que já começaram a vacinar contra a Covid-19

Mesmo sem comprovação de eficácia, Rússia, China e Emirados Árabes decidiram aplicar o imunizante na população

Por Giulia Vidale 1 nov 2020, 18h17

As vacinas contra o novo coronavírus ainda estão em fase de testes. As mais avançadas, da fase 3, última etapa exigida pelas agências reguladoras antes da aprovação, estão na reta final da aplicação das doses nos voluntários e aguardam resultados preliminares até o final do ano. Entretanto, mesmo sem a comprovação da eficácia — ou seja, a certeza de que a vacina é a capaz de prevenir a Covid-19 — e da segurança, Rússia, China e Emirados Árabes já iniciaram a aplicação do imunizante em suas populações.

A Rússia foi o primeiro país a aprovar o registro de uma vacina contra a Covid-19. No início de agosto, o presidente Vladimir Putin disse que a Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, recebeu aprovação regulatória no país. Pouco tempo depois, Putin anunciou que o imunizante começaria a ser aplicado em pessoas com alto risco de contaminação e, em setembro, o primeiro lote da Sputnik V foi liberado para uso na população em geral.

No início de outubro, a Rússia concedeu aprovação regulatória a uma segunda vacina desenvolvida no país, a EpiVacCorona, do Instituto Vector, um centro russo de pesquisa biológica. Como no caso da Sputnik V, a nova vacina recebeu aprovação antes do início dos testes fase 3.

Recentemente, a Rússia anunciou que apresentou à Organização Mundial de Saúde (OMS) o pedido de registro acelerado para inclusão na listagem de uso de emergência da agência e pré-qualificação da vacina Sputnik V. O Programa de Pré-qualificação de Medicamentos da OMS foi desenvolvido para garantir que os medicamentos atendam a padrões aceitáveis ​​de qualidade, segurança e eficácia.

Se aprovada a solicitação, a Sputnik V terá o aval da agência, o que poderá facilitar sua compra por agências internacionais e de diversos países. “Se a vacina for pré-selecionada, pode ser incluída na lista de medicamentos usados por países em suas compras no atacado”, disse em nota o fundo estatal russo, que coordena a produção da vacina. Segundo a OMS, não há prazo para uma resposta à solicitação. Até o momento, nenhuma vacina contra a Covid-19 foi pré-qualificada e não há lista de uso emergencial.

Na China, as vacinas da Sinopharm, da CanSino Biologics e da Sinovac receberam aprovação para uso limitado. Em um movimento sem precedentes, os militares chineses aprovaram em junho o imunizante da CanSino como uma “droga especialmente necessária”. A decisão tem um ano de validade. Não se sabe se a imunização é obrigatória ou opcional para os soldados.

Em julho, o governo chinês concedeu aprovação para uso emergencial da vacina CoronaVac como parte de um programa para vacinar grupos de alto risco, como equipes médicas, segundo informações da Reuters. Anteriormente, havia sido informado que apenas a vacina desenvolvida pelo Grupo Nacional de Biotecnologia da China (CNBG), da Sinopharm, seria utilizada. Em setembro, a China informou que a Organização Mundial da Saúde deu aval ao uso emergencial das vacinas no país.

Já os Emirados Árabes Unidos concederam aprovação emergencial para o uso da vacina contra o coronavírus desenvolvida pela empresa farmacêutica estatal chinesa Sinopham em setembro, seis semanas após o início dos testes em humanos na região. “Os Emirados Árabes Unidos autorizam o uso emergencial da vacina [contra] Covid-19 para membros da primeira linha de defesa que estão em maior risco de contrair a Covid-19”, disse a Autoridade Nacional de Gerenciamento de Crises e Desastres dos Emirados Árabes Unidos em uma publicação no Twitter.

A decisão foi motivada pelo aumento do número de casos na região e tornou a Sinopharm a primeira fabricante de vacinas a receber aprovação em um país estrangeiro.

A Venezuela é o mais recente país a anunciar o início da vacinação contra a Covid-19 ainda este ano. Durante uma transmissão ao vivo na televisão estatal, o presidente Nicolás Maduro afirmou que planeja vacinar os cidadãos com vacinas russas e chinesas a partir de dezembro ou janeiro. A data vai depender da chegada dos produtos no país. Terão prioridade idosos e pessoas com doenças pré-existentes, mas Maduro afirmou que todos os venezuelanos serão vacinados, segundo informações da Reuters.

Segurança é prioridade

O recente aumento de casos de Covid-19 na Europa levantou a possibilidade dos países da região seguirem os exemplos acima e acelerarem a aprovação do uso emergencial de um imunizante contra a doença. No entanto, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês), afirmou que embora fornecer uma resposta rápida à Covid-19 seja a prioridade número um da agência, a aprovação de uma vacina só será possível mediante apresentação de “informações robustas sobre sua segurança, eficácia e qualidade”.

“A autorização será concedida quando as evidências mostrarem que os benefícios da vacinação são maiores do que quaisquer riscos da vacina. Em termos gerais, ensaios de eficácia em grande escala envolvendo milhares de participantes seriam necessários para apoiar a autorização de comercialização de uma vacina [contra a] Covid-19. Esses ensaios devem ser projetados para medir a eficácia da vacina na proteção contra a Covid-19 e sua segurança”, disse à agência à VEJA.

Na mesma linha, no início de outubro a FDA, agência americana que regula medicamentos e produtos de saúde, endureceu as diretrizes para aprovação do uso emergencial de vacinas contra Covid-19 no país. As novas regras exigem que pelo menos metade dos voluntários do estudo sejam monitorados por, no mínimo, dois meses após a aplicação da segunda dose do imunizante (nas vacinas que trabalham com esse regime). A FDA também espera que os fabricantes de vacinas documentem cinco casos de infecção grave em pessoas que receberam o placebo em vez da vacina.

Neste domingo, 1º de novembro, o Brasil registrou 10.245 novos casos e 191 novas mortes. No total, são 5.545.705 casos e 160.074 óbitos confirmados em todo o território nacional. Na média móvel, foram 21.633 casos e 419,9 óbitos causados pela doença.

Campanha de vacinação contra brucelose vai até 16 de setembro no RN

Expectativa do Idiarn é de que 80 mil animais sejam vacinados. Após dia 16, quem não possuir declaração ficará impossibilitado de emitir Guia de Trânsito Animal e fornecer leite ao estado.

Por G1 RN

29/08/2019 15h57  Atualizado há uma hora


Vacinação contra brucelose no RN termina em setembro — Foto: Divulgação
Vacinação contra brucelose no RN termina em setembro — Foto: Divulgação

A campanha de vacinação contra a brucelose está em vigor e segue até o próximo dia 16 de setembro no Rio Grande do Norte. Segundo o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn), é obrigatório que os produtores vacinem os rebanhos bovino e bubalino para mantê-los protegidos da doença. A expectativa do Idiarn é que 80 mil animais sejam vacinados.

A vacina deve ser adquirida em uma das lojas autorizadas a comercialização, com posse do receituário emitido por veterinário cadastrado no Idiarn. Após a vacinação, é preciso declarar o rebanho vacinado em um dos escritórios do Idiarn, da Emater ou secretarias municipais de Agricultura. Essa declaração precisa ser feita até no máximo o dia 16 de setembro.

Segundo o Idiarn, caso a vacinação das bezerras bovinas e bubalinas de 3 a 8 meses de idade não seja feita e a declaração não seja entregue, os produtores ficarão impossibilitados de emitir a Guia de Trânsito Animal e produtores de leite não poderão fornecer aos laticínios do estado.

“A doença causa problemas reprodutivos e, por se tratar de zoonose, pode afetar até o homem. A prevenção do rebanho se dá com a vacinação das bezerras bovinas e bubalinas com idade de 3 a 8 meses com a vacina B19”, explica o diretor de Inspeção e Sanidade Animal do Idiarn, Renato Dias.

Segundo o diretor, a ação acontece com base na instrução normativa nº 10, de 3 de março de 2017, que regulamenta as medidas de prevenção contra a doença. A lista de locais onde a vacina pode ser adquirida está no site do Idiarn.

Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe termina nesta sexta

Doses restantes ficarão disponíveis para a população em geral

Publicado em 30/05/2019 – 10:55

Por Agência Brasil  Brasília

Termina nesta sexta-feira (31) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, destinada a vacinar exclusivamente o público prioritário, entre eles, idosos, crianças, gestantes, profissionais de saúde e professores. De acordo com o Ministério da Saúde, a partir de segunda-feira (3), as doses restantes da campanha ficarão disponíveis para a população em geral. Até esta quarta-feira, 44,6 milhões de pessoas que buscaram os postos de vacinação, o que representa 75% da população-alvo.

Ouça a reportagem da Rádio Nacional: Termina nesta sexta vacinação contra gripe para grupos prioritáriosAudio Player00:0000:00

“Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

 Dia D de vacinação contra a gripe no Leme, na zona sul do Rio de Janeiro.

Campanha de vacinação contra a gripe quer imunizar 90% do público-alvo – Tomaz Silva/Agência Brasil

A meta do ministério é vacinar 90% do público-alvo, formado por 59,4 milhões de pessoas. Dois estados já bateram a meta de 90%: Amazonas (94,4%) e Amapá (94,7%). Os estados com menor cobertura vacinal são Rio de Janeiro (57,6%), Acre (64,9%) e São Paulo (65,4%). Segundo a pasta, a campanha mantém, em todo o país, uma estrutura com mais de 41,8 mil postos de vacinação e a participação de aproximadamente 196,5 mil pessoas.

Os dados divulgados pelo ministério indicam que, entre a população prioritária, os funcionários do sistema prisional registram a maior cobertura vacinal, com 94,2%, seguido pelas puérperas (91%), indígenas (86,7%), idosos (85,3%) e professores (82,8%). Os grupos que menos se vacinaram foram os profissionais das forças de segurança e salvamento (32,2%), população privada de liberdade (50,4%), pessoas com comorbidades (66,6%), crianças (69,9%), gestantes (70,8%) e trabalhadores de saúde (72,9%).

No Brasil, a escolha do público prioritário obedece recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias”, diz a pasta da Saúde.

Assista na TV Brasil: Campanha de vacinação contra a gripe foi prorrogada

Campanha de vacinação contra a gripe é realizada em três shoppings de Natal

Midway, Partage Shopping e Cidade Jardim têm pontos

Por Redação, Portal no Ar

10 de maio de 2019 | 07:10

 

Com seis mortes por causa da doença, a campanha de vacinação contra a gripe segue em Natal até o próximo dia 31. Para reforçar as ações, as vacinas estão sendo aplicadas todos os dias da semana em três shoppings de Natal.

Midway Mall, Partage Norte Shopping e Cidade Jardim contam com espaços de vacinação também aos sábados e domingos.

O público alvo da campanha é composto por: crianças na faixa etária de seis meses a menos de 6 anos de idade; gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); idosos a partir dos 60 anos; trabalhadores da saúde; professores de escolas públicas e privadas; portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade; e funcionários do sistema prisional.

Até essa quinta-feira (9), 116.809 doses já foram aplicadas na capital potiguar. Além disso, um dos públicos alvos, as puérperas, já passaram da meta de cobertura vacinal, que era imunizar 1.420 mulheres nessa situação (um total de 1.584 já se vacinaram).