MP pede que TCU investigue férias de R$ 2,4 milhões de Bolsonaro

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, pediu que a Corte investigue a quantia de R$ 2,4 milhões gasta pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), durante as férias em São Paulo e Santa Catarina.

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“O tribunal, no cumprimento de suas competências constitucionais de controle externo de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da Administração Pública federal, decida pela adoção das medidas necessárias a conhecer e avaliar a natureza e a composição das despesas”, diz trecho do documento.

Na representação, Furtado diz que os valores são “assombrosos” e pede que os gastos sejam detalhados. Ele ainda cita o agravamento da pandemia no país e a necessidade de corte de gastos públicos. “Causou-me indignação a notícia de que o presidente tenha gasto o exorbitante montante”, escreveu.

Confira representação Representacao-ferias-do-Presidente Baixar

Justiça Potiguar

Contrato de R$ 912 mi da gestão de Teich está na mira do TCU

Ministério comprou 80 milhões de aventais de saúde sem especificar quantos profissionais e quais lugares receberiam o material

Por Robson Bonin 17 maio 2020, 11h05 – Publicado em 17 maio 2020, 10h33

O TCU investiga a compra, na gestão do ex-ministro Nelson Teich, de 80 milhões de aventais ao custo de 912 milhões de reais. Na semana passada, o tribunal mandou interrogar o servidor que autorizou a mega compra. Numa fiscalização, os técnicos da Corte constataram que o negócio foi fechado sem que o ministério oferecesse no processo “informações sobre o dimensionamento do quantitativo dessa compra, em termos de profissionais e localidades a receberem os produtos”, diz o TCU.

O risco é de que o governo tenha realizado “contratação superdimensionada e antieconômica”. O tribunal aponta ainda “riscos relacionados à logística de aquisição e distribuição dos produtos que podem resultar em entrega de produtos à população alvo de forma intempestiva, comprometendo a eficácia da aquisição almejada”.

 preço unitário (R$ 11,40) dos aventais também está na mira. Não há no processo, segundo o tribunal, um estudo sobre o valor adequado dos materiais, “o pode resultar em dano ao erário”.

O TCU também investiga a capacidade da empresa Inca Tecnologia de Produtos e Serviços para fornecer o produto “com a quantidade, qualidade e no prazo necessário considerando o atual cenário de emergência internacional em saúde”. O relator do caso é o ministro Benjamin Zymler.