Ministro diz que quem vazou foto no Enem se arrependerá de ter nascido

Após confirmar que uma foto do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que circula desde às 15h é verídica e dizer que o vazamento não prejudicou o andamento da prova, o ministro Abraham Weintraub afirmou que vai “escangalhar ao máximo” a vida de quem publicou a foto.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante apresentação do Compromisso Nacional pela Educação Básica - Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante apresentação do Compromisso Nacional pela Educação BásicaImagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Alex Tajra, Guilherme Mazieiro e Nathan Lopes – Do UOL, em São Paulo e em Brasília – 03/11/2019 17h20 Atualizada em 04/11/2019 01h46

Em entrevista coletiva após a prova, ele disse ainda que quer fazer a pessoa se arrepender “amargamente de um dia ter vindo ao mundo.”

O ministro afirmou que tudo indica que o responsável pelo vazamento da imagem foi um fiscal do exame. Se confirmado, o responsável não trabalhará novamente na aplicação da prova na próxima semana.

“Eu sou a favor de que uma pessoa que é um transgressor pague o preço da transgressão dela. Eu sou uma pessoa que acha que as punições no Brasil são leves. Vamos atrás de absolutamente tudo”, afirmou Weintraub.

O exame teve 5,1 milhões de inscritos neste ano. O MEC afirmou, todavia, que 1,2 milhão — ou seja, 24% dos candidatos — não compareceu neste domingo (3). O índice de abstenção é similar ao observado no primeiro dia de prova do ano passado, quando 24,9% dos inscritos deixaram de fazer a primeira etapa do exame.

Durante o pronunciamento, o ministro também afirmou que 376 participantes foram eliminados em todo o país por descumprirem regras do edital.

Ministro minimiza falha de segurançaUOL Notícias

“Tudo segue normal”

Mais cedo, logo após o vazamento da prova nas redes sociais, Weintraub afirmou que a divulgação da imagem enquanto os candidatos ainda faziam a prova não prejudicou o andamento do exame. “Tudo segue normal”, avaliou o ministro.

“Todos os procedimentos já haviam sido realizados, de segurança, a prova já havia sido distribuída e alguém tirou uma foto e colocou nas redes”, disse em um vídeo publicado na sua conta do Twitter.

“Agora a Polícia Federal vai identificar essa pessoal responsável e vai tomar as devidas providências legais contra ela”, completou o ministro. Ele afirmou que se suspeita que o vazamento tenha ocorrido em um local de prova em Pernambuco.

Candidato burlou segurança, tirou foto da prova e publicou na web - Reprodução/Twitter
Candidato burlou segurança, tirou foto da prova e publicou na webImagem: Reprodução/Twitter

Ministro falou em mais rigor com eletrônicos

Ontem, o ministro havia reforçado, em cadeia nacional de TV, que endureceria o rigor quanto ao uso de equipamentos eletrônicos no Enem deste ano. Os candidatos seriam eliminados até mesmo se o celular guardado em envelope lacrado emitisse algum som durante a prova.

Hoje, ao menos um candidato burlou as regras de segurança, não entregou o aparelho para os fiscais, tirou-o no meio da prova, fotografou o exame e postou a imagem na web. Com acesso à internet, pode ter ainda consultado respostas às perguntas.

Mas o Inep, órgão vinculado ao MEC e responsável pela prova, corroborou a posição do ministro e afirmou que “todos os participantes já tinham passado pelos procedimentos de segurança e estavam nos locais de prova” quando o vazamento foi identificado.

“O Inep informa que é real a imagem da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 que circula nas redes sociais. É importante esclarecer que a divulgação, que ocorreu após o início da aplicação, não prejudicou o andamento do exame. Todos os participantes já tinham passado pelos procedimentos de segurança e estavam nos locais de prova”, diz nota do Instituto enviada à reportagem.

Ministro Dias Toffoli suspende efeitos de decisão que exigia quórum de 2/3 para recebimento de denúncia contra prefeito


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, acolheu pedido de Suspensão de Segurança (SS) 5279 apresentado pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Iranduba (AM) e suspendeu os efeitos de decisão de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM) que havia anulado portaria da Legislativo municipal que instalou comissão para processar o prefeito por prática de infração político-administrativa.

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O desembargador do TJ-AM considerou que seria necessário o quórum qualificado de 2/3 para recebimento da denúncia contra o prefeito, o mesmo exigido para o processo de cassação de governador do estado e presidente da República, e não o quórum de maioria simples previsto no artigo 5º, inciso II, do Decreto-Lei nº 201/1967 (que dispõe sobre a responsabilidade dos prefeitos e vereadores).

O prefeito Francisco Gomes da Silva é acusado de não repassar contribuição previdenciária (patronal e servidor) ao Instituto de Previdência de Iranduba (INPREVI) nos exercícios de 2017 e parte de 2018. A denúncia contra ele foi recebida por maioria simples dos vereadores em sessão realizada em 13 de dezembro de 2018. Alegando que a denúncia somente poderia ter sido recebida por deliberação de 2/3 da Câmara Municipal, o prefeito impetrou mandado de segurança no TJ-AM e obteve decisão favorável.

No Supremo, a Mesa Diretora da Câmara Municipal alegou que ao declarar a não recepção do dispositivo do Decreto-Lei nº 201/1967 pela Constituição Federal, o desembargador do TJ-AM impediu o regular exercício das funções constitucionais do Legislativo municipal, em ofensa à ordem pública jurídico-administrativa.

Ao acolher o pedido da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Iranduba, o ministro Toffoli afirmou que a manutenção da decisão proferida pelo desembargador do TJ-AM gera ameaça de grave lesão à ordem pública, na medida em que impede o exercício das prerrogativas da Câmara Municipal, em especial a possibilidade de instaurar processo de cassação de prefeito, nos termos delineados pelo Decreto-Lei nº 201/1967.

O presidente do STF acrescentou que a norma do artigo 86 da Constituição Federal – que exige o quórum de 2/3 da Câmara dos Deputados para o recebimento de denúncia contra o presidente da República – não é de reprodução obrigatória, mas sim de aplicabilidade restrita ao chefe do Poder Executivo Federal.

VP/CR

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General Santos Cruz é demitido por Bolsonaro

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi demitido da Seceretaria de Governo da Presidência da República nesta quinta-feira (13) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. O ministro se envolveu em crises com os filhos do presidente em janeiro e em um embate com Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro.

Da Redação 13/06/19 – 17h47 – Atualizado em 13/06/19 – 17h50

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
General Carlos Alberto Santos Cruz (Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Santos Cruz é o terceiro ministro a sair do governo Bolsonaro, depois de Gustavo Bebianno (Secretaria Geral) e Ricardo Vélez Rodríguez (Educação). O general se incomodou com a interferência de Olavo de Carvalho na gestão e, principalmente, com os ataques do escritor e pelo grupo ideológico que o cerca. O ministro chegou a reagir em entrevista recente à Folha.

“Eu nunca me interessei pelas ideias desse senhor Olavo de Carvalho. Por suas colocações na mídia, com linguajar chulo, com palavrões, inconseqüente, o desequilíbrio fica evidente”, disse, em março, Santos Cruz

Istoé