Senadora Kamala Harris é escolhida vice de Biden nas eleições dos EUA

Biden anunciou o nome em sua conta no Twitter

Publicado em 11/08/2020 – 18:09 Por Agência Brasil* – Washington

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, escolheu nesta terça-feira (11) a senadora Kamala Harris, da Califórnia, como vice para a eleição de 3 de novembro. Ele fez o anúncio em sua conta na rede social Twitter.

Kamala Harris tem 55 anos e será a primeira mulher negra em uma importante chapa presidencial na história dos Estados Unidos.

Biden, que foi vice-presidente nos dois mandatos do ex-presidente Barack Obama, havia dito que escolheria uma mulher como companheira de chapa, e entre as cotadas estava a senadora Kamala Harris.

*Com informações da Reuters

Nicolás Maduro é acusado por tráfico de drogas pelos Estados Unidos

Governo americano indicia presidente da Venezuela por ‘conspiração de narcoterrorismo’ em manobra diplomática para pressioná-lo a deixar o cargo

Por Da Redação – Atualizado em 26 mar 2020, 14h50 – Publicado em 26 mar 2020, 14h23

Mesmo que Nicolás Maduro (acima) seja condenado sem sua presença no julgamento, nada acontecerá a menos que ele vá aos Estados Unidos – 14/01/2020 Manaure Quintero/Reuters

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, foi indiciado nos Estados Unidos nesta quinta-feira, 26, por liderar uma “conspiração de narcoterrorismo” e por tráfico de cocaína. Promotores federais americanos disseram que ele comandava um violento cartel de drogas enquanto ganhava poder no país.

Segundo a acusação, o objetivo do cartel de Maduro era “‘inundar’ os Estados Unidos com cocaína e infligir os efeitos nocivos e viciantes da droga aos usuários do país”. Maduro também teria negociado remessas de toneladas da droga produzidas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), organização paramilitar de guerrilha, fornecendo armamento militar ao grupo e facilitando “o tráfico de drogas em larga escala”.

O jornal americano The New York Times reporta que Departamento de Estado está oferecendo recompensa de até 15 milhões de dólares por informações que levem à captura ou condenação de Maduro, que permanece na Venezuela como chefe do Poder Executivo, amparado pelos militares.

A acusação faz parte da escalada da campanha do governo do presidente Donald Trump para pressionar o líder venezuelano a deixar o cargo, após a sua reeleição amplamente contestada de 2018 e sua posse em janeiro de 2019. Há um mês, durante o Discurso sobre o Estado da União, o americano chamou Maduro de “governante ilegítimo, um tirano que brutaliza seu povo” e prometeu que “seu controle sobre a tirania será esmagado e quebrado”.

Contudo, mesmo que o presidente da Venezuela seja condenado à revelia (ou seja, sem sua presença no julgamento), nada tenderá a acontecer – a menos que ele pise nos Estados Unidos, o que é, no mínimo, improvável. A acusação, anunciada pelo Procurador-Geral e secretário de Justiça americano, William Barr, funciona mais como uma manobra diplomática para abalar a liderança de Maduro.

Além de Maduro, também foram indiciados autoridades de seu governo e membros das Farc. Entre eles, o chefe de Justiça da Venezuela, Maikel Moreno, foi acusado de lavagem de dinheiro e o ministro da Defesa do país, de narcotráfico.

No ano passado, o ex-vice-presidente de Maduro, Tareck El Aissami, foi acusado pelos Estados Unidos de envolvimento no tráfico internacional de drogas. O Departamento do Tesouro americano também denunciou Diosdado Cabello, ex-presidente da Assembléia Nacional da Venezuela e principal aliado civil do presidente, por tráfico de entorpecentes e corrupção. Além disso, dois sobrinhos de Maduro estão presos por tráfico de drogas nos Estados Unidos.

Coronavírus: EUA tem cerca de 70.000 casos e mais de 1.000 mortes

Nova York é um dos estados mais atingidos, com 280 mortes na cidade de mesmo nome desde o início da epidemia em dezembro, no centro da China

Por Da Redação – Atualizado em 26 mar 2020, 09h45 – Publicado em 26 mar 2020, 08h52

Mulher com máscara caminha no aeroporto John F. Kennedy International Airport, em Nova York – 09/03/2020 /Eduardo Munoz/Reuters

Os Estados Unidos registraram nesta quinta-feira, 26, 1.046 mortes causadas pelo novo coronavírus, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, que mantém um monitoramento em tempo real da pandemia. São 69.197 casos da doença, o que coloca o país em terceiro lugar, logo atrás de Itália e da China, em relação ao número de infectados.

Algumas horas antes, o número de mortes era 827. Nova York é um dos estados mais atingidos, com 280 mortes na cidade de Nova York desde o início da epidemia em dezembro, no centro da China.

De acordo com números encaminhados, no início do mês, ao Congresso americano, entre 70 milhões e 150 milhões de pessoas poderão ser infectadas nos Estados Unidos, que tem aproximadamente 327 milhões de habitantes.

O Senado americano aprovou um plano histórico de 2 trilhões de dólares (10 trilhões de reais) de apoio à primeira economia mundial, asfixiada pela pandemia de Covid-19. O texto ainda tem que passar pela Câmara dos Representantes e ser sancionado pelo presidente Donald Trump.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, já infectou perto de 450.000 pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000. Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 240.000 infectados, é onde surge atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com maior número de mortes – 7.503 em 74.386 casos registrados até hoje. Vários países adotaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena e o fechamento de fronteiras.

(Com Agência Brasil)

Filha de general morto pelos EUA ameaça Trump com ‘dias sombrios’

Em entrevista em rede nacional, Zeinab Soleimani disse que Israel também pagará pelas consequências do ataque. Novo general promete ações

Do R7

6/1/2020 às 07h54 (Atualizado em 6/1/2020 às 07h58)

EFE/EPA/IRAN PRESIDENT OFFICE
Filha de Soleimani ameaça EUA com ‘dias sombrios’

A filha do general iraniano Qassem Soleimani, assassinado pelos EUA na quinta-feira (2), deu entrevista a uma emissora de televisão no Irã e disse que os Estados Unidos podem se preparar para “dias sombrios” depois da morte do pai.

Soleimani foi morto por drones perto do aeroporto de Bagdá. A ordem da execução veio diretamente do presidente americano, Donald Trump, depois que um cidadão americano morreu em um ataque no Oriente Médio.

Zeinab Soleimani, a filha do general, ameaçou o presidente e disse que os EUA devem pagar pelas consequências do ataque. “Louco Trump, não pense que está tudo acabado com o martírio do meu pai”, disse. Ela disse que os “dias sombrios” também chegarão a Israel, aliado do americano.

Aumento da tensão

O depoimento de Soleimani vem depois que o substituto do pai na liderança da Guarda Revolucionária Iraniana, o general Esmail Ghaani, disse que tiraria “a América da região”.

Desde o ataque, militares e o presidente do Irã falam sobre vingança pelo ataque e prometeram agir contra os Estados Unidos. No funeral de Soleimani, Ghaani disse que “Deus prometeu que teria sua vingança, e Deus é o maior vingador. Certamente, ações serão tomadas”.

Os dois países trocaram ameaças e Trump chegou a endurecer o tom e dizer que a reação dos EUA pode ser “desproporcional”.