Valeixo diz que Bolsonaro queria trocá-lo por alguém com “mais afinidade

Declarações do ex-diretor-geral da Polícia Federal complicam a situação do presidente Jair Bolsonaro no inquérito aberto pelo Supremo para investigar as declarações de Moro


RS Renato Souza postado em 11/05/2020 16:31 / atualizado em 11/05/2020 19:42

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

O delegado Maurício Valeixo, ex-diretor-geral da Polícia Federal, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro queria tirá-lo do comando da corporação para colocar no lugar alguém com quem ele tivesse “mais afinidade”. Em depoimento à PF nesta segunda-feira (11/5), ao qual o Correio teve acesso, Valeixo declarou que o chefe do Executivo não apresentou motivos técnicos para fazer a troca.

depoimento durou quase sete horas. Valeixo foi ouvido por dois delegados e três procuradores. Ele confirmou que não pediu demissão, o que complica a situação do presidente Jair Bolsonaro, acusado por Sergio Moro de tentar interferir na PF.

O presidente afirmou que Valeixo tinha pedido a exoneração e essa informação chegou a ser publicada no Diário Oficial da União. Além de Valeixo, que foi ouvido em Curitiba, prestam depoimento também, mas em Brasília, os delegados Ricardo Saadi, ex-superintendente do Rio; e Alexandre Ramagem, que é próximo da família Bolsonaro e chegou a ser nomeado para o comando da corporação, mas que teve a posse barrada por decisão do ministro Alexandre de Morares, do Supremo Tribunal Federal.

Os detalhes do depoimento de Neymar

Ele reitera o uso de preservativo; caso será analisado pelo MP

Por João Batista Jr.

14 jun 2019, 12h40 – Publicado em 14 jun 2019, 12h23

O jogador Neymar conversa com jornalistas após prestar depoimento na Delegacia da Mulher, em São Paulo: só bebida  (Andre Penner/AP)

Neymar prestou depoimento sem driblar nenhuma pergunta ou se queixar do teor das questões feitas na quinta-feira 13 pela delegada Juliana Bussacos, titular da 6ª Delegacia da Mulher, de Santo Amaro. Um ponto debatido foi o quão alterado ele estaria na noite do dia 15 de maio. Mensagens de WhatApps mostram-o afirmando para Najila Trindade estar chapado. Neymar disse em depoimento: “Eu não uso drogas”. Segundo o atleta, ele havia ingerido bebida alcoólica em uma festa antes de ir ao Sofitel, hotel onde a modelo estava hospedada. Mas não o suficiente para fazer algo agressivo e do qual não se lembraria, ainda segundo sua versão.

Em depoimento à polícia, Najila afirmou que conseguiu se desvencilhar de Neymar e se trancou no banheiro da suíte. Ele, então, teria se masturbado e ejaculado sem a presença dela, sozinho na cama. Neymar deu outra versão desse caso. Ele disse que usou preservativo e que houve sexo com consentimento, sem ela ter precisado “escapar” dele porque tudo ocorria de forma harmoniosa.

Ao contrário do divulgado, a Polícia Civil não mostrou ao jogador nenhum laudo feito por Najila de forma particular. A modelo acusa o atacante do Paris Saint-Germain de agressão e estupro. O caso será encaminhado ao Ministério Púbico de São Paulo.

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