Butantan desenvolve a primeira vacina nacional contra covid-19

Testes em humanos ainda não começaram

Publicado em 26/03/2021 – 11:31 Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

 O Instituto Butantan anunciou hoje (26) que começou a desenvolver a produção-piloto da primeira vacina brasileira contra o novo coronavírus. A expectativa é que os ensaios clínicos de fases 1 e 2 em humanos comecem em abril, o que ainda precisa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Chamada de ButanVac, essa seria uma vacina desenvolvida e produzida integralmente no Butantan, sem necessidade de importação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). Segundo o governo, os resultados dos testes pré-clínicos realizados com animais se mostraram “promissores”, o que permitiria evoluir para estudos clínicos em humanos.

A produção-piloto do composto já foi finalizada para aplicação em voluntários humanos durante os testes. Os resultados da pesquisa clínica em humanos vão determinar se a vacina é segura e tem resposta imune capaz de prevenir a covid-19.

“Este é um anúncio histórico para o Brasil e para o mundo. A ButanVac é a primeira vacina 100% nacional, integralmente desenvolvida e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, que é um orgulho do Brasil. São 120 anos de existência, o maior produtor de vacinas do Hemisfério Sul, do Brasil e da América Latina e agora se colocando internacionalmente como um produtor de vacina contra a covid-19”, disse o governador de São Paulo, João Doria.

Para a produção da vacina, o instituto deverá usar tecnologia já disponível em sua fábrica de vacinas contra a gripe, a partir do cultivo de cepas em ovos de galinha, que gera doses de vacinas inativadas, feitas com fragmentos de vírus mortos.

A iniciativa do novo imunizante faz parte de um consórcio internacional do qual o Instituto Butantan é o principal produtor, responsável por 85% da capacidade total, de acordo com o governo do estado, e tem o compromisso de fornecer a vacina ao Brasil e aos países de baixa e média renda.

Diretor-presidente do Butantan, Dimas Covas, avaliou que a tecnologia utilizada na ButanVac é uma forma de aproveitar o conhecimento adquirido no desenvolvimento da CoronaVac, vacina desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica Sinovac, já disponível para a população brasileira.

“Entendemos a necessidade de ampliar a capacidade de produção de vacinas contra o coronavírus e da urgência do Brasil e de outros países em desenvolvimento de receberem o produto de uma instituição com a credibilidade do Butantan. Em razão do panorama global, abrimos o leque de opções para oferecer aos governos mais uma forma de contribuir no controle da pandemia no país e no mundo”, disse Covas. Segundo ele, a parceria com a Sinovac será mantida e não haverá nenhuma alteração no cronograma dos insumos vindos da China.

A previsão do diretor-presidente do Butantan é que será possível entregar a vacina brasileira ainda este ano. “Após o final da produção da vacina contra Influenza, em maio, poderemos iniciar imediatamente a produção da Butanvac. Atualmente, nossa fábrica envasa a Influenza e a CoronaVac. Estamos em pleno vapor”, disse.

Tecnologia

A tecnologia da ButanVac utiliza um vetor viral que contém a proteína Spike do coronavírus de forma íntegra. O vírus utilizado como vetor nesta vacina é o da Doença de Newcastle, uma infecção que afeta aves. Por isso, o vírus se desenvolve bem em ovos embrionados, o que permite eficiência produtiva em um processo similar ao utilizado na vacina de influenza, conforme divulgou o Butantan e o governo estadual.

“O vírus da doença de Newcastle não causa sintomas em seres humanos, constituindo-se como alternativa muito segura na produção. O vírus é inativado para a formulação da vacina, facilitando sua estabilidade e deixando o imunizante ainda mais seguro”, diz Butantan.

Anvisa autoriza que Butantan inicie testes clínicos do soro contra covid

Medicamento foi testado apenas em animais até agora; para início das pesquisas, Instituto ainda precisa enviar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária algumas informações faltosas

  • Por Correio Braziliense 24/03/2021 20:39 – Atualizado em 24/03/2021 20:40

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, nesta quarta-feira (24/3), autorização para que o Instituto Butantan inicie os testes em humanos do soro hiperimune anti-Sars-CoV-2 contra covid-19.

A liberação foi condicionada a um termo de compromisso que prevê a entrega de informações complementares. Ou seja, para o início das pesquisas, o Butantan deverá apresentar algumas informações que estão faltando. A Anvisa deve enviar um ofício em que indica as pendências da instituição.

Até o momento, o medicamento foi testado apenas em animais. “Esta será a primeira vez que o soro do Butantan será testado em pessoas, o que exigiu da agência uma avaliação criteriosa dos aspectos técnicos e de segurança do produto”, observou a Anvisa por meio de nota oficial.

O pedido de autorização do estudo foi enviado à Anvisa pelo Butantan em 2 de março. A pasta levou nove dias para analisar o processo. O restante do tempo foi utilizado pelo instituto para complementar dados técnicos que faltavam no pedido original.

“O objetivo da avaliação de uma proposta de pesquisa clínica é verificar se o estudo é suficiente para produzir dados confiáveis sobre a segurança e a eficácia do medicamento. Isso envolve a avaliação do desenho estatístico da pesquisa, perfil de voluntários, definição de doses que serão testadas, entre outros aspectos”, explica a Anvisa.

RN registra 188.428 casos confirmados e 4.249 mortes por Covid-19

Boletim da Sesap destaca 11 óbitos ocorridos nas últimas 24 horas.

Por G1 RN

24/03/2021 16h57  Atualizado há 6 horas


O Rio Grande do Norte tem 188.428 casos de Covid-19 desde o início da pandemia. Foram registradas 4.249 mortes provocadas pela doença no estado, de acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) desta quarta-feira (24). Outros 918 óbitos estão sob investigação.

Por G1 RN

24/03/2021 16h57  Atualizado há 6 horas


Evolução dos casos confirmados e mortes por coronavírus no RN

Dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde através de comunicados e boletins epidemiológicos

No comparativo com o boletim de terça-feira (23), são 40 mortes a mais, sendo 11 ocorridas nas últimas 24 horas em Natal (4), Mossoró (2), Serra negra do Norte (1), Santa Maria (1), São Paulo do Potengi (1), Janduís (1) e Santa Cruz (1).

Atualmente, 1.095 pessoas estão internadas por causa da Covid-19 no RN, sendo 673 na rede pública e 422 na privada. A taxa de ocupação dos leitos críticos (semi-intensivo e UTIs) é de 90,6% na rede pública e continua em 100% na rede privada. Só nos leitos críticos, os internados são 603.

O estado tem ainda 67.408 casos suspeitos da doença e outros 400.357 descartados. O número de confirmados recuperados segue em 138.506, e o de inconclusivos, tratados como “Síndrome Gripal não especificada”, está em 112.950.

A Sesap informa que 430.317 testes de Covid-19 foram realizados no estado até o momento, sendo 229.952 RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 200.365 sorológicos.

Números do coronavírus no RN

  • 188.428 casos confirmados
  • 4.249 mortes
  • 67.408 casos suspeitos
  • 400.357 casos descartados
  • 138.506 confirmados recuperados
RN tem 188.428 casos confirmados de Covid-19 — Foto: PMBV