Covid-19: Brasil passa de 70 mil mortes e 1,8 milhão de casos

Número de recuperados chega a 1,07 milhão

Publicado em 10/07/2020 – 19:36 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília

As mortes por conta da pandemia do novo coronavírus passaram da casa dos 70 mil, segundo atualização diária divulgada pelo Ministério da Saúde hoje (10). Nas últimas 24h, foram registrados 1.214 óbitos, totalizando 70.398. O número total de mortes representa um aumento de 1,7% em relação a ontem (9), quando o painel trazia 69.184 óbitos desde o início da pandemia.

De acordo com a atualização do ministério, 651.666 pessoas estão em acompanhamento e 1.078.763 se recuperaram. Há ainda 4.000 mortes em investigação.

O número de casos confirmados desde o início da pandemia chegou a 1.800.827. O sistema do ministério contabilizou 45.048 pessoas desde o balanço de quinta-feira. O total representa aumento de 2,5% em relação a ontem, quando o sistema marcava 1.755.779 casos confirmados. Foi o sexto dia em número de novos registros desde o início da pandemia.

Estados

Os estados com mais mortes são: São Paulo (17.442), Rio de Janeiro (11.280), Ceará (6.777), Pernambuco (5.482) e Pará (5.224). As unidades da Federação com menos óbitos pela pandemia são Mato Grosso do Sul (146), Tocantins (245), Roraima (393), Acre (417) e Santa Catarina (459).

São Paulo também lidera entre os estados com maior número de casos confirmados, com 359.110, seguido por Ceará (133.546), Rio de Janeiro (129.443), Pará (122.674) e Bahia (101.186). As unidades da Federação com menos pessoas infectadas registradas são Mato Grosso do Sul (12.261), Tocantins (14.509), Acre (15.768), Roraima (21.220) e Rondônia (26.000).

Bolsonaro apresenta sintomas de Covid-19

Da Redação 06/07/20 – 19h31 – Atualizado em 06/07/20 – 19h49

O presidente Jair Bolsonaro apresentou sintomas do novo coronavírus nesta segunda-feira (6) de acordo com informações da CNN Brasil.

Segundo a emissora, o próprio presidente informou à reportagem que está com 38 graus de febre e 96% de oxigenação. Bolsonaro visitou o Hospital das Forças Armadas, em Brasília, e fez uma “chapa do pulmão”. O resultado, de acordo com ele, mostrou que os órgão está limpo. Bolsonaro também realizou o teste de Covid-19 e o resultado deve sair ao meio-dia desta terça-feira (7).

Bolsonaro também informou à CNN que já está fazendo uso da hidroxicloroquina  como forma de prevenção da possível doença. A agenda do presidente nesta semana foi toda cancelada.

Estudo indica que imunidade à Covid-19 pode ser maior do que apontam testes

Estadão Conteúdo 06/07/20 – 10h25 – Atualizado em 06/07/20 – 10h48

Um estudo sueco apontou que pessoas que tiveram resultados negativos em testes de anticorpos para o novo coronavírus, a covid-19, podem ter algum nível de imunidade para a doença. A pesquisa, feita pelo Instituto Karolinska, foi realizada com 200 pessoas. A informação foi divulgada pela BBC.

Os pesquisadores observaram que, para cada exame com resultado positivo para anticorpos contra o vírus, dois tinham células T – células de defesa do sistema imunológico – específicas com capacidade para identificar e destruir células infectadas.

Doadores de sangue e pessoas que fazem parte do primeiro grupo de infectados pelo vírus na Suécia estão entre participantes da pesquisa, que apresenta indícios de que o número de indivíduos com algum tipo de imunidade à doença pode ser maior do que os testes para anticorpos apontam. As mesmas células de defesa foram encontradas em casos leves ou em pacientes não manifestaram sintomas da covid-19.

É necessário verificar se a pessoa apenas está protegida contra o vírus ou se isso faz com que ela também não transmita a doença. O estudo ainda não foi publicado em revista científica – nem passou por avaliação de outros cientistas.

Pacientes recuperados do novo coronavírus podem desenvolver quadro de síndrome pós-Covid

Brasileiros começam a descobrir que o coronavírus é capaz de transformar tarefas corriqueiras, como subir uma escada, em obstáculos intransponíveis e caminhadas em maratonas.

A pediatra Rosana Flintz, que foi infectada, e agora trabalha com dificuldade em virtude dos sintomas da chamada síndrome pós-Covid-19 | Foto: Arquivo pessoal

São “recuperados” da pandemia, mas manifestam uma condição que alguns médicos chamam de síndrome pós-Covid-19. Uma epidemia silenciosa de consequências, paralela à do próprio vírus e já relatada em outros países.

Ela pode acometer não só aqueles que contraíram Covid-19 grave, mas gente que teve quadros leves e moderados. Agora, parte dessas pessoas sente sintomas como fadiga física e mental profunda, dores, dificuldades para respirar, fraqueza muscular, dormência, dificuldade de concentração, alterações na pele, inchaços e dores.

São sintomas inexplicáveis e, por vezes, incapacitantes. E constituem distúrbios que exames podem não mostrar, mas que não são “coisa da cabeça de hipocondríacos”, explica o neurologista Gabriel de Freitas, pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Integrante de um grupo de pesquisa do liderado pelo IDOR para investigar sequelas neurológicas da Covid-19 grave, ele tem visto chegar também pacientes com um quadro semelhante ao da chamada síndrome da fadiga crônica.

Esta é uma condição difusa e ainda mal compreendida, que se sabe ser associada a distúrbios no sistema nervoso central. Ela pode acometer, por exemplo, pessoas que sofreram infecções virais, como Epstein-Barr, e também da Sars, em 2003.

— Tenho visto pacientes pós-Covid com fadiga crônica e dores neuropáticas. Não sabemos por que acontece, quais pacientes são mais vulneráveis e qual o percentual de pessoas que tiveram Covid-19 é suscetível a ter esse tipo de acometimento. Mas ele existe e pode se tornar um problema para muita gente — explica Freitas.

Chamou a atenção dele a procura por atendimento de mulheres jovens, de até 50 anos, que tiveram casos moderados e leves de Covid-19 e agora sofrem com os sintomas de fadiga crônica. Muitas se desesperam porque os sintomas não são mensuráveis por exames de sangue e imagem.

— Não são pacientes com histórico de depressão, tampouco hipocondríacas. É um problema real com alto impacto na qualidade de vida — frisa ele, cujo grupo de investigação de sequelas neurológicas da Covid-19 no IDOR planeja incluir a fadiga após três meses de doença.

‘Dores incomodam até para dormir’

Depressão é algo que nunca houve na vida da arquiteta Marcia Amorim, de 45 anos. Ela costumava curar as dores do dia a dia em caminhadas e travessias.

Em janeiro, se preparava para subir o Escalavrado, uma montanha da Serra dos Órgãos, junto à entrada de Teresópolis (RJ). Mas veio o coronavírus e Marcia agora se desafia a subir a escada do prédio onde mora, pois mal consegue se arrastar da porta do apartamento no Jardim Botânico até o elevador.

Após contrair uma forma “leve” de Covid-19 em maio, pouco mais que uma “gripezinha”, ela submergiu numa fadiga que parece sem fim. Passa os dias de distanciamento social afundada no sofá, se sentindo extremamente cansada, com dores e, por vezes, falta de ar.

Márcia já fez dois testes sorológicos, um PCR, não tem rastro do Sars-CoV-2. Tampouco seus exames de sangue e imagem mostram alterações. Mas isso, literalmente, não a faz se sentir melhor.

A pediatra Rosana Andrade Flintz, que trabalha na UTI infantil do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/UERJ), sobreviveu à Covid-19 grave. Ela tem 47 anos e não tinha qualquer comorbidade, mas, ainda assim, passou 12 dias internada em UTI e precisou ser intubada.

Teve alta há um mês e voltou a trabalhar. Mas sua vida nem de longe regressou ao normal. Sente um cansaço muito, muito grande.

— Fazer uma caminhada cansa demais. Sinto dores pelo corpo, que incomodam até para dormir. Amassar uma banana com canela se tornou uma dificuldade. Isso dá ideia do que sinto. Amassar banana é desafio. Ouço outras pessoas que tiveram Covid-19 relatarem problemas parecidos — diz Rosana.

‘As pessoas não vão sair ilesas’

Um dos maiores especialistas do país em coronavírus, Eurico Arruda, professor titular de virologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, se preocupa com a continuação do avanço da pandemia pelo Brasil e diz que casos de sequelas eram esperados.

— As pessoas não vão sair ilesas. Esse vírus mata os linfócitos T CD4 — frisa Arruda.

Ele se refere às células que funcionam como maestros do sistema imunológico e também são atacadas pelo HIV. Ao passo que o causador da Aids provoca uma doença crônica, o Sars-CoV-2 leva a uma infecção aguda. Embora temporária, ela pode ser grave. São os linfócitos CD4 que organizam toda a resposta do organismo ao ataque do coronavírus.

— Se você quer acabar com a orquestra, dá um tiro no maestro. É isso que o Sars-CoV-2 faz. A pessoa se recupera, não é como a Aids, mas levará um tempo.

Ele acredita que a chamada síndrome da fadiga crônica, que pode acometer pessoas que tiveram infecções virais, será transitória. Porém, representa um transtorno, capaz de afetar as coisas mais básicas da vida de uma pessoa, de hábitos cotidianos, relações pessoais e o trabalho.

— A Covid-19 tem um impacto perverso nas relações de trabalho. Muitas pessoas são negativas em testes porque eles ainda falham, tiveram o quadro clínico da doença, se recuperaram, mas agora sofrem suas sequelas e se desesperam para provar que estão sofrendo o que os exames não mostram. Estamos começando a ver também outros tipos de sequelas neurológicas, cardiológicas, renais. Só vamos colocar o dedo nessas feridas depois, estamos no início — alerta ele.

O hematologista e oncologista Daniel Tabak, que tem se dedicado ao estudo da Covid-19, diz que distúrbios imunológicos são o preço pago pelas pessoas que tiveram quadros leves ou moderados na batalha vencida pelo seu sistema de defesa contra o coronavírus.

Segundo ele, uma possibilidade é que essas sequelas sejam uma espécie de reação autoimune decorrente da briga do corpo com o coronavírus.

Atalho para o cérebro

Arruda começa a investigar a ação do coronavírus na mucosa do nariz (epitélio olfativo), cujo sintoma mais evidente é a perda do olfato. Mais do que isso, o epitélio do nariz é um atalho para o cérebro, o vírus precisa percorrer apenas meio centímetro para alcançá-lo.

— Pretendemos entender melhor distúrbios neurológicos durante e depois da Covid-19 — explica ele.

A neurocientista Fernanda De Felice frisa que as sequelas neurológicas podem ser amplas e que há relatos de casos de falhas de memória, delírios e dificuldades cognitivas.

— A Covid-19 é uma doença muito heterogênea e só agora começamos a buscar compreender como ela pode afetar o cérebro — diz a cientista da UFRJ e da Universidade Queen’s (Canadá) e cujo grupo de pesquisa junto com o IDOR foi o primeiro a alertar, em abril, sobre o risco de sequelas neurológicas da Covid-19 na revista Trends in Neurosciences.

Para alento dos que apresentam sinais de consequências da Covid-19, Gabriel de Freitas diz que eles desaparecem em médio prazo e que existem tratamentos que podem ajudar a aliviá-los, como certos antivirais, antidepressivos e estimulantes. Exames de ressonância magnética funcional poderiam detectar algumas das alterações na forma como o cérebro controla o organismo associadas aos sintomas da fadiga.

— A questão é que não sabemos ainda a escala do problema com o qual estamos lidando. Esse é mais um dos desafios dessa pandemia — salienta ele.

O Globo

RN ultrapassa marca de mil mortes confirmadas; veja números atualizados

Sesap atualizou os dados em boletim divulgado no início da tarde desta terça-feira (30)

O Rio Grande do Norte registrou 40 novos óbitos por coronavírus nas últimas 24 horas, aponta Sesap em boletim divulgado no início da tarde desta terça-feira (30). No total, o Estado já soma 1.034 óbitos confirmados, até ontem havia 994.

Além disso, a Sesap também informou que há 164 óbitos sob investigação.

O número total de casos confirmados está em 30.010, sendo 1.040 casos a mais quando comparado com o boletim divulgado na última segunda-feira (29), onde o número estava em 28.970.

Também há 48.051 descartados e 43.427 suspeitos.

Fonte: 98 FM Natal

Covid-19: Brasil registra 552 óbitos e 30.476 novos casos da doença

Mais de 700 mil pacientes conseguiram se recuperar da doença

Publicado em 28/06/2020 – 19:53 Por André Richter – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Ministério da Saúde divulgou hoje (28) novos números sobre a pandemia do novo coronavírus no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 1.344.143 casos confirmados de covid-19 acumulados e o total de 57.622 mortes. Os casos de pacientes recuperados somam 733.848. 

Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 552 óbitos e 30.476 novos casos da doença. 

A região Sudeste tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 914.004 casos e 52.882 mortes. O Nordeste aparece em segundo com 902.152 casos 36.648 óbitos. Em seguida estão as regiões Norte (502.928 casos e 18.622 mortes), Centro-Oeste (170.996 casos e 3.122 mortes) e Sul (137.254 casos e 2.866 óbitos). 

Boletim epidemiológico covid-19

Boletim epidemiológico covid-19 – Ministério da Saúde

De acordo com o Ministério da Saúde, 3.824 mil casos estão em acompanhamento e 322 óbitos em investigação. 

Testes com vacina de Oxford contra covid-19 começam em São Paulo

Testes com voluntários no Brasil contribuirão para registro da vacina

Publicado em 23/06/2020 – 10:19 Por Agência Reuters – São Paulo

Os testes em voluntários brasileiros da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, contra a covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, tiveram início no último fim de semana na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), informou em nota, na noite de ontem (22), a Fundação Lemann, que financia o projeto.

Os testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19 no Brasil foram anunciados no início do mês e deverão contar, de acordo com a Unifesp, com dois mil voluntários em São Paulo e com mil no Rio de Janeiro, onde serão realizados pela Rede D’Or.

“No último final de semana (20 e 21 de junho), a Fundação Lemann teve a oportunidade de celebrar com os parceiros envolvidos e especialistas responsáveis, o início dos testes em São Paulo para a vacina ChAdOx1 nCoV-19, liderada globalmente pela Universidade de Oxford”, informou a Fundação Lemann, do bilionário empresário Jorge Paulo Lemann.

Segundo a Unifesp, os voluntários em São Paulo serão profissionais de saúde entre 18 e 55 anos e outros funcionários que atuam no Hospital São Paulo, ligado à Escola Paulista Medicina, da Unifesp.

Registro da vacina deve sair este ano

No início do mês, a Unifesp informou que os testes com voluntários brasileiros contribuirão para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para o fim deste ano. O registro formal, entretanto, só ocorrerá após o fim dos estudos em todos os países participantes, disse a universidade.

A vacina, cujo pedido de testes no Brasil foi feito à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela farmacêutica AstraZeneca, está atualmente na fase 3 de testes, “o que significa que a vacina encontra-se entre os estágios mais avançados de desenvolvimento”, disse a Unifesp.

O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido a iniciar testes com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e um dos motivos que levaram à escolha foi o fato de a pandemia estar em ascensão no país.

Outra vacina contra a covid-19, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, deverá começar a ser testada no Brasil no mês que vem, em parceria com o Instituto Butantan, vinculado ao governo do Estado de São Paulo. 

Este teste, segundo o instituto, será financiado pelo governo paulista e deverá contar com nove mil voluntários. Caso a vacina seja bem-sucedida, o acordo prevê a possibilidade ser produzida Instituto Butantan.

CE tem menor taxa de contágio do País e estabiliza curva de Covid-19

Por Theyse Viana /Thatiany Nascimento, metro@svm.com.br 06:30 / 29 de Maio de 2020

Estado atingiu, em maio, o número de reprodução do vírus “ideal”, com queda da velocidade de disseminação, segundo estudo da PUC do Rio de Janeiro; quebra do isolamento, porém, pode retomar cenário pior

Apesar dos bons índices, especialistas apontam que com quebra do isolamento, os números de doentes podem voltar a subir  FOTO: CAMILA LIMA

Ainda não é a notícia que sempre quisemos dar, mas já é melhor do que muitas: a curva de contágio do novo coronavírus no Ceará está, hoje, estabilizada. Uma pesquisa do grupo Covid-19 Analytics, que reúne engenheiros, economistas e cientistas de dados, aponta que o Estado é o único de todo o País com taxa de contágio abaixo de 1 (0,92). Isso significa dizer que, em média, cada infectado no Ceará transmite o vírus para menos de uma pessoa – cenário que, se for mantido, deve frear o avanço da doença e diminuir o número de novos casos.

Atualmente, o Ceará tem 37.821 casos confirmados e 2.733 mortes por Covid-19. Outras 24.979 pessoas estão recuperadas. Em Fortaleza, são 21.328 confirmações da nova virose e 1.804 óbitos, enquanto os recuperados somam 13.950 casos. Os dados são do Integra SUS, plataforma da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), atualizados às 18h04 dessa quinta-feira (28).

O cálculo para se obter o número efetivo de reprodução (R) – nome oficial da “taxa de contágio” – considera variáveis como o crescimento de casos confirmados dia a dia, o número de pacientes recuperados e o de casos ainda ativos. Desse modo, outro fator que interfere nos resultados são os níveis de transparência na divulgação de dados por parte das secretarias de saúde estaduais, já que o Covid-19 Analytics utiliza fontes oficiais.

O levantamento da PUC-Rio mostra as taxas de contaminação no Ceará entre os dias 15 de abril, quando uma pessoa infectada no Estado transmitia a doença para outras 2,75; e 26 de maio, segundo dia em que a taxa ficou abaixo de 1, considerado o “ideal”. O número favorável foi atingido ainda em 25 de maio, quando ficou em 0,99. A taxa atual do Brasil, de 26 de maio, é de 1,89.

O pico de transmissibilidade no Ceará, segundo os dados, foi registrado no dia 22 de abril, quando a taxa de contágio totalizou 3,01 – ou seja, um doente cearense passava o novo coronavírus para cerca de três pessoas, fazendo os casos se multiplicarem com maior velocidade.

O modelo matemático leva em conta também o tempo de recuperação de cada paciente, como explica Gabriel Vasconcelos, pesquisador de pós-doutorado da Universidade da Califórnia e integrante do Covid-19 Analytics. “A taxa está ligada diretamente a quantas pessoas cada doente infecta. O que a faz subir ou descer é a velocidade com que as pessoas se recuperam. Conforme os tratamentos forem avançando, o número desce; se os pacientes ficam doentes por mais tempo, podem infectar mais gente, e a taxa sobe”, pontua.

Cautela

Conforme o pesquisador, “o Ceará tem apresentado uma queda do número de reprodução de forma consistente”, sem oscilações, como o Rio de Janeiro, por exemplo. Aqui, desde 4 de maio, o contágio só cai. “O Estado está mostrando uma tendência estável, é uma coisa boa, aumenta nossa confiança. Mas como o Ceará passou pro patamar menor do que 1 agora, no dia 26, é preciso muita cautela, esperar se vai se consolidar assim. Não estamos dizendo que o número não pode voltar a subir”, alerta Gabriel, destacando que a velocidade de transmissão em cidades do interior, por exemplo, é diferente da Capital. Locais onde a pandemia chegou depois tendem a ter taxas de contágio maiores.

Apesar da tendência positiva, ter cautela no retorno às atividades e ao convívio social é crucial. “O número acabou de ficar abaixo de 1, quarta e quinta eles tendem a ser mais altos, então é preciso ficar de olho. A taxa pode voltar a crescer. Se a ‘volta gradativa’ for realmente gradativa, é uma coisa boa. Se a taxa voltar a subir, tem que voltar a fechar”, sentencia o pesquisador.

O gerente da Vigilância Epidemiológica de Fortaleza, Antônio Lima, informa que os modelos aplicados na Capital são diferentes dos da PUC-Rio, mas confirmam a estabilização e início de queda da média de casos diários na cidade. Já os registros de óbitos semanais seguem num patamar “bastante elevado”, mas também estão “estabilizados desde o dia 10 de maio”.

O epidemiologista pontua que outro fator, apesar de ausente dos cálculos, também é fundamental para se perceber o freio no avanço da pandemia: a menor procura de pacientes pelas unidades de saúde. “Quando falo de dados epidemiológicos, falo de uma semana atrás, existe uma defasagem nas taxas. Mas quando vejo a redução da demanda assistencial em postos de saúde e UPAs, com menos atendimentos de quadros graves de síndromes gripais, isso reflete o dia”.

Retorno

Uma possível razão para o cenário otimista em Fortaleza (epicentro da doença no Ceará) foi o lockdown, em vigor desde 8 de maio. “Modelos desenvolvidos pós-lockdown já mostravam que fim de maio e início de junho seriam de maior estabilidade. Sem isolamento rígido, o pico se estenderia até julho. Não funcionou às mil maravilhas, não é um lockdown europeu, numa comunidade carente é muito mais complexo, mas o isolamento que girou em torno de 60% em alguns dias é satisfatório”, frisa Dr. Antônio.

O retorno gradual às atividades, confirmado ontem (28) pelo Governo do Estado para o dia 1º de junho, considerou uma “combinação” de fatores, segundo ele. “O protocolo tem uma fase de transição, com cuidados rigorosos. As empresas precisam respeitar a restrição de contato, uso de máscara e álcool em gel, evitar aglomeração e manter distanciamento mínimo. O transporte público deve funcionar escalonado, para evitar lotações em horário de pico. São diversas questões para que não haja um novo pico e a fase seguinte possa acontecer”, analisa o gerente.

Em live realizada ontem, o secretário da Saúde do Ceará, Dr. Cabeto, afirmou que os atendimentos no sistema público de saúde caíram 50%, confirmando a tendência de queda de casos e óbitos. Sobre a reabertura do comércio e outras áreas, o titular ressaltou que foi “baseada na ciência”. “Utilizamos critérios baseados na capacidade do sistema de saúde, como leitos por região e números de internações; na mortalidade e letalidade da doença, no risco e gravidade do surto epidêmico; e, por fim, em critérios que consideram a questão territorial”, cita.

Diário do Nordeste

Covid-19: Brasil tem 749 mortes registradas e atinge 13.149

Com 11.385 novos casos, país bate recorde de contaminados em 24h

Publicado em 13/05/2020 – 19:25 Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Brasil teve 749 novas mortes registradas nas últimas 24h e chegou a 13.149. O resultado representou um aumento de 6% em relação a ontem, quando foram contabilizados 12,4 mil falecimentos pela covid-19. O balanço diário foi divulgado no início da noite de hoje (13) pelo Ministério da Saúde.

Já os novos casos confirmaram foram 11.385, totalizando 188.974. O resultado marcou um acréscimo de 6,4% em relação a ontem, quando o número de pessoas infectadas estava em 177.589.

Do total de casos confirmados, 97.402 (51,4%%) estão em acompanhamento e 78.424 (41,5%) foram recuperados. Há ainda 2.050 mortes em investigação. 

A letalidade (número de mortes pelo número de casos) ficou em 7% e a mortalidade (número de casos pela população) ficou em 5,9%. 

Segundo o mapa global da universidade Johns Hopkins, mais atualizado do que o mantido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil passou a França e ocupa a sexta posição em casos confirmados, atrás apenas de Itália (222,1 mil), Espanha (228 mil), Reino Unido (230,9 mil), Rússia (242,2 mil) e Estados Unidos (1,38 milhão).

Os estados com maior incidência (número de casos por 100 mil habitantes) de covid-19 são Amazonas (381,6), Amapá (355,3), Roraima (232,9), Ceará (209,8) Acre (192,1) e Pernambuco (155,9).

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (4.118). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (2.050), Ceará (1.389), Pernambuco (1.224) e Amazonas (1.160).  

Além disso, foram registradas mortes no Pará (946), Maranhão (444), Bahia (236), Espírito Santo (233), Paraíba (157), Alagoas (164), Minas Gerais (135), Paraná (117), Rio Grande do Sul (111), Rio Grande do Norte (105), Amapá (94), Santa Catarina (73), Goiás (61), Piauí (57), Acre (52), Rondônia (50), Distrito Federal (48), Sergipe (42), Roraima (29), Tocantins (21), Mato Grosso (20) e Mato Grosso do Sul (13).

Boletim epidemiológico - covid-19.

Boletim epidemiológico – covid-19. – Ministério da Saúde

Boletim Epidemiológico informa (04) casos suspeitos de COVID-19 em Pedro Avelino

BOLETIM INFORMATIVO _BI_1°_12_2020.SMSPA

A Secretaria Municipal de Saúde informa:

_(04) casos suspeitos com a COVID-19 em nosso município.

_ (34)Pacientes em monitoramento.

_ (01) teste rápido negativo.

Pedro Avelino/RN.
atualizado às 20h00 do dia 13/05/2020