Vacina contra Covid-19 não deverá ser oferecida para toda a população, diz Ministério da Saúde

Pasta diz que não há quantidade disponível para todos e que esquema deve seguir lógica da vacinação da gripe, voltada a grupos específicos

27.nov.2020 às 22h36Atualizado: 27.nov.2020 às 23h20

Natália Cancian
Ana Bottallo

BRASÍLIA E SÃO PAULO Assim que for aprovada, uma vacina contra Covid-19 não deve ser oferecida para toda a população no próximo ano, mas apenas para grupos de maior risco de exposição e complicações pela doença, informou nesta sexta-feira (27) o Ministério da Saúde.

A pasta está trabalhando na construção de um plano nacional de imunização. Um documento preliminar deve ser compartilhado com especialistas e secretários de saúde na próxima terça-feira (1).

Nas últimas semanas, o ministério já vinha falando em iniciar a vacinação por grupos prioritários, como idosos, pessoas com doenças crônicas e profissionais de saúde, mas não estava claro se pensava em estender a oferta.

“Definimos objetivos para a vacinação, porque não temos uma vacina para vacinar toda a população brasileira. Além disso, os estudos não preveem trabalhar com todas as faixas etárias inicialmente, então não teremos mesmo como vacinar toda a população brasileira”, disse a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fantinato. Ela afirma que entre os grupos que hoje não fazem parte de estudos clínicos estão crianças e gestantes.

Com os acordos já assinados até agora, o Brasil pode esperar uma imunização de ao menos um terço da população até o fim do primeiro semestre da população e mais da metade da população até o final de 2021 —a quantidade pode aumentar se forem fechados novos acordos.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse que a oferta para públicos específicos não significa que as outras pessoas não estarão protegidas.

“O fato de determinados grupos da população não serem imunizados não significa que não estarão seguros, porque outros grupos que convivem com aqueles estarão imunizados e dessa forma não vão ter a possibilidade de se contaminar”, afirmou.

CORRIDA DAS VACINAS

Principais candidatas terminam terceira etapa de testes

  1. Pfizer conclui testes e anuncia que vacina contra a Covid-19 é segura e atinge 95% de eficácia
  2. Eficácia da vacina contra a Covid da Moderna é de quase 95%, mostram dados preliminares
  3. Astrazeneca admite erro e enfrenta questionamentos sobre testes
  4. Coronavac produz anticorpos contra a Covid em 97% dos participantes, revelam dados publicados
  5. Rússia projeta vacina 95% eficaz e a metade do preço das concorrentes

Ele comparou a estratégia da vacina contra a Covid-19 com a das campanhas de vacinação contra a gripe, também voltadas a grupos de maior risco de exposição e complicações pelo vírus.

“Nossa meta é vacinar 80 milhões de brasileiros por ano, não falamos em toda a população”, afirma. Segundo ele, a mesma discussão ocorre em outros países.

“Quando falamos de vacinação, o mundo não entende que terá que ter vacina para todos. A Covax [iniciativa da Organização Mundial de Saúde que acompanha nove estudos de vacinas para oferta aos países] almeja 2 bilhões. É uma meta ambiciosa, e não se imagina que haverá vacina para todas as pessoas do planeta”, diz.

Segundo Fantinatto, a definição dos grupos deve levar em conta o cenário epidemiológico do país e as indicações das eventuais vacinas que estiverem disponíveis.

A estatal farmacêutica Sinopharm desenvolve uma vacina com vírus inativado que está em fase 3 de testes na China e nos Emirados Árabes Unidos. REUTERS/Tingshu Wang

O Ministério da Saúde já firmou acordos com a farmacêutica AstraZeneca, que desenvolve vacina em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido), e é signatário da Covax Facility, consórcio de vacinas da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Esses acordos, cujos investimentos foram de R$ 2 bilhões, preveem a disponibilidade de quase 143 milhões de doses ainda no primeiro semestre de 2021 —100,4 milhões de doses da AstraZeneca e mais 42 milhões da Covax.

Só o acordo com a AstraZeneca seria suficiente para imunizar, até o primeiro semestre, 50,2 milhões de brasileiros. Com o anúncio da eficácia do imunizante com uma dose e meia, porém, seria possível vacinar até 65 milhões nessa modalidade.

No entanto, AstraZeneca admitiu erro na administração da dose parcial nos testes e deverá conduzir novos estudos. O esquema de imunização e eficácia do fármaco seguem indefinidos.

A pasta informou, ainda, que a Fiocruz, instituição parceira da vacina da Oxford no Brasil, poderá produzir mais 110 milhões de doses ainda em 2021, se tudo correr como esperado. Para produzi-la, a Fiocruz deve concluir antes o processo de transferência de tecnologia.

A Covax Facility ainda não anunciou previsão de uma vacina com potencial para aprovação no primeiro semestre.

O governo disse também que busca outras fabricantes, cujas vacinas se encontram em fase avançada de desenvolvimento, ainda sem previsão de compras ou acordos.

Além do governo federal, o estado de São Paulo, por meio de parceria com o Instituto Butantan, firmou acordo com a chinesa Sinovac para produzir a Coronavac no país. O acordo prevê 46 milhões de doses, cujas primeiras 120 mil desembarcaram no país no último dia 19. A expectativa do governo paulista é receber 6 milhões de doses até o dia 30 de dezembro.

Em 2021, o Butantan espera receber a matéria-prima para envasar e rotular as 40 milhões de doses restantes no próprio instituto, permitindo, assim, a imunização de mais 23 milhões de brasileiros até a primeira metade do ano que vem.

Após um primeiro momento de envase, o Butantan deverá passar a produzir o imunizante em uma fábrica que está sendo construída para isso, segundo o acordo de transferência de tecnologia. O governo paulista ainda não divulgou detalhes sobre a produção ou esquema de vacinação.

Assim chegamos à conta de ao menos um terço da população vacinada no primeiro semestre (23 milhões de doses da Coronavac mais 50 milhões da vacina de Oxford, considerando duas doses), e mais da metade da população até o fim, já que a partir do segundo semestre a Fiocruz vai produzir mais 110 doses, para um total de 65 milhões de pessoas.

No entanto, há ainda muitas questões sobre a duração da proteção e até se as pessoas que já tiveram Covid-19 precisariam se vacinar também.

“Ainda é preciso acompanhar por mais tempo tanto as pessoas vacinadas [nos ensaios clínicos até agora] quanto as infectadas para saber se esse comportamento difere, mas é possível que essa imunidade seja parecida”, diz Esper Kallás, infectologista da Faculdade de Medicina da USP.

Estudos mais recentes apontam que a imunidade conferida pelo coronavírus Sars-CoV-2 deve durar vários meses, mas as vacinas em última fase de testes vão responder à pergunta se a imunidade, seja ela conferida por anticorpos neutralizantes ou por células de defesa, impede a entrada do vírus no organismo ou apenas protege contra a manifestação sintomática da doença.

“A ciência tem mostrado que a detecção de anticorpos neutralizantes é a melhor forma para dizer se uma pessoa está protegida ou não. E as vacinas em fase de testes até agora tiveram, de uma forma geral, uma boa capacidade de induzir esses anticorpos.”

A resposta sobre a durabilidade das vacinas só deve vir com a chamada fase 4, da vida real. Kallás explica que mesmo vacinas consideradas muito boas, como a do sarampo, podem “perder força” ao longo do tempo. Nesse caso, uma combinação de diferentes vacinas, considerando as muitas opções disponíveis no mercado, pode ser mais vantajosa.

Há, ainda, diversos estudos em fase pré-clínica que devem começar os testes em humanos no próximo ano. Essas vacinas, que chegarão mais tarde na corrida, podem conferir uma proteção diferente. É o caso do grupo do Incor (Instituto do Coração), que desenvolve uma vacina contra o Sars-CoV-2 utilizando partículas semelhantes ao vírus (VLPs, na sigla em inglês).

Coordenados por Jorge Kalil, infectologista e ex-diretor do Instituto Butantan, esses testes buscam essa imunidade protetora mais duradoura e, por isso, devem demorar mais até que possa avançar para as etapas clínicas.

O imunizante deve ser apresentado ainda como gota com inoculação nasal ou oral, uma forma mais atraente especialmente para a logística de transporte e distribuição.

Um dos principais entraves das vacinas que utilizam material genético é sua necessidade de conservação a temperaturas muito baixas, até -20˚C (no caso da Moderna) ou ainda a -70˚C (como a da Pfizer). Até agora, o Brasil não dispõe, em sua rede de frio, de ultracongeladores ou veículos que possibilitem a distribuição dessas vacinas em todo o país nem apresentou plano para isso.

Os pesquisadores concordam que investir em fábricas e em pesquisa e inovação é fundamental. A existência de fábricas não só produtoras mas criadoras de tecnologia colocou países como Estados Unidos e China à frente da corrida.

“O Niaid (do governo dos Estados Unidos) já possuía a plataforma tecnológica. Quando surgiu a Covid, eles apenas utilizaram o material genético para desenvolver a vacina (da Moderna). O ideal é que o Brasil tivesse as suas plataformas tecnológicas desenvolvidas e, quando uma pandemia como essa viesse, pudéssemos agir rapidamente”, diz Kalil.

“O grande legado científico da pandemia da Covid-19 será na produção de vacinas”, finaliza Kallás.​

CRÍTICAS AO ISOLAMENTO SOCIAL

As declarações sobre as vacinas foram dadas em coletiva de imprensa na sede da pasta. No mesmo encontro, representantes do Ministério da Saúde fizeram ataques à defesa do isolamento social, na contramão do recomendado por outras entidades na área da saúde.

Também atribuíram uma redução na mortalidade pela Covid-19 ao que chamam de “tratamento precoce” —não há até o momento nenhum tratamento comprovado contra a Covid que possa ser usado de forma precoce.

O grupo chegou a mostrar um gráfico em que cita duas datas: a entrada do general Eduardo Pazuello como ministro da Saúde e a data de divulgação de um protocolo que amplia o uso da cloroquina, medicamento também sem comprovação de eficácia contra a doença.

Especialistas, porém, têm apontado outros fatores para uma redução na mortalidade que não esses dois pontos. Entre eles está o aprendizado no manejo clínico de pacientes.

RN registra dois óbitos pela covid-19 e 824 novos casos de infecção

O Rio Grande do Norte registra 86.602 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia, de acordo com os dados epidemiológicos divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública neste domingo (22). Foram 824 novos casos em relação à ontem (21). No Estado, 2.660 pessoas morreram devido à doença, sendo duas mortes registradas nas últimas 24h.

O Estado tem ainda 38.907 casos suspeitos e 209.720 casos descartados. Pelos dados divulgados ontem (21), o Estado contabilizava 85.778 casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, 2.658 óbitos, 39.114 casos suspeitos, 208.799 descartados e 73.954 casos inconclusivos, classificados como síndrome gripal não especificada.O número de pacientes recuperados é de 47.431.

Quanto à taxa de ocupação geral das unidades de saúde, os números no início da tarde mostram 48,4%. A região metropolitana está com 49,5% dos leitos ocupados, a região oeste com 59,3% e a Seridó com 16,7% de ocupação.

A Sesap informa ainda que, em todo o Estado, 182 pessoas encontram-se internadas atualmente em leitos clínicos e críticos, públicos e privados,  por causa da covid-19.

A taxa de transmissibilidade do novo coronavírus está em 0,75 no Estado como um todo, segundo dados do Laboratório de Inovação Tecnológica (LAIS) da UFRN, divulgados no fim da manhã de hoje. Essa taxa tem grande variação ao decorrer do dia. No RN, 54 municípios se encontram em zona de risco, enquanto outros 55 estão em zona de perigo.

Manoel Izaque

Brasil deve aderir a programa global de acesso à vacina contra a covid

Anúncio foi feito pelo ministro Pazuello na reunião da ACT

Publicado em 10/09/2020 – 16:49 Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse hoje (10) que o Brasil estuda aderir ao programa Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS), voltado para a promoção de acesso global à vacina contra a covid-19. 

O anúncio foi durante a videoconferência do Conselho de Governança do Access to Covid-19 Tools (ACT) Accelerator, grupo que reúne diversos países para acelerar o fim da pandemia do novo coronavírus (covid-19), por meio do desenvolvimento de testes, tratamentos e vacinas.

“Caso optemos pela adesão, o Brasil poderá ser o maior contribuinte. Gostaria de concluir colocando à disposição de todos a robusta capacidade de produção de vacinas e experiência do Brasil em oferecer acesso universal a serviços de saúde, incluindo vacinação a toda população brasileira”, disse Pazuello.

Hoje (10) foi a primeira reunião do conselho de governança do ACT, composto por 28 países, co-presidido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Comissão Europeia.

O Brasil aderiu ao programa de aceleração em junho e está entre os países com relevante tamanho de mercado no contexto internacional. Nessa mesma categoria, também estão México, China, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Rússia e Coreia do Sul.

“Aderimos à iniciativa com o objetivo de apoiar esse esforço internacional em resposta ao desafio global imposto pela pandemia da covid-19”, disse Pazuello.

O ministro interino afirmou ainda que o Ministério da Saúde seguirá apoiando iniciativas voltadas para garantir o desenvolvimento e o acesso equitativo de diagnósticos, tratamentos e vacinas para a covid-19.

“Posso dizer com segurança que o Brasil sempre estará ao lado de qualquer iniciativa que promova o acesso justo e equitativo a diagnósticos, vacinas e tratamentos e o fortalecimento de sistemas de saúde”, disse.

Coronavírus: Pfizer anuncia sucesso em testes com humanos para vacina

Novas análises serão realizadas para confirmar a eficácia do medicamento

Por Da Redação 2 Jul 2020, 06h32 – Publicado em 1 Jul 2020, 14h06

Uma nova vacina para Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica Pfizer em parceria com a BioNTech teve resultados positivos em um estudo realizado com humanos. O resultado das análises foi publicado pelas empresas nesta quarta-feira, 1º.

De acordo com a descrição do estudo publicada no portal MedRxiv, os pacientes que participaram do teste apresentaram robustos índices de anticorpos neutralizantes ao vírus após 28 dias da primeira dose do fármaco — o desenvolvimento prevê a necessidade de pelo menos duas doses.

Os estudos foram realizados entre 4 de maio e 19 de junho e, ao todo, 24 participantes receberam doses do fármaco em diferentes quantidades. Outros nove, receberam placebo. Entre os que foram vacinados pela dose efetiva, desenvolvida pelas empresas, foi percebido uma maior taxa de anticorpos neutralizantes do que o detectado em pacientes que efetivamente foram infectados pelo novo coronavírus. Estes anticorpos, acreditam os especialistas, são fundamentais para o desenvolvimento da imunidade ao vírus.

A vacina também foi bem tolerada e apresentou efeitos adversos moderados, como dor no local da aplicação e alguns quadros de febre.

Novas análises serão realizadas para confirmar a eficácia do medicamento, se receber aprovação de agências reguladoras, as empresas esperam fabricar até 100 milhões de doses até o final de 2020 e mais 1,2 bilhão até o fim de 2021.

Brasil tem 363 mil casos confirmados de covid-19 e 22 mil mortes

Total de pacientes recuperados soma 149.911

Publicado em 24/05/2020 – 20:15 Por André Richter – Repórter da Agência Brasil – Brasília**

O Ministério da Saúde divulgou hoje (24) boletim atualizado sobre os números da pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 363.211 casos confirmados da doença e 22.666 mortes foram registradas. Os casos recuperados somam 149.911. 

Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 15.813 novos casos e 653 mortes. 

Entre a unidades da federação com o maior número de casos, o estado de São Paulo figura em primeiro lugar, com 82.161 casos confirmados e 6.163 óbitos. Rio de Janeiro aparece na segunda posição com 37.912 e 3.993 mortes. Em seguida estão Ceará (35.595 casos e 2.324 mortes) e Amazonas (29.867 casos e 1.758 mortes) .

De acordo com o Ministério da Saúde, 190 mil casos estão em acompanhamento e 3,5 mil óbitos em investigação

Texto atualizado para complemento de informações.

Covid-19: pais registra 965 mortes nas últimas 24 horas

Publicado em 23/05/2020 – 20:24 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Brasil registrou 965 novas mortes por covid-19 em 24 horas, totalizando 22.013, de acordo com o boletim diário do Ministério da Saúde. A letalidade (número de mortes pela quantidade de casos confirmados) da doença no país está em 6,3%.

O Brasil teve 16.508 novos casos confirmados e chegou ao total de 347.398. Do total de casos confirmados, 182.798 estão em acompanhamento (52,6%) e 142.587 estão recuperados (41,0%) . Há ainda 3.534 mortes em investigação.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de mortes (6.045). No estado, há 80.558 casos confirmados. O estado é seguido pelo Ceará (2.308 mortes e 35.122 casos), Rio de Janeiro (3.905 mortes e 34.533 casos), Amazonas (1.744 mortes e 28.802 casos), Pernambuco (2.144 mortes e 26.786 casos) e Pará (2.001 mortes e 22.697 casos).

COVID-19: Pedro Avelino registra 01 infectado, 02 em investigação e 63 sendo monitorado

De acordo com os dados disponibilizados pela Secretaria Municipal de Saúde de Pedro Avelino nesta segunda-feira (19), o município permanece com 01 (um) caso confirmado, 02 (dois) em investigação e 63 em monitoramento.

BOLETIM INFORMATIVO _BI_1°_16_2020.SMSPA

A Secretaria Municipal de Saúde informa:

_(01) caso confirmado.

_(02) casos em investigação de suspeita com a COVID-19, teste: RT_PCR (swab) aguardando resultado.

_ (63) Pacientes em monitoramento.

_ (03) teste rápido negativo.

_(01) teste rápido positivo

Pedro Avelino/RN.
atualizado às 22h35 do dia 19/05/2020

Anvisa aprova testes rápidos para covid-19 em farmácias

Medida visa diminuir aglomeração de pessoas em hospitais

Publicado em 28/04/2020 – 11:05 Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (28) a aplicação de testes rápidos para a detecção do novo coronavírus (covid-19) em farmácias. Com a decisão, a realização deixará de ser feita apenas em ambiente hospitalar e clínicas das redes públicas e privadas.

“O aumento [dos testes] será uma estratégia útil para diminuir a aglomeração de indivíduos [em hospitais] e também reduzir a procura dos serviços médicos em estabelecimento das redes públicas”, disse o diretor presidente substituto da Anvisa, Antonio Barra Torres.

As farmácias não serão obrigadas a disponibilizar o teste. O estabelecimento que optar pelo procedimento deverá ter profissional qualificado para realizar do exame.

A realização dos exames não servirá para a contagem de casos do coronavírus no país. Em seu voto, Barra Torres, que foi o relator do processo, destacou ainda que o teste não terá efeito de confirmação do diagnóstico para o coronavírus, uma vez que há a possibilidade de o teste apontar o chamado “falso negativo”, quando o paciente é testado ainda nos primeiros dias de sintomas.

“Os testes imunocromatográficos não possuem eficácia confirmatória, são auxiliares. Os testes com resultados negativos não excluem a possibilidade de infecção e os positivos não devem ser usados como evidência absoluta de infecção, devendo ser realizados outros exames laboratoriais confirmatórios”, disse.

A liberação dos testes rápidos em farmácias enfrentava resistências, devido a questões sanitárias e ligadas também à eficácia dos exames. Ao comentar a aprovação da realização dos testes em farmácias, Barra Torres lembrou que esses testes vêm sendo feitos por determinação de alguns governos locais.

A liberação desses testes será temporária e deve permanecer no período de emergência de saúde pública nacional decretado pelo Ministério da Saúde em 4 de fevereiro deste ano.

Covid-19: Brasil bate novo recorde de mortes e casos em um dia

Em 24 horas país registrou 217 mortes e 3.257 novos casos de covid-19

Publicado em 17/04/2020 – 16:00 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília

O Brasil bateu novo recorde de mortes em um dia, com 217, e chegou a 2.141 óbitos em razão de infeção pelo novo coronavírus (covid-19). Já os casos confirmados nas últimas 24 horas também foram recorde, com 3.257, contabilizando o total de 33.682.

A atualização foi divulgada há pouco pelo Ministério da Saúde na plataforma oficial do governo brasileiro que totaliza as estatísticas sobre o tema.

O número de mortes marcou um aumento de 11% em relação a ontem, quando foram registradas 1.924 vítimas da covid-19. Já os casos confirmados representaram um crescimento de 10% sobre os dados de ontem, quando foram contabilizadas 30.425 pessoas infectadas.

São Paulo concentra o maior número de falecimentos (928), quase três vezes o número do segundo colocado, o Rio de Janeiro (341). Os estados são seguidos por Pernambuco (186), Ceará (149) e Amazonas (145).  

Além disso, foram registradas mortes no Paraná (42), Maranhão (40), Minas Gerais (35), Bahia (36), Santa Catarina (29), Pará (26), Paraíba (26), Rio Grande do Norte (23), Rio Grande do Sul (22), Espírito Santo (25), Distrito Federal (20), Goiás (16), Amapá (10), Piauí (oito), Alagoas (sete), Sergipe (quatro), Mato Grosso do Sul (cinco), Mato Grosso (cinco), Acre (cinco), Roraima (três), Rondônia (três) e Tocantins (uma).

A taxa de letalidade do país ficou em 6,4%, um décimo acima do índice registrado ontem, de 6.3%.

Ministério da Saúde/Divulgação

Instituto desenvolve teste rápido para detectar covid-19

Diagnóstico pode ser apresentado em 1 minuto

Publicado em 14/04/2020 – 15:33 Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Teranóstica e Nanobiotecnologia (INCT TeraNano), sediado na Universidade Federal de Uberlândia (MG), está desenvolvendo uma solução para testagem rápida de casos de covid-19 usando tecnologia que pode apresentar o resultado em 1 minuto.

A expectativa dos pesquisadores é que essa solução fique pronta nos próximos 20 dias. Ela utiliza laser para decompor a saliva em grupos químicos. A análise é processada por meio de um sistema de inteligência artificial, fornecendo resultado rápido. Os testes rápidos utilizados no Brasil levam cerca de 30 minutos para dar o diagnóstico.

Segundo o INCT o equipamento empregado é importado. Mas a equipe desenvolveu o protocolo e o algoritmo matemático que permite a avaliação se a pessoa está ou não infectada. Os aparelhos conseguirão fazer até 500 testes por dia. Os laboratórios que quiserem adquirir deverão pagar R$ 90 mil. Cada exame sairá por R$ 40.

A tecnologia dispensa a necessidade de reagente. Esse fator é importante, uma vez que o Brasil depende da compra desse insumo no mercado internacional. E como a demanda está alta em razão da pandemia, o país vem encontrando dificuldade para adquirir esse material.

Alternativa

O INCT também desenvolve uma alternativa. Um sensor portátil pode ser acoplado a um telefone (smartphone). Uma interface permite coletar saliva, que é depositada em um microchip. Essa solução também oferece o diagnóstico em até 1 minuto.

Também será possível detectar a doença pela quantidade de anticorpos no sangue. A estimativa dos pesquisadores é que o custo do exame fique entre R$ 50 e R$ 100. O aparelho deve ficar pronto até o fim de maio.

Esse dispositivo pode ser utilizado, por exemplo, em procedimentos de triagem de hospitais para já identificar os pacientes infectados e direcioná-los de acordo com o protocolo de cada unidade de saúde.

As pesquisas são uma parceria do INCT TeraNano (vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), a Universidade Federal de Uberlândia e uma empresa, Imonoscan.