Presidente e vice do TSE conversam com Maia e Alcolumbre sobre eleições municipais

Aos parlamentares, ministro Luís Roberto Barroso afirmou que há consenso médico em relação à necessidade do adiamento do pleito

08.06.202016:45

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, e o vice-presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, reuniram-se na tarde desta segunda-feira (8) com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a realização das eleições municipais em meio à pandemia do coronavírus.

Barroso relatou aos líderes que conversou nas últimas duas semanas com oito especialistas (epidemiologistas, infectologistas, sanitarista, físico especializado em estatística de pandemia e biólogo). O ministro afirmou aos parlamentares que há um consenso médico sobre a necessidade do adiamento por algumas semanas – primeiro turno entre a segunda quinzena de novembro e o começo de dezembro. Barroso deixou claro, porém, que a definição da data é uma “decisão política”.

“Todos os especialistas têm posição de consenso de que vale a pena adiar por algumas semanas, mas não deixar para ano que vem (2021), porque não muda muito do ponto de vista sanitário. Eles acham que, em agosto, setembro, a curva pode ser descendente. Endossaríamos, portanto, a ideia de adiar por algumas semanas”, disse Barroso aos parlamentares.

As datas do pleito serão definidas pelo Congresso, uma vez que o dia da eleição está previsto na Constituição – primeiro domingo de outubro –, e, para alterá-lo, é necessária emenda constitucional.

Os parlamentares propuseram que os líderes partidários das duas Casas participem de conversas com os médicos. O TSE se comprometeu a organizar reunião com especialistas na semana que vem. A partir da conversa, Câmara e Senado darão andamento à análise das propostas sobre adiamento do pleito.

Ministros e parlamentares também trataram sobre a necessidade de alterar algumas datas importantes vinculadas ao pleito. A questão, porém, será discutida no âmbito do Congresso Nacional.

O presidente do TSE relatou conversas internas para ampliar o horário da votação para 12 horas e prever campanhas para votação em horários conforme a faixa etária. Barroso também pediu ajuda do Congresso para obtenção de doações de empresários para materiais de proteção aos mesários e eleitores, como máscaras e álcool gel.

MO/DM 

Em novo ataque à imprensa, Bolsonaro diz que jornalistas são ‘raça em extinção’

Vou botar os jornalistas do Brasil vinculados ao Ibama, afirma presidente

6.jan.2020 às 10h59 Gustavo Uribe BRASÍLIA

Em mais um ataque à imprensa, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (6) que os jornalistas brasileiros são uma “raça em extinção” e acusou a Folha de escrever mentira.
 
Na entrada do Palácio do Alvorada, onde cumprimentou um grupo de eleitores, ele disse que cada vez menos pessoas confiam na imprensa e que a leitura diária de jornais envenena e desinforma.
 
“Quem não lê jornal não está informado. E quem lê está desinformado. Tem de mudar isso. Vocês são uma espécie em extinção. Eu acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados ao Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente]. Vocês são uma raça em extinção”, afirmou.
 
O ataque do presidente foi feito ao criticar uma reportagem do UOL, que tem participação acionária minoritária e indireta da Folha.

Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta apoiadores na porta do Palácio da Alvorada – Pedro Ladeira – 26.dez.2019/Folhapress

A reportagem lembra que, apesar de estimular os eleitores a não votarem em candidatos que utilizarem o fundo eleitoral, Bolsonaro usou recursos públicos em sua campanha a deputado federal em 2014.
 
O presidente disse que o texto o acusa de ter utilizado o fundo eleitoral. A reportagem refere-se ao repasse de verba pública ao PP, partido ao qual ele era filiado. 
 
“O UOL falou: Bolsonaro falou para não votar em candidatos que usem o fundão, mas ele usou em 2014. O fundão é de 2017. É de uma imbecilidade. Não vou dizer todo mundo aqui, para não ser processado pela ANJ [Associação Nacional de Jornais] e não sei o quê, mas é de uma imbecilidade. Não sabe nem mentir mais”, disse.
 
Na sequência, o presidente criticou campanha publicitária da Folha em defesa da imprensa. Segundo ele, apesar de o jornal saber a diferença entre a verdade e a mentira, ele desinforma. Bolsonaro, no entanto, não apresentou nenhum exemplo ou prova de sua acusação.

A Folha de S.Paulo é a maior fake news do Brasil”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em uma transmissão ao vivo transmitida em telões na avenida Paulista. A fala foi feita uma semana antes do segundo turno da eleição de 2018, que acabou por elegê-lo. Divulgação/

“Porque envenena a gente ler jornal. Chega envenenado. Hoje, a Folha fez um comunicado, apelando ali para assinar, que a Folha sabe exatamente do corte entre a mentira e a verdade. Verdade, sabe exatamente o corte, só que usa a mentira. Essa é a imprensa brasileira, que eu não quero isso para a imprensa”, disse.

O presidente ressaltou que, para este ano, cancelou as assinaturas impressas de jornais e revistas no Palácio do Planalto. Ele, no entanto, manteve as digitais e, após ser criticado, recuou da exclusão da Folha de concorrência pública.

“É importante a informação, não a desinformação ou o fake news. Por exemplo, eu cancelei todos os jornais do Palácio do Planalto. Todos, todos, não recebo mais papel de jornal ou revista. Quem quiser que vai comprar”, disse.

Ao todo, eram assinados em formato impresso sete jornais, incluindo a Folha, e oito revistas. Por dia, eram entregues, em média, 25 exemplares. O custo anual das assinaturas impressas era de cerca de R$ 580 mil. Com a Folha, entre janeiro e outubro, o Palácio do Planalto desembolsou R$ 27.659.

Bolsonaro passará pela 4ª cirurgia após facada no abdome

Operação, que ocorre no próximo domingo (8), vai corrigir hérnia que surgiu no local das intervenções anteriores. Presidente diz que ficará afastado por 10 dias.

Por Patrícia Marques e Kleber Tomaz, TV Globo e G1 SP — São Paulo

01/09/2019 10h14  Atualizado há 6 minutos


Jair Bolsonaro faz exames em São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) passará por uma nova cirurgia no abdome, a 4ª desde a facada sofrida por ele durante a campanha eleitoral de 2018.

Segundo o Palácio do Planalto, o objetivo é corrigir uma hérnia (saliência de tecido) surgida no local das intervenções anteriores.

A operação é de médio porte e será feita Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, de acordo com o médico Antonio Luiz Macedo, que atendeu o presidente após o atendado ocorrido há quase 1 ano.

“Abrimos três vezes no mesmo lugar. Enfraqueceu”, explicou o médico.

Pelas redes sociais, o presidente disse que deve ficar afastado por 10 dias.

“Agora em São Paulo com os Drs. Macedo e Leandro [Echenique, cardiologista]. Pelo que tudo indica curtirei uns 10 dias de férias com eles brevemente. Bom dia a todos”, escreveu Bolsonaro em suas contas no Facebook e no Twitter.

Bolsonaro e os médicos Antônio Macedo (à esquerda) e Leandro Echenique (à direita) durante visita a São Paulo — Foto: Reprodução/Facebook
Bolsonaro e os médicos Antônio Macedo (à esquerda) e Leandro Echenique (à direita) durante visita a São Paulo — Foto: Reprodução/Facebook

Bolsonaro foi avaliado pelos médicos pela manhã, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. De lá, seguiu de helicóptero para o Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus, onde onde participou de uma reunião privada e visitou um jardim. Ele deve voltar para Brasília no fim da tarde.

O presidente foi esfaqueado em 6 de setembro do ano passado, durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora durante campanha eleitoral para a presidência. De lá para cá, passou por três cirurgias. O autor do atentado foi internado por tempo indeterminado em um manicômio judicial.

Fieis fazem fila no Templo de Salomão, em São Paulo, onde Bolsonaro participará de culto — Foto: Abrahão de Oliveira/G1
Fieis fazem fila no Templo de Salomão, em São Paulo, onde Bolsonaro participará de culto — Foto: Abrahão de Oliveira/G1

Cirurgias do presidente

A primeira cirurgia após a facada aconteceu no mesmo dia do atentado, em um hospital de Juiz de Fora. Cinco cirurgiões e dois anestesistas participaram da intervenção. Durante o procedimento, Bolsonaro precisou receber quatro bolsas de sangue, e teve implantada uma bolsa de colostomia.

Dias depois, em São Paulo, Bolsonaro passou por uma segunda cirurgia, onde os médicos reabriram o corte da primeira cirurgia e encontraram a obstrução em uma alça do intestino delgado, que fica na parte esquerda do abdômen.

Em janeiro de 2019, o presidente voltou ao Einstein, em São Paulo, retirada de bolsa de colostomia e ligamento do intestino.

Deputados da oposição não descartam impeachment contra Bolsonaro

Os líderes dos partidos de oposição na Câmara dos Deputados remarcaram para a próxima terça-feira, dia 6 de agosto, reunião para definir estratégia conjunta contra o presidente Jair Bolsonaro. Os deputados avaliam desde acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) até um pedido de impeachment.

Por Lauriberto Pompeu em 30 de julho de 2019

A reunião estava marcada inicialmente para esta terça-feira (30), mas foi adiada em uma semana. Foram convidados os líderes na Câmara da Oposição (Alessandro Molon), Minoria (Jandira Feghali), PT (Paulo Pimenta), PSB (Tadeu Alencar), Rede (Joenia Wapichana), PC do B (Daniel Almeida), Psol ( Ivan Valente) e PDT (André Figueiredo).

A movimentação dos partidos de oposição acontece após uma intensificação de declarações controversas feitas por Bolsonaro.

Nas últimas semanas, ele afirmou que não existe fome no Brasil, defendeu represar recursos para governadores do Nordeste, declarou que iriacortar recursos do cinema brasileiro e criticou o pai do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz.

O líder do PT, Paulo Pimenta, defende que se o STF e o Congresso Nacional não reagirem, os líderes da oposição devem elaborar um pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro.

A solicitação de impedimento também é tratada como uma possibilidade pelo líder do Psol, Ivan Valente.

“A esquerda deve tomar atitude mais ofensiva em relação ao Bolsonaro, vou propor isso na reunião. Agora qual instrumento vamos ter que qualificar ali na hora a correlação de forças para tomar uma posição comum. Não está descartado acionar o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público e até um pedido de impeachment”, disse o deputado do Psol.

Valente diz que Bolsonaro está “normatizando absurdos” e completa: “ele mente compulsivamente, isso sinaliza claramente uma quebra de decoro do cargo presidencial”.

Ao comentar as últimas declarações do presidente, o deputada oposicionista fez uma comparação da atuação de Bolsonaro quando era deputado federal e ressaltou que até seus aliados nas eleições de 2018 não pouparam críticas ao comportamento do político do PSL.

“Ele não é mais um deputado do baixo clero, é presidente da República. Temos que somar essa questão e ver que medidas judiciais cabíveis, junto ao Supremo Tribunal Federal ou junto a própria Câmara dos Deputados. Tem que ser uma coisa com uma base jurídica boa. Observar a reação dos outros partidos de centro. Tem uma repulsa geral, até o Doria criticou ele”, afirmou.

No entanto, o líder do Psol disse que vê preocupação a falta de manifestações dos partidos do Centrão (DEM, PP, PRB, Solidariedade e PL) sobre as falas do presidente.

“Temos que tratar as questões como são: questões graves que revelam incapacidade de governar”, afirmou Tadeu Alencar (PSB-PE), para quem o presidente “precisa de um exame de sanidade”.

O líder do PSB na Câmara, porém, acha que o impeachment não deve ser o primeiro plano dos deputados de oposição, mas também não disse quais medidas podem ser tomadas neste momento:

“Precisamos discutir. Nossa preocupação é discutir a gravidade do momento político e avaliar o papel dos atores políticos diante disso”, desconversou, admitindo, por sua vez, que “se o presidente continuar nessa marcha de insensatez, cada vez mais agressivo e apostando no enfrentamento, é claro que as coisas não podem terminar bem”.

Bolsonaro afirma que não vai propor fim da multa de 40% do FGTS

Ele se reunirá neste domingo com equipe econômica para definir saques

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (20) que não vai propor o fim da multa de 40% sobre o salto do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de empregados demitidos sem justa causa. “Em nenhum momento vocês vão me ouvir falando de acabar com multa de 40% FGTS”, disse a jornalistas, em entrevista em frente ao Palácio do Alvorada.

Ele ponderou, no entanto, que a multa virou regra, uma vez que é difícil ocorrer, segundo ele, demissões sem justa causa. “Dificilmente, você dá demissão por justa causa. Mesmo dando, o cara entra com ação contra você. Dificilmente se ganha ação nesse sentido. Os patrões pagam [a multa]”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa no Palácio da Alvorada.

O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa no Palácio da Alvorada. – Valter Campanato/Agência Brasil

“Assim como quem estava empregado ficou mais difícil ser demitido, quem empregava começou a não empregar mais pensando em possível demissão”, justificou. Apesar disso, afirmou: “Não vou propor [o fim dos] 40%”.

Ontem (19) à noite, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto divulgou nota à imprensa negando qualquer estudo sobre o fim do pagamento da multa.

Saque do FGTS

O presidente disse ainda que amanhã (21) fará uma reunião com ministros para tratar do saque do FGTS. “A palavra final eu vou ouvir essa semana da equipe econômica”, diz. O governo estuda liberar o saque de parte do saldo das contas ativas e inativas do FGTS. A medida injetaria recursos capazes de estimular a economia.

Segundo o presidente, “pequenos acertos” estão sendo feitos. “Não queremos desidratar a questão do Minha Casa, Minha Vida, que é importante para quem precisa de uma casa. Não queremos ser irresponsáveis”. O programa do governo federal, que oferece condições atrativas para o financiamento de moradias para famílias de baixa renda, usa recursos do fundo.

Reforma da Previdência

Bolsonaro disse não acreditar que as críticas que fez a governadores do Nordeste terão impacto na votação da reforma da previdência no Congresso Nacional. “O parlamento não é tão raso como vocês estão pensando”, disse.

A reforma da previdência foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados. A proposta ainda precisa ser aprovada na Casa em mais um turno de votação antes de ser remetida para o Senado Federal, onde terá também que ser aprovada em dois turnos de votação no plenário.

Edição: Wellton Máximo

Governador do Maranhão avalia denunciar Bolsonaro à PGR por racismo

Presidente falou que Flávio Dino é o pior governador do Nordeste

O governador do Maranhão, Flávio Dino RODRIGUES POZZEBOM / AGÊNCIA O GLOBO

POR GUILHERME AMADO

20/07/19 – 06h00 | Atualizado: 20/07/19 – 09h11

O governador do Maranhão, Flávio Dino, avalia ir à Procuradoria-Geral da República contra Jair Bolsonaro pelo crime de racismo. Durante o café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira, Bolsonaro criticou Dino e se referiu aos estados da região Nordeste pelo termo “Paraíba”, termo considerado pejorativo para se referir a nordestinos fora da região, especialmente no Rio de Janeiro, estado de Bolsonaro.

Bolsonaro disse que, dos governadores do Nordeste, o pior é Flávio Dino. “Dos governadores de ‘Paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, afirmou o presidente, dirigindo-se a Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil.

Dino, que é de um partido de oposição a Bolsonaro, o PCdoB, conversou com a coluna sobre o caso.

Como o senhor recebeu a declaração?

Hoje (sexta-feira) ele estava em um dia inspirado. Essa postura sectária dele foi contra diversos setores ao mesmo tempo. Foi contra a Miriam Leitão (Bolsonaro mentiu, afirmando que a jornalista Miriam Leitão inventou ter sido torturada na ditadura militar), os artistas (Bolsonaro ameaçou extinguir a Ancine, caso não haja um filtro cultural nos filmes financiados com dinheiro público), contra quem passa fome (Bolsonaro afirmou que não se passa fome no Brasil) e contra os nordestinos. Ele tem a cada dia piorado.

O senhor fará algo sobre a declaração?

É uma declaração criminosa. Configura um crime, previsto na lei que trata de racismo. Ele não pode falar assim. O presidente da República, ao dizer algo desse tipo, está praticando e incentivando que outros pratiquem o crime de racismo. Se ele não se explicar, vamos tomar providências junto à PGR para apurar a atitude dele.

Seria o crime de racismo?

Não só. Pode configurar trambém o crime de ameaça, ao dar uma determinação a um subordinado dele, o Onyx Lorenzoni, que não dê recursos “a esse cara”. Isso configura uma ameaça. Eu já o cobrei no Twitter e estou esperando para ver o que é isso. Realmente é uma coisa grave. É inédito. Mesmo na ditadura, o (presidente João Figueiredo) mantinha uma relação com vários governadores da oposição, como Franco Motoro, Leonel Brizola. O mesmo aconteceu com o Fernando Collor, com o Fernando Henrique. É atípico que ele determine ao ministro que coordena o governo que persiga um governador. Por que isso?

Como o senhor avalia a relação do presidente com o Nordeste?

Ele tomou poucas iniciativas em relação ao Nordeste. Quando ele nos chamou (os governadores do Nordeste), nós fomos. Foi um diálogo respeitoso, de parte à parte. Nós atendemos mostrando que não há nada agressivo da nossa parte, mas ninguém vai abrir mão de suas ideias para que ele fique feliz. Isso é o mínimo da visão democrática. Temos opiniões diferentes, mas exigimos respeito. Não vamos aceitar desrespeito, agressividade, beligerância com o Nordeste. Estamos esperando uma retratação.

Bolsonaro acompanha votação da reforma da Previdência pela TV

Contato permanente com líderes do governo mantém presidente informado

Publicado em 10/07/2019 – 19:43

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência BrasilBrasília

O presidente Jair Bolsonaro acompanha pela televisão, diretamente de seu gabinete, no Palácio do Planalto, a votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. A informação foi dada pelo porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, durante entrevista com jornalistas no fim da tarde de hoje (10). Neste momento, os parlamentares discutem o texto principal da proposta, que deve ser votad, em primeiro turno ainda na noite desta quarta-feira. 

Briefing do porta-voz da Presidência; Otávio do Rêgo Barros
O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros – Valter Campanato/Agência Brasil

Além de assistir à sessão plenária ao vivo, o presidente mantém contato telefônico permanente com os líderes do governo no Legislativo. São os deputados Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do governo na Câmara, e Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo no Congresso. Ao final da votação, Bolsonaro deve se pronunciar sobre o resultado no Twitter.  

“O presidente vem acompanhando também, por meio de contato com seus líderes, e esses líderes avançam ao presidente as negociações que estão sendo consignadas e lideradas pelo [presidente da Câmara] deputado Rodrigo Maia [DEM-RJ]. Desta forma, o presidente vem sendo abastecido de informações e, como eu disse, tem a esperança de que, no prazo mais curto possível, já tenha firmado, pelo menos em primeiro turno desta votação da Nova Previdência”, disse Rêgo Barros. 

Foi mantendo esses contatos que o presidente soube de uma articulação entre líderes partidários para flexibilizar regras de transição para policiais federais e rodoviários federais na reforma. O destaque ao texto principal, no entanto, ainda não foi analisado. “O presidente foi cientificado. (…) De fato, esse movimento em prol dos policiais federais, ele está a ser analisado por aquela Casa, mas o presidente reforça que o mais importante é a aprovação da Nova Previdência dentro de um contexto maior, que é de apoiar a sociedade e, neste apoio à sociedade, alavancar economicamente o nosso país”.

Perguntado sobre uma possível reinclusão de estados e municípios na reforma da Previdência, caso ela avance para o Senado, o porta-voz do governo enfatizou que essa decisão cabe ao Congresso e que o presidente não deve investir nessa articulação. 

“O presidente já deixou claro que essa questão de estados e municípios é, neste momento, da alçada do Congresso Nacional, em especial da Câmara. Ele não vai tecer comentário ou vai colocar seu poder, como gerente do Executivo, nessa questão”, acrescentou Rêgo Barros.    

Edição: Nádia FrancoTags: reforma da PrevidênciaJair Bolsonarovotação na Câmararêgo barros

Facada em Lula “sairia cachaça com certeza”, diz Bolsonaro

Ex-presidente Lula questionou a veracidade do atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha

Presidente Jair Bolsonaro 13/06/2019 REUTERS/Adriano MachadoFoto: Reuters

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta, 14, que “não dará satisfação” ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar as declarações dados pelo petista em entrevista concedida na noite desta quinta, 13, da sede da Polícia Federal em Curitiba, onde cumpre pena dentro da Operação Lava Jato. Na entrevista, Lula colocou em dúvida o atentado que sofreu durante a campanha.

“Eu teria grana e influência para armar algo desse tamanho?”, questionou Bolsonaro durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto – o Estado foi convidado. Segundo o presidente, a depender do lugar onde uma facada é dada “sangra pra dentro” e, por isso, não há imagens de sangue logo após o atentado ocorrido em Juiz de Fora em setembro do ano passado. Bolsonaro disse ainda que, se dessem uma facada na barriga do Lula, “sairia cachaça com certeza”.

Que eu saiba, presidiário presta depoimento e não dá entrevista“, criticou Bolsonaro ao comentar entrevista concedida por Lula à TVT. “Devolvo a pergunta a Lula: Quem matou Celso Daniel? Ou melhor: quem torturou Celso Daniel antes de matá-lo? Porque ele estava com hematomas”, disse, referindo-se ao assassinato do ex-prefeito de Santo André em 2002.

Canalha

Presente ao encontro, o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, pediu a palavra e chamou Lula de canalha. “Isto é o cúmulo. Ele ainda aventar a hipótese da facada ser mentira. E será que o câncer dele foi mentira? E o câncer da dona Dilma (Rousseff) foi mentira? Alguém disse pra ele isso aí, teve peito de dizer isso pra ele? Isso é uma canalhice típica desse sujeito”, disse Heleno.

Segundo o general, um presidente “desonesto” tinha de ser condenado à prisão perpétua. “Não mereceu jamais ser presidente da República. Eu tenho vergonha de um sujeito desse ter sido presidente da República”, disse.

General Santos Cruz é demitido por Bolsonaro

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi demitido da Seceretaria de Governo da Presidência da República nesta quinta-feira (13) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. O ministro se envolveu em crises com os filhos do presidente em janeiro e em um embate com Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro.

Da Redação 13/06/19 – 17h47 – Atualizado em 13/06/19 – 17h50

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
General Carlos Alberto Santos Cruz (Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Santos Cruz é o terceiro ministro a sair do governo Bolsonaro, depois de Gustavo Bebianno (Secretaria Geral) e Ricardo Vélez Rodríguez (Educação). O general se incomodou com a interferência de Olavo de Carvalho na gestão e, principalmente, com os ataques do escritor e pelo grupo ideológico que o cerca. O ministro chegou a reagir em entrevista recente à Folha.

“Eu nunca me interessei pelas ideias desse senhor Olavo de Carvalho. Por suas colocações na mídia, com linguajar chulo, com palavrões, inconseqüente, o desequilíbrio fica evidente”, disse, em março, Santos Cruz

Istoé

Impeachment de Bolsonaro desanda: Rodrigo Maia é contra e Mourão não é confiável

De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, as discussões sobre um eventual impeachment de Jair Bolsonaro, que ganharam impulso na semana passada, começaram a arrefecer.

Impeachment de Bolsonaro desanda: Rodrigo Maia é contra e Mourão não é confiável

 Os presidentes do STF, Dias Toffoli, da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Davi Alcolumbre, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (Foto: Agência Brasil)

A razão principal, conforme apurado pela colunista, é que o vice-presidente, Hamilton Mourão, não inspira confiança suficiente no universo político para ganhar apoio e assumir o cargo.

O mesmo não acontecia, por exemplo, com Michel Temer, quando era o vice de Dilma Rousseff.

A outra razão é que o tema está, neste momento, fora do radar do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Maia, que votou a favor do impeachment de Dilma, já afirmou a interlocutores que, se os deputados pregam o fortalecimento das instituições, não podem recorrer a atalhos antidemocráticos, tentando criar um ambiente “sem base” para o impeachment.

Sem a anuência dele, que comanda a pauta do parlamento, propostas de impedimento não conseguem prosperar.

Ele tem se posicionado também contra as propostas de semipresidencialismo, que limitariam o poder de Bolsonaro.

Mourão se torna presidente nos casos de impeachment, renúncia ou morte do presidente. Ele só não assumiria caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) casasse a chapa completa que concorreu à eleição em 2018 — Bolsonaro como presidente e ele como vice.

Caso isso ocorresse antes de Bolsonaro e Mourão completarem dois anos de mandato, seriam convocadas eleições diretas. Depois de dois anos, eleições indiretas.

Este post foi modificado pela última vez em 28 de maio de 2019 11:22

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