Campanha de Vacinação contra o Sarampo começou nesta segunda-feira (07)

Publicado: Sexta, 04 de Outubro de 2019, 14h52 Última atualização em Segunda, 07 de Outubro de 2019, 11h42

Para ampliar e fortalecer a vacinação, o Ministério da Saúde estabelece metas para a liberação de recursos. Ao todo, serão R$ 206 milhões disponibilizados aos municípios que atingirem 95% da cobertura vacinal em crianças de 1 a 5 anos

A partir de segunda-feira (7), o Brasil inicia nova Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo em todos os postos de saúde, com foco em dois grupos. O primeiro vai de 7 a 25 de outubro e irá imunizar crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade, com o dia D de vacinação no dia 19 de outubro. Já o segundo grupo, previsto para iniciar no dia 18 e novembro, será direcionado para adultos na faixa-etária de 20 a 29 anos que não estão com a caderneta de vacinação em dia. A meta é vacinar 2,6 milhões crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões adultos. Para isso, o Ministério da Saúde garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos. Ao todo, 60,2 milhões de doses da tríplice viral foram adquiridas para garantir o combate à doença nos municípios.

“Vacina é um direito da criança. Ela não consegue ir sozinha a uma unidade de saúde para se vacinar. Pais, responsáveis, avós chequem a carteira de vacinação como ato de respeito e de amor”, enfatizou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Se estiver incompleta, leve a criança para tomar a segunda dose. Se a criança não tiver tomado nenhuma, ela deve tomar a primeira dose e, na sequência, a segunda”, explicou o ministro.

Para incentivar a vacinação de crianças, o Ministério da Saúde irá disponibilizar R$ 206 milhões que serão destinados aos municípios que cumprirem duas metas estabelecidas pela pasta. Para receber esse recurso adicional, os gestores terão que informar mensalmente o estoque das vacinas poliomielite, tríplice viral e pentavalente e atingir 95% de cobertura vacinal contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos de idade com a primeira dose da vacina tríplice viral. “

Veja a apresentação em Power Point 

Vacinar contra o sarampo é importante para evitar complicações como cegueira e infecções generalizadas que podem levar a óbito. Por isso, o Governo Federal em parceria com os estados e municípios estão unindo esforços para vacinar 39,9 milhões de brasileiros, 20% da população, que hoje estão suscetíveis ao vírus do sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde. Apesar da faixa etária de 20 a 29 anos concentrar a maior parte desses brasileiros (35%), são os menores de 5 anos o grupo mais suscetível para complicações do sarampo.

Desde o início do ano, foram distribuídas 25,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para garantir a todos os estados a vacinação de rotina, as ações de interrupção da transmissão do vírus e a dose extra chamada de ‘dose zero’ a todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. 

DADOS DE SARAMPO

Nos últimos 90 dias, o Brasil registrou 5.404 casos confirmados de sarampo. Dos casos confirmados nesse período, 97% (5.228) estão concentrados em 173 municípios do estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana. Os outros 176 casos foram registrados em 18 estados (RJ, MG, MA, PR, PI, SC, RS, CE, MS, PB, PE, PA, DF, RN, ES, GO, BA E SE). Os dados estão no novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta sexta-feira (4/10).

Foram confirmados seis óbitos por sarampo no Brasil, sendo cinco em São Paulo e um em Pernambuco. Quatro óbitos ocorreram em menores de 1 ano de idade e dois em adultos com 31 e 42 anos.

Sarampo: o que é, causas, sintomas, tratamento e prevenção

DEZ PASSOS PARA AMPLIAÇÃO DAS COBERTURAS VACINAIS

Durante a coletiva, o Ministério da Saúde anunciou dez passos para garantir a ampliação das coberturas vacinais nas unidades de saúde do país. As medidas estão direcionadas aos trabalhadores que garantem a vacinação da população. Entre as iniciativas estão manter a sala de vacina aberta todo o horário de funcionamento da unidade; evitar barreiras de acesso como a não obrigatoriedade do comprovante de residência para vacinação, bastando apenas o cartão do SUS; aproveitar as oportunidades de vacinação como consultas ou outros procedimentos na unidade de saúde para verificar situação vacinal.

Além disso, monitorar a cobertura vacinal, identificando pessoas que estão com pendências vacinais, com a busca ativa de usuários faltosos e com estratégias comunitárias, reconhecendo populações em vulnerabilidade; garantir o registro adequado da vacinação utilizando tanto o cartão ou caderneta de vacinação do usuário quanto os sistemas da estratégia e-SUS AB.

Orientar a população sobre atualização do calendário vacinal também faz parte dos dez passos para ampliação das coberturas vacinais, promovendo ações coletivas de educação em saúde com a comunidade para a prevenção de doenças por meio da vacinação. Além disso, é de extrema importância combater qualquer informação falsa sobre vacinação, identificando e dialogando com as famílias resistentes sobre a vacinação, explicando a segurança e benefícios da vacinação.

Também é preciso intensificar as ações de vacinação em situações de surto, com monitoramento de surtos ativos e com estratégias de resposta rápida no enfrentamento à situação; promover a disponibilidade e a qualidade das vacinas ofertadas à população, planejando o quantitativo de doses necessárias e monitorando continuamente as condições de armazenamento das vacinas. É importante, como parte dos dez passos, garantir pessoal treinado e habilitado para vacinar durante todo o tempo de funcionamento da unidade.

Por Natália Monteiro, da Agência Saúde
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Brasil tem 16 estados com surto ativo de sarampo

Publicado em 13/09/2019 – 18:08

Por Da Agência Brasil – Repórter da Agência Brasil Brasília

Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.

O Brasil registrou 3.339 casos confirmados de sarampo em 16 estados, nos últimos 90 dias, segundo balanço divulgado hoje (13)  pelo Ministério da Saúde. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul passaram a fazer parte da lista de estados com surto ativo. O último boletim aponta que são 24.011 casos suspeitos no país, sendo que 17.713 (73,8%) estão em investigação e 2.957 (12,3%) foram descartados. Neste ano, foram confirmados quatro mortes por Sarampo. Três em crianças com menos de 1 ano de idade e um homem de 42 anos. Nenhum dos quatro haviam sido vacinados.

São Paulo segue como o estado com a maior parte dos casos confirmados, 97, 5% (3.254), seguido do Rio de Janeiro (18), Pernambuco (13), Minas Gerais (13), Santa Catarina (12), Paraná (7), Rio Grande do Sul (7), Maranhão (3), Goiás (3), Distrito Federal (3), Mato Grosso do Sul (1), Espírito Santo (1), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1), Bahia (1) e Sergipe (1).

Segundo o ministério, as crianças são as mais suscetíveis às complicações e óbitos por sarampo, uma vez que a incidência de casos em menores de 1 ano é 9 vezes maior em relação à população em geral. A segunda faixa etária mais atingida é de 1 a 4 anos.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, diz que é importante vacinar crianças menores de 5 anos porque apresentam maior risco de desenvolver complicações, como cegueira, encefalite, diarreia grave, infecções no ouvido, pneumonias e óbitos.

O Ministério da Saúde enviou neste ano 19,4 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. A tríplice viral está disponível em todos os mais de 36 mil postos de vacinação em todo o Brasil.

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo vai ocorrer de 7 a 25 de outubro e o público-alvo são crianças de 6 meses a menores de 5 anos. O dia D – dia de mobilização nacional – vai ser em 19 de outubro. Já a segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, o foco é a população de 20 a 29 anos. O dia D ocorrerá em 30 de novembro.

Casos de sarampo crescem 36% e chegam a 1,8 mil em São Paulo

Publicado em 21/08/2019 – 12:23 Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil São Paulo

O número de casos de sarampo cresceu 36% no estado de São Paulo desde a semana passada. O último balanço da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado na noite de ontem (20), aponta para o registro de 1.797 casos. Até o dia 16 eram 1.319 ocorrências.

Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.

A capital paulista concentra, sozinha, 73% das pessoas identificadas com a doença, com 1.314 casos. No último balanço da secretaria, a cidade tinha 997 registros de sarampo. Outros municípios da Grande São Paulo também lideram o número de casos, como Guarulhos, com 56 ocorrências, Santo André (47) e São Bernardo do Campo (35).

Ao todo, 74 cidades paulistas registraram ocorrência de sarampo neste ano. Nesses municípios, está sendo feita uma ação de vacinação em bebês entre 6 meses e um ano de idade.

Essa dose extra de vacina não será, segundo a secretaria, contabilizada no calendário nacional de vacinação. Por isso, as crianças ainda devem ser vacinadas aos 12 meses com a tríplice viral e aos 15 meses com a tetraviral. A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba. A tetra acrescenta a imunização contra varicela.

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, provocada por vírus, grave e transmitida pela fala, tosse e espirro. A doença é extremamente contagiosa, mas pode ser prevenida pela vacina. O sarampo caracteriza-se principalmente por febre alta, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo, tosse, coriza, conjuntivite e manchas brancas na mucosa bucal.

Governo do RN declara estado de alerta contra sarampo; já são 4 casos suspeitos

Com um caso já confirmado até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) declarou, durante entrevista coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (14), que o Rio Grande do Norte está em situação de alerta contra o sarampo. A preocupação do governo estadual é devido à reintrodução do vírus no país através do estado de São Paulo que hoje vive uma situação de surto da doença, além da cidade de Natal receber diariamente grande quantidade de turistas advindos da região Sudeste.

Quinta-feira, 15/08/19 – 07h37 – Atualizado às 07h38

Fotos: Sesap/Assecom

De acordo com a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica, Alessandra Lucchesi, devido a situação de reinserção do vírus no país, as pessoas precisam estar atentas porque o vírus do sarampo está circulando e apresenta sintomatologia inicial muito semelhante à dengue, zika e chinkungunya.

O único caso confirmado até o momento foi de um paciente do sexo masculino de 54 anos que já está curado e já desenvolve as atividades profissionais normalmente. Esse primeiro exame realizado no RN deu reagente para sarampo e a amostra levada para o laboratório de referência nacional no Rio de Janeiro retornou como detectável para o vírus do sarampo.

A criança de 1 ano e seis meses, do sexo feminino, internada no hospital Maria Alice Fernandes é um caso provável porque apenas o exame feito no estado deu reagente, ainda falta retornar o resultado do exame do laboratório de referência nacional. A paciente deu entrada no hospital dia 11 e, já no dia 12, a Sesap realizou os procedimentos padrões do processo investigativo com o bloqueio vacinal em cerca de 50 pessoas, entre familiares e profissionais de saúde.

Os outros três casos, que estão em investigação, são de um paciente que ainda não tem nenhuma amostra processada até o momento, e os outros dois são de pacientes cujos exames deram reagentes para sarampo e outros vírus. “As amostras foram enviadas ao Rio de Janeiro mas ainda não retornaram. Fora isso, o RN já teve quatro casos suspeitos que foram descartados porque os exames não deram reagentes”, informa.

PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO

A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap explica que todo caso suspeito de sarampo demanda um processo de investigação. “Foram pessoas que apresentaram sintomatologia suspeita para sarampo como manchinhas vermelhas na pele, associadas à febre, coriza, conjuntivite, tosse ou manchinhas na mucosa da boca (sinais de koplik). Os casos em investigação ainda não possuem resultados laboratoriais ou tiveram exames reagentes para sarampo e outros vírus”, esclarece Lucchesi.

No processo de investigação, a Sesap elenca todo o trajeto do paciente no período de transmissão da doença, que é de seis dias antes do aparecimento das manchinhas e até 4 dias depois. Seguindo os passos do trajeto, é feito o bloqueio vacinal das pessoas que tiveram contato com o paciente nas últimas 72 horas com uma dose da tríplice vacina viral, O objetivo é cortar a transmissão do vírus nas pessoas que não apresentam comprovação vacinal de acordo com a faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde.

A vacina tríplice viral sempre esteve disponível nas unidades básicas de saúde e em todas as salas de vacina disponíveis do território estadual. É uma vacina que faz parte do calendário nacional de vacinação.

SINTOMAS – Os principais sintomas do sarampo são mal-estar geral, febre, tosse e coriza, conjuntivite, manchinhas vermelhas na pele e manchas brancas na muscosa da boca. A recomendação é que crianças a partir de um ano e adultos até 49 anos que não se vacinaram procurem os postos municipais. Outra recomendação especial é que as crianças com idade a partir de seis meses com viagem marcada para estados com surto de sarampo sejam antes vacinadas.

A 10 dias do fim do prazo, mais de 300 mil pessoas não se vacinaram contra influenza no RN

Rio Grande do Norte atingiu 69% da meta. Campanha se encerra no próximo dia 31.

Por G1 RN

 


RN atingiu 69% da meta — Foto: Romero Mendonça/Secom
RN atingiu 69% da meta — Foto: Romero Mendonça/Secom

Mais de 300 mil pessoas consideradas do público-alvo ainda não se vacinaram contra o vírus influenza no Rio Grande do Norte. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde na tarde desta terça-feira (21) com números de todo o Brasil da 21ª Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza.

Segundo o relatório, o Rio Grande do Norte vacinou 685.322 pessoas até o momento e a expectativa é de que 993.277 pessoas sejam atendidas. Atualmente, o número de pessoas vacinadas corresponde a 69% do total.

A campanha teve início no dia 10 de abril e no Brasil mais de 37 milhões de pessoas foram imunizadas até o momento – a intenção é que sejam 59 milhões. A campanha se encerra no próximo dia 31.

A vacina não é capaz de causar a gripe, pois inclui só pedaços do vírus. A única contra-indicação é para pessoas alérgicas a algum componente da vacina, como a clara de ovos, usada na fabricação.

Quem deve tomar a vacina?

Conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas oferecidas gratuitamente pelo governo são destinadas a:

  • Crianças de 6 meses a 5 anos de idade;
  • Gestantes;
  • Puérperas, isto é, mães que deram à luz há menos de 45 dias;
  • Idosos;
  • Profissionais de saúde, professores da rede pública ou privada, portadores de doenças crônicas, povos indígenas e pessoas privadas de liberdade;
  • Portadores de doenças crônicas (HIV, por exemplo) que fazem acompanhamento pelo SUS.

Porém, qualquer pessoa pode tomar a vacina. Quem não faz parte dessas categorias pode adquirir a vacina contra a gripe na rede privada por cerca de R$ 100 a 150.

Números no RN

Público-alvo: 993.277

Doses aplicadas: 685.322

Cobertura: 69%

Campanha de vacinação contra a gripe é realizada em três shoppings de Natal

Midway, Partage Shopping e Cidade Jardim têm pontos

Por Redação, Portal no Ar

10 de maio de 2019 | 07:10

 

Com seis mortes por causa da doença, a campanha de vacinação contra a gripe segue em Natal até o próximo dia 31. Para reforçar as ações, as vacinas estão sendo aplicadas todos os dias da semana em três shoppings de Natal.

Midway Mall, Partage Norte Shopping e Cidade Jardim contam com espaços de vacinação também aos sábados e domingos.

O público alvo da campanha é composto por: crianças na faixa etária de seis meses a menos de 6 anos de idade; gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); idosos a partir dos 60 anos; trabalhadores da saúde; professores de escolas públicas e privadas; portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade; e funcionários do sistema prisional.

Até essa quinta-feira (9), 116.809 doses já foram aplicadas na capital potiguar. Além disso, um dos públicos alvos, as puérperas, já passaram da meta de cobertura vacinal, que era imunizar 1.420 mulheres nessa situação (um total de 1.584 já se vacinaram).

Imunização: Vacinação contra a gripe começa nesta quarta-feira

Mobilização vai até 31 de maio

Por Redação

10 de abril de 2019 | 06:32

A Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza 2019 começa nesta quarta-feira (10) em Natal, seguindo até o dia 31 de maio. A expectativa é que 204.516 pessoas sejam imunizadas na capital potiguar. A abertura oficial acontece a partir das 8h na Unidade de Saúde São João, localizada na Avenida Romualdo Galvão, em Tirol.

O público alvo da campanha é composto por: crianças na faixa etária de seis meses a menos de 6 anos de idade; gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); idosos a partir dos 60 anos; trabalhadores da saúde; professores de escolas públicas e privadas; portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade; e funcionários do sistema prisional.

Neste ano, a campanha vai acontecer em dois períodos, de 10 a 19 de abril: vacinação de crianças de seis meses até cinco anos, 11 meses e 29 dias, gestantes e puérperas; de 22 de abril a 31 de maio será a vacinação de todos os grupos prioritários em todo o país. Também vão ser feitos durante todo período a atualização da Caderneta de Vacinação.

A influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. É de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais e também podendo causar pandemias. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém‐contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.

Portal no Ar

Vacina da Dengue só deve ser tomada por quem já contraiu o vírus, alerta anvisa

A vacina da dengue terá bula atualizada, segundo informou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nessa quinta-feira (23). A mudança acontece depois de monitoramento feito pela fabricante por cinco anos.

O estudo pelo laboratório Sanofi Aventis Farmacêutica revela que a vacina da dengue é melhor para pessoas que já tiveram um dos quatro subtipos do vírus. Além disso, aquelas pessoas que nunca tiveram contato com a doença e tomam a vacina podem apresentar até um aumento no risco de hospitalização ou de ter um quadro grave.

Vale destacar que o monitoramento é parte da vigilância nomeada “pós-mercado”, ou seja, quando o acompanhamento acontece depois de um medicamento entrar no mercado. Assim, com os novos dados em mãos, a Anvisa aprovou três mudanças para o produto, que são:

1.       Alteração na indicação da Dengvaxia, restringindo uso para indivíduos que já tiveram dengue e que moram em áreas endêmicas;

2.       Inclusão, na bula, para o esclarecimento para áreas endêmicas, ou seja, locais onde 70% das pessoas já tiveram contato com o vírus (70% de soroprevalência ou mais)

3.       Inclusão da contraindicação de uso da vacina em pessoas que nunca tiveram a doença

A agência ainda destaca que a aprovação das alterações do medicamento acontecem somente porque a vacina é comprovadamente eficaz na prevenção de um novo episódio de dengue naqueles indivíduos que tiveram alguma forma da doença. Além disso, a Dengvaxia é a única vacina aprovada no País, que sofre com o problema sazonalmente.

 

As mudanças na bula da vacina também seguem recomendações do grupo de especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Qual a indicação para quem já tomou a vacina?

A agência relata que não há dados sobre o risco de doença grave e hospitalização, de acordo com o número de doses recebidas.

As pessoas já vacinadas com uma ou duas doses devem procurar um profissional de saúde para avaliar o benefício de completar ou não o esquema de vacinação , considerando as características da doença na região onde o paciente vive, intensidade de transmissão e idade.

Como vou saber se devo tomar a vacina da dengue?

vacina da dengue é um medicamento e, por isso, depende de avaliação profissional para sua indicação. O médico deverá avaliar a situação do paciente, o perfil epidemiológico do local em que vive e, se considerar necessário, realizar outros procedimentos para definir a prescrição.

98 FM