Senado votará na segunda auxílio de R$ 600 para trabalhadores

Benefício é destinado a autônomos, informais e sem renda fixa

Publicado em 27/03/2020 – 16:56 Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Senado votará na próxima segunda-feira (30) o pagamento de um auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), confirmou a votação para o início da próxima semana em postagem no Twitter.

Alcolumbre está se recuperando após ser diagnosticado com o novo coronavírus. Quem tem presidido as sessões remotas é o vice-presidente, senador Antonio Anastasia (PSD-MG). A sessão está prevista para ocorrer às 16h. Horas antes, pela manhã, os líderes se reunirão, também remotamente, para discutir outras votações prioritárias da semana.

Pelas manifestações de senadores nas redes sociais, a expectativa é que a medida seja aprovada sem objeções. O vice-líder do governo, senador Chico Rodrigues (DEM-RR), e o líder da minoria, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), se manifestaram favoráveis à votação e sua aprovação. Além deles, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) e os senadores Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) e Esperidião Amin (PP-SC) também se manifestaram favoráveis.

O auxílio, que foi aprovado na Câmara dos Deputados ontem (26),  é voltado aos trabalhadores informais (sem carteira assinada), às pessoas sem assistência social e à população que desistiu de procurar emprego. A medida é uma forma de amparar as camadas mais vulneráveis à crise econômica causada pela disseminação da covid-19 no Brasil e o auxílio será distribuído por meio de vouchers (cupons).

Presidente Davi Alcolumbre testa positivo para covid-19

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, testou positivo para covid-19. O presidente está sem sintomas severos e segue em isolamento domiciliar. Confira nota divulgada por sua assessoria nesta quarta-feira (18):

Nota à imprensa

Depois de o primeiro exame dar negativo, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, refez o exame na noite de ontem (17) e, nesta quarta-feira (18), atestou positivo para Covid-19. 

Davi Alcolumbre, no entanto, está bem, sem sintomas severos, salvo alguma indisposição, e segue em isolamento domiciliar, conforme determina o protocolo de conduta do Ministério da Saúde e a OMS.

Assessoria de Imprensa da Presidência do Senado

Fonte: Agência Senado

Eduardo Bolsonaro defende o pai e manda deputadas “rasparem o sovaco”

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) subiu ao plenário da Câmara, na noite desta terça-feira 18, para defender o pai, Jair Bolsonaro, que mais cedo fez insinuações sexistas contra a jornalista da Folha de S. Paulo, Patricia Campos Mello. “Isso daqui não passa de discurso político, isso aqui é a imposição do politicamente correto para tentar calar a boca do presidente Jair Bolsonaro”, gritou Eduardo.

Deputado Eduardo Bolsonaro. Foto: Gustavo Bezerra.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) subiu ao plenário da Câmara, na noite desta terça-feira 18, para defender o pai, Jair Bolsonaro, que mais cedo fez insinuações sexistas contra a jornalista da Folha de S. Paulo, Patricia Campos Mello. “Isso daqui não passa de discurso político, isso aqui é a imposição do politicamente correto para tentar calar a boca do presidente Jair Bolsonaro”, gritou Eduardo.

A fala do parlamentar aconteceu depois que deputadas da bancada feminina subiram juntas no plenário para lerem uma carta de repúdio ao presidente. “Esse tipo de discurso também revolta, a deputada diz que fala em nome das mulheres. Calma aí, será que não tem mulher aqui comigo não? Uma banana, em nome das mulheres. Uma banana! Quero saber onde elas estavam quando o Lula falou em mulheres de grelo duro. Onde vocês estavam? Estavam perdendo dinheiro enquanto isso, estavam roubando?”, acusou o parlamentar.

Junto com Eduardo estavam deputadas da ala bolsonarista do PSL, que aguardam a criação do partido Aliança Pelo Brasil para migrarem. O próprio PSL soltou uma nota repudiando a fala do presidente e dizendo que falas como essa não favorecem a democracia.

A oposição, no plenário, gritava “Fascista! Fascista!”. Eduardo, por sua vez, rebateu: “Raspa o sovaco, hein? Senão dá um mau cheiro do caramba, hein?”.

https://twitter.com/BolsonaroSP/status/1229934375854366721

CCJ aprova mudanças em projeto que obriga preso a ressarcir gastos com prisão

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (12) projeto de lei que prevê a obrigação de o preso ressarcir o Estado pelos gastos com sua manutenção. O ressarcimento poderá ser feito com recursos próprios ou por meio de trabalho oferecido pelo presídio. O PLS 580/2015, do ex-senador Waldemir Moka, retorna agora para análise em Plenário. 

O texto foi levado a Plenário em julho do ano passado, na forma de um substitutivo da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), porém os senadores decidiram enviá-lo para reexame da CCJ. O novo relator da proposta na comissão, Alessandro Vieira (Cidadania-SE), apresentou novo substitutivo para deixar evidente que somente haverá obrigação de pagamento das despesas para os presos hipossuficientes — ou seja, sem condições financeiras — quando os presídios oferecerem trabalho.

Para esses presos que não tenham como arcar com todos os custos, haverá um desconto, fixado em até 25% da remuneração recebida pelo preso. O texto determina que, ao término do cumprimento da pena, eventual saldo remanescente da dívida estará extinto.

O relator também deixou claro que o preso que possuir recursos próprios deverá ressarcir o Estado independentemente de oferecimento de trabalho pelo estabelecimento prisional. 

Na hipótese de não ressarcimento por esses presos, as despesas serão convertidas em dívida e será aplicada a legislação relativa à cobrança da dívida ativa da Fazenda Pública.

Os presos provisórios também deverão arcar com os custos do sistema prisional. Os valores serão depositados em conta judicial e serão devolvidos em caso de absolvição.

“Não há como deixar de diferenciar o preso que possui recursos próprios dos hipossuficientes. Da mesma forma, não vemos razão para não cobrar as despesas do preso provisório, até porque é assegurada a devolução de todos os recursos em caso de absolvição”, apontou o relator.

Agência Senado

Simone Tebet contraria Alcolumbre e pauta 2ª instância para semana que vem na CCJ do Senado

Estratégia do presidente do Senado e de alguns líderes partidários é aguardar a Câmara votar uma proposta sobre o tema antes de pautar o assunto na Casa

Por Daniel Weterman – 04 de dezembro de 2019

BRASÍLIA – A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), pautou para a próxima terça-feira (10) o projeto de lei que autoriza a prisão após condenação em segunda instância.

A decisão contraria estratégia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e de alguns líderes partidários que queriam aguardar a Câmara votar uma proposta sobre o tema para só depois pautar o assunto no Senado.

Nesta quarta-feira, 4, um grupo de parlamentares entregou um manifesto com assinatura de 43 senadores pedindo para votar a proposta. O argumento é que Alcolumbre e os líderes do Senado estão adiando a discussão mesmo que a maioria da Casa defenda a votação da proposta.

Diante da “revolta” dos liderados, a presidente da CCJ afirmou que só pode suspender a tramitação de uma proposta no colegiado se essa for a decisão da maioria da comissão ou da unanimidade dos líderes do Senado. Pelo menos dois líderes são a favor de votar a proposta independentemente da Câmara: o do PSL e o do Podemos.

Na terça-feira, o projeto será o primeiro item da pauta na CCJ. O relatório da senadora Juíza Selma (PODE-MT) dando aval ao projeto já foi lido. “É meu dever pautar imediatamente para a próxima sessão da CCJ do Senado, como primeiro item da pauta, o projeto de lei do senador Lasier Martins”, afirmou a presidente do colegiado.

O projeto não precisa passar pelo plenário após votação na CCJ porque é terminativo na comissão. Senadores podem, no entanto, pedir para levar a proposta ao plenário. São necessários 14 votos entre os 27 integrantes para aprovar o projeto na CCJ. No plenário, são 41 votos entre 81 senadores.

Estadão

Ao vivo: reforma da Previdência é promulgada pelo Congresso

Quase nove meses depois de ser oficialmente proposta pelo governo, nesta terça-feira (12), deputados e senadores, em uma sessão conjunta do Congresso Nacional, promulgam a Reforma da Previdência. O texto altera regras de aposentadorias e pensões para mais de 72 milhões de pessoas, entre trabalhadores do setor privado que estão na ativa e servidores públicos federais.

Publicado em 12/11/2019 – 10:59

Por Karine Melo – Rpórter da Agência Brasil Brasília

Plenário do Senado faz leitura de indicação de embaixadores.

Considerada um marco dos 300 dias do governo Bolsonaro, a solenidade presidida pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), também é acompanhada pelos ministros Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e pelo secretário especial de Trabalho e Previdência do.Ministério da Economia, Rogério Marinho.

Acompanhe ao vivo:

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A proposta inicial do governo previa economia de R$ 1,2 trilhão em 10 anos. Com as alterações feitas pelo Congresso, caiu para R$ 800 bilhões no mesmo período. As regras da reforma entram em vigor imediatamente com a promulgação da emenda constitucional.  

Edição: Liliane FariasTags: reforma da PrevidênciapromulgaçãoCongresso Nacional

Senado prepara resposta à decisão do Supremo; entenda a PEC da 2ª instância

Deve começar a tramitar nesta semana no Senado a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) que propõe a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. O assunto deverá dominar a pauta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) entre a terça e quarta-feira.

8.nov.2019 – Senadores entregam carta ao ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, pedindo que seja mantida a prisão após condenação em segunda instânciaImagem: Agência Senado

Hanrrikson de Andrade, Felipe Amorim e Alex Tajra

Do UOL, em Brasília e em São Paulo 10/11/2019 04h00 Atualizada em 10/11/2019 09h18

Este tema foi objeto do julgamento na última quinta-feira no STF (Supremo Tribunal Federal). A maioria dos ministros do tribunal (6 votos a 5) decidiu pela proibição da execução da pena após condenação em segunda instância, declarando a constitucionalidade do artigo 283 do Código de Processo Penal.

Na prática, o Senado começa a analisar a PEC neste momento — nove meses depois de a proposta ter sido apresentada — para responder à decisão da corte e tentar assumir o protagonismo frente à opinião pública.

Na última sexta-feira (8), a relatora da proposta, senadora Selma Arruda (Podemos) — conhecida também como Juíza Selma — apresentou parecer favorável à PEC. Apelidada de “Moro de saias“, Selma teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso em abril, acusada de caixa dois e abuso de poder econômico.

A senadora recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para tentar reverter a decisão. No último capítulo do processo, a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge manifestou-se em setembro pela cassação do mandato de Selma e de seus dois suplentes e a realização de novas eleições.

Manifestantes pedem que Lula deixe a cadeia da sede da Polícia Federal de Curitiba - Everson Bressan/Estadão Conteúdo
Manifestantes pedem que Lula deixe a cadeia da sede da Polícia Federal de CuritibaImagem: Everson Bressan/Estadão Conteúdo

A repercussão do julgamento do Supremo, cujo resultado levou à soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abriu caminho para um duelo de forças com a Câmara. A partir da próxima segunda-feira (11), os deputados vão retomar proposta semelhante, capitaneada pelos defensores da versão original do pacote anticrime do ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro.

A tendência é que o tema tenha desdobramentos nas duas Casas do Parlamento.

O que pode acontecer

No STF, uma parte dos ministros entende que o Congresso poderia fixar a regra da prisão em segunda instância ou por meio de uma PEC, que altera a Constituição, ou por meio de uma reforma no Código de Processo Penal.

Após a conclusão do julgamento, o presidente da corte, Dias Toffoli, disse que apenas o princípio da presunção de inocência é uma cláusula pétrea da Constituição, e não o momento em que pode ser determinada a prisão para cumprimento da pena.

Presunção de inocência é cláusula pétrea, diz Toffoli em voto decisivo UOL Notícias

Cláusulas pétreas são direitos previstos na Carta Magna de 1988 e que não podem ser alterados nem mesmo por uma PEC. Em seu artigo 5º, o texto afirma que: “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. O trânsito em julgado é quando não cabem mais recursos e o processo está encerrado.

Senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) - Marcos Oliveira/Agência Senado
Senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado

Para não ferir cláusula pétrea com a PEC que tramita no Senado, Oriovisto adotou uma estratégia: inserir a prisão em segunda instância no artigo 93 da Constituição, cuja função é estabelecer os princípios básicos do Estatuto da Magistratura. Dessa forma, o artigo 5º ficaria intacto.

O parlamentar sugere que seja acrescentado o seguinte dispositivo: “A decisão condenatória proferida por órgãos colegiados deve ser executada imediatamente, independentemente do cabimento de eventuais recursos”.

Regime de urgência

A proposta ainda será levada à CCJ e ao plenário do Senado e pode ser alterada por meio de emendas dos senadores. Ou seja, o texto é passível de modificações. A aprovação depende de 3/5 da Casa (49 dos 81 parlamentares) em dois turnos de votação.

Oriovisto já adiantou que pedirá tramitação em regime de urgência e disse esperar que projeto seja votado no plenário em 15 dias.

Um dos pontos a serem debatidos com mais atenção é se o artigo que dispõe sobre o Estatuto da Magistratura seria, de fato, o melhor caminho para tornar constitucional a prisão de condenados em segunda instância. Assim como no Supremo, há quem defenda que a melhor alternativa seria propor uma mudança no Código de Processo Penal, e não na Constituição.

Há um clima muito bom, pelo menos no Senado, para que a PEC seja aprovadaOriovisto Guimarães

Segundo passo é a Câmara

Se passar pelo Senado, a proposta seguirá para a Câmara dos Deputados, onde iniciará nova tramitação. Para o autor, a trajetória na Casa vizinha não será fácil. “Na Câmara, a população vai ter que pressionar. Vai ter que conversar. Vai ter que falar muito para que os deputados aprovem o mais rápido possível.”

No caso da PEC que tramita na Câmara, proposta pelo deputado Alex Manente (Cidadania), a intenção é justamente alterar o artigo 5º. O projeto foi proposto em março do ano passado e, tal qual no Senado, passou a ganhar força a partir do momento em que o Supremo sinalizou que proibiria a execução antecipada da pena.

Naquela Casa, a proposta está na Comissão de Constituição e Justiça aguardando manifestação do presidente Felipe Francischini (PSL).

Apoio público de 43 senadores

A iniciativa no Senado veio da presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS). Um dia após o julgamento do STF, ela afirmou que vai pautar a PEC para a próxima reunião da comissão, na terça ou na quarta-feira. Segundo a parlamentar, a ação veio na esteira do voto de Toffoli, que decidiu o julgamento.

“Diante da decisão do STF, principalmente da declaração de voto do presidente daquela Corte no sentido de que o Congresso pode alterar a legislação sobre a prisão em 2ª instância, incluirei, na pauta da próxima reunião da CCJ, PEC de autoria do senador Oriovisto.”

Até o momento, 43 senadores já se manifestaram publicamente em favor da prisão de condenados em segunda instância. “O Senado tem 81 senadores e 43 já se constitui maioria. E eles vão, sim, votar a favor dessa PEC”, disse Oriovisto.

O grupo é encabeçado pela chamada bancada “lavajatista”, que reúne parlamentares entusiastas da Operação Lava Jato e do ministro Moro. O Podemos, partido do autor da PEC, é um dos que puxam a mobilização. Errata: o texto foi atualizadoAo contrário do informado anteriormente no texto, a Proposta de Emenda à Constituição precisa ser aprovada por 3/5 do Senado (49 dos 81 senadores) e não por maioria absoluta (41). A informação foi corrigida.

Senado vota crédito de US$ 600 milhões para eficiência municipal

Com a classificação de urgente, a contratação de operação de crédito externo no valor de até US$ 600 milhões entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco do Brasil – para Programa de Eficiência Municipal – será votada pelo Plenário do Senado. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa aprovou a matéria e o regime diferenciado de tramitação nesta terça-feira, 22 de outubro.

Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza reunião deliberativa com 21 itens. Entre eles, o PLC 219/2015, que atualiza o marco legal das franquias.\r\rÀ mesa, presidente da CAE, senador Omar Aziz (PSD-AM), conduz reunião.\r\rBancada:\rsenador Antonio Anastasia (PSDB-MG); \rsenador Otto Alencar (PSD-BA); \rsenador Alessandro Vieira (Cidadania-SE); \rsenador Confúcio Moura (MDB-RO); \rsenador Jean Paul Prates (PT-RN).\r\rFoto: Geraldo Magela/Agência Senado

A liberação do crédito está prevista na Mensagem do Senado Federal (MSF) 69/2019, na qual prevê a lideração de recursos por meio do Programa de Investimento em Gestão de Infraestrutura para a Eficiência Municipal. Os Municípios podem investir em áreas como administração, finanças, segurança pública, agricultura e eficiência energética. O valor máximo de contratação por operação é de R$ 5 milhões, sujeito à margem disponível no limite de crédito do Município.

No entanto, o Banco do Brasil pode financiar até 100% do investimento a ser realizado pelo Ente público. Municípios com população acima de 200 mil habitantes podem contratar operações de crédito superiores a R$ 5 milhões. O financiamento está disponível em duas modalidades: aquisição de bens e serviços e projetos de investimentos.

Os recursos do BID serão repassados ao Banco do Brasil em até cinco anos, contados da data de assinatura do contrato. Serão US$ 200 milhões a cada dois anos, de 2019 a 2023.

Da Agência CNM, com informações da Agência Senado

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Cresce a articulação em favor da redução do número de parlamentares

Há 20 anos o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) tenta encampar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz o número de senadores, deputados e vereadores no Brasil. Pela primeira vez, desde então, a proposta que diminui em um terço o número de parlamentares ganha apoio declarado no Senado. O Muda Senadogrupo de senadores independentes que tem se destacado no Congresso com o discurso de combate à corrupção e de defesa de novas práticas políticas, anunciou que vai se empenhar para que o texto seja aprovado.

Por congresso em foco– 24 de outubro de 2019

Um dos líderes do movimento, o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) já apresentou um parecer favorável à PEC de Alvaro Dias e agora aguarda a inclusão do tema na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “O Muda Senado é a favor dessa proposta. São 20 votos garantidos. Vai ser difícil aprovar na Câmara, mas podemos avançar no Senado. Mas, sem pressão popular, não vai andar”, disse Oriovisto. Ele participou ontem de uma live com o colega de estado e partido, em meio à votação da reforma da Previdência, em busca de apoio popular à proposta.

> Veja como cada senador votou na reforma da Previdência

O texto, que desde 1999 é reapresentado a cada legislatura por Alvaro Dias, propõe a redução de um terço do número de senadores e deputados federais, o que também vai provocar a redução do número de deputados estaduais e de vereadores.

“A pretensão é ter um Legislativo mais enxuto, mais econômico e mais qualificado. A redução do número de senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores está em sintonia com esse projeto que o Brasil quer de enxugar a máquina pública e cortar despesas. E não há momento mais adequado do que esse para isso, porque logo ali no plenário estamos decidindo o futuro de milhões de brasileiros. Se exigimos o sacrifício da população, por que não damos o exemplo?”, defende Alvaro Dias.

A proposta diminui de 513 para 432 o número de deputados federais e de 81 para 54 o de senadores. Para isso, como detalhou Oriovisto em seu parecer, seria estabelecido o quantitativo máximo e mínimo de deputados para cada unidade da federação. Esse quantitativo deve variar entre cinco e 45 deputados, mas seria ratificado por meio de lei complementar nos anos que precedem as eleições federais. Já no caso dos senadores, seriam dois eleitos por estado. Atualmente o número de deputados varia de 8 a 70. Cada unidade da federação ocupa três cadeiras no Senado.

É uma redução que, segundo os senadores, pode reduzir o custo do Congresso Nacional em R$ 6,8 bilhões num período de dez anos. Cada congressista brasileiro custa, em média, U$ 7,4 milhões ao ano, segundo a União Interparlamentar. “É um dinheiro que vai poder ser aplicado em outras coisas, como educação e segurança”, defende Oriovisto. “E na esteira dessas providências deve vir a eliminação dos privilégios das autoridades. Já estamos trabalhando para isso”, completa Alvaro Dias.

Segundo ele, a redução no número de parlamentares representa uma economia mais significativa do que a diminuição de benefícios como carros oficiais e auxílio-moradia.

> Servidores públicos serão a bola da vez de Bolsonaro

Ciente de que, mesmo com o apoio do Muda Senado, a proposta deve sofrer resistência de muitos senadores e deputados, Alvaro argumenta ainda que, além de economia, a redução do número de parlamentares vai trazer mais eficiência, qualificação e credibilidade ao Congresso. “Não é só economia, é qualificação também”, afirmou.

“Precisamos de um Parlamento mais racional, onde as pessoas ouçam os outros sobre questões importantes como a reforma política, a reforma tributária, a reforma administrativa. Essas coisas não acontecem hoje porque o jogo de interesse, o número de partidos e parlamentares é de tal ordem que ninguém se entende”, acrescentou Oriovisto. De acordo com o senador, ao eleger menos deputados e senadores, a população também vai poder conhecer melhor e cobrar mais resultados de seus representantes na política.

Alvaro Dias afirma que o corte no número de parlamentares não reduz a representatividade da população brasileira no Legislativo. Essa proposta, contudo, precisa ser avaliada pela CCJ e pelo plenário do Senado e depois passar pela Câmara para poder ser aprovada. Por se tratar de uma mudança na Constituição, é necessário o apoio de 49 senadores e 308 deputados em dois turnos de votação.

E, como mexe diretamente com o interesse de muitos congressistas e partidos políticos, a PEC deve enfrentar resistência. Até os defensores da proposta admitem que o texto pode até passar pelo Senado, mas ser barrado pela Câmara.

Para tentar fazer pelo menos a PEC ser avaliada, os senadores prometem continuar defendendo e buscando apoio popular nas redes sociais, assim como já têm feito com temas como o fim do foro privilegiado e a CPI da Lava Toga. Veja um desses depoimentos compartilhados nas redes sociais:

O governo e o Congresso têm exigido muitos sacrifícios dos trabalhadores. Passou da hora da classe política dar o exemplo, e nada melhor do que cortar na própria carne, diminuindo o número de deputados e senadores. Economia e exemplo que vem de cima.https://t.co/CD0q3N24d5

— Alvaro Dias (@alvarodias_) October 23, 2019

MC Gui tem shows e eventos cancelados após zombar de criança na Disney

Depois da repercussão negativa do vídeo em que faz bullying contra uma garota, noa Estados Unidos, MC Gui voltou a ter shows e compromissos cancelados nesta quarta-feira (23), segundo o colunista Hugo Gloss.

Da Redação 23/10/19 – 18h52 – Atualizado em 23/10/19 – 19h57

Apesar do vídeo de desculpas feito na terça-feira (22), MC Gui continuou recebendo diversas criticas nas redes sociais. Na viagem que faz à Disney, nos Estados Unidos, ele fez um vídeo debochando da aparência de uma criança que, nas imagens, aparece séria e notando a filmagem.

De acordo com o G1, quatro eventos com participação de MC Gui foram cancelados, inclusive o Baile do Poderoso Prime, que acontece no dia 27 de outubro, em São Paulo. A participação do artista também foi cancelada em eventos na cidade de Caieiras (SP), Cambuquira (MG) e Três Lagos (MS).

Uma loja de roupas masculinas que comercializava produtos da G Style, marca do funkeiro, acabou com a parceria após o vídeo. “Nós da Black Nine não compactuamos com qualquer tipo de preconceito, muito menos quando se trata de uma criança indefesa”, disse a empresa em um comunicado oficial.