Estudo da Unicamp sugere que covid-19 pode infectar células adiposas

Experimento alerta para maior risco da doença entre obesos

Publicado em 14/07/2020 – 17:30 Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizou experimentos que confirmam que o novo coronavírus (Sars-CoV-2) pode ser capaz de infectar células adiposas humanas e de se manter em seu interior. O experimento pode ajudar a entender por que indivíduos obesos correm mais risco de desenvolver a forma grave da covid-19.

Segundo a hipótese investigada na Unicamp, os obesos teriam um maior reservatório para o vírus em seu organismo. Os obesos também são mais acometidos por doenças crônicas, como diabetes, dislipidemia e hipertensão, que também são fatores de risco para serem infectados pelo novo coronavírus.  

Segundo o professor do Instituto de Biologia (IB) e coordenador da investigação, Marcelo Mori, as células adiposas (que acumulam gordura) têm capacidade relativamente grande de ser infectadas, se comparadas a outras células que são alvo primários do novo coronavírus.

“Como é o caso das células do epitélio do pulmão ou do intestino. No entanto, ainda não se sabe exatamente o porquê dessa carga viral das células adiposas serem maiores nessas células do que nas outras que foram  usadas para comparação. Isso pode se dar pelo volume dos adipócitos ser bem maior que as outras células, ou pode ser porque, de alguma maneira, as células adiposas conseguem internalizar melhor o vírus. Essas são hipóteses que a gente vem testando. Outra possibilidade é que exista um mecanismo que favoreça essa internalização do vírus, que também é algo possível e vem sendo estudado”, disse o professor.

Os seres humanos têm células adiposas em todo o corpo, e os obesos as têm em quantidade e tamanho ainda maiores.

Os experimentos com adipócitos humanos estão sendo conduzidos in vitro, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), no Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (Leve). A unidade tem nível três de biossegurança, um dos mais altos, e é administrada pelo professor José Luiz Proença Módena, também do IB, e coordenador, junto de Mori, da força-tarefa criada pela Unicamp para enfrentar a pandemia. Os resultados ainda são preliminares e não foram publicados.

A entrada do vírus na célula de gordura torna-se ainda mais favorecida quando o processo de envelhecimento celular é acelerado com uso de radiação ultravioleta. Ao medir a carga viral 24 horas após esse procedimento, os pesquisadores observaram que as células adiposas envelhecidas apresentavam carga viral três vezes maior do que as células “jovens”.

“Quando se induz um processo de envelhecimento precoce chamado de senescência nessas células, elas triplicam a capacidade de manter o vírus, de ser infectadas. As células senescentes se acumulam em indivíduos idosos e em obesos. Uma coisa interessante, que foi demostrada anteriormente por outros grupos, é que a eliminação das células senescentes pode, em modelos animais, promover uma longevidade e proteger contra doenças que geralmente estão associadas ao envelhecimento, como é o caso do diabetes, e algumas outras disfunções metabólicas”, explicou o professor.

Diante dessa observação, foram testados fármacos. “Testamos se fármacos que atuam eliminando essas células poderiam diminuir a carga viral nas células. Os medicamentos que eliminam células senescentes têm capacidade bastante significativa de reduzir a carga viral nas células.”

Segundo o professor, isso abre uma possibilidade de utilização desses medicamentos para eliminação dessas células senescentes para tentar tratar o SARS-CoV-2. “Nesse sentido,  como a gente sabe que idosos e obesos tem o acúmulo dessas células senescentes e eles estão dentro do grupo de risco para a doença, pode ser que esse seja o elo entre o maior risco nessa população e o fato desses indivíduos terem uma maior severidade da doença. Tudo isso são hipóteses ainda, feito em experimentos in vitro, ou seja, em cultura de células, precisa ser testado em modelos animais e eventualmente ser testado em seres humanos”.

Para o pesquisador, de concreto para o tratamento da doença hoje, continua sendo o investimento na qualidade de vida. “A gente só pode tirar uma lição, se a gente pensar nos grupos de risco, o que a gente tem que fazer é continuar colocando no nosso estilo de vida práticas para promover a saúde, principalmente a saúde metabólica para viver melhor: com uma nutrição adequada, exercícios regulares, mesmo que isolamento fazer atividade física dentro de casa”, aconselha.

Etapas seguintes

As etapas seguintes da pesquisa incluem a análise de adipócitos obtidos diretamente de pacientes com diagnóstico confirmado de covid-19, obtidos por meio de biópsia.

Também serão conduzidas análises de proteômica (análise global e em larga escala dos proteomas, que são o conjunto de proteínas e suas isoformas expressas em uma amostra biológica, ou seja, em um organismo, tecido, biofluido ou célula) para descobrir se a infecção pelo Sars-CoV-2 afeta o funcionamento do adipócito e se deixa alguma sequela de longo prazo na célula.

Essa etapa da pesquisa será feita em colaboração com o professor do IB-Unicamp Daniel Martins de Souza.

Vacina russa contra a COVID-19 deve ser lançada em agosto

Em fase final de testes, fórmula deve ser produzida em grande escala a partir de setembro; resultados indicam que a imunização é tão segura quanto as disponíveis no mercado

Por Correio Braziliense 14/07/2020 10:38

Em uma estratégia parecida com a dos chineses — que, no fim do mês passado, anunciaram que dariam início à aplicação de uma vacina experimental de ‘forma interna’ no Exército —, o governo russo prevê iniciar, em um mês, ‘a circulação pública’ de uma fórmula contra o Sars-CoV-2.

A vacina foi desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, em parceria com a Universidade Sechenov, e tem obtido resultados promissores nas primeiras fases dos ensaios com humanos.
“A segurança da vacina foi confirmada. Corresponde à segurança das vacinas que estão atualmente no mercado”, disse Alexander Lukashev, diretor do Instituto de Parasitologia Médica, Tropical e Doenças Transmitidas por Vetores da universidade russa, em entrevista à agência de notícias Sputnik.

O próximo passo vem em sequência a esses avanços. “Lá para 14 e 15 de agosto, espero, entrará em circulação a quantidade pequena de vacina que devemos ser capazes de produzir”, afirmou Alexander Ginsburg, diretor do Instituto Gamaleya, em entrevista à agência de notícias RIA. Também de acordo com Ginsburg, a produção em massa da fórmula deve ser iniciada em setembro.
Essa nova etapa funcionaria como uma fase 3 dos ensaios clínicos, quando se avalia a eficácia de uma vacina a partir de um número maior de voluntários. Nas fases 1 e 2, os cientistas estão mais focados em investigar a segurança da abordagem proposta.

No caso da vacina russa, os testes com humanos estão sendo conduzidos pela Universidade Sechenov e envolvem 38 voluntários saudáveis — homens e mulheres com idade entre 18 e 65 anos. O primeiro grupo, composto por 18 pessoas, foi vacinado em 18 de junho. O segundo, com 20 pessoas, em 23 de junho.
Segundo Yelena Smolyarchuk, diretora do Centro Universitário de Avaliação Especializada de Medicamentos da universidade, a vacina testada se mostrou segura, como o esperado pela equipe. De acordo com o Ministério da Defesa, dados disponíveis mostram também “que os voluntários desenvolveram uma reação imunológica à vacina contra coronavírus”. Porém, os resultados obtidos até o momento não foram divulgados em uma revista científica, quando há revisão dos pares.
Duas doses
Em nota, a universidade explica que a fórmula é uma vacina liofilizada — “um pó do qual uma solução é preparada para injeção intramuscular”. Alguns participantes do estudo experimentaram dores de cabeça e temperatura corporal elevada. “No entanto, esses sintomas desapareceram completamente dentro de 24 horas depois da administração da vacina”, enfatiza o texto.

Segundo Yelena Smolyarchuk, essa resposta à injeção é bastante típica no caso de doenças infecciosas, e não houve piores complicações.
previsão é de que o primeiro grupo de voluntários receba alta do hospital amanhã e o segundo, na próxima segunda-feira. Em 28 de julho, os participantes devem receber a segunda dose. Em entrevista à agência russa Ria Novosti, Alexander Gintsburg explicou que a medida pretende aumentar o tempo de proteção. “A experiência com a vacina contra o ebola mostra que, se você se restringir a uma única dose, terá um nível de proteção contra infecção de cinco a seis ou sete meses. Para imunizar por dois anos ou mais, será necessária uma segunda dose”, justificou.
Por enquanto, os participantes estão alojados em enfermarias simples ou duplas no campus da universidade. O isolamento de 28 dias tem como objetivo protegê-los da exposição a outras infecções. Além de apoio psicológico, eles podem frequentar instalações esportivas para a prática de atividades físicas, segundo a universidade. A vacina também está sendo testada no Hospital Militar Burdenko, em Moscou. Nesse caso, porém, é usada uma versão líquida da forma.
Destaque chinês
A vacina é a primeira e a única fabricada na Rússia indicada no relatório mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre ensaios clínicos em andamento: são 21 no total. O governo russo desenvolve 17 fórmulas imunizadoras contra a covid-19, das quais três ou quatro devem entrar na fase de produção, segundo o Ministério da Saúde.

No momento, dois projetos estão em estágio avançado dos ensaios clínicos: um da chinesa Sinopharm e outro da AstraZeneca e da Universidade de Oxford. Essa segunda inciativa contará com a participação de voluntários brasileiros, assim como a fórmula desenvolvida pela chinesa Sinovac Biotech, cujo início da fase 3 dos testes com humanos está previsto para o próximo dia 20.
A China é o país com maior número de testes de vacinas contra a COVID-19 em andamento. Ao todo, oito projetos receberam permissão para a realização de ensaios em humanos tanto dentro do país quanto no exterior. Um deles, conduzido pela empresa CanSinoBio e pela Academia Militar de Ciências Médicas, é testado apenas em militares, depois que “os dados dos testes clínicos demonstraram um bom perfil de segurança e níveis elevados de resposta imune”, segundo nota divulgado pelo grupo.
Europeus negociam 300 milhões de doses
A Sanofi está perto de chegar a um acordo com a União Europeia (UE) para fornecer 300 milhões de doses de uma eventual vacina contra o coronavírus. O acordo seria semelhante ao finalizado recentemente com os Estados Unidos.

De acordo com  Olivier Bogillot, presidente do grupo farmacêutico na França, mas detalhes sobre a negociação serão divulgados “nos próximos dias ou semanas”. “O nosso objetivo é trabalhar com o conjunto dos Estados para distribuir a vacina para todos ao mesmo tempo”, explicou Bogillot, em entrevista à agência France-Presse de notícias (AFP).

A Sanofi foi alvo de fortes críticas  quando seu diretor-geral, Paul Hudson, falou, em maio, sobre a possibilidade de favorecer os Estados Unidos na distribuição da vacina, depois que Washington financiou parte de sua pesquisa.  O laboratório francês está desenvolvendo duas vacinas contra a covid-19, com tecnologias distintas.

Presidente do Comitê de Tóquio 2021 prevê versão reduzida do evento

“A prioridade é estar seguro”, diz Yasuhiro Yamashita

Publicado em 14/07/2020 – 12:27 Por Jack Tarrant e Hideto Sakai – Tóquio (Japão)

Os Jogos Olímpicos de Tóquio, que foram adiados pra 2021, provavelmente serão uma versão reduzida das edições recentes do evento esportivo, disse nesta terça (14) o presidente do Comitê Olímpico Japonês (JOC, na sigla em inglês), Yasuhiro Yamashita.

Em março, o Japão e o Comitê Olímpico Internacional (COI) adiaram os Jogos de Tóquio para 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Desde então, os organizadores têm falado em tentar simplificar o evento (que, inicialmente, começaria em julho de 2020) para reduzir custos e garantir a segurança dos atletas.

“Os Jogos, que experimentei antes, eram lindos e extravagantes”, disse Yamashita, ex-medalhista de ouro olímpico no judô, na sede do JOC.

“Porém, não acho que o conceito dos próximos Jogos vá buscar essas coisas. A prioridade é estar seguro”, declarou o dirigente.

Yamashita, que assumiu a presidência do JOC em junho do ano passado no lugar de Tsunekazu Takeda, que está sendo investigado por acusações de corrupção, disse que a pandemia também estava causando sofrimento financeiro à organização.

“Em relação ao próximo ano fiscal [a situação financeira do JOC] será bastante difícil”, disse o dirigente após um difícil primeiro ano no cargo. “Acho que existe uma grande possibilidade de termos de pedir dinheiro emprestado, afirmou.

Um presidente do comitê olímpico de um país anfitrião ser alterado um ano antes dos Jogos é uma situação que “não deveria acontecer”, concluiu.

Covid-19: governo prorroga programa de redução de salários e jornada

Com a medida os prazos valem por 120 dias

Publicado em 14/07/2020 – 11:25 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O presidente Jair Bolsonaro prorrogou os prazos de redução de jornada e de salário e de suspensão temporária do contrato de trabalho no âmbito do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, criado pelo governo para diminuir os efeitos econômicos e sociais causados pela pandemia de covid-19. O Decreto nº 10.422/2020 foi publicado hoje (14) no Diário Oficial da União.

O prazo máximo para os acordo de redução proporcional da jornada de trabalho e de salário, que era de 90 dias, agora será de 120 dias. Já o prazo para a suspensão temporária do contrato de trabalho, que era de 60 dias, também passa a ser de 120 dias.

A possibilidade de prorrogação já estava prevista na lei que institui o programa. As medidas têm objetivo de diminuir as despesas das empresas em um período em que estão com atividades suspensas ou reduzidas.

O decreto diz ainda que a suspensão do contrato de trabalho poderá ser de forma fracionada, em períodos sucessivos ou intercalados, desde que sejam iguais ou superiores a dez dias.

Trabalho intermitente

O programa também estabelece o pagamento de um benefício emergencial de R$ 600, por três meses, para os empregados com contrato de trabalho intermitente formalizado até 1º de abril, data da publicação da Medida Provisória 936, que originou o programa.

De acordo com o decreto publicado nesta terça-feira, o governo pagará este benefício por mais um mês, totalizando quatro parcelas.

O benefício emergencial não pode ser acumulado com o auxílio emergencial, pago pelo governo a trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados. Nesse caso, os trabalhadores com contrato intermitente terão direito àquele que for mais vantajoso.

A pasta da Saúde de Pedro Avelino é a rainha da reclamação

O serviço excencial que mais falha em Pedro Avelino é a saúde da população.

A população da cidade de Pedro Avelino/RN – na região central do estado, clama por médico no hospital/posto de saúde governador José Varela.

Nesta terça-feira, 14, mais um caso de falta de medico no hospital/posto de saúde governador José Varela tomou conta dos grupos de Whatsapp. A paciente teve que pedir socorro no hospital da cidade vizinha de Afonso Bezerra. Ainda bem que o hospital de Afonso Bezerra mesmo com as dificuldades recebe os Pedroavelinenses.

Confira:

Estudo sugere que imunidade à COVID-19 pode desaparecer em alguns meses

De acordo com a pesquisa, desenvolvimento de uma vacina eficaz de longo prazo poderia ser comprometido

Por AFP13/07/2020 10:55 – Atualizado em 13/07/2020 11:47

A imunidade baseada em anticorpos, adquirida após a cura da COVID-19, desapareceria em alguns meses, de acordo com um novo estudo, o que poderia complicar o desenvolvimento de uma vacina eficaz de longo prazo.

“Este trabalho confirma que as respostas de anticorpos protetores em pessoas infectadas com SARS-CoV-2 (…) parecem decair rapidamente”, afirmou nesta segunda-feira o Dr. Stephen Griffin, professor associado da Escola de Medicina da Universidade de Leeds (Reino Unido).

“As vacinas em desenvolvimento deverão ou gerar proteção mais forte e duradoura contra infecções naturais ou ser administradas regularmente”, acrescentou o médico, que não participou do estudo.

“Se a infecção fornece níveis de anticorpos que diminuem em dois a três meses, a vacina potencialmente fará a mesma coisa e uma única injeção poderá não ser suficiente”, declarou a Dra. Katie Doores, principal autora do estudo, ao jornal Guardian.

O estudo do prestigiado King’s College de Londres, que ainda não foi revisado, foi publicado no site medrxiv.

Os pesquisadores estudaram a resposta imunológica de mais de 90 casos confirmados (incluindo 65 por testes virológicos) e mostram que os níveis de anticorpos neutralizantes, capazes de destruir o vírus, atingem o pico médio em torno de três semanas após o início dos sintomas, depois diminuem rapidamente.

De acordo com exames de sangue, mesmo os indivíduos com sintomas leves tiveram uma resposta imune ao vírus, mas geralmente menor do que nas formas mais graves.

Apenas 16,7% dos indivíduos ainda apresentavam altos níveis de anticorpos neutralizantes 65 dias após o início dos sintomas.

O estudo também tende a minar a hipótese de imunidade coletiva, que supõe uma proteção global, após uma alta porcentagem da população adquirir imunidade após ser infectada.

Especialistas apontam, no entanto, que a imunidade não se baseia apenas em anticorpos, o corpo também produz células imunes (B e T) que desempenham um papel na defesa do organismo.

“Mesmo que você não tenha anticorpos circulantes detectáveis, isso não significa necessariamente que você não tem imunidade protetora, porque provavelmente possui células de memória imune que podem rapidamente entrar em ação para iniciar uma nova resposta imunológica se ficar exposto ao vírus novamente, para que você possa ter uma infecção mais leve”, afirma o professor de imunologia viral Mala Maini, consultor da University College de Londres.

Até que mais informações sejam aprendidas, “mesmo aqueles com um teste de anticorpos positivo – especialmente aqueles que não sabem onde foram expostos – devem continuar a ter cautela, distanciamento social e uso de uma máscara apropriada”, alerta James Gill, professor honorário da Warwick Medical School.

Estado de Minas

Dólar sobe para R$ 5,388 e fecha no maior nível em duas semanas

Bolsa caiu 1,33% e voltou a ficar abaixo dos 100 mil pontos

Publicado em 13/07/2020 – 18:15 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Num dia de volatilidade no mercado financeiro, o dólar aproximou-se de R$ 5,40 e fechou no maior valor em duas semanas. A bolsa de valores, que tinha encerrado a semana passada no maior nível em quatro meses, reverteu a alta dos últimos dias e voltou a fechar abaixo dos 100 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (13) vendido a R$ 5,388, com alta de R$ 0,064 (+1,21%). A moeda operou em alta durante toda a sessão, mas acelerou nos minutos finais de negociação até fechar na máxima do dia. A divisa acumula alta de 34,27% em 2020.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pelas oscilações. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), subiu durante quase todo o dia, mas reverteu o movimento e passou a cair na hora final de negociação, fechando a segunda aos 98.697 pontos, recuo de 1,33%.

O dólar e o câmbio passaram a registrar volatilidade após o governo da Califórnia anunciar o fechamento de diversos setores da economia decorrente da subida de casos de covid-19 no estado norte-americano. No início do dia, as bolsas na maior parte do planeta subiam refletindo a liberação de testes de duas vacinas pela agência reguladora de saúde nos Estados Unidos e um possível anúncio de nova rodada de estímulos pelo Banco Central Europeu.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos no combate à doença.

Governo zera tarifas de 34 medicamentos usados no combate à covid-19

Imposto de remédio para atrofia muscular também é zerado

Publicado em 13/07/2020 – 17:05 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou o Imposto de Importação de 34 medicamentos usados no combate à covid-19. A resolução foi publicada hoje (13) no Diário Oficial da União.

Entre os medicamentos beneficiados pela medida, estão Ivermectina, Fondaparinux, Varfarina, Nitazoxanida, Edoxabana e Rivaroxabana. O órgão também zerou a tarifa de máquinas para produção e embalagem de máscaras descartáveis de proteção respiratória. As máquinas deverão fabricar pelo menos 400 máscaras triplas com orelhas elásticas de estrutura compacta por minuto.

A resolução zerou o Imposto de Importação de bolsas para coleta de sangue com solução anticoagulante. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a Camex, órgão composto de representantes de vários ministérios presidido pelo Ministério da Economia, reduziu a zero a tarifa de 549 produtos relacionados ao enfrentamento da doença. O benefício vale até 30 de setembro.

Atrofia muscular

Em outra resolução publicada hoje, a Camex zerou a tarifa de importação do medicamento Zolgensma, usada no combate à atrofia muscular espinhal (AME) em crianças de até dois anos. Cotada a R$ 12 milhões e sem fabricação no Brasil, a droga é considerada o medicamento mais caro do mundo, de acordo com o Ministério da Economia.

A desoneração do medicamento havia sido anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro na noite de sexta-feira (10), mas a decisão só foi oficializada hoje.

Segundo o Ministério da Saúde, a AME é uma doença rara, degenerativa, passada de pais para filhos e que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover.

Varia do tipo 0 (antes do nascimento) ao 4 (segunda ou terceira década de vida), dependendo do grau de comprometimento dos músculos e da idade em que surgem os primeiros sintomas. Até o momento, não há cura para a doença.

TSE contará com consultoria sanitária de três instituições nas Eleições 2020

Parceria prevê protocolo de segurança a ser adotado nas seções eleitorais

Um acordo firmado entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a fundação Fiocruz e os hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein vai garantir consultoria sanitária para a Justiça Eleitoral sobre cuidados a serem adotados nas eleições municipais em razão da pandemia causada pelo coronavírus (Covid-19). Conforme a emenda constitucional promulgada pelo Congresso Nacional, o primeiro turno será no dia 15 de novembro, e o segundo turno no dia 29 de novembro. 

Haverá um protocolo de segurança a ser adotado em todas as seções eleitorais do Brasil com o objetivo “proporcionar o mais alto grau de segurança possível para os eleitores, mesários e demais colaboradores da Justiça Eleitoral” diante do cenário de contágio. 

O trabalho consistirá na avaliação de todos os riscos à saúde pública durante a votação, além do desenvolvimento e divulgação dos procedimentos e protocolos sanitários e ambientais a serem adotados.

Em ofício dirigido às três instituições, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, agradeceu a ajuda “patriótica”, prestada “graciosamente”, sem custos aos cofres públicos.

Nesta semana, Barroso e técnicos do TSE se reunirão com três infectologistas para início dos trabalhos do grupo: David Uip, pelo Sírio Libanês, Marília Santini, pela Fiocruz, e Luís Fernando Aranha, pelo Albert Einstein.

O adiamento das eleições de outubro para novembro, aprovado pelo Congresso, foi defendido pelo TSE para atender as recomendações médicas e sanitárias de que postergar o pleito por algumas semanas seria mais seguro para eleitores e mesários. 

Assessoria de Comunicação 

Por causa da pandemia, eleições municipais não terão biometria

Presidente do TSE, Luís Roberto Barroso ouviu médicos sobre os riscos de manter a identificação digital no pleito e decidiu retirar a regra

Por Robson Bonin 10 Jul 2020, 09h38 – Publicado em 10 Jul 2020, 07h10

O Tribunal Superior Eleitoral vai excluir a identificação biométrica nas eleições municipais deste ano em razão da Covid-19.

Esta tem sido a opinião que o ministro Luís Roberto Barroso tem ouvido dos médicos consultados por ele.

Um dos motivos é não ser possível passar álcool-gel nas mãos antes da leitura da digital, porque danifica o aparelho.

Além do aumento do risco de contaminação, a biometria provoca maior demora no procedimento. O TSE trabalha para evitar qualquer tipo de aglomeração no dia da votação.