Ministério da Saúde antecipa campanha de vacina contra a gripe para 23 de março

Na primeira fase da campanha, com início em 23 de março, também entram trabalhadores de saúde, que estão na linha de frente do atendimento à população. O Dia D será em 9 de maio

O Ministério da Saúde inverteu a ordem de público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. Primeiro, serão vacinados os idosos e os trabalhadores de saúde, que atuam na linha de frente do atendimento à população. A decisão da pasta é mais uma medida de proteção a esses públicos, em especial aos idosos, já que a vacina é uma proteção aos quadros de doenças respiratórias mais comuns, que dependendo da gravidade pode levar a óbito. Outra preocupação é evitar que as pessoas acima de 60 anos, público mais vulnerável ao coronavírus, precise fazer deslocamentos no período esperado de provável circulação do vírus, no país. A primeira fase da campanha começa no dia 23 de março, em todo o Brasil.

A priorização dos idosos nessa primeira etapa, mesmo diante da não eficácia da vacina de Influenza contra o coronavírus, é uma forma de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem as influenzas na triagem e acelerarem o diagnóstico para a Covid 19. Além disso, a pasta considera os estudos e dados que apontam que casos mais graves de infecção por coronavírus têm sido registrados em pessoas acima de 60 anos.

“Precisamos proteger os mais vulneráveis e os que estão na linha de frente no atendimento. É importante garantir que essas pessoas tenham acesso à informação para evitar filas nos postos de saúde. Nosso desafio é realizar a campanha com segurança e evitar aglomerações. O Programa Nacional de Imunizações do Brasil (PNI) está preparado”, explicou o secretário em Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira.

Do ponto de vista epidemiológico, as crianças são consideradas multiplicadoras de vírus respiratórios e, por isso, o PNI distanciou um público do outro. Serão duas semanas de intervalo entre uma fase e outra. Na segunda fase da campanha, que começa dia 16 de abril, entram os professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, além dos doentes crônicos.

A partir de 9 de maio, Dia D de vacinação, serão vacinadas as crianças de seis meses a menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), pessoas com mais de 55 anos, gestantes, mães no pós-parto (até 45 dias após o parto), população indígena e portadores de condições especiais. A campanha seguirá até o dia 23 de maio.

PRODUÇÃO ANTECIPADA

Para a campanha nacional, o Insitututo Butantan está produzindo 75 milhões de doses que previne contra os três tipos de vírus de influenza que mais circularam no ano anterior. Historicamente a campanha de vacinação contra gripe (Influenza) acontecia na segunda quinzena de abril, mas será realizada com antecedência, pelo momento que o mundo passa no combate ao coronavírus e em virtude da sequência de confirmação de casos no país. A antecipação foi possível por meio de esforço conjunto do Ministério da Saúde, do Instituto Butantan, produtor da vacina, e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) diante da situação de Emergência Internacional de Saúde Pública pelo coronavírus.

Ao anunciar as medidas na última sexta-feira (6), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, aproveitou para destacar que “as influenzas A e B são mais comuns que o coronavírus e a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe diminui a situação endêmica dos vírus respiratórios no país, por isso é tão importante que as pessoas que fazem parte do público-alvo da campanha procurem uma unidade de saúde”, concluiu.

CASOS DE INFLUENZA NO BRASIL

O Ministério da Saúde mantém a vigilância da influenza no Brasil por meio da vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes hospitalizados. São 114 unidades distribuídas em todas as regiões geográficas do país e tem como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes, permitir o monitoramento da demanda de atendimento dos casos hospitalizados e óbitos.

Os dados colhidos orientam a tomada de decisão em situações que requeiram novos posicionamentos do Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais.

Em 2020, até a Semana Epidemiológica 9 (29 de fevereiro), foram registrados 90 casos de influenza A (H1N1) pdm09 e 6 óbitos no Brasil. O estado de São Paulo concentra o maior número de casos de H1N1, com 28 notificações. Em seguida estão o estado da Bahia, com 14 casos, e o estado do Paraná, com 12 casos e 5 óbitos. O sexto óbito foi registrado no estado do Maranhão, que registrou 1 caso. As informações são preliminares e sujeitas a alterações. No mesmo período, em 2019, foram registrados 146 casos de influenza A (H1N1)pdm09 e 24 óbitos no país.

Por Vanessa Aquino, da Agência SaúdeAtendimento à imprensa

Fechamento do hospital Ruy Pereira reduz leitos e aumenta superlotação

Na última terça-feira (18), o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), informou que já está transferindo pacientes do Hospital Ruy Pereira para fechar até o final de março a unidade hospitalar. Segundo a secretaria, os leitos serão transferidos para os hospitais da Polícia e o anexo do João Machado, em três etapas de forma gradativa.  

Ainda, de acordo com a Sesap, a população não terá prejuízo, pois “não haverá descontinuidade da assistência durante o processo”. No entanto, nós do Sindsaúde RN acreditamos que essa medida irá gerar impacto na redução de leitos na saúde do Rio Grande do Norte. O remanejamento dos leitos não será de forma imediata. Dessa forma, o governo Fátima  repete a política de desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) e fechando o único hospital referência em cirurgias vasculares e no atendimento de pessoas em tratamento com diabetes.   

Até quando a saúde continuará sendo tratada com descaso? 

Infelizmente, a política de fechamento de hospitais vem sendo preparada nos últimos anos. O descaso com a saúde pública não é de hoje, ocorreu no governo Rosalba Ciarlini, no governo Robinson Faria e agora, Fátima Bezerra dá continuidade, com o fechamento do hospital de Canguaretama em julho de 2019 e agora, o hospital Ruy Pereira.  

Enquanto isso, a saúde permanece abandonada. O pouco que se investe é resultado de decisões judiciais. Os governos vêm construindo um cenário de precariedade para justificar os fechamentos e a privatização dos serviços públicos.  

Diante de mais uma decisão de fechamento, a população é obrigada a buscar atendimento nos hospitais que já são superlotados da capital  metropolitana. Além disso, falta profissionais de saúde para atender a demanda, ocasionando uma sobrecarga da trabalho e gerando adoecimento. No anexo do hospital João Machado, por exemplo, onde receberá leitos do Ruy Pereira, há um déficit de enfermeiros. A escala  da enfermagem não fecha e em alguns dias, técnicos de enfermagem trabalham sem a supervisão desses profissionais. 

Sindsaúde RN

Servidores do Walfredo enfrentam falta de alimentação e corredores lotados

Os servidores do Hospital Walfredo Gurgel estão há 5 dias sem alimentação devido à greve dos terceirizados. Além de estarem com salários defasados e atrasados, o servidores têm de tirar do próprio bolso para se alimentar.

Além disso, os pacientes do Hospital estão esperando por cirurgias nos corredores. Há pacientes nos corredores das enfermarias no 2º, 3º e 4º andares. Segundo a diretora do Sindsaúde e servidora do Walfredo Gurgel Elizabreth Teixeira, a gestão está tentando mascarar o caos no Hospital. “Estão tirando os pacientes do andar de baixo e levando para cima. A direção quer passar uma imagem bonita da desordem aqui no Walfredo”, disse.

Na semana passada, registramos 96 pacientes internados nos corredores do Hospital. A equipe contava apenas com 8 técnicos de enfermagem.

A superlotação no Walfredo Gurgel é recorrente. Não há leitos suficientes no Estado. Para piorar, o hospital de Canguaretama foi fechado no ano passado e o Rui Pereira sofre ameaça de fechamento.

A estrutura do Hospital também é frágil. Faltam medicamentos básicos, os servidores estão sobrecarregados e o déficit de profissionais é alto. As más condições de trabalho acabam comprometendo a saúde mental dos trabalhadores.

Informações Sindsaúde RN

Um em cada seis homens tem câncer de próstata no Brasil, alerta Inca

Doença mata 14 mil brasileiros por ano

Publicado em 15/11/2019 – 17:42

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil São Paulo

Rio de Janeiro -  O Inca e o Ministério da Saúde inauguram, no Hospital do Câncer II, o primeiro Centro de Diagnóstico do Câncer de Próstata da rede pública do Rio de Janeiro (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Um em cada seis homens tem câncer de próstata no Brasil, doença que é a segunda principal causa de morte por câncer de pessoas do sexo masculino no país – cerca de 14 mil óbitos por ano. Os dados, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), servem de alerta para que os homens não deixem a saúde de lado. Apesar do alto índice da doença, o levantamento mostra que metade dos brasileiros nunca foram a um urologista.

“Infelizmente ainda há muito bloqueio por parte do público masculino em relação ao exame do toque retal. Felizmente, isso tem melhorado um pouco ao longo dos anos. Associado a esse tabu, de ser um exame um pouco mais evasivo, de mexer com a parte da sexualidade masculina, o homem acaba ficando com um pouco mais de receio de ir ao médico”, ressalta Felipe Costa, médico urologista do Hospital do Homem, na capital paulista.

Próstata

Próstata aumentada – Divulgação/Sociedade Brasileira de Urologia

O câncer de próstata, assim como a pressão alta e o diabetes, é silencioso. De acordo com o médico, a única forma segura de se precaver em relação à doença é a consulta clínica. Homens a partir dos 50 anos devem realizar o exame anualmente.

“Há grupos com fator de risco maior para o câncer de próstata: são os negros e aqueles indivíduos que têm história na família com câncer de próstata abaixo dos 60 anos. Para essas pessoas, a partir dos 40 ou 45 anos, eles já devem ter um acompanhamento direcionado para diagnosticar a doença”, ressalta o médico.

Doença lenta

O câncer de próstata, na maioria dos casos, cresce lentamente, não causa sintomas e, no início, pode ser tratado com bastante eficácia. Em outros casos, no entanto, pode crescer rapidamente, espalhar-se para outros órgãos e causar a morte.

“O exame é extremamente rápido, é feito com anestésico local, de uma forma que provoque menos incômodo para a pessoa. Ainda hoje é uma das formas mais seguras e eficientes que a gente tem para poder diagnosticar o câncer de próstata na forma mais inicial”, destaca o médico.

Além do exame preventivo, os médicos recomendam que sejam evitados outros fatores, já conhecidos facilitadores da doença, como alimentação pobre em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais; sedentarismo, consumo de álcool e tabaco.

Segundo o Ministério da Saúde, estimativas apontam que ocorreram 68.220 novos casos da doença em 2018. Esse número corresponde a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens.

A próstata é uma glândula presente apenas nos homens, localizada na frente do reto, abaixo da bexiga, envolvendo a parte superior da uretra (canal por onde passa a urina). A próstata não é responsável pela ereção nem pelo orgasmo. Sua função é produzir um líquido que compõe parte do sêmen, que nutre e protege os espermatozoides. Em homens jovens, a próstata possui o tamanho de uma ameixa, mas seu tamanho aumenta com o avançar da idade.   

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Médicos ignoram queixas de cólicas, e diagnóstico de endometriose demora

Novo presidente de sociedade médica sobre o tema diz que menstruar com dor não deveria ser parte do universo feminino

8.nov.2019 às 14h00 Marcella Franco SÃO PAULO

A ideia de que sofrer com cólicas fortes é normal está tão arraigada no imaginário humano que, por causa dela, todos os anos milhares de mulheres deixam de descobrir que têm uma doença potencialmente grave: a endometriose.

No mundo, uma a cada dez mulheres sofre com este problema, que causa dores abdominais por vezes incapacitantes, e nos casos mais avançados, a obstrução de órgãos.

O desconforto no sexo também é um dos principais sintomas. Um estudo recente realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) mostra que a frequência de relações sexuais e de satisfação nelas é ao menos 30% menor nas mulheres com endometriose do que naquelas sem a doença.

Quem conduziu essa e outras pesquisas foi o professor Eduardo Schor, mestre, doutor e coordenador do Setor de Endometriose do Departamento de Ginecologia da Unifesp. Schor foi eleito Presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), e vai tomar posse em janeiro de 2020.

“No Brasil, 50% das mulheres com endometriose têm algum grau de depressão. Essa mulher sente dor e todo o mundo acha que é frescura. Às vezes, ela chega a perder o emprego. Temos que estar atentos”, diz.

Para ele, um dos principais problemas da endometriose no país é a demora no diagnóstico pela falta de conhecimento.

Se nos consultórios sobra desinformação, na internet não são raros supostos especialistas oferecendo tratamentos milagrosos, e até mesmo questionando o trabalho da própria SBE. Schor alerta para o risco:

“Não escolha seu médico pela quantidade de seguidores que ele tem nas redes sociais”.

Por que estão aumentando os casos de endometriose no Brasil?

Na verdade, a gente não sabe se estão aumentando. Temos feito muito mais diagnósticos, e temos muito mais conhecimento sobre a doença. Então não sabemos se a doença está realmente aumentando ou se a gente está reconhecendo-a mais.

Há pessoas que chamam de “a doença da mulher moderna”. Essa doença não existia antigamente?

Temos registros dessa doença desde por volta de 1800. As pessoas começaram a chamar de “doença da mulher moderna” porque as novas gerações são diferentes da geração das nossas avós, que até podiam ter endometriose, mas, como tinham filho cedo, o pouquinho de doença desaparecia com a gravidez. Hoje, como as mulheres têm o primeiro filho depois dos 35, ficam expostas por mais tempo à menstruação. Essa seria uma hipótese.

Mas há fatores da vida da mulher moderna que poderiam influenciar no desenvolvimento da doença?

Achamos que sim. Vemos aumento de endometriose e de doenças que dependem de estrogênio, como o câncer de mama em mulheres jovens, e miomas. Então a gente acredita que tem alguma coisa acontecendo, mas ninguém descobriu o que é.

Quanto tempo em média uma mulher demora para conseguir o diagnóstico correto de endometriose?

Um estudo recente que fizemos na Unifesp diz que são 61 meses entre o primeiro sintoma e o diagnóstico. A mulher fica sem tratamento nenhum por cinco anos e, quando consegue o diagnóstico, a doença já está avançada. Aí resposta ao tratamento medicamentoso é mais difícil, e a gente acaba pendendo mais para a cirurgia.

Por que essa demora?

Primeiro pelo desconhecimento da população leiga dos principais sintomas da doença e pela desvalorização da cólica pela classe médica. É superfrequente eu receber mulheres que estão se queixando de cólica há cinco anos e os médicos falam que não é nada, que é normal. Existe um consenso de que menstruar com dor faz parte do universo feminino. Muitas vezes a mulher reclama e o médico não dá bola.

Entre os exames mais pedidos pelos ginecologistas está o ultrassom. A endometriose aparece no ultrassom?

No ultrassom convencional, a endometriose não aparece, nem mesmo nos casos mais avançados. Só quando a doença está no ovário. É preciso fazer um ultrassom especializado para detecção da doença, com preparo intestinal, ou a ressonância magnética. Só que, quando a doença aparece nesses exames, ela também já aparece no meu exame de toque em uma consulta ginecológica. Ou seja, ela está avançada. A única ferramenta que a gente tem para a detecção precoce é uma boa consulta médica.

Então estamos lidando com maus médicos?

Temos certamente muitos médicos que não prestam atenção na endometriose.

Dor no sexo é um sintoma só dos casos mais avançados?

Não. Tanto essa dor quanto a cólica são progressivos e vão aumentando com o avanço da doença. Começa com um desconforto na profundidade e vai piorando ao ponto de se ter aversão à relação sexual. Avaliamos a qualidade de vida de algumas pacientes na Unifesp perguntando sobre questões como orgasmo e expressão de sensualidade. Quando comparamos esses resultados com as mulheres sem nenhuma doença, os parâmetros são muito inferiores. Com toda justificativa: o cérebro humano nos fazer evitar as coisas que doem. Vemos uma série de problemas conjugais porque a maioria dos homens não entende e acha que a mulher não quer transar porque perdeu o tesão nele ou arrumou outro.

O que de pior pode acontecer com uma mulher que tem endometriose grave?

Obstrução de ureter, com o risco de perder os rins, e obstrução de intestino. Mas o mais comum são anos de baixa qualidade de vida. O problema é que são poucos os centros que fazem o tratamento. Na Unifesp, por exemplo, a espera é de cinco a seis anos para uma paciente ser operada.

Como se decide se é preciso operar?

É preciso não responder ao tratamento medicamentoso, e aí não sou eu quem decide a cirurgia, mas, sim, a paciente, que se cansa da dor. Outra situação é quando ela está tomando pílula e não tem dor, mas a doença continua avançando, ou quando há a obstrução de algum órgão.

Em quais casos se cogita retirar o útero e os ovários de uma mulher com endometriose?

Se você perguntar para mim qual a cirurgia ideal da endometriose, a resposta é tirar o útero, o ovário e a doença. Só que eu não devo fazer isso. A expectativa da mulher hoje é de mais de 80 anos, então as consequências de tirar o ovário de uma jovem de 35 ou 40 anos são 40 anos de menopausa. Isso significa doenças cardiovasculares, fraturas ósseas, qualidade de vida e de sexo ruins. Se eu tiro o útero dela, a vida dela continua igual, e eu só acabo com a possibilidade de gravidez. Se eu tirar o ovário, não, porque a consequência da falta hormonal é muito maior. O ovário estimula o endométrio, mas ele não é a causa da endometriose, e sim o que alimenta a doença.

Operar cura a doença?

Não. Toda vez que eu vou operar uma mulher, ela me pergunta no final da consulta se a doença pode voltar. E sempre pode. Temos uma média de 30% de recidivas em cinco anos.

Toda mulher com endometriose terá dificuldade para engravidar?

Não. Geralmente isso acontece, mas algumas engravidam sem problemas, mesmo com a doença. É óbvio que, quanto mais doença tiver, mais dificuldade vai ter.

O que precisa acontecer para mudar o panorama das pacientes de endometriose no Brasil?

Primeiro, uma maior conscientização dos médicos. A Sociedade Brasileira de Endometriose está saindo país afora para dar o primeiro passo, que é alertar sobre a doença. Também queremos instrumentalizar os médicos a fazer o diagnóstico correto e a tratar direito a doença. Temos o Clube da Endometriose, uma reunião transmitida pelo Facebook, onde a diretoria responde perguntas, e, com o apoio da indústria, fazemos as Endotrips, que são cirurgias de endometriose avançada em São Paulo e transmitidas para outra cidade, com alguém da diretoria comentando para os médicos. A sociedade não cobra anuidade, então a única fonte de renda que temos são os eventos.

DIA D de vacinação contra sarampo será neste sábado (19/10)

Durante todo o dia, as 41,9 mil unidades de saúde de todo o país vão estar abertos para atender crianças de 6 meses a menores de 5 anos, público-alvo da primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra sarampo

Os postos de vacinação de todo o país estarão abertos neste sábado (19/10) para o dia “D” de mobilização nacional contra o sarampo. Até o dia 25 de outubro, quando encerra a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra sarampo, devem ser vacinadas, 2,6 milhões de crianças de 6 meses a menores de 5 anos. O dia de mobilização é uma parceria do Ministério da Saúde com as secretarias estaduais e municipais de saúde e tem como objetivo reforçar a importância da vacinação desse grupo prioritário, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Como programação do Dia D, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, irá visitar, neste sábado, o Centro de Saúde I ‘Dr. Victor Araújo Homem de Mello’ de Pinheiros, em São Paulo.

As crianças são mais suscetíveis às complicações da doença, que podem evoluir para óbito. Nos últimos 90 dias, foram confirmados 13 óbitos pela doença no Brasil, sendo sete óbitos (53,8%) em menores de cinco anos de idade, dois (15,4%) na faixa etária de 20 a 39 anos e quatro (30,8%) em adultos maiores de 40 anos. As crianças menores de um ano apresentam incidência de 106,1/100.000 habitantes, número 12 vezes superior ao registrado na população geral (8,5/100.000), seguido pelas crianças de 1 a 4 anos (23,8/100.00), o que confirma essas faixas etárias como as mais suscetíveis a complicações e óbitos por sarampo.

Ainda de acordo com o último boletim epidemiológico de sarampo, do Ministério da Saúde, o Brasil registrou, nos últimos 90 dias, 6.192 casos confirmados de sarampo, o que corresponde a aumento de 15% em relação ao período de monitoramento anterior. Vinte estados estão na lista de transmissão ativa da doença e 96% dos casos confirmados estão concentrados no estado de São Paulo, em 192 municípios

Para viabilizar o ‘Dia D’, além de manter a vacina de rotina nos postos de saúde e fazer bloqueio vacinal, o Ministério da Saúde adquiriu este ano 60,2 milhões de doses da vacina tríplice viral, que previne contra sarampo, rubéola e caxumba, representando a maior compra de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos.

REFORÇO FINANCEIRO

A partir desta sexta-feira (18/10) estão disponíveis R$ 103 milhões, dos R$ 206 milhões, anunciados nesta semana pelo Ministério da Saúde, para que estados e municípios possam ampliar a cobertura vacinal, o controle de surtos e a interrupção da transmissão do sarampo, e outras doenças possíveis de imunização, em todo o país. O quantitativo já foi repassado aos Fundos Municipais de Saúde, de acordo com o tamanho da população de cada município.

A outra parte do recurso (R$ 103 milhões) só será liberada mediante o cumprimento de duas metas pelos estados e municípios: alcançar 95% de cobertura vacinal, da primeira dose da tríplice viral em crianças de 12 meses de idade; e informar o estoque das vacinas de poliomielite, tríplice e pentavalente às Secretarias de Saúde dos Estados e ao Ministério da Saúde.

A apuração das duas metas será realizada a partir de 2 de dezembro de 2019, após o encerramento da segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, em 30 de novembro, sendo o recurso repassado na competência financeira seguinte ao encerramento.

Para alcançar as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, os estados e municípios deverão ampliar e garantir o acesso às ações de vacinação nos serviços da Atenção Primária à Saúde, a partir da implantação dos dez passos essenciais para vacinação, lançado na semana passada pela pasta. Os dez passos consistem em implantar procedimentos operacionais padrão, além de manter atualizada as listas da população-alvo do Calendário Nacional de Vacinação, e realizar a busca ativa dessa população.

CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO

Lançada no início deste mês, a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo prioriza dois grupos. O primeiro vai de 7 a 25 de outubro e imuniza crianças de 6 meses a menores de 5 anos, com o dia D de vacinação em 19 de outubro. Já o segundo grupo, previsto para iniciar em 18 de novembro, será direcionada para adultos entre 20 e 29 anos que ainda não atualizaram a caderneta de vacinação.

A meta é vacinar 2,6 milhões de crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões de adultos. Para viabilizar a ação, o Ministério da Saúde garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos. Ao todo, 60,2 milhões de doses da tríplice viral foram adquiridas para garantir o combate à doença nos municípios.

Por Vanessa Aquino, da Agência Saúde
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CNM orienta Municípios sobre incentivos financeiros para adesão ao Programa Saúde na Hora

Uma lista com os Municípios que foram credenciados para receberem incentivos financeiros referentes às Equipes de Saúde da Família (eSF) e às equipes de Saúde Bucal (eSB) foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). A Portaria 2.636/2019, publicada pelo Ministério da Saúde no dia 9 de outubro, priorizou os Municípios que manifestaram formalmente a intenção de aderir ao Programa Saúde na Hora.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que os 35 Municípios localizados nos Estados do Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, classificados no Anexo I da portaria, receberão os incentivos mensais de custeio das equipes de atenção básica.

Já o Anexo II do texto relaciona as Unidades de Saúde da Família (USF) localizadas em 71 Municípios que estão homologadas no Programa Saúde na Hora. Essas USF receberão os incentivos de custeio e implantação pois atenderam aos critérios estabelecidos na legislação que institui o Programa Saúde na Hora.

A CNM esclarece aos Municípios interessados em aderir a essa nova estratégia que o incentivo financeiro adicional possui os seguintes valores mensais:

• USF com funcionamento mínimo de 60 (sessenta) Horas semanais o valor recebido será de R$ 10.695,00 (dez mil, seiscentos e noventa e cinco reais);
• USF com Saúde Bucal, com funcionamento mínimo de 60 (sessenta) Horas semanais o valor recebido será de R$ 15.165,00 (quinze mil, cento e sessenta e cinco reais) e;
• USF, com Saúde Bucal, com funcionamento mínimo de 75 (setenta cinco) horas semanais o valor recebido será de R$ 30.330,00 (trinta mil, trezentos e trinta reais).

O Município deve analisar esses valores e os requisitos para a adesão, uma vez que as equipes serão agrupadas em uma mesma unidade de saúde que terá seu atendimento estendido ao horário noturno ou finais de semana, a ainda, que este financiamento geralmente não custeia efetivamente a despesa real das equipes.

Da Agência CNM de Notícias

Senado acata sugestão popular que libera uso medicinal da cannabis

Proposta tramitará como projeto de lei na Casa

Publicado em 29/09/2019 – 17:32

Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil Brasília

canabidiol

A liberação da maconha para uso medicinal deu um pequeno, mas importante passo na última semana no Senado. Em meio a muita polêmica, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) acatou, na quinta-feira (26), uma sugestão legislativa (SUG 6/2016) sobre uso da cannabis medicinal e do cânhamo industrial – variante da cannabis com menor concentração de tetraidrocanabinol e sem ação psicoativa relevante. A proposta vai tramitar como projeto de lei na Casa.

Uma espécie de marco regulatório para o uso medicinal dessas substâncias foi sugerido pela Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos (Reduc). O documento enviado pela entidade ao Senado detalhava, em 133 artigos, normas procedimentais e regulamentares sobre métodos de pesquisa, produção, registro, rotulagem, padronização, certificação, licenciamento, comercialização, circulação, tributação, publicidade, inspeção, controle e fiscalização da maconha medicinal e do cânhamo.

Apesar do voto favorável à sugestão, o relator, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), apresentou uma nova redação à proposta, muito mais sucinta. Segundo Vieira, o texto mais enxuto tornará mais fácil contornar problemas de inconstitucionalidade e injuridicidade da redação original, principalmente sobre competências e atribuições de órgãos do Poder Executivo, que não devem ser definidas pelo Congresso.

Com a nova redação, o projeto passa a ter apenas seis artigos que tratam dos produtos, dos processos e dos serviços relacionados à maconha medicinal e ao cânhamo industrial. Um deles submete a produção, a distribuição, o transporte e a comercialização da cannabis medicinal à vigilância sanitária, com monitoramento da cadeia produtiva e do mercado.

O texto prevê ainda que normas relacionadas ao plantio, à cultura e colheita do cânhamo industrial sejam de responsabilidade de uma autoridade agrícola do estado. Também devem ser fomentados pelo Poder Público o desenvolvimento científico e tecnológico sobre medicamentos derivados da cannabis e sobre a produção do cânhamo industrial. Segundo Vieira, a proposta não libera o plantio caseiro a famílias com pacientes de doenças nas quais está provada a ação terapêutica da cannabis.

A Mesa do Senado ainda vai numerar a proposta e definir por quais comissões o texto vai passar. Se avançar no Senado, ele terá de ser enviado à Câmara dos Deputados. Se, por um lado, a sugestão com uma proposta sobre uso medicinal avançou, outra sobre uso recreativo, apreciada há duas semanas pela comissão, foi arquivada pelos senadores.

Outro lado

Autor de um projeto de lei (PL 5.158/19) que prevê a distribuição do canabidiol (CBD) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas que não contempla outras substâncias medicinais produzidas a partir da maconha, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) defendeu que o assunto não pode ser tratado apenas com emoção, mas com responsabilidade. Girão destacou que a ciência tem demonstrado que, para algumas pessoas, a maconha medicinal causa a piora da saúde. O senador também apontou vícios de inconstitucionalidade e problemas de juridicidade para votar contra a SUG 6/2016, que, de acordo com ele, já está contemplada no ordenamento jurídico brasileiro.

Apioada por vários senadores, a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), usuária de um medicamento a base de cannabis, fez um apelo emocionado para que o senador não impedisse a votação da sugestão. Segundo ela, rejeitar a proposta seria virar as costas para as famílias que precisam da maconha medicinal e estão sofrendo. A parlamentar falou da própria situação.

“Se a gente aprovar um projeto permitindo só o canabidiol, o medicamento que eu tomo vai ser proibido. Isso vai fazer com que eu perca a minha força laboral. E, poxa, alguém aqui já me viu alucinando em algum canto do Congresso? Alguém aqui já me viu falando besteira? Alguém aqui tem algum senão quanto à minha dedicação, à minha seriedade no meu trabalho?”, questionou Mara.    

Edição: Wellton MáximoTags: Senadocannabiscanabidiolmaconhauso medicinal da cannabisuso medicinal da maconha

Cigarro eletrônico mata

Se antes era uma suspeita, agora é realidade. Sucessivos casos confirmados de mortes decorrentes do uso de vaporizadores de óleo ligam o alerta para quem tem o hábito de fumar com este tipo de aparelho — muito popular entre os jovens

Crédito: Pixabay
Guilherme Sette26/09/19 – 19h00 – Istoé

O cigarro eletrônico já não é mais novidade. Apresentado como uma alternativa menos cancerígena ao consumo de nicotina, principalmente por não funcionar com a combustão de substâncias nocivas como o alcatrão, eles são de aspecto moderno, tem grande apelo juvenil, não deixam cheiro ruim e oferecem essências com sabores diversificados. Mas, como agora se sabe, eles também podem ser letais.O centro de controle de doenças dos EUA, onde os vapes — como também são conhecidos — são muito populares, já confirmou 530 casos de doenças respiratórias graves associadas ao hábito, além de onze mortes. Esta doença ainda não tem nome e sequer há um mapeamento completo de como ela se instala no corpo e provoca os sintomas. Num primeiro momento, existia a hipótese de que a misteriosa enfermidade estivesse ligada ao consumo de vapes com THC, principal substância psicoativa encontrada na maconha, e que fosse mais perigosa para jovens. A suspeita se deu por causa de um estudo da Universidade de Saúde de Utah, que identificou a doença em um homem de 21 anos que usava cigarros eletrônicos para fumar óleos de nicotina e de THC. Foi a primeira empreitada que conseguiu identificar parte do problema, encontrando células com grande quantidade de gordura dentro do pulmão do paciente. Até o momento, dois terços dos acometidos pela doença pulmonar estão na faixa dos 18 aos 34 anos

Com a confirmação de mais mortes, incluindo a de um homem de mais de 40 anos, a suspeita se dissipou, expandindo o alerta para todos que usam vapes, com todo tipo de essência ou sabor. Sean Callahan, professor assistente da Universidade de Saúde de Utah e um dos que assinou o estudo, diz a ISTOÉ que os resultados de pesquisas sobre o uso de cigarros eletrônicos é bem claro: “simplesmente é melhor não usar vapes por enquanto.” Ele afirma, do ponto de vista de sua experiência no setor de cuidados pulmonares na universidade, que há um percentual grande de usuários de óleos que não contém THC sendo identificados com a doença. O médico também avalia que o grande número de jovens afetados está relacionado com o fato dos e-cigars serem muito populares entre os mais novos. ”Nós médicos precisamos melhorar nossa capacidade de diagnóstico do problema, além dos que estão fora da divisão pulmonar, principalmente nas áreas de primeiros cuidados e de emergência”, diz.

Jovens e vapes

A preocupação com a letalidade do cigarro eletrônico está principalmente no crescimento do uso entre a população mais jovem. Enquanto o departamento de Saúde dos EUA aponta que apenas 5,8% dos colegiais do país fumam cigarros (número decrescente), a agência de alimentos e drogas mostra que em 2019, 27,5% dos estudantes dessa faixa etária experimentaram um vape ao menos uma vez no mês anterior à pesquisa. Os dispositivos são portáteis, existindo até capas para smartphones com alça para transportá-los juntos. É algo atraente e descolado. Há marcas desenvolvendo adesivos de estampas como “Supreme” ou “Marvel” para customizar o próprio cigarro eletrônico.

Muito da popularização do dispositivo tem a ver com a empresa por trás disso: a Juul, uma startup fundada por dois ex-alunos de Stanford, Jame Monsees e Adam Bowen, que controla mais da metade do mercado norte-americano de vapes. Embora ela tenha assumido uma postura de apresentar o produto como “uma alternativa para fumantes”, a marca é a preferida entre os adolescentes, principalmente para consumir os óleos de sabor, como mentolados e de manga. A empresa chegou a ter programa de representantes que visitavam escolas para informar os benefícios de trocar do cigarro convencional para o eletrônico, colocando os jovens em contato direto com o produto da marca – iniciativa já interrompida pela Juul. Ela já chegou a ser avaliada em US$ 38 bilhões e faturou aproximadamente US$ 1.2 bilhões no primeiro semestre de 2019. No último balanço divulgado pela empresa, em 2017, foram vendidos mais de 16 milhões de dispositivos.

A Juul deve acusar o golpe após a multiplicação dos casos de doenças ligadas ao cigarro eletrônico. O presidente dos EUA, Donald Trump, já se posicionou afirmando que “não podemos permitir que nossos jovens adoeçam”, indicando que alguma regulação ao acesso de tais produtos deve acontecer. Os estados de Nova York e de Michigan proibiram a comercialização de cigarros eletrônicos de sabor (que representam cerca de 80% do total consumido) e a rede de lojas de departamento Walmart, uma das maiores do mundo, afirmou que irá deixar de vendê-los. O caminho é bastante claro: o império da nicotina eletrônica construído pela Juul pode ruir, principalmente com a população adoecendo pelo consumo da substância. No Brasil, apesar dos cigarros eletrônicos serem proibidos por lei desde 2009, não é difícil encontrar alguém vaporizando nicotina pelas ruas. Um dispositivo desses pode ser comprado por meio de sites especializados, bem como os diferentes tipos essências, ou até mesmo em perfis do Instagram. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informa que desde 2017 já retirou da internet mais de 700 anúncios de dispositivos eletrônicos para fumar e que já realizou duas audiências públicas para debater o tema.

A situação no Brasil

O Brasil é referência mundial no combate ao tabagismo. Na segunda 23, o País recebeu o prêmio da Força-Tarefa Interagências da ONU pela redução do percentual de fumantes de 15,6% em 2006 para 9% em 2018. Mesmo assim, mediante aos expressivos números do mercado, há a ameaça da legalização, apesar dela ainda não ser formalmente discutida, principalmente pelos incipientes dados no ambiente brasileiro. Uma pesquisa do Programa Nacional de Tabagismo do SUS revelou que 30% dos fumantes menores de 30 anos já experimentou o vape alguma vez, indicando a propensão também da sociedade brasileira em aderir ao hábito. Os jovens cresceram num Brasil em que fumar cigarro é mal visto. Há imagens repulsivas nos maços de cigarro e não se pode fumar em locais fechados. Os cigarros eletrônicos ainda não estão associados a tais imagens ruins, pelo contrário, são quase vistos como desejáveis. Se foram necessárias décadas para arruinar a imagem do cigarro, as mortes decorrentes do uso de vape podem fazer isso em muito menos tempo.

À mercê da sorte: População reclama da falta de médicos e de medicamentos no posto de saúde de Santa Maria

A situação da saúde no município, especialmente nos postos de saúde, é considerada preocupante pela população de Santa Maria e os problemas persistem a meses.

Segundo alguns relatados o problema já vêm se arrastando há meses, como a falta de médicos e a falta de medicamentos na Unidade de Saúde.

Até quando a população continuará a enfrentar estes problemas?