Covid-19: Brasil tem 129 mil mortes e 4,2 milhões de casos confirmados

Mais de 3,5 milhões de pessoas se recuperaram

Publicado em 10/09/2020 – 20:40 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília

 A atualização do Ministério da Saúde divulgada na noite desta quinta-feira (10) mostrou que houve 129.522 mortes em função da covid-19. Nas últimas 24 horas, as autoridades de saúde registraram 983 óbitos. Ontem, no balanço da pasta constavam 128.539 óbitos. Ainda há 2.501 mortes sendo investigadas por órgãos de saúde.

O número de pessoas infectadas desde o início da pandemia somam 4.238.446. Entre ontem e hoje, foram notificados 40.557 novos diagnósticos positivos de infecção pelo coronavírus. Ontem o painel do Ministério da Saúde trazia 4.197.889 casos acumulados. De acordo com a atualização, 611.587 pessoas estão em acompanhamento e mais 3.497.337 se recuperaram.

Os casos são menores aos domingos e segundas-feiras pelas limitações de alimentação de dados pelas equipes das secretarias de Saúde. Às terças-feiras, o número usualmente tem sido maior pelo envio dos dados acumulados do fim de semana.

Estados

Os estados com mais morte são: São Paulo (32.104), Rio de Janeiro (16.871), Ceará (8.639), Pernambuco (7.792) e Pará (6.289). As unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (607), Acre (635), Amapá (676), Tocantins (773) e Mato Grosso do Sul (1.024).

São Paulo também lidera entre os estados com mais casos, com 874.754 casos confirmados, seguido por Bahia (277.327), Minas Gerais (242.533) e Rio de Janeiro (234.813). As unidades da Federação com menos casos são Acre (635), Amapá (676), Roraima (607) e Mato Grosso do Sul (1.024).

Transmissibilidade cresce em três regiões do Estado

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), destaca que a taxa de transmissibilidade em três regiões apresentaram crescimento e estão acima de 1, requerendo atenção. No Mato Grande a taxa é de 1,04; no Alto Oeste é de 1,13; e no Oeste é de 1,29. Os dados são do mapa do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) com a plataforma “Coronavírus RN”, sistema que monitora os casos da Covid-19 no Rio Grande do Norte.

A taxa geral de ocupação de leitos críticos da rede SUS é de 39%. Por região, essa taxa é de 36% no Oeste, 100% no Mato Grande, 33,7% na Região Metropolitana de Natal, 60% no Seridó e 90% Alto Oeste. Os leitos estão desocupados nas regiões Agreste e Potengi-Trairi.

Os casos confirmados somam 61.989. Há 26.212 casos suspeitos, 116.078 descartados, os óbitos somam 2.263 (3 nas últimas 24 horas) e há 218 em mortes em investigação (aguardando resultado de exames laboratorial). Outros 495 casos foram descartados.

De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Cipriano Maia, a taxa de ocupação dos leitos é considerada satisfatória, “mas esperamos que continue caindo para isso chamamos a atenção da população. A pandemia não acabou. Estamos vendo situações no cotidiano que não condiz com o momento que vivemos, ainda há necessidade de proteção e distanciamento físico entre as pessoas para evitar aglomerações”.

Dentre as medidas adotadas pela Sesap está a contratação de apoiadores técnicos atuando diretamente nas Regionais de Saúde para apoiar tanto na atenção primária quanto em vigilância em saúde, buscando a integração e a reorganização dos processos de trabalho. “A ação foi pactuada com as secretarias municipais de saúde e deve começar nos primeiros dias de setembro”, afirmou o secretário, durante coletiva diária para atualização de dados e ações estaduais sobre a pandemia, na Escola de Governo.

Os dados da Sesap registram hoje 256 pacientes internados na rede pública e privada de saúde, sendo 104 em leitos críticos e 155 em leitos clínicos.

O secretário lembrou que a máscara é de uso obrigatório, “é preciso usar de forma correta. Não vamos relaxar a situação, queremos os leitos desocupados e salvar vidas. Não podemos banalizar a situação”.

A Sesap iniciará a partir desta terça-feira a ampliação da testagem sorológica feito com base na coleta de sangue, um teste mais específico, em todas as regiões do Estado.

 Fonte/Fotos: Jair Sampaio/Sandro Menezes

Primeira-dama testa positivo para covid-19

Michelle será acompanhada pela equipe médica da presidência

Publicado em 30/07/2020 – 12:34 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A primeira-dama Michelle Bolsonaro teve exame positivo para covid-19 hoje (30). “Ela apresenta bom estado de saúde e seguirá todos os protocolos estabelecidos”, diz a nota da Secretaria Especial de Comunicação Social.

Michelle tem 38 anos e está sendo acompanhada pela equipe médica da presidência.

O presidente Jair Bolsonaro também já contraiu a doença. Ele anunciou o resultado positivo do teste no dia 7 de julho e permaneceu em isolamento no Palácio da Alvorada até o último sábado (25), quando informou que estava recuperado.

Também nesta quinta-feira, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, informou hoje que testou positivo para covid-19

Mandetta diz que sistema de saúde já está em colapso

Enquanto o atual ministro da Saúde, Nelson Teich, usa um discurso vago para falar sobre a pandemia, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) afirmou nesta quinta-feira (30) que o sistema de saúde do Brasil já está em colapso em decorrência.

“Sempre foi uma previsão que torci para não se cumprir, que trabalhei para evitar, mas que infelizmente estamos vivendo”, disse Mandetta em sua página no Twitter.

Mandetta foi demitido por Jair Bolsonaro durante o enfrentamento à Covid-19, no último 16 de abril. Ele e o chefe do Executivo discordaram das medidas de combate e prevenção à infecção. Bolsonaro defende o fim do isolamento e minimiza os impactos das mortes, afirmando que apenas os idosos serão afetados.

Balanço do Ministério da Saúde de quarta-feira (29), já são 5.466 mortes e 78.162 casos confirmados de coronavírus. Foram registrados 449 óbitos nas últimas 24 horas.

Casos de Covid-19 podem passar de meio milhão e apenas 8,9% são detectados, diz estudo

Em países onde a testagem é grande e começou cedo, a mortalidade da doença é de 1,3% dos infectados. No Brasil, é de quase 7% dos casos já registrados.

26/04/2020 20h41  Atualizado há 9 horas

Casos de Covid-19 podem passar de meio milhão e apenas 8,9% são detectados, diz estudo
Casos de Covid-19 podem passar de meio milhão e apenas 8,9% são detectados, diz estudo

No desespero de uma família, o drama de muitos. A porta do hospital estava fechada. Dona Amália, 53 anos, mãe de sete filhos, inconsciente no carro. Em poucos minutos, estava morta. Isso aconteceu em Manaus. Na última sexta-feira, o Fantástico conversou com com três dos filhos dela, que haviam acabado de enterrar a mãe. Foi o desfecho de uma longa busca por ajuda. Há três semanas, Dona Amália, líder comunitária, foi ao posto de saúde com sintomas de gripe.

Coronavírus: pesquisadores mostram profissões com risco de contágio

Técnicos em saúde bucal são os mais vulneráveis à infecção pelo vírus

Publicado em 12/04/2020 – 18:58 Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) mapearam o risco de contaminação pelo novo coronavírus (covid-19) nas várias áreas de atuação dos trabalhadores brasileiros. O estudo, divulgado esta semana, mostra que os técnicos em saúde bucal são os mais vulneráveis à infecção pelo vírus.  

Agência Brasil conversou com um dos responsáveis pela pesquisa, o pesquisador do Laboratório do Futuro da Coppe/UFRJ, Yuri Lima sobre os principais resultados encontrados. O estudo, segundo ele, pode ser usados pelos setores público e privado para proteger os trabalhadores da covid-19 e também para traçar planos para reduzir o desemprego após a pandemia.

O mapeamento inclui mais de 2,5 mil ocupações e abrange todo o país. A metodologia usada é a mesma empregada pelo New York Times, nos Estados Unidos. Os pesquisadores usaram a Classificação Brasileira de Ocupações, do Ministério do Trabalho, e a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério da Economia e avaliaram o contexto de trabalho das ocupações, com foco nas consequências do coronavírus.

O estudo mostra que 2,6 milhões de profissionais da área de saúde apresentam risco de contágio acima de 50%. Dentre eles, os mais vulneráveis são os técnicos em saúde bucal, um total de 12,5 mil profissionais, com 100% de risco de contágio, em função do ambiente e da proximidade física com os pacientes.

Já os vendedores varejistas, operadores de caixas, entre outros profissionais do comércio que, juntos, somam cerca de 5 milhões de trabalhadores no país, apresentam, em média, 53% de risco de serem infectados.

No setor de transportes, o risco também é alto. Entre os 350 mil motoristas de ônibus urbanos e rodoviários, o risco de contágio é superior a 70%. Os professores também estão no grupo de profissionais mais afetados, com um índice de risco acima de 70%. A suspensão das aulas em todo o país, no entanto, reduziu esse índice.

Entre os menos vulneráveis, estão os intelectuais e aqueles profissionais que realizam trabalhos voltado para o setor artístico, por exercerem atividades de forma quase solitária. O risco de contágio é, em média, 19% entre roteiristas, escritores e poetas, por exemplo. Os mais de 14 mil operadores de motosserra, cuja maioria trabalha nas áreas rurais, apresentam risco de 18%.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Agência Brasil: Como surgiu a ideia de fazer esse estudo?

Yuri Lima: A gente trabalha desde 2016 no Laboratório do Futuro com uma linha de pesquisa voltada para estudar o futuro do trabalho. Então, a gente, desde antes desse período da covid, faz pesquisas com dados sobre emprego para poder entender como vai ser a questão, por exemplo, da automação no futuro e quais serão as alterações no trabalho. Quando começamos a ver o coronavírus aparecer a gente decidiu que era uma necessidade desse momento a gente poder produzir dados confiáveis e análises importantes para poder embasar as discussões do impacto da covid sobre o emprego. A discussão era pautada por dados que vinham do exterior e não se falava muito sobre a situação brasileira.

Agência Brasil: O que os resultados encontrados nos mostram?

Yuri Lima: Eu acho que os resultados são de certa forma um alerta. Quando a gente olha para esses dados a gente percebe que tem uma grande parcela da população que está trabalhando ou que poderia estar trabalhando em risco se tivesse sem essas medidas de distanciamento social. A gente percebe a importância dessas medidas. Quando a gente olhou para os dados, a gente percebeu coisas que já eram esperadas, como o setor de saúde estar sendo muito afetado. Isso já era algo bem óbvio. Mas, a gente viu também setores que são considerados essenciais, como o de alimentação e parte do comércio que trabalha com venda de alimentos, que têm um risco bem considerável. Uma das coisas que a gente precisa levantar com essa discussão é que essas pessoas que estão nessas ocupações estão em risco. Elas também precisam ser protegidas. A gente não pode ter a execução dessas atividades essenciais sem pensar na segurança desses trabalhadores.

Agência Brasil: Além de pensar no agora, na proteção desses trabalhadores, como vocês avaliam que a pandemia poderá afetar o futuro do trabalho?

Yuri Lima: A gente vê uma intensificação de certas mudanças que a gente e muitos outros pesquisadores já discutíamos antes. A gente já tinha um processo de digitalização da economia. Cada vez mais os serviços são feitos pela internet, por aplicativos. Agora, a gente vê uma intensificação disso. Algo que se intensifica nesse momento e acaba virando um novo normal. A gente está passando agora por uma dependência maior desse tipo de intermediação digital e a tendência é que isso permaneça em um nível mais alto depois que isso passar. Então, a gente pode esperar uma economia mais digitalizada.

Um outro movimento que a gente estudava antes desse período é a questão da automação e o impacto que essa automação. Automação é diferente da digitalização. Ela substitui os trabalhadores pelas máquinas, a gente vê que vai haver um interesse de parte das empresas, principalmente das grandes que têm recursos para se manter nesse momento, de substituir parte dos trabalhadores por máquinas, na medida que é necessário fazer isso para manter a produção corrente, para não parar uma fábrica. O que a gente tem percebido é que este tende a ser um momento que a automação vai crescer mais do que nunca. E isso vai continuar depois. Quando se faz um investimento em automação, isso não é algo que você vai jogar fora daqui a três ou quatro meses. É uma coisa que vai permanecer.

Agência Brasil: Podemos esperar, então, um impacto no mercado de trabalho.

Yuri Lima: Não tem como o mercado de trabalho não sofrer uma redução, no sentido de ter mais pessoas desempregadas, de reduzir a força de trabalho. Independente das medidas que se tome, vai haver redução. O que gente pode fazer é mitigar esse impacto. Uma questão que já vinha antes da pandemia é a estagnação da renda real dos trabalhadores. Em um período de crise, a gente percebe que isso tende a piorar, porque a gente vai ter menos pessoas que vão conseguir trabalhar. Tem uma redução da renda das pessoas, até pelas propostas que foram feitas, tanto para os trabalhadores formais quanto para os informais. Elas representam uma redução do salário, que tende a permanecer depois desse período, até pela alta taxa de desemprego. A gente vai ter uma concorrência maior no mercado e isso joga os salários para baixo.

Agência Brasil: É possível se preparar para esse cenário?

Yuri Lima: Tem uma série de iniciativas que estão sendo tomadas. A gente tem que ter uma preocupação em manter as pessoas empregadas. Isso é algo importante para o governo analisar. Não tem jeito, isso é aumento de dívida pública, tem que conseguir mais recursos para isso. Do ponto de vista do governo, pode-se identificar quem são essas pessoas que estão ficando desempregadas, pode-se olhar para essa questão do risco de contágio. Pode-se pensar em como manter pessoas trabalhando em ocupações que não vão ser afetadas, ou que têm menos risco de contágio. Depois que passar esse momento de distanciamento social, fazer o possível para a gente ter uma boa transição, uma transição segura para um estágio mais intermediário.

Agência Brasil: Além das ações do poder público, o que os trabalhadores e as empresas podem fazer?

Yuri Lima: Do ponto de vista das pessoas, dos trabalhadores, a gente sabe que será um momento bem complicado. A gente sabe que têm certas ocupações que dificilmente vão ser mantidas nesse momento. É difícil, mas acho que cabe uma reflexão por parte dos trabalhadores de olhar essas informações, não só o que a gente tem feito, claro, mas de qualquer outra fonte confiável, de que tipo de área é possível atuar, que tipo de caminho e formação a pessoa pode buscar no sentido de fugir das atividades que estão mais em risco. Tanto em risco de contágio, quanto em risco de desemprego tanto pela digitalização quanto pela automação.

Governo e empresas, que estão precisando, em certos casos, colocar as pessoas em situação de desemprego, podem apoiar esse processo todo. Acho que ninguém pode abrir mão do seu lado de culpa nesse processo. Acho que tem que ter um pouco de solidariedade.  Acho que é esse momento de desenvolver um certo apoio. A gente não pode acabar achando que isso vai ser um momento romantizado, que os trabalhadores vão ter oportunidade de aprender, porque a gente sabe que isso não acontece sem que haja um bom apoio das empresas e do governo. Entram também os sindicatos, as universidades, toda essa rede de formação e de apoio aos trabalhadores e às empresas.

Saúde: Brasil tem 22,1 mil casos de covid-19; mortes chegam a 1,2 mil

Estado de SP concentra o maior número de casos

Publicado em 12/04/2020 – 17:58 Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Ministério da Saúde divulgou, na tarde de hoje (12), os números atualizados do novo coronavírus. De acordo com a pasta, o número de infectados é de 22.169. Isso representa um aumento de 1.442 casos em relação ao balanço divulgado ontem (11). O número de mortes chegou a 1.223. A taxa de letalidade do vírus vem crescendo no Brasil e chegou a 5,5%.

O estado de São Paulo ainda concentra o maior número tanto de casos (8.755) quanto de mortes (588). O Rio de Janeiro continua sendo o segundo estado com mais registros de contaminação. São 2.855 casos e 170 mortes. Na Região Norte, o Amazonas concentra o maior número de casos, com 1.206 e 62 mortes.

Na Região nordeste, o Ceará se destaca, com 1.676 casos e 74 mortes. No Centro-Oeste, o Distrito Federal tem o maior número de casos, muito à frente dos demais, com 614 casos e 14 mortes. Os estados do Sul do Brasil apresentam um número de casos mais parelho. Santa Catarina é o estado da região com mais casos, 768, e o Rio Grande do Sul é estado com menos, 653. O Paraná tem o maior número de mortes do estado, 30, e 738 casos.

A evolução no número de casos notificados, bem como de mortes, oscila. Da última sexta-feira (10) para ontem (11), 68 novas mortes foram confirmadas. Já de ontem para hoje, foram 99 novas mortes. O pico de evolução de mortes de um dia para o outro foi no dia 9 de abril, que registrou 141 novas mortes em relação ao dia anterior. Em relação aos casos notificados, o pico foi no dia 8 de abril, quando 2.210 novos casos foram confirmados.

Ministério da Saúde antecipa campanha de vacina contra a gripe para 23 de março

Na primeira fase da campanha, com início em 23 de março, também entram trabalhadores de saúde, que estão na linha de frente do atendimento à população. O Dia D será em 9 de maio

O Ministério da Saúde inverteu a ordem de público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. Primeiro, serão vacinados os idosos e os trabalhadores de saúde, que atuam na linha de frente do atendimento à população. A decisão da pasta é mais uma medida de proteção a esses públicos, em especial aos idosos, já que a vacina é uma proteção aos quadros de doenças respiratórias mais comuns, que dependendo da gravidade pode levar a óbito. Outra preocupação é evitar que as pessoas acima de 60 anos, público mais vulnerável ao coronavírus, precise fazer deslocamentos no período esperado de provável circulação do vírus, no país. A primeira fase da campanha começa no dia 23 de março, em todo o Brasil.

A priorização dos idosos nessa primeira etapa, mesmo diante da não eficácia da vacina de Influenza contra o coronavírus, é uma forma de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem as influenzas na triagem e acelerarem o diagnóstico para a Covid 19. Além disso, a pasta considera os estudos e dados que apontam que casos mais graves de infecção por coronavírus têm sido registrados em pessoas acima de 60 anos.

“Precisamos proteger os mais vulneráveis e os que estão na linha de frente no atendimento. É importante garantir que essas pessoas tenham acesso à informação para evitar filas nos postos de saúde. Nosso desafio é realizar a campanha com segurança e evitar aglomerações. O Programa Nacional de Imunizações do Brasil (PNI) está preparado”, explicou o secretário em Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira.

Do ponto de vista epidemiológico, as crianças são consideradas multiplicadoras de vírus respiratórios e, por isso, o PNI distanciou um público do outro. Serão duas semanas de intervalo entre uma fase e outra. Na segunda fase da campanha, que começa dia 16 de abril, entram os professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, além dos doentes crônicos.

A partir de 9 de maio, Dia D de vacinação, serão vacinadas as crianças de seis meses a menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), pessoas com mais de 55 anos, gestantes, mães no pós-parto (até 45 dias após o parto), população indígena e portadores de condições especiais. A campanha seguirá até o dia 23 de maio.

PRODUÇÃO ANTECIPADA

Para a campanha nacional, o Insitututo Butantan está produzindo 75 milhões de doses que previne contra os três tipos de vírus de influenza que mais circularam no ano anterior. Historicamente a campanha de vacinação contra gripe (Influenza) acontecia na segunda quinzena de abril, mas será realizada com antecedência, pelo momento que o mundo passa no combate ao coronavírus e em virtude da sequência de confirmação de casos no país. A antecipação foi possível por meio de esforço conjunto do Ministério da Saúde, do Instituto Butantan, produtor da vacina, e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) diante da situação de Emergência Internacional de Saúde Pública pelo coronavírus.

Ao anunciar as medidas na última sexta-feira (6), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, aproveitou para destacar que “as influenzas A e B são mais comuns que o coronavírus e a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe diminui a situação endêmica dos vírus respiratórios no país, por isso é tão importante que as pessoas que fazem parte do público-alvo da campanha procurem uma unidade de saúde”, concluiu.

CASOS DE INFLUENZA NO BRASIL

O Ministério da Saúde mantém a vigilância da influenza no Brasil por meio da vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes hospitalizados. São 114 unidades distribuídas em todas as regiões geográficas do país e tem como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes, permitir o monitoramento da demanda de atendimento dos casos hospitalizados e óbitos.

Os dados colhidos orientam a tomada de decisão em situações que requeiram novos posicionamentos do Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais.

Em 2020, até a Semana Epidemiológica 9 (29 de fevereiro), foram registrados 90 casos de influenza A (H1N1) pdm09 e 6 óbitos no Brasil. O estado de São Paulo concentra o maior número de casos de H1N1, com 28 notificações. Em seguida estão o estado da Bahia, com 14 casos, e o estado do Paraná, com 12 casos e 5 óbitos. O sexto óbito foi registrado no estado do Maranhão, que registrou 1 caso. As informações são preliminares e sujeitas a alterações. No mesmo período, em 2019, foram registrados 146 casos de influenza A (H1N1)pdm09 e 24 óbitos no país.

Por Vanessa Aquino, da Agência SaúdeAtendimento à imprensa

Fechamento do hospital Ruy Pereira reduz leitos e aumenta superlotação

Na última terça-feira (18), o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), informou que já está transferindo pacientes do Hospital Ruy Pereira para fechar até o final de março a unidade hospitalar. Segundo a secretaria, os leitos serão transferidos para os hospitais da Polícia e o anexo do João Machado, em três etapas de forma gradativa.  

Ainda, de acordo com a Sesap, a população não terá prejuízo, pois “não haverá descontinuidade da assistência durante o processo”. No entanto, nós do Sindsaúde RN acreditamos que essa medida irá gerar impacto na redução de leitos na saúde do Rio Grande do Norte. O remanejamento dos leitos não será de forma imediata. Dessa forma, o governo Fátima  repete a política de desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) e fechando o único hospital referência em cirurgias vasculares e no atendimento de pessoas em tratamento com diabetes.   

Até quando a saúde continuará sendo tratada com descaso? 

Infelizmente, a política de fechamento de hospitais vem sendo preparada nos últimos anos. O descaso com a saúde pública não é de hoje, ocorreu no governo Rosalba Ciarlini, no governo Robinson Faria e agora, Fátima Bezerra dá continuidade, com o fechamento do hospital de Canguaretama em julho de 2019 e agora, o hospital Ruy Pereira.  

Enquanto isso, a saúde permanece abandonada. O pouco que se investe é resultado de decisões judiciais. Os governos vêm construindo um cenário de precariedade para justificar os fechamentos e a privatização dos serviços públicos.  

Diante de mais uma decisão de fechamento, a população é obrigada a buscar atendimento nos hospitais que já são superlotados da capital  metropolitana. Além disso, falta profissionais de saúde para atender a demanda, ocasionando uma sobrecarga da trabalho e gerando adoecimento. No anexo do hospital João Machado, por exemplo, onde receberá leitos do Ruy Pereira, há um déficit de enfermeiros. A escala  da enfermagem não fecha e em alguns dias, técnicos de enfermagem trabalham sem a supervisão desses profissionais. 

Sindsaúde RN

Servidores do Walfredo enfrentam falta de alimentação e corredores lotados

Os servidores do Hospital Walfredo Gurgel estão há 5 dias sem alimentação devido à greve dos terceirizados. Além de estarem com salários defasados e atrasados, o servidores têm de tirar do próprio bolso para se alimentar.

Além disso, os pacientes do Hospital estão esperando por cirurgias nos corredores. Há pacientes nos corredores das enfermarias no 2º, 3º e 4º andares. Segundo a diretora do Sindsaúde e servidora do Walfredo Gurgel Elizabreth Teixeira, a gestão está tentando mascarar o caos no Hospital. “Estão tirando os pacientes do andar de baixo e levando para cima. A direção quer passar uma imagem bonita da desordem aqui no Walfredo”, disse.

Na semana passada, registramos 96 pacientes internados nos corredores do Hospital. A equipe contava apenas com 8 técnicos de enfermagem.

A superlotação no Walfredo Gurgel é recorrente. Não há leitos suficientes no Estado. Para piorar, o hospital de Canguaretama foi fechado no ano passado e o Rui Pereira sofre ameaça de fechamento.

A estrutura do Hospital também é frágil. Faltam medicamentos básicos, os servidores estão sobrecarregados e o déficit de profissionais é alto. As más condições de trabalho acabam comprometendo a saúde mental dos trabalhadores.

Informações Sindsaúde RN