Após discussão, mulher tem a casa incendiada pelo próprio filho no Dia das Mães no RN

Crime aconteceu na zona rural da cidade de São Miguel, Oeste potiguar.

Após discussão, mulher tem a casa incendiada pelo filho no RN no Dia das Mães — Foto: Thiago Aragão

Depois de discutir com a mãe, um homem ateou fogo na casa em que morava com ela na zona rural da cidade de São Miguel, no Oeste Potiguar. A mulher tem 61 anos de idade. O crime aconteceu neste domingo (13), Dia das Mães. O suspeito, que tem 32 anos, foi preso pela Polícia Militar e autuado.

O incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros, porém a residência foi destruída pelas chamas. Segundo os bombeiros, após a discussão com o filho, a mulher saiu para a casa de um parente, para tentar evitar uma briga ainda maior.

Foi aí que o suspeito tirou seus pertences do local e ateou fogo no imóvel. Em seguida ele fugiu, mas foi encontrado e preso pela PM.

Filho ateou fogo na casa em que morava com a mãe no RN — Foto: Thiago Aragão
Filho ateou fogo na casa em que morava com a mãe no RN — Foto: Thiago Aragão
Bombeiros conseguiram apagar as chamas — Foto: Thiago Aragão
Bombeiros conseguiram apagar as chamas — Foto: Thiago Aragão

Criminosos explodem caixas eletrônicos de dois bancos em São Miguel, RN

Por G1 RN

 

Criminosos explodiram duas agências bancárias em São Miguel, RN — Foto: Redes sociaisCriminosos explodiram duas agências bancárias em São Miguel, RN — Foto: Redes sociais
Criminosos explodiram duas agências bancárias em São Miguel, RN — Foto: Redes sociais

Criminosos explodiram caixas eletrônicos de duas agências bancárias na cidade de São Miguel, no Oeste potiguar, na madrugada desta segunda-feira (15). Na fuga, os criminosos colocaram fogo em um carro para interditar a RN-177. Ninguém foi preso.

Segundo a Polícia Militar, por volta das 3h, as câmeras de monitoramento da prefeitura registraram a chegada de 3 carros em atitude suspeita. Em frente as agências eram dois carros tipo caminhonete, sendo um branco e um preto.

A agência do Banco do Brasil fica no centro da cidade, e a agência da Caixa Econômica Federal, na RN-177, que dá acesso a Pau dos Ferros. Segundo a PM, em ação simultânea, o grupo estourou os dois bancos.

Ainda de acordo com informações da PM, os assaltantes também deram tiros pra cima para amedrontar as pessoas. Os criminosos fugiram pela RN-177 em direção ao Ceará. A PM de São Miguel pediu apoio a outras cidades. Até a última atualização desta matéria ninguém havia sido preso.

Criminosos queimaram um carro para interditar a RN-117 — Foto: Redes sociaisCriminosos queimaram um carro para interditar a RN-117 — Foto: Redes sociais

Criminosos queimaram um carro para interditar a RN-117 — Foto: Redes sociais

MPF obtém condenação do deputado estadual Galeno Torquato por Improbidade

Galeno Torquato foi sentenciado por improbidade administrativa cometida quando era prefeito de São Miguel. Dinheiro para construção de posto de saúde foi desviado e a obra superfaturada.

O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu a condenação do ex-prefeito de São Miguel (RN) e atual deputado estadual José Galeno Diógenes Torquato. Além do político, cinco pessoas e três construtoras também foram condenadas por improbidade administrativa. Em 2010, Galeno e os demais envolvidos participaram de um esquema que desviou recursos públicos destinados à construção de uma Unidade Básica de Saúde.

Aproximadamente R$ 34 mil (em valores atualizados até 2016) foram recebidos pelo Município de São Miguel, através de um convênio celebrado com o Ministério da Saúde, e deveriam ter sido usados para custear a construção de um posto de saúde. Galeno Torquato não realizou a licitação pública exigida por lei e repassou parte da verba para uma empresa “escolhida a dedo”. A beneficiada foi a Construser Construção e Serviços de Terraplanagem Ltda, administrada por José Audísio de Morais.

Na tentativa de ocultar o desvio de dinheiro público, o ex-prefeito contou com a ajuda do ex-presidente de sua Comissão Permanente de Licitação (CPL), Walkei Paulo Pessoa Freitas, que forjou uma série de documentos para fazer crer que a escolha da empresa teria ocorrido através de uma licitação, tentando dar “aparência de legalidade” à contratação. As irregularidades foram descobertas através do trabalho da Corregedoria-Geral da União (CGU).

A partir das investigações, mais atividades suspeitas envolvendo a Construser vieram à tona. Entre elas, o fato de a organização já ter sido contemplada em outras licitações, inclusive com empresas administradas por familiares de José Audísio. O esquema também envolveu vínculos empresariais e beneficiou uma terceira pessoa jurídica – a Construtora Aurorense, administrada pelo réu Francisco Barbosa Lima.

Para o Ministério Público Federal, “a participação das mesmas empresas, que, por sua vez, eram administradas por familiares e parceiros comerciais, em várias cartas convites, alternando-se apenas as vencedoras, sinaliza que os agentes públicos do Município de São Miguel atuaram efetivamente em todo o esquema”.

O desvio dos recursos fez com que o posto de saúde não fosse concluído como previsto. O engenheiro do município na época, Antônio Lisboa Sobrinho, até assinou o Termo de Recebimento Definitivo da Obra, mas uma visita da CGU comprovou que ocorreu superfaturamento. O Ministério da Saúde utilizou essas informações para exigir que Galeno Torquato restituísse parte dos recursos que correspondiam à parcela inacabada da obras, no total de cerca de R$ 24 mil. No entanto, o ex-prefeito não cobrou tais valores da empresa contratada, fazendo a devolução, segundo afirmou, com recursos próprios, o que, porém, não foi comprovado.

Sentença – Walkei Paulo Pessoa Freitas, Francisco Barbosa Lima e Alberico Medeiros Martins, sócio-administrador da empresa Constep Construção e Serviços de Terraplanagem, foram condenados a pagar multa civil no valor de R$ 10 mil, não poderão contratar com o Poder Público por cinco anos, e ainda tiveram os direitos políticos suspensos pelo mesmo período. As construtoras Constep e Aurorense também foram sentenciadas a pagar multas no valor de R$ 10 mil cada, além de impedidas de negociar com o Poder Público por cinco anos.

Tanto Antonio Lisboa Sobrinho quanto Galeno Torquato, José Audísio de Morais e a construtora Construser foram condenados a promover o ressarcimento ao erário, em solidariedade, de mais de R$ 24 mil. Antonio Lisboa também deverá pagar multa civil no valor de R$ 5 mil, enquanto que José Audísio, o ex-prefeito e a Construser foram multados em R$ 20 mil. Os quatro não poderão contratar com o Poder Público por cinco anos e tiveram os direitos políticos suspensos pelo mesmo período. Da decisão ainda cabem recursos.

A ação tramita na Justiça Federal sob o número 0800396-14.2016.4.05.8404.

http://www.mpf.mp.br/rn/sala-de-imprensa/noticias-rn/mpf-obtem-condenacao-de-deputado-estadual-no-rn

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