Polícia prende novamente ex-governadores Rosinha e Garotinho

A Polícia Civil cumpriu hoje (30) mandados de prisão contra os ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Matheus. A decisão de prender os políticos foi tomada pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que derrubou a liminar que concedia habeas corpus ao casal.

Publicado em 30/10/2019 – 07:23 Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Os dois já haviam sido presos no início de setembro, por determinação da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes, mas foram soltos no dia seguinte, por um habeas corpus concedido pelo desembargador Siro Darlan, durante plantão judiciário.

Garotinho e Rosinha são acusados de fraudes em contratos celebrados entre a prefeitura de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, e a construtora Odebrecht para a construção de casas populares, durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita da  cidade, entre 2009 e 2016.

Em nota divulgada ontem (29), o advogado de defesa do casal, Vanildo da Costa Júnior, informou que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão da 2ª Câmara Criminal.

“Ainda que se respeite a decisão proferida pela Segunda Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, não há como concordar com as razões de sua fundamentação. A ordem de prisão é ilegal e arbitrária, pautada apenas em suposições e conjecturas genéricas sobre fatos extemporâneos, que supostamente teriam ocorrido entre os anos 2008 e 2014. Acreditamos em sua modificação pelos tribunais superiores, para onde encaminharemos recurso”, diz a nota.

Garotinho foi governador do estado do Rio de Janeiro entre os anos de 1999 e 2002. Sua esposa, Rosinha, governou o estado de 2003 a 2006.

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Edição: Graça AdjutoTags: Anthony GarotinhoRosinha MatheusprisãoJustiçamultimídia

Caso Neymar: Vazamento de conversa complica a vida de Mauro Naves na Globo

DANIEL CASTRO – Publicado em 09/06/2019, às 10h14

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Mauro Naves no Globo Esporte de 28 de maio, dia em que teria encontrado advogado de Najila em Teresópolis

O vazamento de conversas por WhatsApp entre o advogado José Edgard Bueno e a modelo Najila Trindade, que acusa o jogador Neymar Jr. de estupro, complicou ainda mais a vida do jornalista Mauro Naves na Globo. A cúpula da emissora suspeita que o repórter atuou para abafar o escândalo, e por isso o afastou da cobertura esportiva em anúncio em pleno Jornal Nacional, na última quarta-feira (5).

Um trecho dos diálogos vazados fortalece essa suspeita e pode ser o que faltava para a demissão de Naves. No último dia 28, uma semana depois de ter chegado de Paris e de ter feito o primeiro contato com o advogado, Najila recebeu a seguinte mensagem de Bueno, conforme reportagem do Jornal da Record na sexta (7):

“Naj, estou em Teresópolis conversando com a pessoa que, eventualmente, poderá ajudar no encaminhamento do acordo. O laudo médico ficou pronto, está excelente. Preciso que você me mande agora aquela foto de como ficou roxo e bem feio. Mande também a mensagem do babaca mandando a foto pra você. Quero sair daqui com uma solução encaminhada”.

REPRODUÇÃO/TV RECORD

Na direção da Globo, há a convicção de que a pessoa que poderia ajudar o advogado era Mauro Naves. O jornalista, que admitiu à emissora que é amigo de José Edgard Bueno, estava em Teresópolis naquele dia, acompanhando o preparo da Seleção Brasileira para a Copa América. Entrou ao vivo da cidade fluminense no Globo Esporte, com a notícia de que Neymar tinha perdido a braçadeira de capitão.

Segundo a nota lida por William Bonner no Jornal Nacional de quarta-feira (5), Naves foi afastado da cobertura porque forneceu o telefone de Neymar da Silva Santos, pai de Neymar, ao advogado José Edgard Bueno, em troca de uma posterior entrevista exclusiva. A Globo viu “evidências de que suas atitudes [as de Naves] neste caso contrariaram a expectativa da empresa sobre a conduta de seus jornalistas”.

O afastamento causou espanto e apreensão nos bastidores da Globo. Afinal, é comum jornalistas em busca de furos de reportagem trocarem informações, principalmente agenda, com suas fontes.

Na última sexta, o Notícias da TV revelou que a nota de Bonner no Jornal Nacional não disse tudo, para poupar o jornalista. De acordo com fontes na emissora, Naves foi além de um pacto entre fonte e repórter. O advogado teria ido até Petrópolis para negociar com o staff de Neymar e procurou o amigo Naves. O jornalista teria ouvido o pedido para intermediar um acordo e teria telefonado para o pai de Neymar para que ele aceitasse conversar.

A sua justificativa, de que forneceu o contato de Neymar pai em troca de um furo, não cola, porque, se houvesse acordo entre o jogador e o então advogado de Najila, não haveria denúncia, não haveria escândalo, não haveria notícia.

Além disso, Naves não reportou seus superiores sobre sua participação no caso no dia 1º, quando o UOL trouxe o escândalo à tona, e não contou detalhes que poderiam ajudar na cobertura. Só se manifestou na quarta (5), quando o pai do jogador o denunciou.

De acordo com fontes, a cúpula da Globo está convicta de que Naves soube antes de todo mundo de que o camisa 10 da seleção estava sendo acusado de agressão, mas não divulgou –“abafou”, como se fala no meio jornalístico. Houve uma falha grave, na avaliação interna.

Após acusar marido de agressão, imagens mostram ex-paquita se automutilando

O programa ‘Fofocalizando’, do SBT, exibiu nesta segunda-feira (13) imagens do circuito interno de segurança de um condomínio de casas no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, em que a ex-paquita Ana Paula Almeida, conhecida como ‘Pituxita’, de 42 anos, aparece se automutilando com um objeto cortante. Ela havia denunciado o marido, José Roberto Barbosa, por agressão no dia 16 de abril.

Crédito: Reprodução/SBT

Questionada pelo ‘Fofocalizando’ sobre as imagens mostradas no programa, a ex-paquita admitiu que não foi agredida e que realmente se cortou sozinha. “Eu comecei a me machucar no meu braço porque estava com raiva do que ele estava fazendo. Ele me disse que nada ia mudar. Ele ia continuar me agredindo e tomaria o meu filho de mim. Eu estava com muito ódio. Mas eu errei, eu admito meu erro.”

Na época da denúncia contra o marido, Pituxita chegou a utilizar as redes sociais para falar sobre o caso. Nas imagens, ela aparecia chorando e com os braços machucados. “Oi, amores, hoje vim aqui falar uma coisa que não é muito legal. Mas eu quero levantar a bandeira da mulher. Porque, às vezes, a gente com filho, sonho, por a pessoa estar no psiquiatra, porque essa foi a minha exigência… Ia mudar, ia fazer diferente, mas infelizmente não vivo aquele sonho de fadas. Agressões verbais eram desde que a gente começou, mas eu quis tornar isso público porque eu preciso que vocês parem de se acuar”, disse Ana.

A Justiça do Rio de Janeiro chegou a emitir uma medida protetiva em que José Roberto deveria manter uma certa distância de Pituxita. Ele, inclusive, precisou sair de casa em que moravam juntos. Ao ‘Fofocalizando’, José contou que usará as imagens do programa em sua defensa perante à lei.

Istoé

Beth Carvalho morre no Rio

A ‘Madrinha do Samba’ estava internada desde 8 de janeiro.

Por G1 Rio

 


Beth Carvalho — Foto: Divulgação / Washington Possato
Beth Carvalho — Foto: Divulgação / Washington Possato

A cantora e compositora Beth Carvalho morreu no Rio nesta terça-feira (30), aos 72 anos. Ela estava internada no Hospital Pró-Cardíaco, no Botafogo, Zona Sul da cidade, desde 8 de janeiro de 2019.

Com mais de 50 anos de carreira e dezenas de discos gravados, Beth Carvalho é um dos maiores nomes do samba e considerada madrinha de artistas como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Jorge Aragão – daí o apelido “Madrinha do Samba”.

Um problema na coluna já afligia a cantora havia algum tempo. Em 2009, Beth Carvalho chegou a cancelar sua apresentação no show de réveillon, na Praia de Copacabana, por causa de fortes dores. Em 2012, a cantora se submeteu a uma cirurgia na coluna. No ano seguinte, Beth foi homenageada pela escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, no carnaval de São Paulo, mas não participou do desfile já por motivos de saúde. Lu Carvalho, sobrinha de Beth, foi quem representou a tia na ocasião.

Em 2018, com a mobilidade cada vez mais reduzida pelos efeitos do problema na coluna, Beth Beth fez um show histórico. Ao lado do grupo fundo de Quintal, ela mostrou sua força ao cantar deitada seus sucessos no show “Beth Carvalho encontra Fundo de Quintal – 40 anos de pé no chão”.

Durante sua internação no início de 2019, Beth teve que reduzir a quantidade de visitas. A informação foi compartilhada por sua filha, Luana, após um vídeo mostrar a cantora debilitada cantando deitada na cama do hospital.

Elizabeth Santos Leal de Carvalho nasceu no Rio, em 5 de maio de 1946. De acordo com o site oficial da artista, seu contato com a música foi incentivado pela família, ainda na infância. Aos 8 anos, apareceram o gosto pela dança e o primeiro violão, que ela ganhou dos avós. Após a prisão do pai no período da ditadura, em 1964, Beth passou a ministrar aulas de música.

Em 1965, gravou o seu primeiro compacto simples, com a música “Por quem morreu de amor”, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Seu grande sucesso, “Andança”, é o título de seu primeiro LP, lançado em 1969.

Beth participou de quase todos os festivais de música da época. Em 1968, conquistou a terceira posição no Festival Internacional da Canção (FIC), justamente com “Andança”.

A partir de 1973, passou a lançar um disco por ano e emplacou vários sucessos como “1.800 Colinas”, “Saco de Feijão”, “Olho por Olho”, “Coisinha do Pai”, “Firme e Forte” e “Vou Festejar”. Também gravou composições de Cartola, como “As rosas não falam”, e “Folhas Secas”, de Nelson Cavaquinho.

A cantora era apaixonada pela Mangueira, sua escola de samba do coração, e pelo bloco Cacique de Ramos, onde conheceu muitos de seus apadrinhados. “Beth é inquieta. Não espera que as coisas lhe cheguem, vai mesmo buscar. Pagodeira, ela conhece a fertilidade dos compositores do povo e, mais do que isso, conhece os lugares onde estão, onde vivem, onde cantam, como cantam e como tocam”, diz a biografia publicada em seu site oficial.

Em 1979, Beth se casou com o jogador de futebol Edson de Souza Barbosa e, dois anos depois, deu à luz sua única filha, Luana Carvalho.

A cantora já fez inúmeras apresentações em cidades ao redor do mundo, subiu ao palco do Carnegie Hall, em Nova York, e até teve sua música representada no espaço sideral. Em 97, “Coisinha do pai” foi programada pela engenheira brasileira da NASA, Jacqueline Lyra, para “despertar” um robô em Marte.

Em junho de 2002, recebeu das mãos de Dona Zica, viúva de Cartola, o Troféu Eletrobrás de Música Popular Brasileira, no Teatro Rival do Rio de Janeiro. Seu 26º disco, “Pagode de mesa 2” (2000), concorreu ao Grammy Latino na categoria melhor disco de samba.

Em 2004, ela gravou seu primeiro DVD, “Beth Carvalho, a Madrinha do Samba”, que lhe rendeu um DVD de Platina. O CD, que teve lançamento simultâneo ao DVD, recebeu Disco de Ouro e foi também indicado ao Grammy Latino de 2005, na categoria “Melhor Álbum de Samba”.

Beth Carvalho foi homenageada na edição 2009 do Grammy Latino, em Las Vegas. Na ocasião, a cantora foi a primeira sambista a receber um dos reconhecimentos mais importantes do Grammy, o prêmio Lifetime Achievement Awards.