WhatsApp suspende contas do PT e restringe grupos de comunicação de Lula: “É proibido disparos em massa”

O WhatsApp suspendeu números de telefones de administradores de grupos criados pela comunicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à eleição deste ano. No começo da semana, a comunicação do ex-presidente lançou o portal Lulaverso, que se estende a WhatsApp, Telegram, Instagram, Twitter e TikTok, para impulsionar a figura do petista nas redes sociais.

Ao menos quatro dos grupos criados no WhatsApp ficaram inativos nesta semana —a última movimentação deles foi às 19h02 de terça-feira (8). Até a noite desta quinta (10), as contas seguiam suspensas. Segundo a assessoria do petista, a plataforma reagiu, de maneira automática e preventiva, e suspendeu, de forma temporária, alguns administradores dos grupos por causa da movimentação intensa dos grupos.

A ideia, de acordo com a equipe de imprensa do ex-presidente, é reverter a suspensão das contas e reativar os grupos. A assessoria diz ainda que os demais estão funcionando e que, sempre que o limite de participantes de um é alcançado, novos são criados. Sem esclarecer a razão para o banimento temporário, a assessoria de Lula diz que o WhatsApp “estranhou” a grande movimentação que o lançamento dos grupos gerou —eram 19 até esta quinta-feira (10).

“Se não tivesse muitas inscrições, isso não aconteceria. Agora, estamos explicando, mandando relatórios para eles mostrando que o funcionamento, moderação, está nas regras. Deve normalizar em breve”, diz a assessoria.

O WhatsApp afirma que não comenta casos específicos. Há uma série de regras que, se quebradas, podem levar à suspensão ou banimento de contas. Entre elas, o usuário não pode usar nenhum serviço de automação, como por exemplo usar robôs para enviar mensagens e fazer disparos em massa.

Também é proibido usar aplicativos não oficiais que emulam o WhatsApp. A assessoria de Lula afirma, porém, que nem os administradores nem os grupos violaram qualquer regra do aplicativo. “Não existe disparo em massa em grupo onde as pessoas entraram livremente”, diz.

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TSE não alcança Telegram e expõe desafios de lei contra fake news; entenda

Empresas sem representante legal impõem mais desafios para tornar regras efetivas

Com pouca moderação e uma estrutura propícia à viralização, o Telegram é uma das preocupações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para as eleições de 2022. Entretanto, ao tentar contato com a empresa, o órgão não obteve resposta.

A dificuldade de alcançar o Telegram, que não tem sede nem representante legal no país, está inserida em um debate maior sobre os desafios de tornar legislações nacionais efetivas em um mercado de serviços na internet cada vez mais globalizado.

No Congresso, o projeto de lei das fake news pretende tornar obrigatório que redes sociais e aplicativos de mensagem tenham representantes legais no país.

Entenda o que está em jogo e quais os desafios.

Telegram é desafio para combate à desinformação – Reuters

Por que a Justiça Eleitoral procurou o Telegram? Frente à dimensão que o tema da desinformação ganhou nas eleições de 2018, o TSE criou um Programa de Enfrentamento à Desinformação e, no pleito de 2020, foram firmadas parcerias com as principais plataformas, como Facebook, Instagram, Twitter e WhatsApp.

Apesar do crescimento que o Telegram tem ganhando no país, a empresa não deve figurar entre os parceiros da próxima eleição. O TSE tentou estabelecer a parceria, mas não obteve resposta.

Qual o cenário atual? Diante de uma atuação relativamente mais proativa das principais redes sociais em moderar conteúdos, grupos de extrema direita têm migrado para outras plataformas que possuam regras menos restritivas ou até mesmo nenhuma moderação.

O movimento ganhou força com a suspensão de Donald Trump, então presidente do Estados Unidos, das principais plataformas mundiais após a invasão do Congresso americano.

No começo de outubro, na semana em que atingiu a marca de 1 milhão de inscritos em seu canal no Telegram, o presidente Jair Bolsonaro criticou a moderação das plataformas em relação à pandemia.

“Logicamente que nós ampliamos a nossa rede para o Telegram, [porque] não tem censura. E tem que ser assim, se você hoje em dia mostra uma matéria, uma suspeita, um problema sobre a vacina, você é tachado de terraplanista, de negacionista, propagador de fake news”, disse durante sua live semanal.

Além de ter alta capacidade viralização com grupos que podem comportar até 200 mil membros, em relação aos canais, o Telegram possui uma dinâmica que se assemelha muito mais a redes sociais, não modera conteúdo —a não ser em casos como de terrorismo.

Desde janeiro, o presidente vem divulgando seu canal no Telegram. Na última quinta-feira (9), pela primeira vez, ele fez a transmissão ao vivo pelo aplicativo.

O que esperar de 2022? Em comparação com as últimas eleições presidenciais, Thiago Tavares, presidente da SaferNet, entidade de segurança cibernética, considera que haverá uma maior variedade de sites e aplicativos para circulação de conteúdos.

“A gente vê claramente uma tendência de pulverização das plataformas, então aquilo que estava muito concentrado no WhatsApp em 2018, muito provavelmente estará mais pulverizado em 2022. E o Telegram surge nesse cenário como um provável elemento desestabilizador”, diz.

Além disso, Tavares aponta que redes sociais sem moderação, embora tenham menos usuários que as principais, acabam funcionando como uma espécie de repositório de conteúdos mais extremistas, que são então distribuídos por outros canais, como WhatsApp e Telegram.

“Esse local é o que se chama de provedores ‘bulletproofs’, ou seja, à prova de bala, porque eles não removem nada.”

Simplesmente abrir o texto da postagem já ajuda. Assim, é possível conferir se o título tem relação com o texto e a data da publicação, já que o assunto pode se referir a um acontecimento antigo.. Pixabay/

É possível criar regras mínimas para as plataformas e aplicativos? Além da pressão da opinião pública sobre as plataformas, há também uma movimentação do Legislativo para criar regras sobre o tema.

No Brasil, o assunto é alvo do projeto de lei das fake news, aprovado em 2020 no Senado e agora em tramitação na Câmara.

Um dos desafios, contudo, é como tornar a lei efetiva e quais providências tomar no caso de empresas que não obedecem a legislação.

A versão aprovada no Senado determinou que as redes sociais e as empresas de mensagens com mais de dois milhões de usuários são obrigadas a ter representante legal e sede no país.

Já o texto aprovado pelo grupo de trabalho da Câmara, apenas o primeiro item sobre representação legal permaneceu no texto —que ainda passará pelo plenário da Casa e depois deve voltar ao Senado.

Assim como o Telegram, há diversas outras empresas e redes sociais que ofertam seus serviços a brasileiros, mas não possuem representação no país.

Empresas estrangeiras têm que obedecer a lei brasileira? O fato de uma empresa não ter sede nem representação legal no país não significa que ela não tenha que obedecer à legislação brasileira.

A advogada Patrícia Peck, que é também membro do CNPD (Conselho Nacional de Proteção de Dados), afirma que o próprio conceito de soberania nacional, previsto na Constituição Federal, já faz com que as empresas tenham que obedecer à lei do país.

“Qualquer empresa que ofereça produtos ou serviços para um cidadão brasileiro tem que atender a legislação brasileira”, diz. “A outra parte disso é: como a gente consegue ser eficaz para obrigar que uma empresa, que não está no território nacional, atenda à legislação brasileira?”, questiona.

Como punir empresas que não cumprem a legislação? No projeto de lei das fake news, as penalidades mais severas são a proibição de seu funcionamento no país e a suspensão temporária. As punições mais leves são a advertência e a multa.

Enquanto medidas de suspensão e bloqueio são feitas pela infraestrutura da rede, punições como multas, acabam dependendo da cooperação com outros países, no caso de empresas que não estejam no Brasil.

Patricia Peck aponta que, em caso de descumprimento reiterado por parte de uma empresa, pode-se chegar a uma atuação em nível diplomático, criando por exemplo barreiras comerciais com determinado país.

“É assim que a gente acaba operando em nível internacional”, diz. “Para forçar que localmente a autoridade daquele país exija que aquela empresa cumpra com as leis brasileiras.”

Peck acredita que, além de estabelecer penalidades, seria interessante criar benefícios para quem cumpre a lei e colabora com as autoridades, de modo a estimular as empresas a serem mais cooperativas.

Qual a diferença entre ter ou não representação no país? A diferença fundamental está no nível de dificuldade para notificar e aplicar punições a uma empresa.

Isso porque, quando ela não tem representante no Brasil, aplicar uma multa, por exemplo, vai depender de instrumentos legais internacionais acordados com outros países, como explica Luiza Brandão, que é diretora do Iris (Instituto de Referência em Internet e Sociedade) e mestre em direito.

“Hoje existem estruturas de reconhecimento de sentenças de decisões estrangeiras”, explica ela. “Mas isso tudo é muito lento, não há que se negar.”

Uso de criptografia, técnica que codifica uma informação para só o emissor e o receptor poderem entender . Pedro Ladeira – 19.ago.2018/Folhapress/

Representação ou sede no Brasil resolve o problema? Tanto Peck quanto Brandão consideram que a obrigatoriedade de as empresas terem sede no Brasil, conforme previsto na versão do projeto das fake news aprovada no Senado, seria negativa.

O entendimento é que a obrigação afastaria parte das empresas do país ou geraria mais gastos para aquelas que, mesmo sem ter sede no Brasil, já cumprem a lei. “Isso pode gerar um retrocesso econômico do ponto de vista da competitividade internacional”, afirma Peck.

Por outro lado, ambas avaliam que tornar obrigatória a indicação de um representante legal, ou de um ponto de contato no país, pode ser positivo sem gerar um ônus excessivo (como seria o caso da sede). Brandão defende, contudo, que seria preciso definir melhor na lei o que se espera desse representante.

Ela destaca ainda que há um desafio implícito em tentar tornar uma lei brasileira eficaz. “A empresa não estabeleceu [o representante], a gente faz o quê?”, questiona.

“No caso de se obrigar a empresa a ter um representante legal e ela não cumprir, os mecanismos que seriam utilizados seriam esses que nós temos hoje”, diz Brandão, se referindo aos acordos internacionais que já existem hoje para reconhecimento de sentenças.

O que seria o bloqueio de um aplicativo? A situação já é conhecida por brasileiros, que tiveram em mais de uma oportunidade o WhatsApp bloqueado após decisão judicial.

Especialistas são mais reticentes quanto à medida, pois ela pune todos os usuários, e não só as empresas que estão descumprindo a legislação.

Além disso, há uma dificuldade de tornar a medida totalmente efetiva. Em primeiro lugar, porque por meio de VPNs é possível simular que se está em outro país e, assim, continuar acessando serviços bloqueados no Brasil.

Além disso, não necessariamente é possível bloquear apenas um serviço específico. Na Rússia, por exemplo, uma determinação judicial de suspensão do Telegram, em 2018, acabou tendo como efeito colateral o bloqueio de outros serviços que estavam hospedados no mesmo endereço.

O Telegram não responde apenas no Brasil? Não. A dificuldade de interlocução com o aplicativo não é uma particularidade do Brasil.

Exemplo disso é uma carta enviada na última quarta-feira (8) pela organização internacional Access Now, que atua na defesa dos direitos humanos no ambiente digital, ao CEO e co-fundador do Telegram, Pavel Durov.

Assinada por outras organizações internacionais como Artigo 19 e pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês), o documento aponta, entre outras demandas, que há problemas para denunciar ameaças de violência pelo aplicativo e recomenda que a empresa precisa oferecer canais de comunicação efetivos e ser mais transparente.

Por outro lado, a carta também cita o Telegram como uma importante ferramenta para ativistas ao redor do mundo.

Cita, como exemplo, as medidas da empresa para buscar garantir acesso ao aplicativo na Belarus, quando o ditador Aleksandr Lukachenko bloqueou diversos sites e plataformas e o próprio acesso à internet.

O que o TSE vai fazer? Frente à falta de resposta do Telegram, o TSE diz que terá como foco parcerias com outras entidades, de modo a identificar e responder à desinformação contra o processo eleitoral que circula nessas redes.

Um desses parceiros é o projeto Eleições sem Fake do Departamento de Ciência da Computação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que em 2018 já tocava o Monitor do WhatsApp e que, para as próximas eleições, fará também monitoramento do Telegram.

Informações Folha

Por política, 27% deixaram grupos de whatsapp nos últimos 12 meses

Nos últimos 12 meses, metade (51%) dos brasileiros que usam redes sociais deixou de comentar ou compartilhar alguma coisa sobre política em grupo de Whatsapp para evitar discussões com amigos ou familiares. Entre quem votou em Bolsonaro, 49% deixaram de comentar ou compartilhar esse tipo de conteúdo pelo aplicativo, índice mais baixo do que entre eleitores de Fernando Haddad (PT) : 57%.

Em patamar similar, 46% dos usuários de redes sociais deixaram de publicar ou compartilhar alguma coisa sobre política nas suas redes sociais para evitar discussões com amigos ou familiares nos últimos 12 meses.

Também para evitar discussões políticas com amigos ou familiares, 27% deixaram algum grupo de Whatsapp nos últimos 12 meses. Na parcela de brasileiros que votou em Haddad, 36% deixaram algum grupo, ante 22% entre eleitores de Bolsonaro. No grupo que se coloca à esquerda no espectro político, 37% abandonaram grupos de amigos ou da família para evitar discussões sobre política. Essa taxa cai para 32% na centro-esquerda, 25% no centro, 24% na direita e 23% na centro-direita.

Uma parcela de 19% dos brasileiros que têm conta em redes sociais deixaram de seguir ou bloquearam algum amigo ou pessoa da família por discordar das suas posições políticas. Entre os eleitores de Haddad a taxa é de 29%, e entre quem votou no atual presidente esse índice cai para 16%.

Também é de 19% o índice de usuários de redes sociais que deixaram de seguir ou bloquearam alguma empresa ou marca por causa de suas posições políticas. Entre quem tem curso superior esse índice chega a 29%, ante 16% na parcela com ensino médio e 14% entre quem tem curso fundamental. Os mais ricos também boicotaram mais marcas e produtos por causa de suas posições políticas do que os mais pobres: na faixa de renda familiar acima de 10 salários o índice é de 31%, ante 26% na parcela com renda de 5 a 10 salários, 20% entre quem tem renda familiar de 2 a 5 salários, e 16% na fatia com renda de até 2 salários.

Na esquerda, 30% deixaram de seguir ou bloquearam alguma marca nas redes por causa de política, ante 24% na centro-esquerda, 14% no centro, 16% na centro-direita e 19% na direita.

http://media.folha.uol.com.br/datafolha/2020/01/02/b64b24fcbe31bb6462777e8ac110d3cfresoci.pdf

Por data folha

MP emite nota sobre inquérito que apura expulsão de grupo do WhatsApp e diz: “pessoas não podem ser excluídas arbitrariamente”

Na nota, o MP alega que o grupo era administrado por uma servidora da área da Saúde

Reprodução

O Ministério Público de Minas Gerais enviou nota de esclarecimento sobre o inquérito aberto para investigar a expulsão de um participante de um grupo do WhatsApp, conforme o Justiça Potiguar divulgou na última segunda-feira, 28.

Na nota, o MP alega que o grupo era administrado por uma servidora da área da Saúde e que, “O grupo de WhatsApp em questão é administrado por servidora pública e nele são veiculadas informações relevantes a respeito de políticas públicas de saúde. Assim, pessoas interessadas em seu conteúdo, como usuárias dos serviços públicos de saúde, não podem ser excluídas arbitrariamente do grupo.”, destaca.

Confira nota na íntegra

MINISTÉRIO PÚBLICO DE MINAS GERAIS (MPMG)

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A respeito de notificação enviada pela 1ª Promotoria de Justiça de Barbacena para que uma pessoa prestasse informações sobre a exclusão de outra de um grupo de WhatsApp, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) esclarece que:

– O ofício foi expedido no bojo do procedimento administrativo n.º 0056.19.000915-1, instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Barbacena – responsável pela Defesa da Saúde, dos Direitos dos Deficientes e Idosos – em razão de representação apresentada pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Ressaquinha, município que faz parte da comarca de Barbacena.

– O procedimento administrativo tem por objeto acompanhar e fiscalizar, de forma continuada: a) a atividade da equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF), que atende na Comunidade do Brito, zona rural de Ressaquinha, no que tange a uma possível recusa arbitrária de atendimento médico a determinados cidadãos; b) a possível conduta da agente comunitária de saúde, consistente em excluir arbitrariamente uma moradora local do grupo de WhatsApp, no qual são veiculadas informações relevantes a respeito das atividades do setor de saúde naquela comunidade.

– O grupo de WhatsApp em questão é administrado por servidora pública e nele são veiculadas informações relevantes a respeito de políticas públicas de saúde, tais como datas e horários de atendimentos médicos na comunidade rural, não se tratando portanto de um grupo privado qualquer de rede social. Assim, pessoas interessadas em seu conteúdo, como usuárias dos serviços públicos de saúde, não podem ser excluídas arbitrariamente do grupo.

– De acordo com a Promotoria de Justiça, além da notificação veiculada na imprensa e em redes sociais, foi expedida outra notificando uma médica da ESF de Ressaquinha para prestar informações a respeito da suposta recusa no atendimento a alguns cidadãos.

– Assim, o procedimento administrativo instaurado e o ofício veiculado na imprensa e em redes sociais de forma descontextualizada representam uma atuação legítima do Ministério Público, visando assegurar o acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde, nos exatos termos preconizados pela Constituição da República.

Por Justiça Potiguar

Foto de menino coberto de óleo viraliza e traduz a tragédia do litoral nordestino

A imagem deu a volta ao mundo: um menino sai da água do mar com os olhos fechados e os braços abertos, em um gesto de impotência, com o corpo coberto por um saco de lixo, empapado do óleo que há quase dois meses se espalha pelo litoral nordestino.

O menino Everton Miguel dos Anjos, que se juntou aos voluntários na limpeza da praia Itapuama, em Cabo de Santo Agostinho, no Pernambuco (Foto: Leo Malafaia / AFP)

Foi registrada por um fotógrafo colaborador da AFP em 21 de outubro por volta das 11h da manhã, na praia de Itapuama, em Cabo de Santo Agostinho (Pernambuco).

Naquele dia, Everton Miguel dos Anjos, de 13 anos, junto com os quatro irmãos e vários primos se somaram às centenas de voluntários que retiravam os resíduos de petróleo cru espalhados na areia ou incrustados nas pedras.

Entrou no mar com uma camiseta, mas a tirou quando viu o corpo enegrecido. Improvisou uma túnica com um saco de lixo e voltou para a água.

O jovem contou ao fotógrafo que sua mãe, que administra um bar na praia, brigou com ele quando viu as fotos, publicadas por muitos dos principais veículos de comunicação ao redor do mundo.

“Eu tinha pedido permissão para ajudar a limpar a praia e ela me deu, mas com a condição de que eu não me sujasse!”, disse Everton.

O ministério da Saúde lembrou na semana passada que a inalação de vapores de petróleo ou o contato físico com suas substâncias tóxicas é perigoso.

Nesta quinta-feira, 25 de outubro, quatro dias depois da foto, apenas alguns fragmentos de petróleo eram vistos na praia. O Exército tinha se encarregado da operação de limpeza, proibindo a participação de crianças. Desde o início da catástrofe, foram recolhidas mil toneladas de petróleo, segundo dados da Marinha.

O vazamento foi avistado pela primeira vez na Paraíba em 30 de agosto e desde então foi detectado ao longo de 2.250 quilômetros, chegando a praias paradisíacas em uma região pobre e fortemente dependente do turismo. Cerca de 200 localidades foram afetadas.

Várias ONGs têm denunciado a lentidão das autoridades em reagir e a falta de recursos para combater o que muitos especialistas consideram a pior catástrofe ambiental do nordeste brasileiro.

Informações da carta capital

Deletou, mas eu vi! Aplicativo recupera mensagens apagadas no WhatsApp

Disponível para Android, o WAMR realiza o backup das conversas e mídias recebidas no mensageiro

Por Rodrigo Loureiro17 out 2019, 16h28 – Publicado em 17 out 2019, 16h09

São Paulo – Um aplicativo para Android promete acabar com a angústia das mensagens apagadas no WhatsApp. Testado por EXAME, o WAMR permite recuperar mensagens de texto, áudio, fotos e vídeos enviados no aplicativo e que foram deletadas por seus autores.

Gratuito mas com propagandas, o programa desenvolvido pela empresa italiana Drilens Apps pode ser baixado diretamente na Play Store, a loja de aplicativos do sistema operacional do Google. Não há versão para iOS, a plataforma que dá vida ao iPhone. Segundo a loja, o número de downloads já ultrapassou a marca de 10 milhões.

A partir do momento que a notificação de uma mensagem é recebida, o aplicativo já faz o download do arquivo enviado e o disponibiliza em um backup. Mesmo que o conteúdo seja apagado, ele poderá ser visualizado posteriormente na plataforma. Na prática, é como se o arquivo fosse baixado ou compartilhado antes da remoção.

Desta forma, é preciso que o usuário esteja online, em uma conexão estável – preferencialmente em rede WiFi – e permita que as mensagens enviadas no WhatsApp gerem as notificações na barra superior da tela. Se os chats estiverem silenciados ou abertos – ainda que no WhatsApp Web –, as mídias apagadas não serão recuperadas.

Então, para funcionar, é necessário realizar algumas configurações prévias. O primeiro passo é permitir o acesso às notificações e aos arquivos de mídias. Depois disso, é necessário escolher os aplicativos que serão monitorados. No caso, o WhatsApp.

Também é necessário permitir que o WhatsApp realize o download automático de mídia. Isso pode ser feito acessando as configurações do mensageiro e escolhendo a opção “Uso de dados e armazenamento”. A dica é permitir que, tanto nas conexões Wi-Fi como na internet por rede móvel, o mensageiro esteja autorizado a realizar o download de todas as mídias.

Segurança dos dados

Para quem está preocupado com o que será feito com os arquivos armazenados pelo WAMR, é importante destacar que os termos de uso do aplicativo informam que “os dados são salvos no dispositivo e que a empresa não armazena ou compartilha qualquer informação com quem quer que seja.”

Instagram deixa de mostrar número de curtidas das postagens

Mudança põe tema entre os mais discutidos na internet

Publicado em 17/07/2019 – 17:59

Por Jonas Valente -Repórter Agência Brasil Brasília

instagram

Usuários da rede social Instagram no Brasil perceberam hoje (17) uma importante mudança. Entre os recursos da plataforma o número de “curtidas”, também conhecidas como “likes” que uma publicação recebe, não fica mais visível para todos os usuários. O tema foi um dos mais discutidos do dia em outra rede social, o Twitter, e esteve entre os mais buscados no Google.

A mudança no Brasil está entre os testes anunciados em abril deste ano durante um evento de desenvolvedores do Facebook, empresa controladora do Instagram.

A experiência faz parte de uma série de medidas que o Instagram vem anunciando nos últimos meses para combater práticas nocivas na rede, como o discurso de ódio ou o bullying na web. Tais ações são uma resposta a críticas recebidas pela plataforma de que sua arquitetura e lógica de funcionamento favoreceriam um ambiente prejudicial ao bem-estar de seus integrantes.

Um estudo da Sociedade Real para a Saúde Pública, realizado em 2017, apontou o Instagram como a pior rede social para o bem-estar e a saúde mental de adolescentes. Segundo o estudo, o Instagram tem impactos importantes em adolescentes, provocando ansiedade, depressão e solidão, além de outros efeitos como na autoimagem dos jovens a partir da lógica das fotos.

Felipe Neto, empresário com canais populares em redes sociais, esteve entre os que vocalizaram essa análise. Ele afirmou que a medida pode mudar a forma como a internet funciona. “O Instagram virou uma rede social tão de fomento à vaidade, ao ego que se transformou em um vírus. É um lugar muito mais negativo do que positivo. Tirar os likes vai ser interessante. Vai ser interessante tirar as disputas”, comentou em um vídeo postado em seus canais.

Além dos testes retirando a visibilidade pública das curtidas, a empresa anunciou algumas outras ações voltadas a coibir essas práticas. Neste mês, em uma nota, o diretor Adam Mosseri informou a implantação de uma ferramenta que usa Inteligência Artificial para questionar o usuário sobre seu conteúdo antes de postá-lo, se o sistema considerar que este pode ser ofensivo.

“Testes preliminares desse recurso mostraram que ele encoraja algumas pessoas a rever os comentários e compartilhar algo que gere menor dano, uma vez que elas tiveram a chance de refletir”, disse Mosseri no comunicado, divulgado no dia 8 de julho.    

Edição: Aline Leal

WhatsApp pede que usuários atualizem aplicativo por falhas

Empresa detectou falha no sistema que permite acesso de hackers a alguns telefones e acessassem os dados contidos nos aparelhos

Da EFE
WhatsApp foi comprado por Facebook em 2014

Ritchie B. Tongo/EFE – 07.04.2016

WhatsApp foi comprado por Facebook em 2014

aplicativo de mensagem instantânea WhatsApp, de propriedade do Facebook, afirmou na segunda-feira (14) que detectou uma vulnerabilidade em seu sistema que permitia que hackers instalassem spyware em alguns telefones e acessassem os dados contidos nos aparelhos.

Organize e nunca mais perca nada nas conversas no WhatsApp

A empresa confirmou em comunicado à imprensa a informação publicada horas antes pelo “Financial Times” e pediu aos 1,5 bilhão de usuários em todo o mundo que “atualizem o aplicativo para sua versão mais recente” e mantenham durante o dia seu sistema operativo como medida de “proteção”.

O WhatsApp, que foi adquirido pelo Facebook em 2014, indicou que neste momento ainda não é possível dizer quantas pessoas foram afetadas, mas assegurou que as vítimas foram escolhidas “especificamente”, de maneira que em princípio não se trataria de um ataque em grande escala.

O software espião que foi instalado nos telefones “se assemelha” à tecnologia desenvolvida pela empresa de cibersegurança israelense NSO Group, que levou o WhatsApp a colocá-lo como o principal suspeito por trás do programa de espionagem.

A vulnerabilidade no sistema, para a qual a empresa lançou um patch na segunda-feira, foi detectada há apenas alguns dias e, por enquanto, não se sabe quanto tempo duram as atividades de espionagem.

Os hackers faziam uma ligação através do WhatsApp para o telefone cujos dados queriam acessar e, mesmo que o destinatário não respondesse à chamada, um programa de spyware era instalado nos dispositivos.

Em muitos casos, a chamada desaparecia mais tarde do histórico do aparelho, de modo que, se ele não tivesse visto a chamada entrar naquele momento, o usuário afetado não suspeitaria de nada.

O WhatsApp assegurou que logo após tomar conhecimento dos ataques, alertou a organizações de direitos humanos (que estavam entre as vítimas da espionagem), empresas de segurança cibernética e o Departamento de Justiça dos EUA.

O fato de algumas das organizações afetadas serem plataformas de defesa dos direitos humanos reforça a hipótese de envolvimento do Grupo NSO, uma vez que seu software já foi utilizado no passado para realizar ataques contra esse tipo de entidades.

NSO Group, que opera de forma obscura e durante muitos anos desenvolveu secretamente spywares para seus clientes, entre os quais governos de todo o mundo, que os utilizam para acessar dispositivos móveis e obter informações.

O “spyware” teve capacidade para infectar telefones com sistema operacional da Apple (iOS) e do Google (Android).