Óleo de praias do Nordeste vai passar por análise na França e na Noruega

Ideia é corroborar o trabalho feito por pesquisadores brasileiros, que identificaram o óleo como sendo venezuelano

Por Agência Estado 29/10/2019 20:58 – Atualizado em 29/10/2019 20:59

Divulgação/Agência Petrobras

Laboratórios da França e da Noruega vão receber amostras do petróleo que vazou no Nordeste para que sejam identificadas suas características e origens. O trabalho está sendo coordenado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), representante de grandes petroleiras.

A ideia é corroborar o trabalho feito por pesquisadores brasileiros, que identificaram o óleo como sendo venezuelano. “Nada melhor para fazer uma defesa internacional do que ter laboratórios internacionais fazendo a mesma análise”, disse o presidente do IBP, José Firmo, na OTC 2019. O governo brasileiro recorreu à Organização dos Estados Americanos (OEA) para cobrar manifestação da Venezuela.

A visão do IBP é que a Petrobrás foi a única petroleira a participar efetivamente do trabalho de resgate do óleo, com o envio de pessoas e equipamentos, porque tem uma atuação mais forte no Nordeste do que qualquer outra petroleira. Reconhece, porém, que esse vazamento nada tem a ver com a produção no Brasil.

“Numa crise dessa, é necessário velocidade e capacidade humana. Precisa de muito recurso. Estamos num momento de transição em que o Brasil está deixando de ser só da Petrobrás para ser de várias empresas. Mas hoje quem está no Nordeste fisicamente, quem tem a grande massa crítica de operação no Nordeste é a Petrobras”, disse Firmo.

Além de mandar amostras do óleo para o exterior, o IBP contribuiu com um banco de dados das praias atingidas, entregue à Marinha.

Derramamento não afeta imagem do governo, diz ministro

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse não ver prejuízos políticos ao governo federal por causa do derramamento de óleo que atingiu praias do Nordeste.

Da mesma forma, disse não haver “relação de causa e efeito” entre o acidente ambiental e os leilões de áreas de pré-sal que acontecerão na semana que vem. Em sua opinião, as “perspectivas são muito positivas” para as licitações.

“No final das contas, o que vai mostrar, além das lições aprendidas, é que o governo foi efetivo no combate e na mitigação dos danos causados ao meio ambiente e atividades econômicas”, afirmou Albuquerque, após participar da abertura do congresso e feira OTC 2019, no Rio.

Governo publica guia para voluntários que atuam em praias do Nordeste

Cartilha fala sobre conduta após contato com manchas de óleo

Publicado em 25/10/2019 – 13:28 Por Agência Brasil Brasília

Um derramamento de óleo é visto na praia 'Sitio do Conde' em Conde, Bahia, Brasil, 12 de outubro de 2019. REUTERS / Adriano Machado

A Defesa Civil e o Ministério da Saúde publicaram nesta sexta-feira (25) uma cartilha com recomendações para os voluntários que atuam na limpeza das praias afetadas pelo derramamento de petróleo no litoral do Nordeste. Também foram distribuídos equipamentos de proteção individual para a população da região.

A cartilha recomenda que a população não entre em contato direto com o óleo, especialmente gestantes e crianças. Também é preciso observar as orientações da vigilância sanitária para o consumo de alimentos, como peixes e mariscos, provenientes das áreas afetadas.

Segundo a cartilha, a curto prazo a inalação dos vapores do óleo pode provocar dificuldade de respiração, dor de cabeça, confusão mensal e náusea. Na pele, podem aparecer irritações e outros sintomas como erupções vermelhas, queimação, inchaço.

No caso de ingestão do óleo, o paciente poderá sentir odores abdominais, além de ter vômito ou diarreia. Uma exposição a esse elemento tóxico de longo prazo pode provocar danos a órgãos como pulmões, fígado e rins. Desequilíbrios hormonais e infertilidade também podem ocorrer, além de alterações no sistema nervoso e circulatório. Em casos extremos, a ingestão pode provocar câncer.

Em caso de dúvida, o Ministério da Saúde pede que o paciente entre em contato com o Centro de Informações Toxicológicas pelo telefone 08007226001 e procure ajuda médica.

A Defesa Civil Nacional e o 
Ministério da Saúde recomendam cuidados nas áreas afetadas pelo derramamento de petróleo para evitar intoxicações e outros riscos

Defesa Civil e Ministério da Saúde recomendam cuidados nas áreas afetadas pelo derramamento de petróleo para evitar intoxicações e outros riscos – Defesa Civil Nacional/ Direitos Reservados

Manchas de óleo atingem a praia de Canoa Quebrada, um dos principais destinos turísticos do Ceará

Segundo a Prefeitura de Aracati, uma ação emergencial já retirou cerca de 700 kg da substância na praia.

Por Rodrigo Rodrigues, G1 CE

24/10/2019 11h02  Atualizado há 10 minutos

Manchas de óleo chegam à praia Canoa Quebrada, uma das mais visitadas do Ceará
Manchas de óleo chegam à praia Canoa Quebrada, uma das mais visitadas do Ceará

As manchas de óleo que atingem o litoral do Nordeste chegaram à praia de Canoa Quebrada, no município de Aracati, um dos principais destinos turístico do litoral cearense. Segundo a Prefeitura de Aracati, uma ação emergencial já retirou cerca de 700 kg da substância.

O óleo cru foi visto por moradores em diversos pontos da praia nesta quinta-feira (24). A Prefeitura de Aracati informou que, após o surgimento da substância, a Marinha do Brasil foi ao local e retirou o óleo que estava na areia e na água da praia. Voluntários também participaram da limpeza do litoral.

“Com intervenção da Marinha, por meio da Capitania dos Portos de Aracati, foram retiradas cerca de 700 quilos de óleo da praia, os quais já foram devidamente recolhidos pela prefeitura e será levado para análise em Fortaleza. O restante do óleo que se visualizou ontem no mar, não chegou a encalhar na faixa de praia, mas poderá ocorrer hoje à tarde ou pode estar encalhando em outras praias vizinhas de municípios da região”, comunicou.

Óleo atingiu a praia de Canoa Quebrada nesta quinta-feira (23). Local é um dos principais pontos turísticos do Ceará — Foto: Reprodução/SVM
Óleo atingiu a praia de Canoa Quebrada nesta quinta-feira (23). Local é um dos principais pontos turísticos do Ceará — Foto: Reprodução/SVM

A prefeitura acrescentou que, após o trabalho de limpeza, a substância não retornou à praia de Canoa Quebrada nesta quinta-feira (24).

“Agora pela manhã as praias na faixa do município de Aracati estão limpas, porém, nosso monitoramento continua com auxílio da comunidade e, a qualquer momento, nossos meios e pessoal podem ser acionados para retirada que mais óleo”, informou.

Praias turísticas afetadas

Além de Canoa Quebrada, duas praias de Icapuí foram afetadas pelo óleo nesta semana nesta semana. Pescadores se uniram para tentar fazer a limpeza nas areias das praias Ponta Grossa e Redonda, da cidade Icapuí, no Ceará. A mancha foi vista também seis quilômetros no mar de Icapuí, conforme Instituto Municipal de Fiscalização e Licenciamento Ambiental.

Novas manchas de óleo aparecem na Praia de Barreiras, em Icapuí
Novas manchas de óleo aparecem na Praia de Barreiras, em Icapuí

As manchas de petróleo em praias do Nordeste já atingiram pelo menos 225 localidades em mais de 80 municípios de 9 estados desde o início de setembro – o balanço mais recente do governo é desta segunda (21). A substância é a mesma em todos os locais: petróleo cru. O fenômeno tem afetado a vida de animais marinhos e causado impactos nas cidades litorâneas. A origem do material poluente está sob investigação.

O balanço de 21 de outubro aponta que são 200 locais em 78 municípios de 9 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

*Sob supervisão de Valdir Almeida, do G1 CE

Luvas foram encontradas manchadas com óleo na praia de Canoa Quebrada — Foto: André Costa/SVM
Luvas foram encontradas manchadas com óleo na praia de Canoa Quebrada — Foto: André Costa/SVM

Mancha de óleo atinge praia de Morro de São Paulo, na Bahia

Famoso destino turístico localizado no município de Cairu, a 176 km de Salvador, foi atingido por óleo no início da madrugada desta terça-feira (22)

por Agência Estado 22/10/2019 – 14h54

Manchas de óleo já atingem faixa de 2 mil quilômetros da costa brasileira
PEI FON/RAW IMAGE/ESTADÃO CONTEÚDO

A praia de Morro de São Paulo, no município de Cairu, a 176 km de Salvador, foi atingida por uma grande quantidade de óleo na madrugada desta terça-feira (22).

O poluente começou a chegar à faixa de areia por volta das 2h, segundo pescadores da região. A segunda e a terceira praias foram as mais afetadas. Por questões de segurança, a prefeitura da cidade interditou inicialmente o acesso de banhistas aos locais, mas, logo em seguida, as praias foram liberadas. Considerado como o mais requisitado e conhecido de Morro, o passeio “Volta à Ilha” também foi temporariamente suspenso, mas liberado logo depois.

Desde às 2h30 da madrugada até a manhã desta terça-feira, 1,5 tonelada de óleo foi retirada pelas equipes das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Sustentável e Especial de Morro. Voluntários e homens da empresa responsável pela limpeza pública da região também auxiliaram na operação de retirada do resíduo.

A quantidade foi a maior registrada até o momento em praias na região sul da Bahia. No último fim de semana, manchas foram encontradas em Ilhéus e Itacaré, mas em menor porção.

Óleo se espalha pelos 9 Estados da região. O poluente foi identificado em uma faixa de mais de 2 mil quilômetros da costa brasileira.

Além de Morro, fragmentos de óleo foram registrados nas praias da Cueira, em Boipeba, e de Ponta do Quadro, em Garapuá. As áreas também estão sendo limpas pela prefeitura e voluntários.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Sustentável de Cairu, Fabiana Pacheco, a situação está controlada. O material foi reunido e aguarda a retirada da ilha pelos órgãos responsáveis: Defesa Civil, Marinha do Brasil e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Uma reunião realizada nesta manhã, com equipes da pasta, vai definir o plano de ação que será adotado diante da chegada do poluente.

Segundo o superintendente do Ibama na Bahia, Rodrigo Alves, equipes do órgão e da Marinha já estavam monitorando a região, diante da possibilidade de avanço do óleo para o sul baiano. Isso possibilitou que a ação de resposta à chegada do poluente fosse mais rápida. Equipes que atuam no Litoral Norte foram deslocadas para a região ainda pela manhã.

Ainda de acordo com o superintendente, o Ibama vai oficiar a Petrobrás para que empregue o Plano de Emergência Individual (PEI), desenvolvido para a plataforma de Manati, que fica na bacia de Camamu. O planejamento é acionado quando há incidentes de poluição por óleo. Mesmo que o poluente encontrado não seja da petroleira, o objetivo é de que a expertise da estatal seja usada para minimizar os impactos em Morro. “A Petrobrás pode disponibilizar monitoramento e equipamentos da plataforma nesta operação”, explica Rodrigo.

A preocupação agora é que o vazamento avance para a Baía de Camamu. Terceira maior do Brasil e segunda maior da Bahia, a baía é considerada bem preservada e ambientalmente sensível, já que é irrigada por rios pequenos com muitos manguezais, nascedouros e berçários de várias espécies marinhas. A área poluída nesta madrugada também abriga a Área de Proteção Ambiental (APA) das Ilhas de Tinharé e Boipeba.

Com uma população de cerca de 100 mil habitantes, Morro é o terceiro destino turístico mais visitado da Bahia, perdendo apenas para Salvador e Porto Seguro, no Extremo Sul do estado. Cerca de 400 mil turistas que passam pelo local por ano, atraídos pelas belas praias.

A prefeitura de Cairu afirmou que o monitoramento das praias do arquipélago e adoção das estratégias do Plano de Emergência Ambiental foram adotados desde os primeiros sinais de impacto do vazamento de óleo na Bahia. “Todos os materiais necessários para proteção e limpeza também foram adquiridos antecipadamente”, informou em nota.

O município aguarda nesta terça as equipes do Grupo de Avaliação e Acompanhamento (GAA), formado por Marinha do Brasil, Ibama, Inema (órgão estadual) e Agência Nacional de Petróleo (ANP) para mensurar os danos causados. O monitoramento de outras praias prossegue. A prefeitura afirmou também que continuará com uma operação de pente-fino, que será realizada por equipes da gestão municipal em todas as localidades do município para assegurar que não há vestígios de óleo.

Rodrigo Alves ressaltou que as praias do Nordeste estão recebendo quantidade cada vez menor de óleo nos últimos dias. A situação é mais crítica em Pernambuco e Alagoas. De acordo com balanço feito na segunda à noite, 21, pelo Ibama, 75 praias da região estão limpas e não voltaram a registrar vestígios do poluente.
Apesar desta tendência, a praia de Carneiros, um dos maiores destinos turísticos pernambucanos, amanheceu coberta de óleo na sexta, 18. Um dia antes, o material poluiu a praia e a área de proteção ambiental de Maragogi, no litoral norte de Alagoas.

Na Bahia, o óleo atingiu esta semana 11 praias de Salvador, incluindo pontos turísticos como o Farol da Barra. Até as 18h de sexta-feira, 90 toneladas de óleo tinham sido recolhidas na capital, de acordo com a prefeitura.

O superintendente do Ibama destacou a preocupação do governo federal com a atividade turística no Nordeste e reforçou que as pessoas não devem ter receio de visitar as praias da região. “As pessoas estão muito impressionadas com as imagens de grande quantidade de óleo em alguns locais, mas não é todo o Nordeste que está assim. É importante frisar isso”, ressaltou.

A morte de 12 tartarugas marinhas desde 11 de outubro deixou em alerta o governo de Vera Cruz, Região Metropolitana de Salvador. O fato de praias do município terem sido atingidas por manchas de óleo levantou a possibilidade de os animais terem sido intoxicados pelo material.

Uma análise feita pelo Projeto Tamar, que atua na preservação de espécies de tartarugas-marinhas em extinção, apontou, no entanto, que a matança foi provocada pela atividade pesqueira. Diretora de Fiscalização de Meio Ambiente de Vera Cruz, Priscilla Velloso informou que nenhum dos animais foi encontrado com manchas de óleo. A orientação dada pela prefeitura é de que, caso alguma espécie seja vista com marcas do poluente, o animal seja encaminhado para análise do Ibama.

Além de Morro de São Paulo, o óleo também atingiu outras duas praias do município de Cairu, que é um arquipélago formado por 26 ilhas.

Marinha: Óleo que atinge o NE não foi produzido ou comercializado no Brasil

Estadão – Bárbara Nascimento São Paulo 20/10/2019 16h38

A Marinha levanta quais foram os navios que passaram tanto na costa jurisdicional brasileira – até o limite de 200 milhas náuticas – quanto fora dela para tentar identificar a origem do óleo que atingiu as praias do Nordeste brasileiro.

Extensa mancha de óleo é vista na praia do Pontal do Peba, vizinha à foz do Rio São Francisco em AlagoasImagem: Simone Santos/ Projeto Praia Limpa

Em coletiva de realizada nesta tarde, no Recife, o almirante de esquadra Leonardo Puntel explicou que o governo tem certeza de que o óleo não foi produzido ou comercializado no Brasil e provavelmente teve origem no Oceano Atlântico. “Local está sendo identificado”, afirmou.

Segundo o almirante, a Marinha trabalha com “todas as possibilidades” em relação à origem do vazamento. Ele citou, por exemplo, que o óleo pode ter vazado durante um procedimento de troca de carga entre navios – o chamado ship to ship – ou durante uma lavagem de tanque.

O almirante afirmou ainda que o óleo voltou a aparecer na região de Aracaju no início da tarde desse domingo. Também há manchas em Pernambuco, nas redondezas do porto de Suape. Nos demais Estados, disse, não há novos registros de manchas.

“Hoje, nos registros que nós temos, existe algumas manchas na praia do Atalaia, em Aracaju, e o óleo na região de Suape, no entorno do porto, e na região do cabo de Santo Agostinho”, disse.

Puntel explicou ainda que o óleo vazado é cru e muito pesado, que viaja pouco abaixo da superfície, o que traz dificuldades na identificação. Segundo ele, as manchas não são detectadas pelos radares e o governo tem se valido de aeronaves que varrem a costa para tentar identificar as manchas.

O diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Azevedo, explicou que em regiões onde há muitos corais, há uma dificuldade extra, uma vez que parte do óleo fica retido nos corais e, na próxima maré, acaba sendo levado para novas praias.

O secretário estadual do Meio Ambiente do Pernambuco, José Bertotti, solicitou, também durante a coletiva, mais equipamentos e apoio na contenção, além de mais barreiras. Uma ação civil pública foi ingressada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público na Bahia para obrigar o Ibama a instalar barreiras de proteção.

Em resposta, Azevedo afirmou que as barreiras de contenção não são efetivas para conter esse tipo de óleo. “Não há barreira que segure esse óleo, por conta da densidade, da maré. Não somos contra barreiras, somos a favor de barreiras onde tecnicamente elas são viáveis”, disse. Segundo os técnicos, o óleo é similar a um piche e perigoso para contato com a pele.

Manchas de óleo: desastre afeta reservas, turismo e comunidades pesqueiras

Petróleo que contamina praias do Nordeste desde o final de agosto tem efeitos negativos na pesca, fauna e no turismo. Causa do vazamento ainda é desconhecida.

Por G1

11/10/2019 18h37  Atualizado há 11 horas

Mancha de óleo é vista em praia vizinha à foz do Rio São Francisco  — Foto: Simone Santos/Projeto Praia Limpa
Mancha de óleo é vista em praia vizinha à foz do Rio São Francisco — Foto: Simone Santos/Projeto Praia Limpa

As manchas de óleo que afetam as praias do Nordeste desde o final de agosto trouxeram problemas para o turismo e para o meio ambiente. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o óleo já atingiu 150 localidades em 68 municípios de todos os 9 estados do Nordeste.

Até o último balanço, 12 unidades de conservação ambiental já haviam sido atingidas. Pelo menos 22 animais foram contaminados até quarta-feira (9), de acordo com o balanço do Ibama. Desses, 13 foram encontrados mortos ou morreram depois de capturados.

O ecossistema costeiro no Nordeste é considerado muito frágil por conter uma grande variedade de paisagens, com manguezais, enseadas rochosas e recifes de corais.

O turismo também já foi afetado. Comerciantes relatam queda de até 40% no movimento das praias desde o início da contaminação.

Veja abaixo os principais impactos causados pelas manchas de óleo no Nordeste:

Meio ambiente

Em Praia do Forte, região turística da cidade de Mata de São João, mancha de óleo afetou recifes — Foto: Arquivo pessoal
Em Praia do Forte, região turística da cidade de Mata de São João, mancha de óleo afetou recifes — Foto: Arquivo pessoal

O impacto da contaminação por petróleo nas localidades atingidas ainda está sendo estudado, mas pesquisadores alertam para a dimensão da crise ambiental.

“Nunca vimos no Brasil um desastre de tal magnitude, que afeta uma área tão extensa. O dano pode ser irreparável e os ecossistemas levarão anos para se recuperar”, diz a oceanógrafa Maria Christina Araújo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em entrevista à RFI.

Araújo destaca ainda que o processo de recuperação das áreas afetadas pode ser longo e caro. “Isso exigirá um investimento não apenas financeiro, mas também em pessoal e logística. É impossível obter resultados a curto prazo.”

Nesta quinta-feira (10) o óleo atingiu uma área de conservação, a Reserva Extrativista (Resex) Cururupu, no Maranhão. A reserva é formada por 15 ilhas, tem 185 mil hectares e foi delimitada em 2004 pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O lugar abriga espécies ameaçadas, como o peixe-boi marinho, e tem mais de 90% de seus manguezais preservados.

Ao todo já foram atingidas 12 unidades de conservação do ICMBio:

  1. Área de Proteção Ambiental Barra do Rio Mamanguape (PB)
  2. Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (PE)
  3. Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba (PI)
  4. Área de Proteção Ambiental Piaçabuçu (AL)
  5. Área de Relevante Interesse Ecológico manguezais da Foz do Rio Mamanguape (PB)
  6. Parque Nacional Jericoacoara (CE)
  7. Parque Nacional Lençóis Maranhenses (MA)
  8. Reserva Biológica Santa Isabel (SE)
  9. Reserva Extrativista Acaú-goiana (PB)
  10. Reserva Extrativista Cururupu (MA)
  11. Reserva Extrativista Marinha Lagoa do Jequiá (AL)
  12. Reserva Extrativista Prainha Canto Verde (CE)

Fauna

Tartaruga atingida por vazamento de óleo  — Foto: Divulgação/Instituto Verdeluz
Tartaruga atingida por vazamento de óleo — Foto: Divulgação/Instituto Verdeluz

As tartarugas marinhas são os animais mais vulneráveis às manchas de óleo. Dentre os 22 espécimes atingidos segundo o Ibama, 21 são tartarugas. Pelo menos três variedades já foram contaminadas: a tartaruga verde, a tartaruga oliva e a tartaruga cabeçuda.

Na segunda-feira (7) o Projeto Tamar suspendeu a soltura de filhotes de tartarugas na praia por conta da contaminação que atingiu os municípios de Conde e Jandaíra, no Litoral Norte da Bahia.

O Ibama, em conjunto com o Tamar, fez rondas noturnas na região para monitorar a desova das tartarugas. Os animais que estão oleados são limpos antes do retorno ao mar. Ali, pelo menos 79 filhotes foram remanejados e soltos pelo Projeto Tamar em praia limpa.

Além da Bahia, autoridades estão atuando para proteger a desova de tartarugas também no Sergipe. Na Reserva Biológica Santa Isabel vários ninhos foram protegidos pelo ICMBio, em parceria com o Tamar. A atividade consiste na identificação dos ninhos e recolhimento dos filhotes logo após o nascimento, seguida pela transferência dos animais para tanques e, depois, a liberação das tartarugas no mar em praia limpa.

Turismo

Manchas de óleo surgiram no Litoral de Alagoas — Foto: Reprodução/TV Gazeta
Manchas de óleo surgiram no Litoral de Alagoas — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Moradores que dependem do turismo já observam os efeitos das manchas de óleo no movimento de visitantes.

Na praia de Guarajuba, em Camaçari, região metropolitana de Salvador, grandes quantidades da crosta do óleo tomam conta da faixa de areia e o cheiro forte incomoda banhistas e atrapalha a venda dos barraqueiros. Em Itacimirim os barraqueiros se juntaram para retirar as manchas de óleo que apareceram na costa litorâneo e assim não afastar os turistas.

Em Fortaleza, o movimento caiu cerca de 40% no fim de semana, segundo a Associação dos Empresários da Praia do Futuro (AEPF). Na barraca Itaparika, um dos maiores empreendimentos da região, a queda na frequência de clientes chegou a 50%.

Pesca

Manchas de petróleo chegaram à praia de Arembepe, Bahia  — Foto: Arquivo Pessoal

Manchas de petróleo chegaram à praia de Arembepe, Bahia — Foto: Arquivo Pessoal

Comunidades de pescadores temem que a contaminação por óleo chegue aos peixes e prejudique a economia local. Na Bahia, a praia de Arembepe foi atingida pelas manchas de óleos. Trabalhadores da região já deixam de pescar por conta da poluição da água.

“A gente não pode comer o peixe mais, porque a água está toda suja. Há 15 dias apareceu uma nata de óleo e agora apareceu esse betume. A gente nem arrisca entrar na água”, disse o pescador Antônio da Paz.

No mesmo estado, pescadores da praia de Poças aposentaram as redes quando grandes placas de óleo passaram a se acumular nas pedras e na areia.

“Não podemos pegar os peixes, eles estão contaminados e não podemos vender”, disse o pescador Maicon Nascimento.

Balneabilidade

A ocorrência de óleo na faixa de areia faz com que diversos trechos do litoral nordestino sejam considerados impróprios para banho. Na praia do Futuro, em Fortaleza, capital do Ceará, 10 dos 11 trechos analisados foram reprovados.

Manchas de óleo atingem praia chamada de “Caribe” do Rio Grande do Norte

Aliny Gama – Colaboração para o UOL, em Maceió 09/10/2019 23h43

Considerada o “Caribe do Rio Grande do Norte”, a praia de Maracajaú, no município de Maxaranguape, litoral norte do estado, foi atingida pelo derramamento de óleo cru, que vem ocorrendo no Nordeste desde o início de setembro. A substância foi encontrada flutuando em meio aos parrachos (piscinas naturais) de Maracajaú, que fica na APA (Área de Proteção Ambiental) Recife de Corais, no dia 14 de setembro. A informação foi divulgada hoje.

O derramamento de óleo no Nordeste é considerado o maior acidente ambiental em extensão do país, com 2.100km de manchas oleosas, que atingem da Bahia ao Maranhão. Até agora, não se sabe a origem nem o responsável pelo óleo.

Os parrachos são um conjunto de recifes de coral que formam piscinas naturais, com águas transparentes, localizados a 7km da costa da praia de Maracajaú. O local atrai turistas para mergulhos de apreciação da fauna e da flora marinha, com peixes e recifes de coral coloridos.

A constatação da presença de óleo nos parrachos foi feita pela equipe do EcoRecifes, programa de monitoramento ambiental da Fundep (Fundação para o Desenvolvimento Sustentável da Terra Potiguar). Segundo a EcoRecifes, foram encontrados pequenos fragmentos de óleo em suspensão na água e, devido à flutuação do material, os recifes não foram afetados.

“Vale destacar que este resíduo é um composto com abundância em hidrocarbonetos e, sendo assim, não afunda e não tendo contato com os corais. Graças a isto, nenhum dano ambiental foi registrado na área. É importante esclarecer que, a quantidade deste resíduo observada no mar pelo monitoramento e ínfima frente às encontradas nas praias que compõem a Unidade de Conservação”, informou a EcoRecifes, em nota.

A equipe do EcoRecifes destaca que está diariamente monitorando o mar e ainda é possível observar desde a constatação da presença do material que, em raros momentos, “alguns pequenos fragmentos sendo carregados pela corrente”.

A substância foi encontrada após rastreamento na área, depois que manchas apareceram na praia de Maracajaú, por duas vezes, e nas praias de Cabo de São Roque e Caraúbas, todas localizadas em Maxaranguape.

Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), manchas oleosas apareceram por duas vezes na praia da Maracajaú, nos dias 10 e 17 de setembro. As praias de Cabo de São Roque e Caraúbas apareceram oleadas nos dias 14 e 15 de setembro, respectivamente.

A Fundep afirmou que apesar da presença do óleo nos parrachos, os passeios turísticos não foram afetados. “Nenhum prejuízo foi verificado, pelo contrário, no último mês de setembro o quantitativo de visitantes na APA aumentou, tendo como parâmetro aos meses de julho e agosto deste ano”.

A Secretaria Municipal de Sustentabilidade Ambiental e Urbanismo informou que estuda junto com a administração municipal e órgãos ambientais como vai fazer a limpeza dos parrachos e ações que possam minimizar os impactos ambientais na área atingida.

Segundo o Ibama, o Rio Grande do Norte tem 43 praias atingidas pelo derramamento de óleo e, os dados apontam que é o estado com maior número de áreas afetadas. No RN, quatro tartarugas foram encontradas cobertas de óleo, sendo duas mortas.

No Nordeste, já são 62 municípios e 138 praias afetadas pelo óleo. Dezoito animais foram encontrados cobertos de óleo, sendo 17 tartarugas marinhas e uma ave. Onze animais morreram – dez tartarugas e uma ave chamada bobo-pequeno (Puffinus puffinus).

Início das manchas no Nordeste

Passado um mês das primeiras manchas encontradas em Pernambuco, autoridades não conseguiram detectar ainda a origem do óleo que vem poluindo a costa do Nordeste. Até agora, sabe-se que as manchas são causadas pelo mesmo material.

As primeiras manchas surgiram no litoral de Pernambuco, no início de setembro. Depois, material semelhante foi encontrado na Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e se espalhando para o Ceará, Piauí e Maranhão. Por fim, o material chegou ao estado da Bahia no último dia 3. O número de praias afetadas pelas manchas de petróleo vem aumentando com o passar dos dias.

governo de Sergipe decretou estado de emergência nos municípios atingidos pelo óleo. As medidas tomadas foram tomadas por conta do surgimento de extensa mancha de óleo na praia dos Artistas, em Coroa do Meio. A praia foi interditada devido à presença do material, que é tóxico. Segundo a Adema, esta é a maior concentração da substância já encontrada nos nove estados nordestinos afetados pelo derramamento de petróleo cru desde o mês passado.

Manchas de óleo atingiram a foz do Rio São Francisco, em Alagoas. A substância fixou a 150 metros do rio e causa preocupação, pois a água do rio é utilizada para consumo humano.

A Petrobras afirma que o material trata-se de petróleo cru e que não é compatível com substratos extraídos no Brasil. Até agora, análises laboratoriais não conseguiram identificar a origem da substância e tentam cruzar dados com material genético de outros países.

A fauna marinha está sofrendo com a poluição do petróleo cru encontrado no litoral de todos os estados do Nordeste brasileiro. A maioria dos animais encontrados com vestígios do óleo acabou morrendo, segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

projeto Tamar suspendeu, temporariamente, a soltura de filhotes de tartaruga marinha em Sergipe e no extremo Norte da Bahia devido ao risco de morte dos animais com a contaminação de petróleo na costa do Nordeste brasileiro.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) determinou investigação sobre as causas e de quem é a responsabilidade sobre o derramamento de óleo que vem atingindo a costa nordestina há um mês. No despacho publicado no sábado (5), Bolsonaro determinou que sejam apresentados, no prazo de 48h, dados coletados e as providências tomadas sobre o problema ambiental.

Polícia Federal instaurou inquérito, no último dia 2, para investigar o derramamento de óleo no litoral do Nordeste. O MPF (Ministério Público Federal) no estado também apura o desastre ambiental.

Manchas de óleo aumentam no litoral de Sergipe

Governo estadual pretende decretar situação de emergência

Publicado em 05/10/2019 – 19:58 Por Agência Brasil Brasília

Mancha de óleo atinge o litoral do Sergipe

Um gabinete de crise foi criado neste sábado (5) pelo governo de Sergipe para solucionar o problema ambiental no litoral do estado. Desde de 24 de setembro, as praias do litoral nordestino foram tomadas por manchas de óleo.

“A decretação da situação de emergência vai possibilitar a captação de recursos junto ao governo federal para que os serviços possam ser realizados nesse momento de crise”, informou o diretor da Defesa Civil Estadual, Cel. Alexandre José Silva.

Pelo Twitter, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o presidente Jair Bolsonaro determinou urgência nos trabalhos para identificar a origem do problema.

Na segunda-feira (7), Ricardo Salles pretende sobrevoar o litoral de Sergipe, um dos estados mais atingidos pela substância oleosa.

A Administração Estadual do Meio Ambiente e parceiros ambientais estão atuando na limpeza da areia e na coleta de amostras de água para testar a balneabilidade. O governo de Sergipe recomenda que a população evite as praias.

*Com informações do Governo de Sergipe

Saiba mais

Edição: Liliane FariasTags: Manchas de OléoSergipeRicardo Salles

Litoral Sul do RN: Conheça a inusitada e exuberante ‘Lagoa da Coca-Cola’ em Baia Formosa, RN

Baía Formosa ainda respira o ar de uma cidade pacata e tranquila de pescadores. Situada a 94km de Natal e 110km de João Pessoa, Baía Formosa é cercada pela maior reserva de Mata Atlântica do Rio Grande do Norte e quilômetros de praias paradisíacas. 

Nada melhor do que aproveitar de tudo que a natureza oferece de melhor enquanto estiver visitando a praia. Para os mais aventureiros, nossa dica é fazer as trilhas e passeios pela Mata da Estrela e conhecer tudo sobre a fauna e a flora locais. Por lá, vá preparado para tomar banho na Lagoa de Araraquara, também conhecida como Lagoa da Coca-Cola por conta de suas incríveis águas escuras. O local é uma das atrações naturais mais inusitadas da região. 

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 A Lagoa da Coca-Cola, na Mata da Estrela, recebe esse nome por conta de suas águas escuras, devido ao solo rico em iodo e ferro, e à pigmentação das raízes das árvores. Originalmente conhecida como Lagoa da Araraquara, a atração é procurada pelos que acreditam que suas águas curam e rejuvenescem. 

Lagoa da Coca Cola (foto: Eduardo Vessoni)
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Postado por Diario VIP

Quais as praias mais românticas para conhecer no Rio Grande do Norte?

Segunda-feira, 22/07/2019 07h47

O senso comum diz que quem está apaixonado ou amando vê tudo colorido. O fato interessante é que a Ciência já conseguiu provar que os efeitos desses estágios são realmente positivos no organismo humano.

Quando estamos apaixonados, liberamos hormônios como a dopamina e a endorfina, que geram a sensação de prazer e satisfação.

Quando a pessoa encontra a alma gêmea e tem um relacionamento mais estável, os impactos positivos continuam agindo e atuam principalmente no psicológico. Por isso, os parceiros podem demonstrar menos ansiedade e insegurança com relação ao futuro, por exemplo.

Dessa forma, nada melhor do que celebrar o amor em alguns destinos românticos. O nordeste brasileiro é repleto desses lugares de tirar o fôlego, não é mesmo? Hoje, nós vamos dar dicas de praias românticas para conhecer no Rio Grande do Norte.

1. Praia do Amor

A Praia do Amor, uma das mais famosas e badaladas do estado, recebe este nome porque um trecho do litoral tem um formato que lembra o desenho de um coração. Dizem que se você acha rapidinho o símbolo do amor, é porque você está apaixonado.

É válido observar que a Praia do Amor fica em Tibau do Sul, uma região muito próxima à capital do estado, Natal, e também à famosa Praia da Pipa. Para acessá-la é possível cruzar, por exemplo, a Baía dos Golfinhos, região conhecida por ter diversos desses mamíferos.

Para ter uma vista panorâmica do lugar e tirar diversas fotos românticas, é melhor visitar o famoso Chapadão, um alto mirante natural. Sua estrutura é de falésia em tom avermelhado que, aliás, é o que mais se encontra na região.

De água bem clara e refrescante, a Praia do Amor é muito visitada também por surfistas que aproveitam as ondas do lugar. Quem procura um destino romântico e, ao mesmo tempo, agitado, encontrou o lugar certo!

2. Praia do Pirangi

Você já deve ter ouvido falar que no Rio Grande do Norte fica o maior cajueiro do mundo, certo? Pois bem, essa árvore imponente fica, justamente, na praia do Pirangi do Norte.

Pertinho da capital do estado, a praia fica a 2 km de Natal e possui diversas atrações a alto mar, como os passeios a barco. Também é possível fazer alguns mergulhos em piscinas naturais da região e aproveitar as ondas calmas e a água quentinha.

Para os românticos que querem fugir da agitação da cidade grande, essa é uma ótima opção, sobretudo porque há uma excelente infraestrutura tanto de hotéis quanto de restaurantes.

3. Praia de Genipabu

A Praia de Genipabu talvez seja uma das mais famosas e conhecidas do Rio Grande do Norte, isso, porque é ali que fica o Parque Turístico Ecológico Dunas de Genipabu, com 25 km de dunas onde os turistas se esbaldam com os passeios de bugue.

Se o casal é radical e gosta de esportes que envolvem muita adrenalina, este é o destino certo. É só pedir para o bugueiro um pouquinho de emoção e ele vai criar diversas manobras nas areias potiguares.

A boa notícia é que, quem quer relaxar, encontra águas claras e calmas. Com boa infraestrutura de restaurantes e diversas opções de hotéis, Genipabu é uma ótima opção para os casais apaixonados que querem se divertir e descansar.

4.  Praia da Pipa

Quer um destino super agitado e descolado para ficar juntinho com o seu amor? Então, o seu destino é a Praia da Pipa, é considerado o principal balneário do sul do estado.

Pertinho da Praia do Amor, a Pipa é famosa entre quem gosta de praticar esportes no mar. Muitos surfistas chegam o ano inteiro para curtir o sol escaldante e as ondas perfeitas da região.

Agora, se o casal não dominar muito a prancha, as opções de passeio mais viáveis são os barcos, a alto mar, e o famoso bugue. Com restaurantes renomados e boa rede hoteleira, praia é badalada, mas ainda assim guarda um ar rústico e simples. Ideal para quem quer estreitar os laços.

É válido lembrar que o Rio Grande do Norte é um dos estados que fica mais próximo da Linha do Equador e, por isso, é um dos que mais recebe sol – e de forma intensa. Ou seja, é o destino ideal para quem quer celebrar o amor com calor e praia.

Com informações de www.mundopositivo.com.br