Deputados aprovam o pedido de calamidade pública no RN

Em sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira (20), a Assembleia Legislativa aprovou à unanimidade o Decreto Governamental Nº 29.534, de 19 de março de 2020, que declara estado de calamidade pública no Rio Grande do Norte, em razão da grave crise de saúde pública decorrente da pandemia COVID-19, o novo coronavírus e suas repercussões nas finanças públicas no RN.

O documento aprovado pelos deputados estaduais permite a adoção de medidas como remanejamento de recursos financeiros do Executivo para atender necessidades que o momento exige. O decreto também autoriza o Governo do RN a fazer contratação de operações de crédito, contratações temporárias, suspensão de exigências de atendimento às metas fiscais e limites de gastos com pessoal, ente outras medidas.
“Por entender a importância do decreto, esta Casa Legislativa se reúne para analisar e aprovar esse documento que vai permitir que o Governo do Estado adote providências urgentes com o objetivo de minimizar os efeitos do Coronavírus no RN”, disso o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), aos abrir os trabalhos.

Durante a sessão foi criada uma Comissão Legislativa de Enfrentamento ao Coronavírus, paritária, e que vai acompanhar e fiscalizar as medidas referentes ao decreto de calamidade pública com a seguinte composição: Getúlio Rêgo (DEM), Tomba Farias (PSDB), Francisco do PT, Sandro Pimentel (PSOL), Dr. Bernardo (AVANTE) e Cristiane Dantas (SDD).

Na discussão da matéria, o deputado Hermano Morais (PSB) afirmou que os deputados estão a postos para colaborar. “O setor de saúde está na linha de frente”, disse. O deputado sugeriu que parte dos recursos seja aplicada na implantação de dez leitos de UTI e 50 de semi-UTI do Hospital da Polícia. “O hospital está pronto e o serviço de UTI não foi concluído, precisando apenas de um aporte de R$ 6 milhões”, disse Hermano que também sugeriu que em virtude da crise, não sejam cortados serviços de água e luz, que podem gerar ainda mais caos entre a população.

O deputado Coronel Azevedo (PSC) também parabenizou os colegas por atenderem à convocação e destacou que é preciso um olhar diferenciado para os servidores da saúde e da segurança pública: “Sabemos o quão grave é o momento e essas duas categorias merecem nossa atenção e o nosso reconhecimento”, disse.

Ao comentar a formação da comissão especial de acompanhamento dos recursos o deputado Gustavo Carvalho afirmou: “Me sinto confortável porque aqui está constituída uma comissão paritária, que tem muita competência em fiscalizar esses recursos”, disse. O deputado sugeriu que o governo também utilizasse os recursos na rede hospitalar e liberasse todas as emendas parlamentares dos 24 deputados relacionadas à saúde.

O deputado Kleber Rodrigues (PL) reforçou a necessidade do Governo do Estado intervir quando se trata das feiras livres. “As feiras livres são locais de muita aglomeração e é preciso uma ação enérgica do Governo para que esses locais não se tornem ambientes de proliferação do vírus”, observou.

A deputada Isolda Dantas (PT) chamou a atenção para que os municípios também se integrem ao Estado nessa luta. A deputada fez sugestões: que os restaurantes populares não cessem as atividades e passem a entregar as refeições à população assistida pelo serviço através de quentinhas, para evitar aglomerações no local. “Também sugiro que o Governo suspenda a cobrança da taxa de um real pela refeição”, disse. Outra sugestão foi antecipar a conclusão da turma de Medicina da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) para que os 27 concluintes, que faltam apenas quatro meses de curso, possam ser contratados em regime emergencial pelo Governo do Estado.

Durante a discussão da matéria, o deputado Sandro Pimentel apresentou destaque para que os funcionários terceirizados também sejam contemplados pelas medidas, sem necessidade de deslocamento. “Se a medida vale para a paralisação dos serviços os concursados, deve valer também para os terceirizados”, enfatizou que apresentou um destaque sobre o parágrafo quarto do decreto e que foi aprovado por unanimidade pelos deputados.

O deputado Getúlio Rêgo chamou a atenção para a situação geral da saúde pública no RN e afirmou ser favorável ao decreto, contudo, destacou a necessidade de um detalhamento, por parte do Executivo, na destinação desses recursos. A deputada Cristiane Dantas sugeriu que sejam investidos recursos na aquisição de respiradores mecânicos.

Para o deputado Tomba Farias, também é crucial que os municípios tenham o apoio do governo na proteção à população. “É importante que as ações do Governo do Estado cheguem aos municípios que não tem condições de agir sem apoio”, disse o parlamentar.

Durante a votação, os deputados se comprometeram a atender as convocações que se fizerem necessárias nesse momento de crise. Participaram da sessão os deputados Ezequiel Ferreira (PSDB), Albert Dickson (PROS), Coronel Azevedo (PSC), Cristiane Dantas (SDD), Eudiane Macedo (Republicanos), Francisco do PT, Galeno Torquato (PSD), George Soares (PL), Getúlio Rêgo (DEM), Gustavo Carvalho (PSDB), Hermano Morais (PSB), Kleber Rodrigues (PL), Nélter Queiroz (MDB), Sandro Pimentel (PSOL), Souza (PSB), Tomba Farias (PSDB) e Ubaldo Fernandes (PL), os outros parlamentares não compareceram por problemas de saúde ou compromissos agendados anteriormente

Chico Hélio desafia o prefeito Alexandre Sobrinho registra pesquisa no TRE/RN

O presidente da CMPA, desafiou nesta sexta-feira, 06 de março, o prefeito de Pedro Avelino, Alexandre Sobrinho (MDB) registra uma pesquisa que ele diz que tem 55% de intenções de voto no TRE.

Chico Hélio disse que se o prefeito tiver coragem ele paga o registro da pesquisa no TRE.

Quem fala assim não é gago

Em Natal, José Adécio recebe o vereador Gilmar Rodrigues

O vereador Gilmar Rodrigues (PL) foi recebido nesta segunda-feira, 02 de março, por José Adécio em Natal.

Na pauta: Sucessão Municipal de Pedro Avelino e nominata de Vereadores.

Adécio, Neide Suely, Gilmar Rodrigues, Cristina e Mateus
Mateus, Adécio, Gilmar e Gustavo Costa

Governadora parabeniza Rogério Marinho pela nomeação como Ministro

Ezequiel Ferreira parabeniza Rogério Marinho por assumir Ministério

Nota congratulações

Rogério Marinho

É com orgulho que parabenizamos Rogério Marinho, potiguar e ex-deputado federal que assume o cargo de Ministro de Estado do Desenvolvimento Regional.

O Ministério foi criado pelo governo do presidente Bolsonaro a partir da junção de duas pastas: os antigos ministérios das Cidades e Ministério da Integração Nacional. Ministério esse que tem a função de integrar políticas públicas de infraestrutura urbana e de promoção do desenvolvimento regional e produtivo.

Desejamos sorte na condução de um trabalho tão importante para o nosso Estado, para todo o Nordeste e para o Brasil. Exemplo disso são os projetos de irrigação, como a tão sonhada Transposição do São Francisco, que levará água para todos nós, nordestinos.

Temos certeza que o Ministério do Desenvolvimento Regional está em boas mãos. Assim como em outras missões, Rogério Marinho será grande no trabalho e nos resultados. Sabemos da sua capacidade de trabalho e diálogo que mais uma vez será testemunhada pelos brasileiros.

Conte com o apoio dos potiguares em mais essa nobre missão!

Ezequiel Ferreira

Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte

Câmara dos EUA aprova impeachment de Trump e julgamento vai para o Senado

Trump acusa oposição democrata de estar ‘consumida pelo ódio’; Senado de maioria governista deve retomar processo em janeiro

Filipe Barini e agências internacionais18/12/2019 – 22:23 / Atualizado em 18/12/2019 – 23:47

Deputados da Câmara dos EUA aprovaram as duas acusações contra Donald Trump no processo de impeachment. Dois democratas votaram a favor do presidente na primeira acusação e três na segunda Foto: SAUL LOEB / AFP
Deputados da Câmara dos EUA aprovaram as duas acusações contra Donald Trump no processo de impeachment. Dois democratas votaram a favor do presidente na primeira acusação e três na segunda Foto: SAUL LOEB / AFP

WASHINGTON — Em uma votação histórica, a Câmara dos Deputados dos EUA considerou o presidente Donald Trump culpado de abuso de poder e obstrução do Congresso, em um processo de impeachment que pôs seu governo contra a parede, mas que tem poucas chances de removê-lo do cargo, dada a maioria governista no Senado, onde ele será julgado. Eram necessários 216 votos, maioria simples, para aprovar as duas acusações.

Na primeira acusação, de abuso de poder , 230 deputados votaram a favor e 197 votaram contra, com duas dissidências entre os democratas, que têm maioria na Câmara. A segunda acusação, de obstrução, recebeu 229 votos a favor e 198 contra, com três dissidências democratas. Os deputados republicanos votaram em bloco contra as duas acusações, em mais uma evidência da polarização extrema que marcou o processo.

As acusações estão relacionadas às denúncias de que Trump teria pressionado o governo da Ucrânia para que investigasse o ex-vice-presidente Joe Biden , seu potencial rival nas eleições de 2020.

Donald Trump, que continua no cargo pelo menos até o resultado do julgamento no Senado, estava em um comício de campanha no estado de Michigan durante a votação. Ele chamou todo o processo de “motim”, dizendo que os democratas estão “consumidos pelo ódio” e que o único objetivo deles é “anular sua vitória nas urnas”, referindo-se às eleições de 2016. Ele também celebrou o fato de todos os republicanos terem votado a seu favor.

Na mesma linha, a Casa Branca chamou a votação de “um dos mais vergonhosos episódios políticos na História de nossa nação”, completando que, na visão do governo, o presidente não fez “nada de errado”.

Leia mais:Conheça as regras de impeachment no Senado americano, que não se parece com nenhum outro julgamento

Primeiro presidente a disputar a reeleição em meio ao processo de afastamento, Trump está “obcecado” com o seu legado, segundo assessores citados pelo site Politico. De acordo com os relatos, o republicano gostaria de ser lembrado como um dos maiores líderes da História americana — ao invés disso, passará a integrar a reduzida lista de presidentes julgados pelo Congresso.

“Violou a Constituição”

A sessão de debates antes da votação foi aberta pela presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi , com um discurso pesado contra Donald Trump.

— Ele não nos deu escolha. O que estamos discutindo aqui hoje é o fato estabelecido de que o presidente violou nossa Constituição. É fato que o presidente é uma ameaça constante à nossa segurança nacional e à integridade de nossas eleições — bases de nossa democracia — afirmou ao plenário. — Se não agirmos agora, teremos abandonado nossos deveres. É uma tragédia que as ações inconsequentes de nosso presidente façam do impeachment uma necessidade.

Ao longo das mais de seis horas de debate, a profunda divisão política nos EUA se fez presente. Em defesa de Trump, Doug Collins , republicano mais graduado na Comissão de Justiça, afirmou que este é “um impeachment baseado na presunção”.

Chris Stewart , deputado republicano de Utah, disse que o processo “não tem a ver” com abuso de poder e “tem alguma relação” com obstruir o Congresso, mas, para ele, o voto desta quarta tem a ver apenas com o fato de os democratas “odiarem” o presidente.

— Eles querem tirar meu voto e jogá-lo no lixo. Querem tirar meu presidente e deslegitimá-lo para que não consiga ser reeleito.

Leia também:Impeachment de Trump pelo Congresso seria inédito; saiba como o caso atual se compara aos de Nixon e Clinton

A resposta veio pela democrata Sheila Jackson .

— Eu não odeio nenhuma mulher e nenhum homem.

O democrata Al Green discursou ao lado de uma foto de uma criança imigrante que chorava diante de oficiais de fronteira. Para ele, seu voto “sim” era em nome da democracia. Barry Loudermilk, republicano da Geórgia, apelou para a Bíblia ao dizer que Jesus Cristo teve um julgamento mais justo nas mãos de Pôncio Pilatos.

Nos últimos momentos do debate, o líder da minoria republicana, Kevin McCarthy , disse que esse foi o impeachment com “menor credibilidade da história”.

— Este é o seu legado — disse ele aos democratas. — Qualquer promotor neste país perderia sua licença por conta desse viés, especialmente se tivesse testemunhas, um juiz e um júri.

Já o líder da maioria, Steny Hoyer , disse que seu partido não queria o processo, mas foi obrigado a levar as acusações adiante.

— A conduta do presidente Trump forçou nossa República constitucional a se proteger.

Clímax da investigação

A votação foi o auge de semanas de audiências , análises de documentos e ofensas de Trump aos deputados democratas responsáveis pelas investigações que resultaram nas duas acusações. O ponto central era a relação do presidente com a Ucrânia, e seus pedidos para que o governo do país lançasse um inquérito sobre os negócios da família do ex-vice-presidente Joe Biden no setor de gás ucraniano. Trump chegou a reter quase US$ 400 milhões em ajuda ao país europeu.

Após um relatório elaborado pela Comissão de Inteligência , a Comissão de Justiça delimitou que Trump deveria ser acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso. A última acusação refere-se ao fato de o presidente ter se negado a fornecer documentos à Câmara e ter instruído funcionários do governo a não deporem na Casa.

A aprovação das acusações não significa um início automático do julgamento no Senado, cujo rito não é detalhado na Constituição. O primeiro passo é a entrega formal das acusações para as lideranças do Senado. Depois, a Câmara deve escolher quem serão os reprentantes da Casa que atuarão como promotores. Não há previsão de quando isso será feito, mas acredita-se que seja ainda este ano.

No Senado, o plenário age como um júri, incluída a obrigação legal de imparcialidade, o que normalmente não é cumprido. Os representantes da Câmara são a acusação e o presidente terá direito à defesa. As sessões são presididas pelo chefe da Suprema Corte, John Roberts, mas sua autoridade não é total: se os congressistas decidirem, por maioria simples, derrubar ou adotar alguma decisão, esta passará a valer. Os senadores também terão o poder de convocar testemunhas e aceitar ou derrubar provas.

Ao final do processo, que não tem duração definida, as acusações serão votadas. Caso uma delas receba 67 votos, ou dois terços do total de senadores, o presidente será afastado, algo que jamais ocorreu nos dois julgamentos de impeachment anteriores, do democrata Bill Clinton em1988-1989 e de Andrew Johnson, no século XIX.

Votação política

Hoje, o Partido Republicano tem maioria no Senado, com 53 das 100 cadeiras. Mesmo que haja dissidências, o presidente provavelmente está a salvo. No processo de impeachment de Clinton, houve 10 dissidências entre os republicanos, então maioria. Ao final, ele foi inocentado.

Analistas políticos apostam que o processo no Senado só começará depois de janeiro, quando os congressistas retornam do recesso de fim de ano. Nos bastidores, fala-se em usar o processo contra Clinton como base. Richard Nixon, outro presidente a ser alvo de impeachment, renunciou antes da votação na Câmara.

O líder da Comissão de Justiça do Senado, Lindsey Graham, um firme aliado de Trump, já disse que o julgamento deve ser “o mais rápido possível”, pontuando que não apoia a convocação de testemunhas de acusação ou de defesa. O próprio Graham, porém, convidou, na semana passada, o advogado de Trump, Rudolph Giuliani , para comparecer à sua comissão. Giuliani é apontado como um dos principais personagens do impeachment, sendo um dos responsáveis pela diplomacia “informal” com a Ucrânia.

Vereadores da Paraíba faziam turismo pelo Brasil com dinheiro público

Eles foram presos em flagrante depois de voltar de Gramado, no Rio Grande do Sul. A justificativa da viagem, segundo os vereadores, seria um curso de capacitação.

Por Fantástico

17/11/2019 21h38  Atualizado há 10 horas

Vereadores da Paraíba faziam turismo pelo Brasil com dinheiro público

Onze vereadores e um contador da Câmara Municipal de Santa Rita, na Paraíba, foram presos em flagrante na madrugada do último dia 5, quando voltavam do Recife, onde desembarcaram, depois de uma viagem a Gramado, no Rio Grande do Sul. A prisão foi na rodovia quando seguiam para casa.

Essa viagem começou no dia 31 de outubro. Onze vereadores, o contador da Câmara e parentes faziam parte dessa excursão. O evento era público, mas eles não queriam chamar atenção. A justificativa da viagem, segundo os vereadores, seria um curso de capacitação.

Essa não é a primeira viagem que o grupo faz para esse tipo de curso. Foram 30 dias de viagem e 26 sessões. Segundo as investigações, eles já estiveram em Gravatá, Pernambuco, passaram por Natal e Foz do Iguaçu.

Segundo o Tribunal de Contas, Santa Rita é a cidade da Paraíba que mais gastou com diárias e despesas de viagens em 2018: mais R$ 425 mil. Em 2019, até agora, essa despesa já passou de R$ 500 mil.

Mas na Câmara, o assunto é economia. Os moradores de bairros mais pobres dizem que agora os vereadores sumiram. Os vereadores são investigados por peculato – que é o uso do dinheiro público em benefício próprio. Vão responder ao processo em liberdade.

Nesta semana, o Ministério Público pediu o afastamento deles. A decisão ainda não saiu. Para o MP, o evento aconteceu, mas foi de fachada.

Ouça o podcast do Fantástico

Urgente: Chefe das Forças Armadas pede que Evo Morales renuncie para pacificar a Bolívia

Pedido acontece em meio a protestos após a questionada reeleição de Morales.

Por G1

10/11/2019 17h18  Atualizado há 23 minutos


O comandante-chefe das Forças Armadas da Bolívia, o general Williams Kaliman, pediu neste domingo (10) ao presidente Evo Morales que renuncie.

“Após analisar a situação conflituosa interna, pedimos ao presidente de Estado que renuncie a seu mandato presidencial permitindo a pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”, disse o general Kaliman à imprensa.

O comandante da Polícia Boliviana, general Vladimir Yuri Calderón, em vídeo, também pediu a renúncia do Presidente Evo Morales.

“Queremos expressar apoio à Bolívia e aos nossos camaradas, que estão mobilizados, que nos somamos ao pedido do povo boliviano de sugerir ao senhor presidente, Evo Morales, que apresente sua renúncia, para pacificar o povo da Bolívia em nesses duros momentos que atravessam nossa nação”, disse, em vídeo publicado no Twitter.

O líder da oposição, Luis Fernando Camacho, também entregou uma carta de renúncia na sede de governo de La Paz. No entanto, Evo Morales já havia deixado o palácio.

Os pedidos acontecem em meio a protestos após a questionada reeleição na votação de 20 de outubro.

Neste domingo, a Organização de Estados Americanos (OEA) apontou irregularidades no pleito, e recomendou a realização de novas eleições.

Pressionado pelos protestos, Evo Morales convocou, também neste domingo, a realização de novas eleições.

“[Decidi] convocar novas eleições nacionais que mediante ao voto permitam ao povo boliviano eleger democraticamente suas novas autoridades, incorporando novos atores políticos”, afirmou Morales.

Evo Morales, pouco antes de anunciar as novas eleições, em 10 de novembro de 2019 — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Evo Morales, pouco antes de anunciar as novas eleições, em 10 de novembro de 2019 — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Renúncias de ministros

Evo disse também que vai “renovar a totalidade de membros do Tribunal Superior Eleitoral; nas próximas horas a Assembleia Legislativa Plurinacional, em concordância com todas as forças políticas estabelecerá os procedimentos para isso”.

“Quero pedir para baixarmos toda a tensão. Todos temos a obrigação de pacificar a Bolívia”.

Mais tarde, a uma rádio, o presidente disse que não renunciará. “Tenho um papel constitucional, termino minha administração em 21 de janeiro do próximo ano. Aqueles que insinuam [sobre a renúncia] estão com um golpe de estado”, afirmou.

Desde então, ao menos três ministros já entregaram seus cargos. São eles Tito Montaño, dos Esportes, Luis Alberto Sánchez, dos Hidrocarbonetos e Energia, e César Navarro, da Mineração.

Além deles, os presidentes da câmara baixa e do Tribunal Supremo Eleitoral, também renunciaram.

Eleições tumultuadas

A convocação de novas eleições veio logo após a Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmar que houve irregularidades na eleição presidencial do dia 20 de outubro, quando Evo foi reeleito em primeiro turno, e recomendou que uma nova votação seja feita.

O órgão responsável por computar os votos apontou o seguinte resultado final:

  • Evo Morales: 47,07% dos votos
  • Carlos Mesa: 36,51%

Como a diferença entre Morales e Mesa foi de mais de 10 pontos percentuais, o atual presidente foi reeleito para seu quarto mandato.

O resultado foi contestado pela oposição e, no dia 30 de outubro, a Bolívia e a OEA concordaram em realizar uma auditoria.

Entenda como começou a crise boliviana

Oficial de polícia lê discurso durante protesto contra o presidente da Bolívia, Evo Morales — Foto: Luisa Gonzalez/Reuters
Oficial de polícia lê discurso durante protesto contra o presidente da Bolívia, Evo Morales — Foto: Luisa Gonzalez/Reuters

Antes desses números serem publicados houve uma indefinição: inicialmente, havia um método mais rápido e preliminar de apuração, e um outro, definitivo e mais lento, onde se conta voto a voto. Os números dessas duas contagens começaram a divergir, e a apuração mais rápida, que indicava que haveria um segundo turno, foi suspensa.

Desde que Evo ganhou, a oposição tem ido às ruas em protestos. A polícia parou de reprimir as manifestações, e houve motins em quartéis do país.

Na sexta (8) e no sábado (9) policiais bolivianos se amotinaram. O governo respondeu com um comunicado no qual denunciava um plano de golpe de estado.

Assembleia Legislativa do RN rejeita reajuste de 16% a servidores do Estado

Incremento nos salários foi proposto através de uma emenda ao projeto do governo que aumentou os vencimentos dos procuradores estaduais.

Por Julianne Barreto e Rafael Barbosa, Inter TV Cabugi e G1 RN

07/11/2019 17h43  Atualizado há 5 horas

Assembleia Legislativa do RN rejeita reajuste de 16% a servidores do Estado — Foto: Eduardo Maia/Assecom AL
Assembleia Legislativa do RN rejeita reajuste de 16% a servidores do Estado — Foto: Eduardo Maia/Assecom AL

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte rejeitou nesta quinta-feira (7) a proposta de aumento salarial para parte dos servidores públicos do Estado. O incremento nos salários foi proposto através de uma emenda ao projeto do governo que aumentou os vencimentos dos procuradores estaduais em 16,38%.

A proposta previa os mesmos 16,38% de reajuste para os servidores. Na votação da emenda, houve 11 votos a favor e 13 abstenções. Ninguém votou “não”, porém a proposta não teve os 13 votos que precisava para a aprovação. O reajuste dos procuradores foi aprovado com 19 votos.

De acordo com o deputado Nelter Queiroz (MDB), propositor da emenda, ela atendia o aumento a aproximadamente 35 mil servidores. “São aqueles que recebem aproximadamente um salário mínimo e ficaram de fora das reposições. Técnicos nível ‘D’, ASGs…”, explica.

Ainda segundo o parlamentar, o acréscimo salarial para esses servidores teria impacto aproximado de R$ 3,3 milhões mensais na folha de pagamento do Poder Executivo.

Na mesma sessão, os parlamentares também aprovaram o mesmo aumento de 16,38% nos salários dos defensores públicos do Rio Grande do Norte.

Aumento dos procuradores

O Governo do RN enviou à Assembleia Legislativa em abril o projeto de lei para aumentar os salários dos procuradores do Estado. A medida é válida para ativos e aposentados.

O pedido acontece em cumprimento do Poder Executivo ao que determina a Constituição Federal, após a aprovação do aumento dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, em novembro do ano passado, também em 16,38%. O parâmetro para o reajuste é que os procuradores do RN devem receber 90,25% do que ganham os ministros do STF.

Carla Zambelli sofre processo de expulsão do partido e de perda do mandato

A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) foi notificada nessa quarta-feira (06) sobre um pedido de expulsão do partido. O documento afirma que, devido às críticas publicadas em redes sociais e em entrevistas, a deputada foi infiel à legenda. Outro argumento que embasa o pedido contra a bolsonarista são as declarações que a deputada tem feito pedindo a abertura das contas do partido. Além desse processo, a deputada também sofre uma representação apresentada pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que pode resultar na cassação do seu mandato por quebra de decoro parlamentar.

Congresso em Foco, em 6 de novembro de 2019

> Carla Zambelli prefere ser expulsa do que continuar em guerra no PSL

Carla se posicionou ao lado do presidente Jair Bolsonaro na crise que dividiu a sigla e resultou, entre outros pontos, na destituição do líder do PSL na Câmara e na ascensão de Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente, em seu lugar. Eduardo também sofre representação no Conselho de Ética da Câmara por ter defendido a volta do AI-5.

Desde que Eduardo iniciou a articulação para assumir a liderança na Câmara, muitas trocas de acusações aconteceram dentro do partido. O Congresso em Foco, além de adiantar em primeira mão a crise na legenda em setembro, também noticiou o isolamento que a ala bolsonarista sofreu dentro da legenda. Deputados dessa ala denunciaram ao site que não estavam sendo informados de reuniões da agremiação.

Por outro lado, Jair Bolsonaro retirou a liderança do governo no Congresso Nacional das mãos de Joice Hasselmann, que se posicionou contrária ao “golpe branco” – nas palavras de Joice – que a ala bolsonarista aplicou no ex-líder da bancada na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO).

Carla Zambelli, por mais de uma vez, se envolveu em discussões acaloradas com deputados que ficaram do lado do presidente do PSL, Luciano Bivar.

“Acabo de saber que, por articulação interna de Joice, o Bi-var pede a CASSAÇÃO DO MEU MANDATO, por “quebra de decoro”, publicou Carla Zambelli em sua conta no Twitter.

Acabo de saber que, por articulação interna de Joice, o Bi-var pede a CASSAÇÃO DO MEU MANDATO, por “quebra de decoro”.

Será falta de trabalho? Depois eu que sou invejosa? Depois nós é que somos autoritários?

Falta do que fazer, viu.

O que acham de mais esta?

— Carla Zambelli (@CarlaZambelli17) November 6, 2019

Joice, por sua vez, afirma que representou contra Zambelli no Conselho de Ética, mas nega ter articulado sua expulsão do PSL. “O que eu fiz foi levar a Carla Zambelli ao Conselho de Ética para que ela venha a responder pelos crimes virtuais que ela cometeu”, declarou Joice.

Carla Zambelli já imaginava que o clima na legenda não se acalmaria. Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco no último dia 22, a deputada afirmou que, apesar de torcer para que tudo se resolvesse, não acreditava que o clima iria se apaziguar. Na ocasião, diante de um cenário hipotético de eterno racha partidário, Carla afirmou que prefere a expulsão a continuar vivendo diante de um clima bélico.

“Eu, particularmente, preferia ser expulsa. Eu, Carla Zambelli. Porque é muito ruim estar em um lugar em que você não é bem-vindo, não é benquisto, sabe que as pessoas têm raiva de você, tem uns contra a gente”, desabafou a deputada.

Ainda no dia 22, Carla Zambelli afirmou que, apesar da vitória da ala bolsonarista pela liderança do partido, deputados contrários ao presidente da sigla, Luciano Bivar (PE), seguem receosos dos ataques que podem vir dos bivaristas.

“A gente ganhou essa batalha de ter o Eduardo líder. A gente já tem maioria, mas infelizmente não é só uma batalha, vão ter outras. É uma guerra grande. A gente está querendo pacificar, tanto é que a gente já chamou todo mundo do lado de lá para poder ter espaço, ver quais comissões eles precisam, ver que tipo de espaço eles querem. Para tentar pacificar essa briga”, disse Carla Zambelli.

A deputada afirmou à reportagem na ocasião que previa uma expulsão. “Eu acho que no final das contas a ideia vai ser expulsar a gente”, disse.