PF prende foragido que levou 94 milhões de cruzeiros no ‘maior roubo da história do Rio Grande do Norte’ há quase 40 anos

A Polícia Federal prendeu nesta terça, 3, em Cobé, distrito de Vera Cruz, na Região Metropolitana de Natal, um agricultor foragido da Justiça e condenado a 36 anos de reclusão.

03/03/2020

Foto: Reprodução

Ele integrou a quadrilha que roubou malotes de dinheiro contendo 94 milhões de cruzeiros que seguiam pela RN-117, em 1982, para trabalhadores rurais inscritos no Plano de Emergência contra a Seca.

O roubo aconteceu entre os municípios de Caraúbas e Olho D´Água dos Borges, na região oeste potiguar. O crime é o maior da história do Rio Grande do Norte e um dos maiores do País, diz a PF. O roubo ficou conhecido como ‘Roubo da Emergência’.

A prisão se deu em razão do cumprimento de um mandado judicial expedido pela 14ª Vara Federal do Rio Grande do Norte. O homem preso pela Polícia Federal também foi condenado por participar do homicídio de quatro pessoas que resultou na morte de uma criança de seis anos.

Após passar por exame de corpo de delito, ele foi transferido para o Sistema Prisional do Rio Grande do Norte, à disposição da Justiça, onde deverá cumprir a pena.

O Estadão

Dois homens morrem após confronto com a PM no Oeste potiguar

Caso aconteceu na manhã deste domingo (23) em Apodi, durante operação para segurança no carnaval. Em Angicos, tenente da PM sofreu garrafada.

Por G1 RN

23/02/2020 08h32  Atualizado há uma hora


Dois homens morrem após confronto com PMs em Apodi, RN — Foto: PM/Divulgação
Dois homens morrem após confronto com PMs em Apodi, RN — Foto: PM/Divulgação

Dois homens ainda não identificados oficialmente morreram após entrar em confronto com policiais na manhã deste domingo (23) em Apodi, na região Oeste potiguar. De acordo com a Polícia Militar, a dupla reagiu a uma abordagem durante a operação de rescaldo das festas de carnaval que começaram na noite de sábado (22) e se prologaram pela madrugada.

De acordo com a PM, os criminosos tinham feito um assalto em uma casa por trás da maternidade da cidade, por volta das 6h40. Eles foram avistados pela equipe da PM e tentaram fugir. Durante a perseguição, ainda de acordo com a PM, os dois começaram a atirar nos policiais, que revidaram.

No confronto, os dois foram baleados e morreram. Ainda de acordo com a PM, ambos os suspeitos foram apontados por cometerem cinco assaltos do sábado para o domingo em Apodi, tendo sido reconhecidos por algumas vítimas.

Drogas, uma arma e materiais que tinham sido roubados foram apreendidos e levados à delegacia.

Garrafada

Em Angicos, um tenente da Polícia Militar sofreu uma garrafada durante a operação de segurança do carnaval, na noite de sábado (22). De acordo com a corporação, ele passa bem. Dois suspeitos foram presos.

Perícia revela que voz que liberou entrada de Élcio de Queiroz em condomínio não é de porteiro que citou Bolsonaro

Laudo obtido pelo GLOBO atesta que áudio não sofreu qualquer edição, e que Ronnie Lessa autorizou a entrada do outro acusado no condomínio

Vera Araújo 11/02/2020 – 04:30 / Atualizado em 11/02/2020 – 08:39

Aentrada do Condomínio Vivendas da Barra, onde morava o PM reformado Ronnie Lessa, que está preso sob acusação de ter atirado em Marielle Foto: Pablo Jacob / Agência O GLOBO
Aentrada do Condomínio Vivendas da Barra, onde morava o PM reformado Ronnie Lessa, que está preso sob acusação de ter atirado em Marielle Foto: Pablo Jacob / Agência O GLOBO

RIO — Laudo da Polícia Civil obtido pelo GLOBO concluiu que a voz do porteiro que efetivamente liberou a entrada do ex-PM Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra, no dia do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, não é a do funcionário que mencionou o presidente Jair Bolsonaro aos investigadores da Delegacia de Homicídios (DH). O documento, assinado por seis peritos, também atesta que o áudio da portaria não sofreu qualquer tipo de edição e que a pessoa que autorizou a entrada de Élcio no condomínio foi o policial reformado Ronnie Lessa. Tanto Élcio quanto Lessa estão presos sob a acusação de terem cometido o crime.

Em depoimento, no ano passado, um dos porteiros disse que Bolsonaro havia liberado a entrada de Élcio no condomínio. Depois, ele voltou atrás. Agora, a perícia no áudio da portaria, iniciada em 13 de janeiro deste ano, confirmou que foi um outro funcionário que interfonou para Lessa, morador do condomínio e vizinho de Bolsonaro. O crime aconteceu em 14 de março de 2018, por volta das 21h15. A gravação foi feita no mesmo dia, às 17h07m42s, portanto, quatro horas antes da execução.

Foto: Editoria de Arte

Nos depoimentos que prestou nos dias 7 e 9 de outubro do ano passado, o porteiro pivô do caso relatou que “Seu Jair”, referindo-se a Bolsonaro, havia autorizado a entrada de Élcio no dia do assassinato. Ele também contou à polícia que o ex-PM havia pedido para ir à casa número 58, onde vivia o então deputado federal e atual presidente da República. Bolsonaro, no entanto, se encontrava em Brasília no dia, como mostrou a TV Globo.

Detran: “Operação Doc” vem a público esclarecer a operação

O Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran) vem a público esclarecer que a operação denominada pela Polícia Civil de “Pecúnia Doc”, na qual apura suspeitas de irregularidades no âmbito do Órgão de Trânsito do RN foi iniciada há cerca de 1 ano, quando o Detran identificou indícios de irregularidades acionando a Polícia Civil e atuando no decorrer das investigações sigilosas fornecendo todo o aparato de informações e documentações solicitadas pela Justiça e pela Polícia Civil do RN.

Ressaltamos que a Decisão Judicial expedida ao Detran na data de hoje (07), determinando o afastamento das funções de dois servidores efetivos do Detran, dois servidores cedidos e um comissionado (Já exonerado do cargo em janeiro deste ano, devido a suspeitas de irregularidades), foram cumpridas de imediato pela Direção do Detran, como também bloqueou o credenciamento de dois despachantes apontados pela investigação, inclusive determinando a proibição da entrada de ambos nas dependências do Órgão, sendo essa última medida aplicada a outros três “atravessadores” (que se passam por despachantes), também identificados na Decisão Judicial.

O Direção do Detran ressalta o zelo do Governo do Estado pelos princípios da administração pública e evidencia a importância da Operação “Pecúnia Doc” na construção e no fortalecimento do Órgão, onde os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência sejam as tônicas de todo o corpo de pessoal que compõe o Detran-RN.

Departamento Estadual de Trânsito do RN

Natal-RN, 07 de fevereiro de 2020

Operação da Polícia Civil afasta 5 servidores do Detran-RN por suspeita de corrupção

Uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Operação “Pecúnia Doc”, deflagrada nesta sexta (7), também tem ‘despachantes’ entre alvos.

Por G1 RN

07/02/2020 12h26  Atualizado há 4 horas


Sede do Detran RN em Nata (arquivo) — Foto: Detran/Divulgação

Cinco servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN) foram afastados na manhã desta sexta-feira (7), quando foi deflagrada a Operação “Pecúnia Doc”, da Polícia Civil, que investiga a prática de corrupção dentro do órgão estadual.

Quatro despachantes também são alvos da ação. Uma pessoa acabou presa em flagrante, durante o cumprimento dos mandados, por posse ilegal de arma de fogo.

A operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Patrimônio Público e do Combate à Corrupção (Deccor). De acordo com a delegada Karla Viviane, os envolvidos cobraram valores variados, de até de R$ 1 mil reais, dos usuários, para antecipar as vistorias nos veículos, para que os servidores “não notassem” alguma irregularidade, ou até mesmo aprovar veículos que sequer estavam no estado.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os crimes eram realizados há vários anos e ainda não é possível dizer o volume de dinheiro movimentado pelas práticas de corrupção. Os casos descobertos teriam acontecido na sede do órgão, em Natal, e no Shopping Via Direta, onde o Detran também realiza atendimentos.

As investigações começaram após informações repassadas pela própria direção do órgão à polícia. Entre outros crimes, os investigados deverão responder por corrupção ativa e passiva.

Em nota, o Detran que as investigações foram iniciadas há cerca de 1 ano, quando o órgão identificou indícios de irregularidades, acionando a Polícia Civil e fornecendo todo o aparato de informações e documentações solicitadas pela Justiça e pela Polícia Civil.

“Ressaltamos que a Decisão Judicial expedida ao Detran na data de hoje (07), determinando o afastamento das funções de dois servidores efetivos do Detran, dois servidores cedidos e um comissionado (Já exonerado do cargo em janeiro deste ano, devido a suspeitas de irregularidades), foram cumpridas de imediato pela Direção do Detran”.

O órgão também afirmou que bloqueou o credenciamento de dois despachantes apontados pela investigação, inclusive determinando a proibição da entrada de ambos nas dependências do órgão, “sendo essa última medida aplicada a outros três ‘atravessadores’ (que se passam por despachantes)”.

Operação Níquel: MPF denuncia tenente-coronel da PM e mais onze pessoas por contrabando

Organização criminosa trazia cigarros ilegalmente do Paraguai

Imagem de fundo azul escuro com a palavra "DENÚNCIA" em destaque na cor branca, e a logomarca do MPF abaixo.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta quinta-feira (6), o tenente-coronel da PM do Rio Grande do Norte André Luis Fernandes e mais onze integrantes de organização criminosa (Orcrim) responsável pelo contrabando aquaviário de cigarros do Paraguai para diferentes regiões do país. Também estão entre os denunciados o policial militar reformado Sildaire Gregório da Silva (“Sid”) e o cabo da PM/RN Aldenir Garcia Silva (conhecido como “Careca”).

Segundo o MPF, o grupo era dividido em dois núcleos de atuação. O primeiro operacionalizava o escoamento, escolta e guarda dos produtos contrabandeados. Já o segundo núcleo realizava as operações financeiras para ocultar a origem e destino dos recursos. A investigação – com base em interceptações telefônicas, conversas em aplicativos de mensagens e planilhas financeiras – revelou a “plena estabilidade, clara divisão de tarefas e busca de perenidade na atuação da organização criminosa, que se valia do emprego de armas de fogo, de atuação transnacional e da participação de servidores públicos.”

Dados obtidos no Inquérito Policial dão a dimensão da Orcrim: em aproximadamente 18 meses, foram movimentados mais de R$ 16 milhões, por intermédio de pessoas físicas e jurídicas. Na tentativa de recuperar uma carga roubada em alto-mar, em 2017, o grupo chegou a alugar um helicóptero. A organização contava com pessoal armado no acompanhamento de cargas, a falta de fiscalização nas rodovias e eventual apoio das forças policiais para escoar os produtos para várias cidades, como Fortaleza/CE, Natal/RN e São Paulo.

Liderança – O MPF aponta que o tenente-coronel Fernandes – preso pela Operação Níquel em janeiro e inserido no Sistema Penitenciário Federal – “é o líder e comandante da organização criminosa armada, com total domínio financeiro e operacional das atividades”. A denúncia comprova que ele “se valia do próprio efetivo policial do interior do Rio Grande do Norte para blindar sua organização e evitar que terceiros subtraíssem a mercadoria do grupo”.

Em celular apreendido na residência do tenente-coronel, conversas em grupo no aplicativo WhatsApp, com participação dos líderes, revelaram detalhes da operação. Os integrantes “possuíam doutrina de sigilo, com alertas sobre eventual acesso por parte da polícia do conteúdo das mensagens trocadas.” Para se blindar de investigações, os membros da Orcrim evitavam ostentar patrimônio, se esquivavam ou corrompiam a polícia e buscavam o enfrentamento de criminosos concorrentes.

Outro integrante apontado como líder do grupo é Assaf Elias Assaf (conhecido como “Gringo” ou “Libanês”). Com base em Foz do Iguaçu/PR, ele era responsável pelo financiamento e coordenação do fornecimento de cigarros. Os demais denunciados são: Leonardo Aparecido do Vale, Julierme Rodrigues de Souza, Thiago Bruno de Queiroz, José Raimundo Correa Moraes (“Pescada”), Tony Edson Ramos Agostinho Silva, Luciana de Souza Araújo Silva, Jardson da Silva (“Gago”) e Rameca do Nascimento Silva.

Eles devem responder pelo crime de organização criminosa armada (Art. 2º da Lei 12.850/2013), com pena de reclusão de três a oito anos, agravada pelo uso de armas de fogo e envolvimento de funcionários públicos. A pena do tenente-coronel Fernandes ainda é aumentada pelo papel de liderança da Orcrim. O grupo também é denunciado pelo crime de contrabando (Art. 334-A do Código Penal).

A denúncia tramita na 2ª Vara da Justiça Federal no RN, sob o nº 0800675-70.2020.4.05.8400. Acesse aqui a íntegra do documento.

Operação – A organização criminosa passou a ser investigada com o compartilhamento de provas obtidas pelo Ministério Público do Estado do RN e pela Força Nacional, no âmbito das operações “Limpidare” e “Caronte”, que apuram mais de uma centena de mortes violentas em Ceará-Mirim (RN).

Em janeiro, o grupo foi alvo de sete mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão cumpridos em Natal (RN), São Paulo e Abaetetuba (PA). Na ocasião, a PF apreendeu cigarros contrabandeados, armas de fogo, munições e elevada quantia em dinheiro.

Assessoria de Comunicação Social

Operação para fiscalizar uso de tornozeleiras eletrônicas prende quatro no Oeste potiguar

Segunda etapa da ‘Tolerância Zero’, feita pela Seap, aconteceu neste fim de semana em Mossoró e Areia Branca.

Por G1 RN

02/02/2020 11h23  Atualizado há 2 horas


Usuários de tornozeleira eletrônica foram fiscalizados em operação da Seap em Mossoró e Areia Branca, no RN — Foto: Seap/Divulgação

Uma operação realizada entre a sexta-feira (31) e a o sábado (1º) prendeu quatro pessoas por violação ao sistema de tornozeleira eletrônica, segundo informou a Secretaria da Administração Penitenciária (Seap). Ao todo, 190 suspeitos foram abordados na ação que aconteceu em Mossoró e Areia Branca, na região Oeste potiguar.

De acordo com a pasta, essa foi a segunda etapa da “Operação Tolerância Zero”, que tinha objetivo de fiscalizar 79 apenados que usam tornozeleira eletrônica no regime semi-aberto.

A força policial composta de 18 viaturas e 93 policiais penais fiscalizou os apenados com tornozeleira em 26 localidades de Mossoró e Areia Branca. Nas abordagens, quarto foram detidos. Três estavam violando ordem judicial e uma mulher rompeu a tornozeleira eletrônica. Ela estava com mandando de prisão em aberto.

Policiais penais do RN fizeram operação para fiscalizar usuários de tornozeleira eletrônica no Oeste potiguar — Foto: Seap/Divulgação

O secretário Pedro Florêncio explicou que o efetivo utilizado foi extra, composto por policiais penais voluntários, remunerados através de diárias operacionais. “A operação faz parte do Plano de Governo e não altera a rotina de segurança das unidades prisionais. A Seap está cumprindo na íntegra o que determina a Lei de Execuções Penais”, explicou.

Segundo a pasta, o Rio Grande do Norte tem 1.460 tornozeleiras eletrônicas ativas e está adquirindo outras 3 mil. Na região Oeste do Estado são 420 presos monitorados.

A primeira fase da operação aconteceu no dia 18 de janeiro, na Grande Natal. A ação contou com a participação de 91 policiais penais, que realizaram 197 abordagens, identificando quatro situações de violação do sistema de monitoramento.

“Ações dessa natureza contribuem para a diminuição dos índices de criminalidade porque evitam a reincidência”, declarou o secretário.

Família busca por homem desaparecido na Grande Natal

Carlos Augusto Pereira da Silva, de 50 anos, saiu de Parnamirim, na Grande Natal, para ir ao Alecrim, na capital potiguar, no sábado (25) e não foi mais visto.

Por Inter TV Cabugi

28/01/2020 10h59  Atualizado há um dia


Família procura Carlos Augusto Pereira da Silva, de 50 anos, que desapareceu no último sábado (25) na Grande Natal — Foto: Arquivo Pessoal

A família de Carlos Augusto Pereira da Silva, de 50 anos, procura pelo parente desaparecido desde o sábado (25). Ele saiu da casa da irmã em Parnamirim, na Grande Natal, para ir ao Alecrim, Zona Leste da capital potiguar, e não foi mais visto. Depois de morar 30 anos em São Paulo, Carlos estava desempregado, veio visitar a família e resolveu ficar no Rio Grande do Norte.

Após o desaparecimento, a família tentou contato por telefone mas não conseguiu. Em seguida, parentes registraram um boletim de ocorrência pelo desaparecimento e procuraram por Carlos Augusto em hospitais, delegacias e também no Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep-RN).

Segundo a família, uma pessoa encontrou a carteira dele na rua Presidente Quaresma, no bairro Alecrim, no domingo (26), sem dinheiro mas com os documentos do homem desaparecido. Dentro do objeto, um bilhete com o endereço da casa da irmã e um número de telefone, do sobrinho. O homem ligou para o número e informou ter encontrado a carteira.

De acordo com familiares, Carlos Augusto é casado e tem cinco filhos que moram em São Paulo. Ele morou por 30 anos na capital paulista e estava desempregado. Parentes disseram que ele veio ao RN para visitar a família e tentar encontrar um emprego. De acordo com a família, ele não tem nenhum tipo de problema psicológico.

Parentes disseram que Carlos Augusto iria começar a trabalhar com a irmã fabricando cadeiras. Segundo a família, ao sair para comprar materiais, não foi mais visto. Quem tiver informações pode entrar em contato com a família pelo telefone (84) 99679-8000.

PCC realiza fuga em massa em prisão no Paraguai, e 75 conseguem escapar

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Setenta e cinco presos, a maioria membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), fugiram na madrugada deste domingo (19) de uma prisão em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Sacos de areia foram encontrados em cela, após fuga de integrantes do PCC no Paraguai – Reprodução

A facção brasileira tem forte atuação no Paraguai, devido a tráfico de drogas.

De acordo com a imprensa do país, foi encontrado um túnel que ligava um dos pavilhões, voltados a presos da facção criminosa brasileira, à área externa da prisão.

O governo paraguaio, no entanto, considera que parte dos criminosos possa ter fugido durante a semana sem usar o túnel. Os responsáveis pela prisão já foram afastados.

“Foi encontrado um túnel e acreditamos que esse túnel foi um recurso enganoso para legitimar ou maquiar a liberação dos presos. Há cumplicidade com as pessoas de dentro da prisão e esse é um fenômeno que acontece em todas as penitenciárias”, afirmou o ministro do Interior do país, Euclides Acevedo, em nota publicada em site do governo.

De acordo com ele, o país está em alerta máximo, pois os presos são de grande periculosidade. Segundo ele, entre os 75 presos -e não 91, como divulgado inicialmente pela imprensa paraguaia- a maioria é de integrantes do PCC.

O governo informou que 40 presos são brasileiros e os demais, paraguaios. O ministro afirmou que é possível que alguns dos detentos tenham fugido para o Brasil.

No começo da tarde, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que trabalha com as forças de segurança para impedir a entrada dos criminosos no Brasil, e que, caso sejam capturados, serão levados a presídios federais.

“Estamos trabalhando junto com as forças estaduais para impedir a reentrada no Brasil dos criminosos que fugiram de prisão do Paraguai. Se voltarem ao Brasil, ganham passagem só de ida para presídio federal”, escreveu Moro no Twitter.

A ministra da Justiça do Paraguai, Cecilia Pérez, ordenou a destituição do diretor da penitenciária e de outros funcionários.

A suspeita é que a facção criminosa tenha comprado a sua fuga -circulam informações, segundo a ministra, de que o pagamento pode ter sido de US$ 80 mil.

A ministra da Justiça afirmou que colocará seu cargo à disposição. “A responsabilidade política do ministério é minha”, disse, em coletiva de imprensa. “O presidente tomará a decisão”.

Em uma das celas do presídio foram encontrados cerca de 200 sacos de terra, retirada para que o túnel fosse feito.

PEDRO JUAN CABALLERO

No ano passado, sob o argumento de que há “níveis críticos de violência” e ações da facção criminosa PCC na região, o Ministério Público Federal decidiu fechar o seu prédio em Ponta Porã (MS), na fronteira do Brasil com o Paraguai, e transferir suas atividades para a cidade de Dourados (MS), a 120 km de distância.

A decisão partiu do Conselho Superior do MPF e foi acompanhada pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

Segundo o MPF, o prédio fica a 350 metros da fronteira seca com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, “palco de numerosas ações de diversos grupos criminosos organizados, em especial, do PCC [Primeiro Comando da Capital]”.

Em 2016, um traficante brasileiro que era chefe do narcotráfico na região foi morto em um ataque em Pedro Juan Caballero que envolveu até o uso de metralhadora antiaérea. A polícia ligou a ação ao PCC, que buscava se estabelecer no território.

O órgão público funcionava desde 2003 e hoje conta com três procuradores da República, 15 servidores, seis estagiários e oito empregados terceirizados. Com 92,5 mil habitantes, Ponta Porã é o quinto maior município de Mato Grosso do Sul.

Tenente-coronel da PM preso em operação lidera organização de contrabando de cigarros no RN, diz Justiça Federal

Operação Níquel foi deflagrada na manhã desta terça-feira (14) no Rio Grande do Norte e também teve mandados cumpridos em São Paulo e no Pará.

Por G1 RN – 14 de Janeiro de 2019

Tenente-coronel André Luis Fernandes, da PM do Rio Grande do Norte, foi candidato a deputado no estado

O tenente-coronel da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, André Luís Fernandes da Fonseca, preso na manhã desta terça-feira (14) pela Operação Níquel da Polícia Federal foi apontado como líder de uma organização criminosa responsável pelo contrabando de cigarros e outras mercadorias. As informações são da Justiça Federal, que expediu mandado de prisão contra ele e outras pessoas.

O juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior, titular da 2ª Vara Federal, decretou a prisão de seis pessoas. Além disso, foram determinadas buscas e apreensões e o bloqueio de valores somando R$ 16.185.368,00.

Segundo o magistrado, o coronel Fernandes, como o oficial é conhecido, exercia função de liderança na organização. De acordo com a decisão, a suspeita é de que o grupo contaria inclusive com ajuda de dentro da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

“O Tenente-Coronel da Polícia Militar André Luis Fernandes da Fonseca exerce função de liderança na organização investigada, possuindo domínio sobre as atividades operacionais e financeiras, bem como desempenha comando sobre os demais integrantes do grupo. Ademais, foram trazidos à investigação dados de que André Luis Fernandes comanda ações para a garantia da continuidade das operações do grupo, como blindagem de eventuais intervenções policiais, havendo suspeitas, inclusive, de que ele conta com a ajuda de integrante da Polícia Rodoviária Federal lotado neste Estado para viabilizar o escoamento do produto, tamanha a facilidade no transporte das mercadorias”, afirmou na decisão.

A decisão trouxe ainda medidas cautelares para três pessoas, que deverão comparecer mensalmente à Secretaria da 2ª Vara.

A Justiça Federal determinou que um ofício seja enviado para o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, solicitando auxílio direto do Paraguai para realizar busca e apreensão no endereço de propriedade de um dos investigados em Ciudad del Leste.

Como funcionava o esquema

Na decisão, o juiz federal afirmou que os dados colhidos indicam que os cigarros de origem estrangeira ingressam no território brasileiro através da costa marítima do Rio Grande do Norte, especificamente na região do município de Macau, na Costa Branca potiguar, através de embarcações.

Depois de aportados, os produtos seguiam em veículos – geralmente caminhões, – e eram armazenados em galpões localizados em diversos pontos na região metropolitana de Natal.

Ainda de acordo com as informações no processo, o transporte é realizado por integrantes do grupo, geralmente armados, contando ainda com informações privilegiadas sobre possíveis abordagens policiais.

Perfil

O tenente-coronel Fernandes atuava como subcomandante do Comando de Policiamento do Interior desde 2008. Ele já foi candidato a deputado em duas ocasiões, chegando à condição de suplente, e também a vice-prefeito de Macau, onde já trabalhou como comandante do policiamento regional.