Lava-Jato continua atrás da corrupção petista na Petrobras

Ex-executivos da OAS voltaram a detalhar nesta semana o esquema de pagamento de propina para o PT durante o governo Lula

Por Robson Bonin 3 Jul 2020, 19h49 – Publicado em 4 Jul 2020, 10h34

A Lava-Jato foi deflagrada em 2014 e mesmo sendo alvo de críticas e polêmicas por disputas internas no MPF, segue cobrando a fatura dos corruptos que saquearam a Petrobras.

Nesta semana, por exemplo, os ex-executivos da OAS, a empreiteira que pagou milhões de reais em propinas ao PT e a outros partidos e políticos do esquema, prestaram depoimento na Justiça Federal de Curitiba.

Léo Pinheiro, que fechou delação e depois sumiu, e seu braço-direito Agenor Medeiros, detalharam como firmaram um esquema de corrupção em duas obras da rede de gasodutos da estatal durante o governo de Lula.

O caso nem chega a ser o mais turbinado da conta-propina da OAS mantida em nome do PT, mas serve para manter o fantasma atrás da porta dos petistas. No caso em questão, Agenor narrou que Léo mandou reservar 5,8 milhões de reais em dinheiro sujo para repassar aos petistas, como acerto pelas obras. Dinheiro devidamente pago.

PF deflagra operação contra fraude na compra de produtos hospitalares

Ação foi deflagrada no Acre e cumpre mandados também em Rondônia

Publicado em 05/06/2020 – 12:18 Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A Polícia Federal com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) realiza nesta sexta-feira (5), em Rio Branco (AC), a Operação Dose de Valores. Na ação estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão em endereços em municípios acrianos e em Porto Velho (RO).  O trabalho com a participação de três auditores da CGU e de 160 policiais federais é um desdobramento da Operação Off Label deflagada há dois dias que investiga o combate à supostas fraudes na área da saúde no Acre. Segundo as investigações, mais de R$ 750 mil foram desviados dos cofres públicos. A principal irregularidade é a emissão de notas fiscais frias pelas empresas envolvidas.

As suspeitas começaram em 2017 quando a CGU identificou falhas relativas à aplicação dos recursos federais pela Prefeitura de Cruzeiro do Sul (AC) . Desde então, uma série de possíveis irregularidades vêm sendo cometidas na contratação de empresas que fornecem produtos médico-hospitalares. Hoje estão sendo investigados indícios de conluio entre empresas que participaram das contratações, além daquelas investigadas no Operação Off-Label. Também estão na mira da PF e da CGU, compras sem realização de procedimento administrativo, direcionamento de processos licitatórios e indícios de pagamento por medicamentos e outros insumos que não foram entregues ao município e com preços superiores aos praticados no mercado.

Até agora, além da capital Rio Branco (AC) e de Cruzeiro do Sul (AC), foram constatados indícios de fraude em outros cinco municípios acrianos: Feijó, Tarauacá, Senador Guiomard, Sena Madureira e Porto Acre, onde outras empresas do mesmo grupo possuem contratos públicos. Após autorização judicial, os agentes identificaram transferências bancárias das contas de empresas e sócios para agentes públicos. As provas já obtidas indicam supostos pagamentos de vantagens indevidas de mais de R$ 446 mil a servidores de sete prefeituras e de quatro órgãos da estrutura administrativa do estado do Acre.

Denúncias

A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém o canal Fala.BR para o recebimento de denúncias. Quem tiver informações que ajudem esta operação ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico. A denúncia pode ser anônima, para isso, basta escolher a opção “não identificado”.

PF prende 4 mulheres no Aeroporto Internacional de Natal com 47 quilos de maconha

Um homem que esperava por elas no saguão do aeroporto também foi preso. Droga veio de SP. Esta foi a maior apreensão de maconha da história realizada pela PF em aeroportos do RN.

Por G1 RN

24/05/2020 19h54  Atualizado há 2 horas


Grupo desembarcou no Aeroporto Internacional de Natal com 47 quilos de maconha — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal prendeu em flagrante no Aeroporto Internacional de Natal quatro mulheres e um homem por tráfico de drogas. As mulheres desembarcaram de um voo que teve origem em Guarulhos e trouxeram na bagagem 47 quilos de maconha. O homem as aguardava no saguão do aeroporto.

A PF informou que esta foi a maior apreensão de maconha da história realizada pela Polícia Federal em aeroportos do Rio Grande do Norte.

A prisão aconteceu na noite de sábado (23). O grupo era composto por duas catarinenses, de 27 e 29 anos; uma paranaense, de 29 anos; e uma paraibana, de 22 anos.

De acordo com a PF, a prisão aconteceu durante uma fiscalização de rotina junto ao setor de desembarque doméstico. Após uma rápida entrevista com alguns passageiros, os policiais observaram o comportamento suspeito das quatro jovens que ficaram visivelmente nervosas e não souberam informar, com precisão, o real motivo da viagem e nem onde ficariam hospedadas. Desconfiados, os agentes pediram então que elas abrissem as malas para uma inspeção e logo encontraram os tabletes da droga.

Na sequência, um paraibano de 29 anos foi identificado e preso no saguão do aeroporto. Ele aguardava e daria suporte, em princípio, a uma das mulheres. No carro dele foram encontradas uma balança de precisão e vestígios de substância entorpecente.

Após receberem voz de prisão, os cinco suspeitos foram levados para autuação na Superintendência da PF. Durante o interrogatório, a maioria preferiu invocar o direito constitucional de se manifestar apenas em juízo.

Uma das mulheres possui antecedentes criminais e já havia sido presa pela Polícia Federal na Bahia por idêntica conduta criminosa. Em 2019 ela tentou embarcar para Lisboa levando na bagagem pasta-base de cocaína.

Indiciadas por tráfico interestadual de drogas, as pessoas presas permanecem custodiadas na sede da PF à disposição da Justiça.

Droga foi apreendida no Aeroporto Internacional de Natal — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Quatro mulheres transportaram a droga de SP para Natal — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Em vídeo, Bolsonaro cita família e amigos como motivo para troca na PF

Advogados também afirmam que encontro não tratou de temas de segurança nacional

Por Mariana MunizRobson Bonin 12 maio 2020, 16h12 – Publicado em 12 maio 2020, 15h10

Após o termino da exibição do vídeo da reunião do dia 22 de abril no Palácio Planalto, em Brasília, a defesa de Sergio Moro, que acompanhou a sessão, disse que o material “confirma integralmente” a versão do ex-ministro.

Dois interlocutores envolvidos na exibição do vídeo nesta terça confirmaram ao Radar que o presidente cita a família e amigos como motivo para as trocas na Polícia Federal. O presidente justifica no vídeo que precisava de informações de inteligência da PF para evitar que investigações em curso na PF prejudicassem “a minha família e meus amigos” e reclama — usando palavrões — da falta de informações.

Segundo Moro, na reunião o presidente Jair Bolsonaro teria cobrado a substituição do diretor-geral da PF e do superintendente no Rio. “O material confirma integralmente as declarações do ex-ministro Sérgio Moro na entrevista coletiva de 24 de abril e no depoimento prestado à PF em 2 de maio”, afirmaram os advogados do ex-ministro.

Os advogados mantiveram o pedido para que a íntegra do vídeo seja divulgada e reforçaram que durante o encontro não foram tratados temas sensíveis à segurança nacional.

À PF, Moro cita três ministros que podem apresentar provas contra Bolsonaro

Ao todo, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública indicou sete provas que podem complicar a vida política do presidente da República

NATÁLIA LÁZARO 04/05/2020 14:50, ATUALIZADO 04/05/2020 16:25

O ex-ministro Sergio Moro apresentou à Polícia Federal, durante as oito horas de depoimento que prestou na sede da corporação em Curitiba (PR), no sábado, novos indícios sobre a denúncia de que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), tentou interferir na PF. Moro cita, ainda, três ministros de governo, e afirma que todos podem confirmar supostas práticas ilícitas do chefe do Executivo. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.

Moro indicou pelo menos sete provas contra o mandatário, entre elas os nomes de Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), ministros de Bolsonaro ligados a ala militar. Há, também, segundo o ex-ministro, documentos comprobatórios que devem ser obtidos durante investigação.

O principal elemento contra o mandatário é o celular de Moro, entregue aos agentes federais para cópia das conversas com o presidente e com a deputada Carla Zambelli (PSL-SP). O conteúdo se restringe aos últimos 15 dias, pois Moro costumava apagar os textos com medo de um novo ataque de hackers.

A análise preliminar da polícia observou que o material não é relevante ao inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e descartou os diálogos. Porém, a PF confirmou a conversa em que Bolsonaro se diz preocupado com as investigações sobre fake news, que poderiam atingir entre dez e doze deputados da base governista.

Na conversa, revelada pelo Jornal Nacional, Bolsonaro diz que este era “mais um motivo para troca”, revelando a intenção de demitir o ex-diretor geral da PF Maurício Valeixo, assunto pivô do desentendimento entre Moro e o presidente. 

Os diálogos levantam a suspeita de que havia interesse por parte do mandatário em mudar o comando da Superintendência de Pernambuco.

Outra prova é a citação de um vídeo, feito durante reunião ministerial em 22 de abril, no qual Bolsonaro fala em trocar o comando da PF no Rio de Janeiro e ameaçou demitir Moro caso ele descordasse com a ação. Ainda, o ex-ministro usou o histórico das falas públicas de Bolsonaro indicando a intenção de fazer a mudança no Rio, além do pronunciamento pós-denúncia do presidente, em que admitiu a vontade das trocas.

Por fim, Moro indicou a existência documentos na PF e na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que comprovam as decisões estratégicas do presidente, indo contra ao depoimento de Bolsonaro, que nega ter acesso às informações sigilosas.

PF aponta Carlos Bolsonaro como articulador de esquema de fake news

Uma investigação sigilosa conduzida pela Polícia Federal a pedido do Superior Tribunal Federal (STF) apontou que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), é um dos articuladores de um esquema ilegal de propagação de notícias falsas. A informação foi publicada neste sábado 25 pela Folha de S.Paulo.

Segundo a reportagem, Bolsonaro vinha cobrando informações a respeito desta investigação, por telefone ou em reuniões, do então diretor Maurício Valeixo, que teria resistido aos assédios presidenciais. Valeixo foi exonerado do cargo na sexta-feira 24, o que acabou provocando a saída do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

De acordo com a Folha, dentro da Polícia Federal não há dúvidas de que Bolsonaro já estava ciente de que a investigação havia chegado até seu filho número 2. Dessa forma, imaginou que trocar Valeixo poderia facilitar o caminho para obter mais informações sobre a investigação do Supremo ou até trocar os delegados envolvidos.

O inquérito do STF foi aberto em março do ano passado pelo presidente Dias Toffoli para apurar o uso de fake news contra os ministros da corte.

Fonte: Carta Capital

Com Lula, Dilma e Temer, corrupção vira estigma de ex-presidentes

Para 39,8% da população, Lula deixou como legado o avanço da corrupção, aponta pesquisa exclusiva

Por Marcela Mattos12 abr 2020, 08h17 – Publicado em 12 abr 2020, 08h01

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu o mandato, em 2010, com a popularidade nas alturas: a aprovação, na época, era de 80%, um recorde no país. Passados dez anos e a hecatombe da Operação Lava-Jato, que descortinou como a gestão do petista assaltou os cofres do país, o legado que o ex-presidente hoje carrega é outro: o da corrupção. Pesquisa do Instituto Paraná encomendada por VEJA avaliou a popularidade dos ex-presidentes brasileiros após eles terem ocupado o mais alto posto da República. Condenado a 26 anos de prisão, Lula leva o carimbo do aumento da corrupção como marca de seu governo.

Aos 2.082 entrevistados, o instituto fez uma série de perguntas que abarca o grau de conhecimento sobre a gestão dos ex-mandatários, a avaliação do desempenho de cada um e a importância dada às opiniões que eles emitem. Quando questionados sobre a marca negativa de cada gestão, o aumento da corrupção, em diferentes níveis, foi mencionado para todos os seis ex-presidentes vivos.

Lula aparece no topo da lista. Para 39,8% da população, o aumento da corrupção foi o que ele deixou de pior ao país. O ex-presidente passou 580 dias preso pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, mas foi solto após o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar o entendimento que permitia a prisão após a condenação em segunda instância.

Dilma Rousseff, sua sucessora, também carrega a marca. Para 30,3% dos entrevistados, a corrupção aumentou na gestão da petista. A Lava-Jato, como se sabe, apontou que dinheiro sujo financiou sua campanha presidencial.

Vice-presidente de Dilma, Michel Temer também é lembrado: 25,6% dos avaliados apontam para o avanço da corrupção em seu mandato. Em 2019, Temer foi preso, de forma preventiva, duas vezes. Ele é investigado na Lava-Jato e a Justiça mandou prendê-lo por causa de obstrução. Foi, no entanto, absolvido na acusação.

Na pesquisa, 16,3% também lembraram da corrupção na gestão do ex-presidente Fernando Collor. Na sequência estão Fernando Henrique Cardoso, com 5%, e José Sarney, com 4,6%.

PF prende foragido que levou 94 milhões de cruzeiros no ‘maior roubo da história do Rio Grande do Norte’ há quase 40 anos

A Polícia Federal prendeu nesta terça, 3, em Cobé, distrito de Vera Cruz, na Região Metropolitana de Natal, um agricultor foragido da Justiça e condenado a 36 anos de reclusão.

03/03/2020

Foto: Reprodução

Ele integrou a quadrilha que roubou malotes de dinheiro contendo 94 milhões de cruzeiros que seguiam pela RN-117, em 1982, para trabalhadores rurais inscritos no Plano de Emergência contra a Seca.

O roubo aconteceu entre os municípios de Caraúbas e Olho D´Água dos Borges, na região oeste potiguar. O crime é o maior da história do Rio Grande do Norte e um dos maiores do País, diz a PF. O roubo ficou conhecido como ‘Roubo da Emergência’.

A prisão se deu em razão do cumprimento de um mandado judicial expedido pela 14ª Vara Federal do Rio Grande do Norte. O homem preso pela Polícia Federal também foi condenado por participar do homicídio de quatro pessoas que resultou na morte de uma criança de seis anos.

Após passar por exame de corpo de delito, ele foi transferido para o Sistema Prisional do Rio Grande do Norte, à disposição da Justiça, onde deverá cumprir a pena.

O Estadão

Homem é preso em Mossoró após divulgar blitz da PRF no WhatsApp

Motorista é preso após fazer alerta de fiscalização policial

Um motorista de caminhão foi preso na manhã após fazer alerta sobre fiscalização policial em Mossoró – região Oeste do Rio Grande do Norte. Ele foi fiscalizado com excesso de peso e aguardava veículo para realizar o transbordo, quando fez o aviso.

O fato foi flagrado na BR-304, por volta das 6 horas, quando policiais rodoviários federais fiscalizavam um caminhão que transportava tijolos. Os policiais realizaram autuação pelo excesso de peso da carga, conforme o artigo 231 do CTB, de natureza média e valor de R$ 385,52. Após a multa e o transbordo, que estava sendo providenciado, o motorista continuaria viagem, mas resolveu fazer imagens e enviar áudio a outros, alertando que a equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estava trabalhando ali. Os policiais perceberam e pediram o telefone, confirmando a situação.

O homem, de 47 anos, foi preso pelo crime de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, previsto no artigo 265 do Código Penal, e foi levado para a delegacia de Polícia Civil em Mossoró, tendo o telefone celular também apreendido. O crime é inafiançável, ficando a cargo de um juiz sua liberação.

Fonte: Notícias do Face

Operação Níquel: MPF denuncia tenente-coronel da PM e mais onze pessoas por contrabando

Organização criminosa trazia cigarros ilegalmente do Paraguai

Imagem de fundo azul escuro com a palavra "DENÚNCIA" em destaque na cor branca, e a logomarca do MPF abaixo.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta quinta-feira (6), o tenente-coronel da PM do Rio Grande do Norte André Luis Fernandes e mais onze integrantes de organização criminosa (Orcrim) responsável pelo contrabando aquaviário de cigarros do Paraguai para diferentes regiões do país. Também estão entre os denunciados o policial militar reformado Sildaire Gregório da Silva (“Sid”) e o cabo da PM/RN Aldenir Garcia Silva (conhecido como “Careca”).

Segundo o MPF, o grupo era dividido em dois núcleos de atuação. O primeiro operacionalizava o escoamento, escolta e guarda dos produtos contrabandeados. Já o segundo núcleo realizava as operações financeiras para ocultar a origem e destino dos recursos. A investigação – com base em interceptações telefônicas, conversas em aplicativos de mensagens e planilhas financeiras – revelou a “plena estabilidade, clara divisão de tarefas e busca de perenidade na atuação da organização criminosa, que se valia do emprego de armas de fogo, de atuação transnacional e da participação de servidores públicos.”

Dados obtidos no Inquérito Policial dão a dimensão da Orcrim: em aproximadamente 18 meses, foram movimentados mais de R$ 16 milhões, por intermédio de pessoas físicas e jurídicas. Na tentativa de recuperar uma carga roubada em alto-mar, em 2017, o grupo chegou a alugar um helicóptero. A organização contava com pessoal armado no acompanhamento de cargas, a falta de fiscalização nas rodovias e eventual apoio das forças policiais para escoar os produtos para várias cidades, como Fortaleza/CE, Natal/RN e São Paulo.

Liderança – O MPF aponta que o tenente-coronel Fernandes – preso pela Operação Níquel em janeiro e inserido no Sistema Penitenciário Federal – “é o líder e comandante da organização criminosa armada, com total domínio financeiro e operacional das atividades”. A denúncia comprova que ele “se valia do próprio efetivo policial do interior do Rio Grande do Norte para blindar sua organização e evitar que terceiros subtraíssem a mercadoria do grupo”.

Em celular apreendido na residência do tenente-coronel, conversas em grupo no aplicativo WhatsApp, com participação dos líderes, revelaram detalhes da operação. Os integrantes “possuíam doutrina de sigilo, com alertas sobre eventual acesso por parte da polícia do conteúdo das mensagens trocadas.” Para se blindar de investigações, os membros da Orcrim evitavam ostentar patrimônio, se esquivavam ou corrompiam a polícia e buscavam o enfrentamento de criminosos concorrentes.

Outro integrante apontado como líder do grupo é Assaf Elias Assaf (conhecido como “Gringo” ou “Libanês”). Com base em Foz do Iguaçu/PR, ele era responsável pelo financiamento e coordenação do fornecimento de cigarros. Os demais denunciados são: Leonardo Aparecido do Vale, Julierme Rodrigues de Souza, Thiago Bruno de Queiroz, José Raimundo Correa Moraes (“Pescada”), Tony Edson Ramos Agostinho Silva, Luciana de Souza Araújo Silva, Jardson da Silva (“Gago”) e Rameca do Nascimento Silva.

Eles devem responder pelo crime de organização criminosa armada (Art. 2º da Lei 12.850/2013), com pena de reclusão de três a oito anos, agravada pelo uso de armas de fogo e envolvimento de funcionários públicos. A pena do tenente-coronel Fernandes ainda é aumentada pelo papel de liderança da Orcrim. O grupo também é denunciado pelo crime de contrabando (Art. 334-A do Código Penal).

A denúncia tramita na 2ª Vara da Justiça Federal no RN, sob o nº 0800675-70.2020.4.05.8400. Acesse aqui a íntegra do documento.

Operação – A organização criminosa passou a ser investigada com o compartilhamento de provas obtidas pelo Ministério Público do Estado do RN e pela Força Nacional, no âmbito das operações “Limpidare” e “Caronte”, que apuram mais de uma centena de mortes violentas em Ceará-Mirim (RN).

Em janeiro, o grupo foi alvo de sete mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão cumpridos em Natal (RN), São Paulo e Abaetetuba (PA). Na ocasião, a PF apreendeu cigarros contrabandeados, armas de fogo, munições e elevada quantia em dinheiro.

Assessoria de Comunicação Social