PF prende foragido que levou 94 milhões de cruzeiros no ‘maior roubo da história do Rio Grande do Norte’ há quase 40 anos

A Polícia Federal prendeu nesta terça, 3, em Cobé, distrito de Vera Cruz, na Região Metropolitana de Natal, um agricultor foragido da Justiça e condenado a 36 anos de reclusão.

03/03/2020

Foto: Reprodução

Ele integrou a quadrilha que roubou malotes de dinheiro contendo 94 milhões de cruzeiros que seguiam pela RN-117, em 1982, para trabalhadores rurais inscritos no Plano de Emergência contra a Seca.

O roubo aconteceu entre os municípios de Caraúbas e Olho D´Água dos Borges, na região oeste potiguar. O crime é o maior da história do Rio Grande do Norte e um dos maiores do País, diz a PF. O roubo ficou conhecido como ‘Roubo da Emergência’.

A prisão se deu em razão do cumprimento de um mandado judicial expedido pela 14ª Vara Federal do Rio Grande do Norte. O homem preso pela Polícia Federal também foi condenado por participar do homicídio de quatro pessoas que resultou na morte de uma criança de seis anos.

Após passar por exame de corpo de delito, ele foi transferido para o Sistema Prisional do Rio Grande do Norte, à disposição da Justiça, onde deverá cumprir a pena.

O Estadão

Homem é preso em Mossoró após divulgar blitz da PRF no WhatsApp

Motorista é preso após fazer alerta de fiscalização policial

Um motorista de caminhão foi preso na manhã após fazer alerta sobre fiscalização policial em Mossoró – região Oeste do Rio Grande do Norte. Ele foi fiscalizado com excesso de peso e aguardava veículo para realizar o transbordo, quando fez o aviso.

O fato foi flagrado na BR-304, por volta das 6 horas, quando policiais rodoviários federais fiscalizavam um caminhão que transportava tijolos. Os policiais realizaram autuação pelo excesso de peso da carga, conforme o artigo 231 do CTB, de natureza média e valor de R$ 385,52. Após a multa e o transbordo, que estava sendo providenciado, o motorista continuaria viagem, mas resolveu fazer imagens e enviar áudio a outros, alertando que a equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estava trabalhando ali. Os policiais perceberam e pediram o telefone, confirmando a situação.

O homem, de 47 anos, foi preso pelo crime de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, previsto no artigo 265 do Código Penal, e foi levado para a delegacia de Polícia Civil em Mossoró, tendo o telefone celular também apreendido. O crime é inafiançável, ficando a cargo de um juiz sua liberação.

Fonte: Notícias do Face

Operação Níquel: MPF denuncia tenente-coronel da PM e mais onze pessoas por contrabando

Organização criminosa trazia cigarros ilegalmente do Paraguai

Imagem de fundo azul escuro com a palavra "DENÚNCIA" em destaque na cor branca, e a logomarca do MPF abaixo.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta quinta-feira (6), o tenente-coronel da PM do Rio Grande do Norte André Luis Fernandes e mais onze integrantes de organização criminosa (Orcrim) responsável pelo contrabando aquaviário de cigarros do Paraguai para diferentes regiões do país. Também estão entre os denunciados o policial militar reformado Sildaire Gregório da Silva (“Sid”) e o cabo da PM/RN Aldenir Garcia Silva (conhecido como “Careca”).

Segundo o MPF, o grupo era dividido em dois núcleos de atuação. O primeiro operacionalizava o escoamento, escolta e guarda dos produtos contrabandeados. Já o segundo núcleo realizava as operações financeiras para ocultar a origem e destino dos recursos. A investigação – com base em interceptações telefônicas, conversas em aplicativos de mensagens e planilhas financeiras – revelou a “plena estabilidade, clara divisão de tarefas e busca de perenidade na atuação da organização criminosa, que se valia do emprego de armas de fogo, de atuação transnacional e da participação de servidores públicos.”

Dados obtidos no Inquérito Policial dão a dimensão da Orcrim: em aproximadamente 18 meses, foram movimentados mais de R$ 16 milhões, por intermédio de pessoas físicas e jurídicas. Na tentativa de recuperar uma carga roubada em alto-mar, em 2017, o grupo chegou a alugar um helicóptero. A organização contava com pessoal armado no acompanhamento de cargas, a falta de fiscalização nas rodovias e eventual apoio das forças policiais para escoar os produtos para várias cidades, como Fortaleza/CE, Natal/RN e São Paulo.

Liderança – O MPF aponta que o tenente-coronel Fernandes – preso pela Operação Níquel em janeiro e inserido no Sistema Penitenciário Federal – “é o líder e comandante da organização criminosa armada, com total domínio financeiro e operacional das atividades”. A denúncia comprova que ele “se valia do próprio efetivo policial do interior do Rio Grande do Norte para blindar sua organização e evitar que terceiros subtraíssem a mercadoria do grupo”.

Em celular apreendido na residência do tenente-coronel, conversas em grupo no aplicativo WhatsApp, com participação dos líderes, revelaram detalhes da operação. Os integrantes “possuíam doutrina de sigilo, com alertas sobre eventual acesso por parte da polícia do conteúdo das mensagens trocadas.” Para se blindar de investigações, os membros da Orcrim evitavam ostentar patrimônio, se esquivavam ou corrompiam a polícia e buscavam o enfrentamento de criminosos concorrentes.

Outro integrante apontado como líder do grupo é Assaf Elias Assaf (conhecido como “Gringo” ou “Libanês”). Com base em Foz do Iguaçu/PR, ele era responsável pelo financiamento e coordenação do fornecimento de cigarros. Os demais denunciados são: Leonardo Aparecido do Vale, Julierme Rodrigues de Souza, Thiago Bruno de Queiroz, José Raimundo Correa Moraes (“Pescada”), Tony Edson Ramos Agostinho Silva, Luciana de Souza Araújo Silva, Jardson da Silva (“Gago”) e Rameca do Nascimento Silva.

Eles devem responder pelo crime de organização criminosa armada (Art. 2º da Lei 12.850/2013), com pena de reclusão de três a oito anos, agravada pelo uso de armas de fogo e envolvimento de funcionários públicos. A pena do tenente-coronel Fernandes ainda é aumentada pelo papel de liderança da Orcrim. O grupo também é denunciado pelo crime de contrabando (Art. 334-A do Código Penal).

A denúncia tramita na 2ª Vara da Justiça Federal no RN, sob o nº 0800675-70.2020.4.05.8400. Acesse aqui a íntegra do documento.

Operação – A organização criminosa passou a ser investigada com o compartilhamento de provas obtidas pelo Ministério Público do Estado do RN e pela Força Nacional, no âmbito das operações “Limpidare” e “Caronte”, que apuram mais de uma centena de mortes violentas em Ceará-Mirim (RN).

Em janeiro, o grupo foi alvo de sete mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão cumpridos em Natal (RN), São Paulo e Abaetetuba (PA). Na ocasião, a PF apreendeu cigarros contrabandeados, armas de fogo, munições e elevada quantia em dinheiro.

Assessoria de Comunicação Social

PF descarta lavagem de dinheiro em negociações de imóveis feitas por Flávio Bolsonaro, diz jornal

Relatório com a conclusão do inquérito deve ser entregue à Justiça nos próximos dias

Silvia Amorim 03/02/2020 – 09:25 / Atualizado em 03/02/2020 – 11:38

O senador Flávio Bolsonaro Foto: Agência O Globo
O senador Flávio Bolsonaro Foto: Agência O Globo

SÃO PAULO e RIO — Investigação da Polícia Federal (PF) concluiu que não há indícios de que o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) tenha cometido lavagem de dinheiro falsidade ideológica em negociações de imóveis. A informação é do jornal “Folha de S. Paulo”. Ainda segundo o jornal, a PF deve entregar  à Justiça nos próximos dias o relatório com a conclusão do inquérito.

Entenda : A suspeita de rachadinha e de lavegem de dinheiro

O inquérito da PF apura a evolução patrimonial do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos. Com objetos de investigação diferentes, a conclusão da polícia é diferente da apuração até o momento feita pelo Ministério Público sobre “rachadinha” — prática em que os funcionários devolvem parte do salário para o gabinete do parlamentar — , quando Flávio era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Bela Megale : Queiroz apaga suas pistas do passado até nas redes sociais

O Ministério Público do Rio (MP-RJ) suspeita que o senador tenha injetado recursos ilícitos não declarados no total de R$ 2,27 milhões na compra de imóveis e em sua loja de chocolates. Flávio Bolsonaro nega que tenha cometido qualquer crime.

Entenda:    Os R$ 2,2 milhões movimentados por Flávio Bolsonaro

Nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro desconversou ao se questionado sobre a conclusão da PF:

– Pergunta para a PF. Não me meto em questão do Judiciário – reagiu Bolsonaro.

Flávio acompanha o pai, na manhã desta segunda-feira,  em uma agenda na capital paulista. Ao deixar o evento, o senador fez um breve comentário à imprensa sobre a decisão da PF:

– A investigação é isenta e só tem esse resultado possível.

Bolsonaro participou do lançamento da pedra fundamental das obras do colégio militar no Campo de Marte. A inauguração está prevista para o fim de 2022.

Bolsonaro também estava acompanhado do filho Eduardo, deputado federal, e de vários ministros, entre eles, Abraham Weintraub (Educação) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). A secretária especial de Cultura, Regina Duarte, participou também da cerimônia. 

Até o final da tarde desta segunda-feira o presidente terá compromissos oficiais na capital paulista.

Indícios “claros”

Segundo o MP-RJ, a compra e venda de apartamentos pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro e sua mulher, Fernanda Bolsonaro, mostra indícios “claros” de lavagem de dinheiro de parte dos recursos obtidos ilicitamente por meio do esquema de rachadinhas. Os promotores responsáveis pela investigação apontam “lucratividade excessiva” nas operações e pagamentos em espécie como indícios de lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, Flávio e sua mulher compraram dois apartamentos em novembro de 2012 em Copacabana, no valor total de R$ 310 mil. O pagamento foi feito em quatro cheques emitidos ao americano Glenn Howard Dillard, representante dos proprietários dos imóveis. No mesmo dia e na mesma agência em que descontou os cheques, Dillard recebeu depósitos em espécie no valor de R$ 638,4 mil.

Leia: O GLOBO revelou distribuição de cargos para parentes

Ao revender os imóveis, nos dois anos seguintes, Flávio obteve um lucro total de R$ 800 mil em relação aos valores declarados. Para os investigadores, o dinheiro em espécie recebido por Dillard seria um complemento “por fora” feito pelo casal Bolsonaro para chegar ao valor real dos apartamentos.

A negociação de uma cobertura em Laranjeiras no valor de R$ 2,4 milhões também gerou suspeitas. A venda do imóvel foi usada pelo senador para explicar os 48 depósitos em dinheiro vivo no valor de R$ 2 mil entre junho e julho de 2017 nas contas bancárias dele, considerados suspeitos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Flávio diz que recebeu parte do pagamento da venda do imóvel em dinheiro e que fez os depósitos fracionados, que somam R$ 96 mil, no caixa eletrônico da Alerj por ser o local onde ele trabalhava. O valor de R$ 2 mil por depósito foi feito, segundo o senador, por ser o limite aceito no caixa eletrônico.

Outro caso citado como suspeito de lavagem pelo MP foi a venda de imóveis para uma empresa com sede no Panamá. Entre dezembro de 2008 e setembro de 2010, Flávio Bolsonaro comprou 12 salas comerciais em um condomínio na Barra da Tijuca pelo preço total de R$ 2,6 milhões. Elas foram revendidas em outubro de 2010 por R$ 3,1 milhões para a empresa MCA Exportação e Participações. “Mais do que o preço da transação, chama atenção o fato de a pessoa jurídica adquirente ter como sócia outra empresa com sede no Panamá (Listel)”, aponta o MP.

Segundo os promotores que assinam a peça, “um dos mais tradicionais métodos de lavagem de dinheiro consiste na remessa de recursos ao exterior através de empresas off-shore, sediadas em paraísos fiscais, onde torna-se mais difícil apurar os reais beneficiários das transações envolvendo essas companhias”.

PF indicia Lula por doações da Odebrecht a instituto que leva seu nome

Um repasse de R$ 4 milhões teria origem na conta destinada a propinas da empreiteira; Antonio Palocci, Paulo Okamotto e Marcelo Odebrecht também foram indiciadosDimitrius Dantas26/12/2019 – 11:47 / Atualizado em 26/12/2019 – 12:21

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva discursa no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC um dia após ser libertado da carceragem da Polícia Federal de Curitiba Foto: Jefferson Coppola / Agência O Globo
O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva discursa no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC um dia após ser libertado da carceragem da Polícia Federal de Curitiba Foto: Jefferson Coppola / Agência O Globo

SÃO PAULO — A Polícia Federal indiciou na última terça-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras três pessoas pelas doações feitas pela empreiteira Odebrecht ao Instituto Lula. Segundo o delegado Dante Pegoraro Lemos, recursos transferidos pela empresa sob a rubrica de “doações” teriam sido abatidas de uma espécie de conta corrente informal de propinas.

Além do petista, também foram indiciados o presidente do Instituto, Paulo Okamotto, o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht.

Lula já responde a um processo pela compra, pela Odebrecht, de um terreno que serviria de sede para o Instituto Lula no valor de R$ 12 milhões. Apesar da aquisição do imóvel, Lula teria rejeitado a propriedade. O processo está em fase final e aguarda a sentença do juiz Luiz Antonio Bonat.

Nesse caso, a PF indiciou o ex-presidente apenas pelo repasse de R$ 4 milhões feitos pela empreiteira entre dezembro de 2013 e março de 2014. Os valores foram transferidos para o Instituto Lula de forma oficial, sob a alegação de serem doações feitas pela empreiteira. Contudo, a PF acredita que o dinheiro veio de uma conta informal de propinas que Antonio Palocci mantinha com a Odebrecht.

Lula, Okamotto e Palocci foram indiciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Marcelo Odebrecht foi indiciado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

O delegado optou por não indiciar Lula e outros envolvidos pelas doações feitas por outras empresas, como a Queiroz Galvão, a Camargo Correa, a OAS e a Andrade Gutierrez, UTC, Consórcio Quip e BTG Pactual.

Segundo Lemos, não houve aprofundamento das investigações sobre a Queiroz Galvão em razão de possível acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF), até o momento sem notícias de acerto.

— A essas alturas das investigações, portanto, considerando a natureza dos serviços prestados a título de palestras, os quais se presumem ocorridos, representando assim a própria contraprestação aos pagamentos, não verificamos a prática de crime, ressalvadas apurações específicas que venham eventualmente a demonstrar a ocorrência — afirmou o delegado.

‘Amigo de meu pai’

Em relação à Odebrecht, o delegado citou as delações feitas por executivos da Odebrecht como Alexandrino Alencar, além do próprio Marcelo Odebrecht. Em seu depoimento, Alexandrino Alencar afirmou que tinha conhecimento de uma contabilidade paralela do grupo Odebrecht para pagamentos ao PT e ao ex-presidente.

“Alexandrino afirmou que também foram baixados dessa ‘conta amigo’ R$ 4 milhões que o colaborador entende que foram destinados às doações ao Instituto Lula. Marcelo Odebrecht, em suas declarações como colaborador, confirmou que as doações de R$ 4 milhões ao Instituto Lula foram abatidos da ‘conta amigo’, bem como a ciência de Lula acerca de provisionamentos para o instituto”, disse o delegado.

Entre os indícios apresentados, consta um e-mail trocado entre Marcelo Odebrecht e outros executivos da Odebrecht. Na mensagem, Marcelo afirma que o “Italiano”, codinome de Antonio Palocci dentro da empresa, teria afirmado que o Japonês, referência a Paulo Okamoto, presidente do Instituto, iria procurar Hilberto Mascarenhas, executivo da Odebrecht, para um “apoio formal ao Instituto”, no valor de R$ 4 milhões.

“Vai sair de um saldo que o amigo de meu pai ainda tem comigo de 14”, explica Marcelo Odebrecht no e-mail.

Trechos dos depoimentos de delatores da Odebrecht são dignos de uma produção cinematográfica.

Segundo o delegado, a princípio, as doações seriam irrelevantes se não tivessem sido abatidas da conta informal de propinas mantida pelo PT junto à construtora. O mesmo ocorreu com recursos destinados à aquisição de um imóvel para o Instituto Lula.

“Surgem, então, robustos indícios da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, considerando o pagamento de vantagem indevida a agente público em razão do cargo por ele (Lula) anteriormente ocupado”, diz o delegado.

Procurado, o advogado Fernando Fernandes, que defende Paulo Okamotto, afirmou que seu cliente foi absolvido de acusação semelhante.

— O delegado transparece que deseja recriar casos. Do relatório fica claro que todas as palestras foram periciadas e existiram. As doações ao Instituto Lula foram pelas mesmas empresas que doaram a instituto de outros ex-presidentes. Okamotto realiza um trabalho fundamental para preservação da memória e do acervo que o Instituto Lula cuida — afirmou Fernando Augusto Fernandes.

O GLOBO entrou em contato com a defesa do ex-presidente Lula e dos outros indiciados e aguarda respostas, que serão publicadas nesta reportagem.

Policial Federal diz que livro sobre prisão de Lula esbarra em questões éticas e legais

O agente afirma que vai agir com cautela por uma questão moral. Afinal, diz, Lula conversava com ele “por não ter outra opção”Por Redação

POLÍTICA 19 DE NOVEMBRO DE 2019, 06H54

2′ ‌Lula e Jorge Chastalo, ao fundo (Foto: Ricardo Stuckert)

O policial federal Jorge Chastalo, que ficou conhecido como “Rodrigo Hilbert da PF”, responsável pela custódia de Lula durante a prisão na Superintendência do órgão em Curitiba, diz que seu desejo em escrever um livro sobre a amizade com o ex-presidente durante o cárcere pode ser impossibilitado por questões éticas e legais.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, o agente afirma que precisa agir com cautela por uma questão moral. Ele diz que Lula conversava com ele por não ter outra opção.

A ideia em escreve um livro partiu do escritor cubano Leonardo Padura, autor do best-seller “O homem que amava os cachorros”, que esteve com Lula no dia 15 de agosto em Curitiba. Depois do término da visita, o cubano teria conversado com o agente, incentivando-o a escrever sua versão sobre os dias com o ex-presidente.

O agente ainda disse que se define como “mais de direita”, mas ressalta que a convivência com Lula o fez realizar suas posições.

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Collor é alvo de operação da Polícia Federal

A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (11) 16 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Fernando Collor (Pros-AL). A Operação Arremate investiga a suspeita de envolvimento de Collor em crime de lavagem de dinheiro na compra de imóveis em leilões públicos cujos valores somam, segundo a PF, R$ 6 milhões.

Por Congresso Em Foco em 11 de outubro de 2019

Os mandados são cumpridos em Maceió e Curitiba e foram autorizados pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os investigadores suspeitam que o ex-presidente tenha arrematado imóveis em leilões públicos em 2010, 2011, 2012 e 2016 com recursos de origem ilícita para ocultar bens e convertê-los em ativos lícitos. As compras, conforme a PF, eram feitas por meio de um “testa-de-terra”.

Além de lavagem, os envolvidos são acusados de corrupção, desvio de dinheiro público, falsificações e organização criminosa. Collor é réu na Operação Lava Jato. O Congresso em Foco não conseguiu localizar o senador.

Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Carne Fraca

São cumpridos 68 mandados de busca e apreensão em nove estados

Por Leonardo Lellis1 out 2019, 08h33 – Publicado em 1 out 2019, 07h40 – veja

Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 1º, uma nova fase da Operação Carne Fraca, denominada Romanos. Cerca de 280 policiais cumprem 68 mandados de busca e apreensão em nove estados (Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro). As medidas cautelares foram determinadas pela 1ª Vara Federal de Ponta Grossa (PR).

De acordo com a PF, o inquérito tem como foco principal a apuração de crimes de corrupção passiva praticados por auditores fiscais agropecuários federais em diversos estados, em benefício de grupo empresarial do ramo alimentício, que passou a atuar em colaboração espontânea com as autoridades públicas na investigação.

A empresa investigada, afirma a PF, indicou que ao menos 60 Auditores Fiscais Agropecuários teriam sido favorecidos com as vantagens indevidas. Há indicativos de que foram destinados 19 milhões de reais para os pagamentos indevidos.

Segundo as investigações, os valores eram pagos em espécie, por meio do custeio de planos de saúde e até mesmo por contratos fictícios firmados com pessoas jurídicas que representavam o interesse dos fiscais.

A prática ilegal teria sido interrompida no ano de 2017, quando o grupo passou por uma reestruturação interna. O nome da operação tem origem bíblica, nas passagens do livro de Romanos que tratam de confissão e Justiça.

Histórico

Considerada a maior operação da história da Polícia Federal, a primeira fase da Carne Fraca foi deflagrada em março de 2017 e desmantelou um esquema de pagamento de propina envolvendo funcionários do Ministério da Agricultura e empresários do ramo alimentício para relaxar a fiscalização e conseguir a liberação de licenças.

A operação teve como alvos frigoríficos de pequeno porte e as gigantes BRF e JBS. Diante das informações de que produtos estragados estavam sendo liberados ao consumo, o governo precisou se mobilizar para tranquilizar a população e avisar que não havia razão para pânico, pois nem todos os frigoríficos do país estavam envolvidos nos casos investigados. 

Na segunda fase da operação, em maio daquele ano, a PF prendeu Francisco Carlos de Assis, ex-superintendente do Ministério da Agricultura em Goiás, acusado de ter destruído provas após o início das investigações. A terceira fase aconteceu em março de 2018, e teve como alvo um esquema de fraudes descoberto na empresa BRF para burlar o Serviço de Inspeção Federal.

PRF apreende quase 300 kg de maconha na BR-304 no RN

Caso aconteceu na noite desta terça-feira (30) em Lajes, na região Central potiguar. Motorista tentou .

Por G1 RN

31/07/2019 08h12  Atualizado há 3 horas

Droga foi apreendida na BR-304, no RN — Foto: PRF/Divulgação
Droga foi apreendida na BR-304, no RN — Foto: PRF/Divulgação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 299,5 quilos de maconha em uma ação que aconteceu na noite desta quarta-feira (31) em Lajes, na região Central potiguar. Um homem de 34 anos, que transportava o entorpecente, foi preso, mas disse que não sabia o que estava transportando.

O caso aconteceu por volta das 23h em uma abordagem no quilômetro 193 da BR-304. De acordo com a corporação, o condutor sequer tentou esconder a droga. Parte estava disposta no banco traseiro do carro modelo Logan, enquanto outra foi achada no porta-malas do veículo, que seguia no sentido a Natal.

Ainda de acordo com a PRF, o homem preso também não era habilitado como motorista. A ocorrência foi encaminhada à Superintendência de Polícia Federal em Natal.

Droga estava no banco traseiro de carro, na BR-304, no RN — Foto: PRF/Divulgação
Droga estava no banco traseiro de carro, na BR-304, no RN — Foto: PRF/Divulgação

URGENTE: Hacker confessa ser fonte do The Intercept

Preso ontem, Walter Delgatti Neto, conhecido como Vermelho, confessou ser o responsável pelas invasões de celulares de Sérgio Moro e outras autoridades públicas.Mais importante, segundo O Antagonista, Delgatti Neto afirmou que o material obtido pela sua organização criminosa é o material que serviu de fonte para as reportagens fraudulentas do tabloide militante The Intercept.

24/07/2019 às 15:38

Ainda segundo O Antagonista:

“Segundo Delgatti, houve casos apenas de invasões a celulares, outros de roubo de dados e ainda de sequestro da linha para simular conversas com terceiros.”

da Redação