Bolsonaro empata com Lula no 1° turno; Moro supera com folga o petista

Pesquisa exclusiva VEJA/FSB mostra que o trio Bolsonaro, Lula e Moro dará o tom da disputa de 2022

Por José Benedito da Silva6 dez 2019, 10h39 – Publicado em 6 dez 2019, 06h00

Enquanto Bolsonaro e seu círculo mais próximo lembram fantasmas autoritários enxergando no horizonte a possibilidade de protestos radicais como os que ocorreram nas últimas semanas no Chile (a repetição disso por aqui representa uma miragem, diga-se), Lula saiu da cadeia justamente convocando a população a ir reclamar nas ruas contra o governo. Assim, os dois extremos vão se retroalimentando, tática que parece funcionar entre boa parte dos eleitores, conforme mostra a nova rodada de pesquisa eleitoral VEJA/FSB. Ambos representam as principais forças do momento, à direita e à esquerda. O primeiro levantamento com o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de ele ter deixado a prisão em Curitiba mostra o petista empatado tecnicamente com o candidato da situação no primeiro turno, seja ele o presidente Jair Bolsonaro, seja ele o ministro Sergio Moro (Justiça). Nos dois cenários, Lula tem 29% das intenções de voto, contra 32% dos dois adversários — a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

A pesquisa anterior, feita em outubro, com a inclusão de Lula, ainda preso, apenas em cenário de segundo turno, mostrava que o petista já era a maior ameaça ao bolsonarismo: ele possuía 38%, enquanto Bolsonaro tinha 46%. Na mesma simulação da nova pesquisa, ambos oscilam dentro da margem de erro: 40% para Lula e 45% para Bolsonaro. A polarização espreme os candidatos de centro, que ostentam porcentuais longe de levá-­los ao segundo turno — Ciro Gomes (PDT), Luciano Huck (sem partido), João Amoêdo (Novo) e João Doria (PSDB) chegam a perder para “nenhuma das alternativas” (veja o quadro ao lado). “Essa polarização interessa a Lula e a Bolsonaro, mas não à maior parte da sociedade”, afirma o cientista político Rui Tavares Maluf, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, que alerta sobre o risco de uma nova onda de abstenções e votos nulos e brancos caso o cenário persista, a exemplo do que ocorreu em 2018. “Há as polarizações boas, que contribuem para a democracia, que precisa viver um pouco do conflito. Só que existe a polarização de baixa qualidade, e é isso que estamos vivendo”, diz. Para os especialistas, será difícil alterar o quadro, uma vez que o PT lidera a oposição às agendas econômica e política do governo, enquanto o bolsonarismo se fortalece com o enfrentamento com o petismo. “A política é dual, você é contra ou a favor de um projeto. No mundo político, é muito difícil mesmo circular fora de alguma dualidade”, avalia Rafael Cortez, sócio da Tendências Consultoria Integrada.

A possibilidade de Fernando Haddad ser de novo o candidato petista, uma vez que Lula continua inelegível em razão da Lei da Ficha Limpa, é uma esperança para outras candidaturas, já que o ex-prefeito tem a maior rejeição: 60% não votariam nele de jeito nenhum — Lula tem 56%. Moro é o que melhor aparece nesse quesito, com 35%, condição que ajuda o ministro a conseguir o feito de empatar numericamente com Bolsonaro no segundo turno e derrotar Lula com vantagem maior que a de seu chefe. Já o presidente é rejeitado por 48% do eleitorado, o que pode não ser empecilho à reeleição, como lembra Marcelo Tokarski, diretor do Instituto FSB Pesquisa. “Sempre afirmaram que um candidato com rejeição superior a 40% era inviável. Mas na última eleição Bolsonaro desconstruiu essa tese. Às vésperas do primeiro turno, ele possuía uma rejeição de quase 50%. Um ano depois, o patamar permanece igual, e ele se mantém competitivo”, afirma. Muita água ainda vai rolar até 2022, mas o bolsonarismo e o petismo vão continuar insistindo no mesmo jogo da radicalização, que rende frutos até o momento.

Gasto médio mensal das famílias é 45,3% menor na área rural

Publicado em 04/10/2019 – 10:03

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017/2018 – divulgada hoje (4) pelo IBGE – confirma que a vida é mais cara na área urbana do que na rural. “Por isso, há um nível de despesas mais alto em áreas urbanas do que nas rurais. A despesa média da família na área urbana chega a ser quase o dobro da rural”, disse à Agência Brasil o gerente do estudo, André Martins.

A despesa total média mensal das famílias brasileiras atingiu R$ 4.649,03 no biênio. Na área urbana, o gasto total médio foi de R$ 4.985,39, com aumento de 7,2% em comparação ao valor nacional, enquanto na área rural o valor da despesa atingiu R$ 2.543,15, ou seja, 45,3% inferior ao gasto médio.

O IBGE classifica as despesas em três grupos:  correntes, aumento do ativo e diminuição do passivo. Os gastos correntes concentram o maior percentual de gastos (92,7%) e formam dois grupos: as despesas de consumo, que são os gastos feitos no dia a dia e que correspondem a 81% dos gastos totais; e outras obrigações correntes (impostos, contribuições trabalhistas, serviços bancários, pensões, mesadas e doações).
A sondagem mostra estabilidade nas despesas de consumo em relação à pesquisa 2002/2003, quando representaram 84,2% dos gastos totais.

Mais representativos

Dentro do grupo de despesas de consumo são mais representativos os segmentos de habitação (36,6%), transporte (18,1%) e alimentação (17,5%).

“O transporte, nessa pesquisa, ganhou o segundo lugar. Botou alimentação no terceiro plano”. Juntos, os três segmentos respondem por boa parte das despesas de consumo.

“Os outros setores dividem o que sobra”, afirmou. Assistência à saúde, por exemplo, tem participação de 8% e educação, 4,7%. A assistência à saúde tem participação crescente desde o Estudo Nacional da Despesa Familiar (Endef) 1974/1975, quando somava 4,1%.

Na área urbana, a distribuição das despesas de consumo mostra a mesma posição, com habitação na liderança (37,1%), transporte (17,9%) e alimentação (16,9%). Já na área rural, embora habitação se mantenha em primeiro lugar (30,9%), transporte perde a segunda posição (20%) para alimentação, que participa nas despesas de consumo com 23,8%.

O pesquisador lamentou que as despesas de consumo relativas a fumo ainda tenham ficado com participação de 0,5% no estudo 2017/2018. “Eu queria ver 0% de participação, mas não foi ainda desta vez”, disse. No que tange a outras despesas correntes, que “abrangem tudo que você tem que pagar efetivamente, mas não é consumo”, entre os quais impostos, o estudo indica aumento significativo entre o Endef 1974/1975 e o levantamento hoje divulgado, passando de 5,3% para 11,7%.

Alimentação fora de casa

A pesquisa 2002/2003 já havia observado uma participação relevante da alimentação fora do domicílio nos gastos das famílias brasileiras. Analisando as despesas com alimentação, a POF 2017/2018 aponta que um terço desses gastos é dedicado a pagamento de alimentação fora do domicílio.

São produtos que a família compra para consumir fora da moradia. “É um lanche, um jantar no restaurante, um sanduíche, é uma pipoca que adquire no ponto do ônibus”.

Roberto Dourado atende o cliente Atila Dias, no encontro de Food Trucks promovido pelo Ministério do Planejamento (José Cruz/Agência Brasil)
Alimentação fora de casa pesa no orçamento de quem mora nas cidades, revela pesquisa  (Arquivo/José Cruz/Agência Brasil)

Esse fenômeno é mais marcante na área urbana. André Martins acrescentou que essa despesa com alimentação fora de casa veio aumentando ao longo do tempo. Em 2002/2003, tinha participação de 24,1% dos gastos com alimentação; em 2008/2009, 31,1%. Agora, 32,8%.

Na área urbana, esses gastos com alimentação fora de casa evoluíram de 25,7%, em 2002, para 33,9% no estudo divulgado hoje, e com estabilidade ante a pesquisa de 2008 (33,1%). Já na área rural, subiram de 13,1% para 24,%.

Embora a alimentação fora do domicílio tenha ficado estável no Brasil nos últimos anos, o IBGE informou que, em termos regionais, o Nordeste, o Centro-Oeste e o Sul tiveram expansão significativa nesse tipo de gasto, passando de 23,5%, 30,1% e 27,7% na pesquisa anterior para 32,3%, 38% e 31,1%, na atual, respectivamente.

No Sudeste, ao contrário, “deu uma pequena encolhida” (de 37,2% para 34,2%), que pode ser explicada pelo “aperto” provocado pela crise econômica. “Houve uma freada no tipo de alimentação fora de casa porque é mais cara um pouquinho”, disse o pesquisador.

No item alimentação no domicílio, o levantamento atual evidencia que o grupo de produtos compostos de carne, vísceras e pescados segue liderando a despesa média mensal das famílias, com 20,2% do total, com maior peso na Região Norte (27,1%) e menor no Sudeste (18,1%). Esse grupo de produtos indica queda em comparação ao estudo anterior, quando atingiu 21,9% dos gastos.

Produtos associados

Produtos associados ao preparo de refeições, como cereais, leguminosas e oleaginosas, reduziram as despesas de 10,4%, em 2002, para 8%, em 2008, e para 5%, na pesquisa mais recente. “Alguns alimentos básicos (arroz e feijão, por exemplo) têm diminuído participação na alimentação no domicílio, e tem sobrado espaço para produtos associados à alimentação rápida e lanches”.

Um exemplo são os legumes e verduras usados em saladas, que subiram de 3% (em 2002/2003) para 3,6% agora; e frutas, que passaram de 4,2% para 5,2% na mesma comparação. Do mesmo modo, as bebidas e infusões mostraram incremento: de 8,5%, em 2002, para 10,6% em 2017/2018.

“Aquilo que pode estar associado à alimentação rápida não cai; e aquilo que está associado à alimentação formal, no sentido de fazer a comida, tem dado uma diminuída. Você vê que óleo e gorduras diminuem (de 3,4% em 2002/2003 para 1,7% em 2017/2018”, salientou.

André Martins ressaltou, ainda, que 18% das despesas da família são gastos não monetários. Isso significa os produtos obtidos pela família sem que ela precisasse desembolsar dinheiro.

Um exemplo são remédios obtidos gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), citados na parte de assistência à saúde como doação. Considerando o total dos gastos, verifica-se que 15% deles são aquisições que as famílias fizeram sem precisar desembolsar dinheiro.    

Edição: Kleber SampaioTags: IBGEpesquisafamílias

Pesquisa de combustível do PROCON Natal constata aumento nos preços repassados aos consumidores

Pesquisa realizada no dia 06 de maio de 2019 em 70 postos de Natal nas quatro regiões da cidade pelo PROCON NATAL encontrou substancial aumento dos combustíveis pesquisados, sobretudo na gasolina que atingiu um percentual de 8,51%. Em abril, nas refinarias, houve dois aumentos nos dias 23 e 25, de 2,5% e 3,5% respectivamente.

A pesquisa constatou que os preços dos combustíveis seguem tendência crescente dos aumentos nas refinarias e são repassados aos consumidores. No mês de maio, 94,3% dos postos pesquisados repassaram o aumento aos consumidores para a gasolina. Para o Etanol, o percentual foi de 82,9% dos postos pesquisados. Já com relação ao Diesel, 47,1% dos postos repassaram aumento. A diferença entre o maior valor do litro de gasolina comum (R$ 4,999) e o menor preço (R$ 4,629) é de R$ 0,37 por litro.

A gasolina comum mais barata está na região Oeste, que apresentou o menor preço médio dentre as quatro regiões pesquisadas com R$ 4,703. A pesquisa encontrou o menor preço (de R$ 4,620) nos bairros de Cidade Nova e Cidade de Esperança. Já o maior preço da gasolina comum foi constatado na região sul, no com o preço de (R$4,999) nos bairros de Ponta Negra e alto da Candelária, e também o maior preço médio de gasolina encontrado pela pesquisa foi na região sul com (R$ 4,967).

O PROCON NATAL orienta os consumidores a consultarem na íntegra a pesquisa no endereço eletrônicowww.natal.rn.gov.br/procon, e também para que fiquem atentos aos preços, verificando em sua rotina o melhor custo-benefício na hora de abastecer.

Bolsonaro cumpre mais promessas que Dilma e Temer no mesmo período

O G1 vai acompanhar durante quatro anos se o presidente está cumprindo o que prometeu na campanha. Nesta primeira medição no início do governo, 12 das 58 promessas foram cumpridas na totalidade, e 4 parcialmente. As demais estão em andamento ou não foram iniciadas.

Por G1

 

As promessas de Bolsonaro aos 100 dias — Foto: Igor Estrella/G1

As promessas de Bolsonaro aos 100 dias — Foto: Igor Estrella/G1

Em 100 dias, o governo de Jair Bolsonaro cumpriu 1/5 das promessas feitas durante a campanha eleitoral. Dos 58 compromissos firmados no período e que podem claramente ser mensurados, 12 foram cumpridos em sua totalidade, de acordo com levantamento feito pelo G1. Outros quatro foram parcialmente atendidos, e 40 ainda não foram cumpridos. Dois compromissos não têm como ser avaliados no momento.

Essa é a primeira avaliação que o G1 faz das promessas de campanha de Bolsonaro durante os quatro anos de mandato. A ideia é medir até 2022 se o presidente cumpre o que prometeu na campanha para ser eleito.

O projeto “As promessas dos políticos” começou em 2015, com a verificação das promessas da então recém-reeleita presidente Dilma Rousseff. Desde então, o G1 já avaliou promessas de governadores e prefeitos. E agora começa um novo ciclo, com o presidente eleito em 2018. Os novos governadores serão avaliados mais para frente.

Na comparação com os ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer em 100 dias de governo, Bolsonaro cumpriu 12 das 58 promessas, Dilma, 5 das 55, e Temer, 3 das 20.

Comparação das promessas de Bolsonaro, Temer e Dilma — Foto: Igor Estrella/G1Comparação das promessas de Bolsonaro, Temer e Dilma — Foto: Igor Estrella/G1

G1 levanta as promessas e separa tudo o que pode ser claramente cobrado e medido ao longo dos mandatos dos políticos. Ou seja, se uma promessa é muito genérica e não pode ser cobrada de forma objetiva, ela não entra no levantamento.

As seguintes promessas foram consideradas:

  • Promessas feitas durante a campanha, ou seja, o que o candidato promete em discursos, entrevistas, planos de governo, enquanto ainda não foi eleito.
  • Promessas entre a eleição e a posse, desde que elas não signifiquem uma redução do que foi prometido na campanha.

Promessas cumpridas

Das 12 promessas cumpridas, quatro são compromissos econômicos assumidos por Bolsonaro. Dois deles se referem a tributos – “Não aumentar impostos” e “Não recriar a CPMF” – e foram cumpridos porque não houve, de fato, aumento de impostos nem a volta da CPMF.

Outra promessa fala em “Reduzir alíquotas de importação e barreiras não tarifárias”. A redução foi feita para maquinários e equipamentos industriais e para insumos do setor químico nos primeiros 100 dias do governo. Além disso, entrou em vigor em março o acordo de livre comércio de automóveis e veículos comerciais leves entre Brasil e México.

A quarta promessa (“Fazer com que os preços praticados pela Petrobras sigam os mercados internacionais”) também foi cumprida porque a estatal manteve a política de repassar as variações de preços dos combustíveis no mercado internacional, adotando intervalos entre os reajustes e usando mecanismos de hedge.

Há ainda promessas cumpridas que são de cunho administrativo, como o fim do Ministério das Cidades, que foi absorvido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional; a criação do superministério da Economia e a alteração da estrutura federal agropecuária, que envolveu a absorção de estruturas que antes estavam nas pastas do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Social e da Casa Civil pelo Ministério da Agricultura , por exemplo.

Outra promessa que envolve a máquina pública é a da diminuição do número de servidores comissionados. O decreto nº 9.725/2019, publicado no dia 13 de março, estabeleceu o corte de 21 mil cargos, funções e gratificações do Executivo. De forma imediata, foram extintos 159 cargos, além de 4.941 funções e 1.487 gratificações.

É possível ver todas as promessas cumpridas e seus andamentos na página especial do projeto.

 

O andamento por área

As promessas de cunho econômico são as mais numerosas entre os compromissos de Bolsonaro levantados pelo G1. As quatro cumpridas e já citadas representam 24% do total (17), mas a maioria (59%) ainda não foi cumprida pela gestão. O Ministério da Economia destaca que a prioridade no momento é a aprovação da reforma da Previdência e que apenas após este momento o governo vai focar em outras propostas, como a reforma tributária e a criação da carteira de trabalho verde e amarela, por exemplo.

Há também um grande número de promessas da área de segurança pública; a maioria ainda não foi cumprida. Das 10 promessas, nove não foram cumpridas e uma foi cumprida parcialmente, a que fala em “reformular o Estatuto do Desarmamento”.

De fato, um decreto assinado por Bolsonaro em janeiro facilitou a posse de armas no país. O texto do decreto permite aos cidadãos residentes em área urbana ou rural manter arma de fogo em casa, desde que cumpridos os requisitos de ‘efetiva necessidade’, a serem examinados pela Polícia Federal. Já o porte, que é a autorização para o cidadão sair nas ruas armado, demanda alteração legislativa. Ainda não houve mudança nesse sentido.

Algumas das promessas, como a que fala em “garantir excludente de ilicitude para policiais e civis”, dependem da aprovação do pacote anticrime enviado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, ao Congresso.

Veja o andamento das promessas por cada uma das áreas:

As promessas de Bolsonaro por área — Foto: Igor Estrella e Juliane Souza/ Arte G1
As promessas de Bolsonaro por área — Foto: Igor Estrella e Juliane Souza/ Arte G1

As promessas dos políticos

A primeira página colocada no ar foi a da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015. Houve atualizações de 100 dias e de 1 ano das promessas feitas em campanha. Por conta do impeachment sofrido por Dilma em 2016, a página deixou de ser atualizada.

Na última atualização, feita com 1 ano de mandato, Dilma havia cumprido 6 das 55 promessas selecionadas pelo G1. Outras 24 foram cumpridas em parte. Além disso, 24 não foram cumpridas e uma não foi avaliada.

No caso do ex-presidente Michel Temer, a página levou em conta promessas específicas feitas por ele no documento “Uma ponte para o futuro”, em pronunciamento em maio após o afastamento de Dilma, no discurso de posse em agosto e em entrevista ao Fantástico.

Foram feitas medições aos 100 dias, no 1º ano de mandato, no 2º ano de mandato e ao final da gestão. Ele terminou o mandato com 7 das 20 promessas cumpridas. Três foram cumpridas em parte. As outras 10 não foram cumpridas.

Além dos presidentes, o G1 também acompanha as promessas de campanha dos governadores de todos os estados e do Distrito Federal e de todos os prefeitos das capitais.

Quais são os critérios para medir as promessas?

  • Não cumpriu ainda: quando o que foi prometido não foi realizado e não está valendo/em funcionamento.
  • Em parte: quando a promessa foi cumprida parcialmente, com pendências.
  • Cumpriu: quando a promessa foi totalmente cumprida, sem pendências.

Ou seja, se a promessa é inaugurar uma obra, o status é “cumpriu” apenas se a obra já tiver sido inaugurada; caso contrário, é “não cumpriu”. Se a promessa é construir 10 hospitais e 5 já foram inaugurados, o status é “em parte”. Se a promessa é inaugurar 10 km de uma rodovia e 5 km já foram entregues à população, o status é “em parte”.

Observação: há casos em que não é possível avaliar o andamento da promessa, e o status é dado como “não avaliado”.

Governo Fátima Bezerra é desaprovado pela população da Zona Norte, mas ganha “crédito de confiança” da classe média da Zona Leste de Natal

A pesquisa TN/Consult, divulgada neste sábado pelo jornal Tribuna do Norte, traz um cenário que merece uma análise especial: é justamente na Zona Norte de Natal, área onde habita expressiva parcela da população de baixa renda da capital potiguar, onde o governo petista da professora Fátima Bezerra enfrenta os maiores índices de reprovação (26%), quando comparada com as demais áreas da cidade. Outro aspecto que chama a atenção é o fato de ser na Zona Leste de Natal, onde há uma população de classe média, residente em bairros nobres como Tirol e Petrópolis,  a área onde a gestão estadual detém o  maior índice de aprovação, 56%.

GOVERNADORA FÁTIMA BEZERRA GANHA “CRÉDITO DE CONFIANÇA” DA CLASSE MÉDIA DE NATAL, MAS POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA  “REJEITA” SEU GOVERNO

A cidade de Natal tem uma “rejeição histórica” com relação a professora Fátima Bezerra, derrotada todas as vezes que enfrentou uma eleição majoritária na capital. Essa realidade foi traduzida na última eleição estadual, onde Fátima perdeu para o concorrente Carlos Eduardo Alves por cerca de 90 mil votos, obtendo apenas 39,24% dos  votos válidos.

Apesar da rejeição de Fátima Bezerra para eleições majoritárias em Natal, a pesquisa da TN/Consult mostra que a população natalense está dando o chamado “crédito de confiança” à sua gestão como governadora do Estado, embora esse “crédito” não esteja sendo concedido, sequer, pela metade da população da capital: apenas 47,13% da população de Natal aprova – até o momento – a gestão estadual.

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Após os primeiros três meses de governo, os passos seguintes da governadora Fátima Bezerra serão decisivos para fazer com que a aprovação de seu governo cresça ou despenque de vez na capital. A pesquisa mostra que  para 30,88% dos entrevistados o governo Fátima Bezerra ‘não é carne, nem é peixe”. E como até o momento ainda não tem opinião formada sobre a administração estadual, essa parcela da população natalense pode migrar para aprovar ou desaprovar a gestão.

COMPASSO DE ESPERA E FRUSTRAÇÃO

Em rápida conversa com o BLOG DO FM, o estatístico Paulo de Tarso, diretor da Consult Pesquisa opinou sobre o fato de o governo ter o maior índice de aprovação na Zona Leste de Natal e ser mais rejeitado na Zona Norte.

Para Tarso, a desaprovação na Zona Norte, onde reside significativa parcela da população de baixa renda, deve-se ao fato de o governo não ter tido condições de acenar – até o momento – com ações de cunho assistencialista.

paulo de tarso - 'ELEITOR ESTÁ APÁTICO': Diretor da Consult financia pesquisa para participar do processo eleitoral paraibano - OUÇAPAULO DE TARSO: “A PARTE MENOS FAVORECIDA DA POPULAÇÃO ESPERA DO GOVERNO A ASSISTÊNCIA, MAS O GOVERNO AINDA ESTÁ ARRUMANDO A CASA”

“A parte menos favorecida da população espera do governo a assistência, mas o governo ainda está arrumando a casa. E fazer chegar a assistência individual, como o PT fez chegar até através até do Bolsa Família, não é função desse governo. Então, isso pode frustrar o que uma população de baixa renda espera de um governo populista como do PT”.

O diretor da Consult avalia ainda que a aprovação do governo Fátima Bezerra na Zona Leste habitada pela classe média traduz apenas um ‘ compasso de espera’.

“É um compasso de espera. Não é que a população da Zona Leste esteja acreditando, mas sim observando e esperando que o governo aconteça. Não se pode desaprovar uma coisa que nem aconteceu ainda. Está dando um crédito de confiança de que venha acontecer coisas boas. Mas também se não acontecer, quando fizer os seis meses de governo pode se ter uma avaliação pior”, explicou.

Tribuna do Norte

Ibope: Bolsonaro tem 57% dos votos válidos e Haddad, 43%

Candidato do PSL oscila dois pontos porcentuais para baixo e vantagem para petista cai de 18 para 14 pontos

A cinco dias da eleição presidencial, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, tem 57% das intenções de voto, contra 43% de Fernando Haddad (PT), segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta terça-feira, 23.

Desde o último dia 15, Bolsonaro oscilou dois pontos porcentuais para baixo (tinha 59%), e Haddad oscilou dois para cima (tinha 41%). As duas variações estão dentro da margem de erro. A vantagem do candidato do PSL passou de 18 para 14 pontos porcentuais.

Haddad Bolsonaro
Bolsonaro e Haddad disputam o 2º turno das eleições 2018 Foto: Adriano Machado e Rodolfo Buhrer/Reuters

Os números consideram apenas os votos válidos, ou seja, excluem os nulos, brancos e indecisos. Levando em conta o eleitorado total, a taxa de Bolsonaro passou de 52% para 50%, enquanto a preferência por Haddad se manteve estável em 37%. Há ainda 10% dispostos a anular ou votar em branco, e 3% que não souberam responder.

Na pesquisa espontânea, na qual os eleitores indicam sua opção antes de receber um disco de papel com os nomes dos candidatos, Bolsonaro lidera por 42% a 33%. Na pesquisa anterior, o placar era de 47% a 31%  –  ou seja, a vantagem caiu de 16 pontos para 9.

No primeiro turno da eleição presidencial, realizado no dia 7, o candidato do PSL ficou à frente do principal adversário por 46% a 29%.

Ibope ouviu 3.010 eleitores nos dias 21 a 23 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR‐07272/2018. Os contratantes foram o Estado e a TV Globo.

Em São Paulo, Bolsonaro tem 64% contra 36% de Haddad

Se a eleição presidencial ocorresse apenas no Estado de São PauloJair Bolsonaro venceria o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad por 64% a 36% dos votos válidos, segundo o Ibope. Os números mostram oscilação positiva de um ponto para o candidato do PSL em relação ao levantamento anterior, enquanto o petista oscilou um para baixo.

Quando são considerados os votos totais — ou seja, incluindo os brancos e nulos —, Bolsonaro pontua 54%, contra 31% de Haddad. Neste cenário, ambos oscilaram um ponto para baixo em comparação com a última pesquisa, divulgada no dia 17 de outubro. Brancos e nulos somam 11%, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

No primeiro turno, o candidato do PSL teve vitória esmagadora no Estado, com 53%. Haddad ficou em segundo lugar, com 16,4%. Bolsonaro quebrou a hegemonia histórica do PSDB em São Paulo. O ex-governador Geraldo Alckmin ficou em quarto lugar na disputa, com apenas 9,5%. /COLABOROU CAIO SARTORI

UOLEleições 2018 Pesquisa CNT/MDA: Bolsonaro lidera com 57% de votos válidos; Haddad tem 43%

 

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) tem 57% das intenções de votos válidos contra 43% de Fernando Haddad (PT), mostra pesquisa do instituto MDA encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgada nesta segunda-feira (22) sobre o segundo turno eleitoral.

O cálculo leva em consideração somente os votos válidos. Ou seja, exclui os entrevistados que disseram votar em branco, nulo ou os que se declararam indecisos.

Intenção de votos válidos para presidente:

Jair Bolsonaro (PSL): 57%
Fernando Haddad (PT): 43%

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Esta é a primeira pesquisa CNT/MDA de intenções de voto à Presidência divulgada no segundo turno. A votação está marcada para o próximo domingo (28).

Na avaliação de 74,4% dos entrevistados, Bolsonaro vai vencer as eleições. Os que acreditam que será Haddad somam 14,6%.

Na intenção de voto total, que inclui os brancos, nulos indecisos, Bolsonaro tem 48,8% e Haddad, 36,7%. Brancos e nulos somam 11,0%. Os entrevistados que não souberam ou não responderam são 3,5%.

Intenção de voto para presidente (total):

Jair Bolsonaro (PSL): 48,8%
Fernando Haddad (PT): 36,7%
Branco/Nulo: 11,0%
Indeciso: 3,5%

Possibilidade de mudança de voto

A pesquisa divulgada nesta segunda perguntou aos entrevistados quem considera a decisão de voto como definitiva ou quem ainda pode mudar de opinião até o dia das eleições, de acordo com o candidato de preferência.

Dos que indicaram votar em Bolsonaro, 91,1% afirmaram que a decisão é definitiva e 8,9% afirmaram que ainda podem mudar.

Dos que pretendem votar em Haddad, 91,3% falaram estar com a ideia consolidada e 8,7% falaram que ainda podem mudar.

Quanto ao grau de conhecimento em relação aos candidatos, 40,5% dos entrevistados disseram conhecer “mais ou menos”; 27,4% conhecer “bastante”; 22,1% conhecer “pouco”; e 9,7% conhecer “nada”.

Índices de rejeição

A pesquisa MDA/CNT também testou a rejeição dos candidatos, ou seja, o índice de pessoas que disseram não votar neles de jeito nenhum.

O petista é rejeitado por 51,4% dos entrevistados enquanto os que afirmaram não votar no pesselista de jeito nenhum são 42,7%.

Nesta última semana das eleições, 41,3% afirmaram ter “muito interesse” no pleito; 26,9% ter “interesse médio”; 16,3% “pouco interesse”; e 15% “nenhum interesse”.

Os que declararam ter visto ou ouvido a propaganda eleitoral dos candidatos à Presidência na televisão ou no rádio são 79,8%. Destes, 40,2% consideram que Bolsonaro tem um programa melhor, contra 36% que consideram um êxito maior de Haddad.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 20 e 21 de outubro, em 137 municípios de 25 unidades da federação. Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00346/2018 e tem nível de confiança de 95%.

Cai preço de combustíveis nos postos de Natal em outubro

Preço do etanol caiu em 60,87% e da gasolina em 81,16% dos 69 postos pesquisados

 

O preço do combustível em Natal ficou mais barato em outubro, com relação ao mês passado. É o que constatou o PROCON Natal (Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal) em pesquisa de combustíveis realizada no dia 09 de outubro de 2018 em 69 postos de combustíveis da cidade do Natal nas quatro regiões.

A pesquisa mostrou variação negativa nos preços dos combustíveis com redução do preço de Etanol em 60,87% dos postos pesquisados. A gasolina comum baixou em 81,16%  do postos.

A pesquisa também identificou um aumento no diesel tanto no comum como no S-10 de 0,82% e 2,25% respectivamente. Isso se deve à medida da Petrobras no último dia 30, que elevou o preço do diesel em 2,8% devido os novos valores dos preços de referência para o terceiro período da terceira fase de subvenção ao diesel, que vai até 29 de outubro.

O PROCON Natal orienta que os consumidores pesquisem sempre antes de abastecer seu veículo. A pesquisa completa está disponível  na internet pelo endereço www.natalrn.gov.br/procon, onde consta um ranking com endereço e região dos (10) dez postos mais baratos na cidade.

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Fiern divulga primeira pesquisa do 2º turno no RN nesta segunda

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) vai divulgar, com exclusividade, nesta segunda-feira (15), a primeira pesquisa eleitoral para medir a intenção de voto do eleitor potiguar neste segundo turno das eleições 2018. A pesquisa começa a ser divulgada pela conta da Fiern no Twitter a partir das 7h e estará na íntegra no portal da instituição às 9 horas.

A entidade contratou o Instituto Certus para realização de duas pesquisas de opinião sobre o Segundo Turno das eleições para o governo do Estado, entre o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, e a senadora Fátima Bezerra; e para a presidência da República, entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, que será disputado no dia 28 de outubro.

No primeiro turno o Instituto fez, também com exclusividade, cinco pesquisas contratadas pela Fiern divulgadas na íntegra no portal da instituição.

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Pesquisa Ibope no Rio Grande do Norte: Fátima, 39%; Carlos Eduardo, 25%; Robinson, 13%

Brenno Queiroga tem 3%; Professor Carlos Alberto, 2%; Freitas Junior, 1%; Dário Barbosa, 1%; e Heró Bezerra, 1%. Levantamento foi feito entre 18 e 20 de setembro.

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (21) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para o governo do Rio Grande do Norte:

  • Fátima Bezerra (PT): 39%
  • Carlos Eduardo (PDT): 25%
  • Robinson Faria (PSD): 13%
  • Brenno Queiroga (solidariedade): 3%
  • Professor Carlos Alberto (PSOL): 2%
  • Freitas Jr. (Rede): 1%
  • Dário Barbosa (PSTU): 1%
  • Heró Bezerra (PRTB): 1%
  • Brancos/nulos: 11%
  • Não sabe ou não respondeu: 5%

A pesquisa foi encomendada pela Inter TV Costa Branca. É o segundo levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral.

No levantamento anterior, feito de 14 a 16 de agosto, os percentuais de intenção de votos eram os seguintes: Fátima Bezerra, 34%; Carlos Eduardo, 15%; Robinson Faria, 8%; Brenno Queiroga, 1%; Professor Carlos Alberto, 2%; brancos ou nulos; 31%; não sabe ou não respondeu, 9%. Freitas Jr, Dario Barbosa e Heró Bezerra não pontuaram na primeira pesquisa.

Rejeição

O Ibope também mediu a taxa de rejeição (o eleitor deve dizer em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum). Os entrevistados podem citar mais de um candidato, por isso, os resultados somam mais de 100%. Veja os índices:

  • Robinson Faria (PSD): 52%
  • Fátima Bezerra (PT): 24%
  • Carlos Eduardo (PDT): 19%
  • Dário Barbosa (PSTU): 14%
  • Freitas Jr. (Rede): 13%
  • Heró Bezerra (PRTB): 13%
  • Brenno Queiroga (Solidariedade): 12%
  • Professor Carlos Alberto (PSOL): 11%
  • Poderia votar em todos: 2%
  • Não sabe ou prefere não opinar: 10%

Simulações de segundo turno

  • Carlos Eduardo (PDT): 33% x 49% Fátima Bezerra (PT) (branco/nulo: 15%; não sabe: 3%)
  • Fátima Bezerra (PT): 57% x 22% Robinso Faria (PSD) (branco/nulo: 19%; não sabe: 2%)
  • Carlos Eduardo (PDT): 51% x 22% Robinson Faria (PSD) (branco/nulo: 25%; não sabe: 3%)

Espontânea

Na modalidade espontânea da pesquisa Ibope (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte:

  • Fátima Bezerra (PT): 25%
  • Carlos Eduardo (PDT): 13%
  • Robinson Faria (PSD): 7%
  • Brenno Queiroga (solidariedade): 2%
  • Professor Carlos Alberto (PSOL): 0%
  • Freitas Jr. (Rede): 0%
  • Dário Barbosa (PSTU): –
  • Heró Bezerra (PRTB): 0%
  • Outros: 1%
  • Brancos/nulos: 21%
  • Não sabe ou não respondeu: 30%

pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (21) também mediu a intenção de votos no Rio Grande do Norte na disputa pelo senado.

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Quem foi ouvido: 812 eleitores de todas as regiões do estado, com 16 anos ou mais
  • Quando a pesquisa foi feita: 18 a 20 de setembro
  • Registro no TRE: RN-08720/2018
  • Registro no TSE: BR‐0811/2018
  • O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro
  • 0% significa que o candidato não atingiu 1%. Traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado.