Estudo indica que imunidade à Covid-19 pode ser maior do que apontam testes

Estadão Conteúdo 06/07/20 – 10h25 – Atualizado em 06/07/20 – 10h48

Um estudo sueco apontou que pessoas que tiveram resultados negativos em testes de anticorpos para o novo coronavírus, a covid-19, podem ter algum nível de imunidade para a doença. A pesquisa, feita pelo Instituto Karolinska, foi realizada com 200 pessoas. A informação foi divulgada pela BBC.

Os pesquisadores observaram que, para cada exame com resultado positivo para anticorpos contra o vírus, dois tinham células T – células de defesa do sistema imunológico – específicas com capacidade para identificar e destruir células infectadas.

Doadores de sangue e pessoas que fazem parte do primeiro grupo de infectados pelo vírus na Suécia estão entre participantes da pesquisa, que apresenta indícios de que o número de indivíduos com algum tipo de imunidade à doença pode ser maior do que os testes para anticorpos apontam. As mesmas células de defesa foram encontradas em casos leves ou em pacientes não manifestaram sintomas da covid-19.

É necessário verificar se a pessoa apenas está protegida contra o vírus ou se isso faz com que ela também não transmita a doença. O estudo ainda não foi publicado em revista científica – nem passou por avaliação de outros cientistas.

Covid-19: vacina de Oxford deverá ser testada também no Nordeste

O motivo principal é a recente queda no crescimento da pandemia em São Paulo e Rio de Janeiro

Por Adriana Dias Lopes 26 Jun 2020, 19h05 – Publicado em 26 Jun 2020, 17h17

Os pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, estudam fortemente ampliar os testes da vacina contra o novo coronavírus no Brasil. Além de São Paulo e Rio de Janeiro, a região do Nordeste poderá entrar no estudo clínico. A previsão é que cerca de 1 500 voluntários participem do trabalho científico. O motivo é a recente queda no crescimento do número de casos de Covid-19 nas duas cidades do Sudeste.

O local exato no Nordeste ainda não foi definido. Uma das cidades consideradas é Salvador.

Os testes no país começaram no último dia 20, em São Paulo, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O imunizante será aplicado em 2 000 voluntários na cidade.  No Rio de Janeiro serão 1 500. A Fundação Lemann, Fundação Brava e Fundação Telles, ao lado do Instituto D´Or, são os financiadores dos testes no Brasil.

A vacina de Oxford é uma das 141 candidatas cadastradas na Organização Mundial de Saúde (OMS) e está entre as 13 que já estão em fase clínica de testes em humanos no mundo.

OMS diz que vacina de Oxford testada no Brasil é a melhor candidata contra Covid-19

Organização afirmou ainda que mais de R$ 171 bilhões são necessários para vacinas, testes e tratamentos contra o novo coronavírus

Reuters 26/06/2020 – 10:34 / Atualizado em 26/06/2020 – 14:52

Vacina candidata contra o coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido Foto: A7 Press / Agência O Globo

GENEBRA — A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira que a vacina ChAdOx1 nCoV-19, produzida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca , é a “mais avançada” do mundo “em termos de desenvolvimento” e lidera a corrida por um imunizante contra a Covid-19 . A fórmula está sendo testada no Brasil e na África do Sul após testes bem sucedidos no Reino Unido.

As declarações foram feitas pela cientista-chefe da entidade, Soumya Swaminathan. Ela ponderou que a pesquisa da americana Moderna também “não fica muito atrás” dos trabalhos da AstraZeneca. Mais de 200 vacinas candidatas contra o coronavírus Sars-CoV-2 são testadas ao redor do mundo, das quais 15 já entraram fases clínicas. A OMS afirmou, ainda, que está em contato com diversas fabricantes chinesas para acompanhar o desenvolvimento de seus trabalhos.

Swaminathan pediu ainda que seja considerada uma colaboração entre os testes com potenciais vacinas contra a Covid-19, similar aos ensaios solidários que a OMS tem feito com possíveis medicamentos para tratar a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

Segundo a entidade, sediada em Genebra, serão necessários US$ 31,3 bilhões (cerca de R$ 171 bilhões) para desenvolver testes, vacinas e tratamentos para a Covid-19.

Espera-se que os fundos permitam o desenvolvimento e distribuição de 500 milhões de testes e 245 milhões de tratamentos em países de baixa e média renda até meados de 2021 e 2 bilhões de doses de vacina em todo o mundo, metade dos quais em países de baixa e média renda até o final de 2021.

O braço das Nações Unidas para a saúde trabalha junto a uma grande coalizão de organizações para o desenvolvimento, financiamento e distribuição de medicamentos chamada “ACT-Accelerator Hub”. No entanto, a OMS afirma que apenas US$ 3,4 bilhões (R$ 18,6 bilhões) foram assegurados. Para tanto, ainda faltariam US$ 27,9 bilhões (R$ 152,8 bilhões) adicionais, dos quais US$ 13,7 bilhões (R$ 75 bilhões) são urgentes “para cobrir necessidades imediatas”, afirmou a OMS.

— É um investimento que vale a pena fazer. Se não nos mobilizarmos agora, os custos humanos e as repercussões econômicas vão piorar — disse Ngozi Okonjo-Iweala, enviado especial para a iniciativa internacional, durante uma conferência de imprensa virtual. — Embora esses números pareçam importantes, não são quando pensamos na alternativa. Se gastarmos bilhões agora, podemos evitar gastar milhares de bilhões depois. Precisamos agir agora e juntos.

O diretor-executivo da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou a importância de acelerar os procedimentos para frear a pandemia.

— Está claro que, para controlar a Covid-19 e salvar vidas, precisamos de vacinas, diagnósticos e terapias eficazes, em volumes sem precedentes e em uma velocidade sem precedentes — declarou Adhanom. — E está claro que, como todos podem ser afetados pela Covid-19, todos devem ter acesso a todas as ferramentas de prevenção, detecção e tratamento, e não apenas àqueles que podem pagar por elas.

Brasil

Os testes em voluntários brasileiros da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, contra a Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, tiveram início na semana passada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A informação foi divulgada na noite da última segunda-feira pela Fundação Lemann, que financia o projeto, em nota.

Os testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19 no Brasil foram anunciados no início do mês e deverão contar, de acordo com a Unifesp, com 2 mil voluntários em São Paulo, e com outros mil no Rio de Janeiro, onde serão realizados pela Rede D’Or. Os resultados devem ser concluídos até setembro , segundo informou a AstraZeneca, farmacêutica que conduz o desenvolvimento da vacina em parceria com Oxford, no início deste mês.

“No último final de semana (20 e 21 de junho), a Fundação Lemann teve a oportunidade de celebrar com os parceiros envolvidos e especialistas responsáveis, o início dos testes em São Paulo para a vacina ChAdOx1 nCoV-19, liderada globalmente pela Universidade de Oxford”, informou a Fundação Lemann, do bilionário empresário Jorge Paulo Lemann. Ontem, a coluna do jornalista Lauro Jardim, do GLOBO, publicou que a entidade pretende construir uma fábrica para a vacina de Covid-19 no país.

Outra vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac , deverá começar a ser testada no Brasil no mês que vem em parceria com o Instituto Butantan, vinculado ao governo do Estado de São Paulo. Este teste, de acordo com o instituto, será financiado pelo governo paulista e deverá contar com 9 mil voluntários. Caso a vacina seja bem-sucedida, o acordo prevê a possibilidade ser produzida localmente pelo Butantan.

Dose dupla

A AstraZeneca informou na última terça-feira que testes realizados no Reino Unido indicaram que a aplicação de uma dose dupla da vacina gerou uma resposta imunológica melhor em porcos. Os resultados foram divulgados pelo Instituto Pirbright (Reino Unido). A descoberta sugere que a abordagem pode ser mais efetiva na imunização contra o coronavírus Sars-CoV-2, mas a organização britânica ponderou que ainda não se sabe o nível de resposta imunológica que será exigido para proteger seres humanos.

— Os resultados parecem encorajadores ao indicarem que duas injeções potencializam as respostas dos anticorpos capazes de neutralizar o vírus. Mas é a resposta em humanos que importa — afirmou Bryan Charleston, diretor do Instituto Pirbright.

Nova York inicia reabertura conforme taxa de covid-19

É a primeira fase de flexibilização do isolamento social

Publicado em 09/06/2020 – 05:31 Por Barbara Goldberg e Gabriella Borter – Repórteres da Reuters – Nova York

Exatamente 100 dias depois de o primeiro caso de covid-19 ser confirmado na cidade de Nova York, alguns trabalhadores começaram a voltar ao trabalho nessa segunda-feira (8), na primeira fase de reabertura do isolamento municipal adotado para combater a epidemia, que já matou mais de 20 mil de seus moradores.

Pessoas que passaram meses em casa embarcaram em trens do metrô e em ônibus, agora que a cidade norte-americana mais populosa iniciou sua jornada rumo a uma esperada recuperação econômica.

“Este é claramente o lugar mais difícil da América para chegar a este momento porque somos o epicentro”, disse o prefeito, Bill de Blasio, em entrevista no estaleiro da Marinha, no Brooklyn.

Nova York, a cidade mais atingida do país pela covid-19, registrou que a taxa de pessoas que tiveram teste positivo de coronavírus teve nova queda, de 3%, bem abaixo da taxa máxima para a reabertura, de 15%, disse De Blasio.

Enquanto cerca de 400 mil trabalhadores voltavam para 32 mil canteiros de obras, centros de atacado e manufatura e alguns pontos atacadistas de toda a metrópole, o prefeito pediu o uso de máscaras e a manutenção do distanciamento social para manter os casos de covid-19 em tendência de baixa – particularmente aqueles que usam o transporte público para ir ao emprego.

“Sabemos que a reabertura significará que as pessoas estarão perto umas das outras, precisamos nos ater a isso”, lembrou De Blasio.

Máscaras gratuitas e gel antisséptico estão sendo distribuídos por 800 agentes de segurança escolar, de plantão em estações do metrô.

Para aumentar o espaçamento entre os passageiros, a cidade abrirá 20 milhas de novas rotas de ônibus entre junho e outubro, informou o prefeito.

França registra 13 mortes, número mais baixo desde confinamento

Mais de 29 mil pessoas morreram da covid-19 no país

Publicado em 07/06/2020 – 17:49 Por RTP – –

O número oficial de mortos na França por covid-19 caiu hoje (7) para 13, o menor registo diário desde o início do confinamento, em meados de março, confirmando ainda a tendência das últimas semanas de redução de doentes hospitalizados.

Até hoje morreram na França 29.155 pessoas, sendo que as 13 vítimas mortais hoje anunciadas representam uma queda significativa em comparação com os dias anteriores: sábado (31), sexta-feira (46), quinta-feira (44), quarta-feira (83) e terça-feira (107), segundo um comunicado do executivo francês.

Apesar deste registo positivo, as autoridades francesas não incluem todos os dias as mortes que ocorrem nos lares. A última vez que fizeram foi na terça-feira (2).

Em relação a pacientes hospitalizados, também foi verificada queda. São 12.461, menos 18 registrado no sábado (6).

No auge da pandemia, no início de abril, França contabilizava quase 32 mil pacientes internados nos cuidados intensivos e hoje estão apenas 1.053, menos seis do que nas últimas 24 horas.

Segundo Jean-François Delfraissy, presidente do Conselho Científico francês, a epidemia está controlada, pelo menos nas próximas semanas, embora o que possa acontecer depois do verão permanece uma incógnita.

De acordo com os número mais recentes, atualmente existem entre mil a 2 mil infeções diárias na França, país com mais de 60 milhões de habitantes, motivo pelo qual Delfraissy mostra-se a favor da flexibilização dos protocolos sanitários impostos às escolas até ao final do mês, em particular no acesso às refeições, recreios e atividades desportivas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 400 mil mortos e infetou mais de 6,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

OMS anuncia retomada de testes com hidroxicloroquina para covid-19

Pesquisa que invalidou cloroquina não apresenta argumentos, afirma OMS

Publicado em 03/06/2020 – 14:41 Por Pedro Ivo de Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília
Atualizado em 03/06/2020 – 15:26

Após a análise de um estudo publicado pela revista médico-científica The Lancet, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou hoje (3) durante coletiva de imprensa que o grupo responsável retomará os protocolos com a cloroquina e sua variante mais recente, a hidroxicloroquina. 

“Como vocês sabem, na última semana o Grupo Executivo dos Testes de Solidariedade [nome dado ao grupo de pesquisa que busca medicamentos eficazes contra o SARS-CoV-2] decidiu suspender o ramo de testes com hidroxicloroquina por preocupação no uso da droga. Essa foi uma decisão de precaução. Com base nos dados disponíveis, os membros recomendaram que não há razões para suspender o protocolo de testes”, afirmou Tedros.

A suspensão durou 10 dias (o anúncio foi feito em 25 de maio). Os testes com a hidroxicloroquina serão retomados com 3.500 pacientes em 35 países, informou o diretor-geral. Vários especialistas do mundo inteiro já haviam se manifestado contra a metodologia de mineração de dados usada pela Surgisphere – empresa responsável por coletar números para o estudo. “A OMS está comprometida em acelerar o desenvolvimento de terapias eficazes, vacinas e diagnósticos [contra a covid-19]  como parte do nosso compromisso em servir o mundo com ciência, resolução de problemas e solidariedade”, complementou.

Remessa

A decisão vem logo em seguida ao anúncio da doação de 2 milhões de doses de hidroxicloroquina ao Brasil feita pelos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, também enviou respiradores mecânicos

Matéria atualizada em 03 de junho, às 15h25, para correção da data do anúncio da suspensão das pesquisas. 

OMS suspende testes com cloroquina e hidroxicloroquina contra a Covid-19

Decisão foi tomada dentro dos ensaios Solidariedade, iniciativa internacional coordenada pela OMS para buscar tratamentos contra a doença.

Por G1

25/05/2020 13h22  Atualizado há 3 minutos

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva nesta segunda-feira (9). — Foto: Fabrice Coffrini / AFP

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, nesta segunda-feira (25), que suspendeu temporariamente testes com a cloroquina e a hidroxicloroquina para tratar a Covid-19. A decisão foi tomada dentro dos ensaios Solidariedade, iniciativa internacional coordenada pela OMS para buscar tratamentos contra a doença.

O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a suspensão foi determinada depois de um estudo publicado na sexta-feira (22) na revista científica “The Lancet”. A pesquisa, feita com 96 mil pessoas, apontou que não houve eficácia das substâncias contra a Covid-19 e detectou risco de arritmia cardíaca nos pacientes que as utilizaram.

“Os autores reportaram que, entre pacientes com Covid-19 usando a droga, sozinha ou com um macrolídeo [classe de antibióticos da qual a azitromicina faz parte], estimaram uma maior taxa de mortalidade”, afirmou Tedros.

A OMS afirmou que o quadro executivo do Solidariedade vai analisar dados disponíveis globalmente sobre as drogas, que são usadas para tratar malária e doenças autoimunes.

“Eu quero reiterar que essas drogas são aceitas como geralmente seguras para uso em pacientes com doenças autoimunes ou malária”, destacou Tedros.

Ele afirmou, ainda, que os outros testes dos ensaios Solidariedade vão continuar – a suspensão refere-se apenas às pesquisas com a cloroquina e a hidroxicloroquina.

Uso no Brasil

Mesmo sem evidências científicas que comprovem a eficácia dos medicamentos contra a Covid-19, o Ministério da Saúde emitiu, na semana passada, um documento que recomenda o uso deles, no SUS, para a doença. A recomendação inicial, lançada sem assinatura, teve modificações e foi republicada.

A recomendação das substâncias sem prova de que elas funcionavam contra o novo coronavírus foi motivo de discórdia entre dois ex-ministros da Saúde e o presidente Jair Bolsonaro. Tanto Luiz Henrique Mandetta quanto Nelson Teich, ambos médicos, alertaram para os efeitos colaterais dos remédios, mas, mesmo assim, Bolsonaro defendeu o uso deles para a Covid-19 (veja vídeo).

Após Teich alertar sobre risco da cloroquina, Bolsonaro defende o uso do remédio

Mandetta foi demitido; Teich pediu demissão menos de um mês após assumir o cargo. Além da questão da cloroquina, os dois ex-ministros divergiram do presidente quanto ao isolamento social.

Logo após a divulgação do documento pelo governo brasileiro, que recomendava o uso dos remédios contra a Covid-19, especialistas brasileiros emitiram notas contra a decisão. A própria OMS e a Opas, braço da organização nas Américas, também reafirmaram que não recomendam nem a cloroquina nem a hidroxicloroquina para tratar a Covid-19.

Desenvolvimento de vacinas: diretora da OMS fala em ‘ambiente extremamente colaborativo’

Trump proíbe voos do Brasil para os Estados Unidos por causa do coronavírus

A decisão vale a partir do dia 29 e foi anunciada neste domingo, dois dias depois de o Brasil se tornar o segundo país do mundo em número de casos de covid-19

Por Correio Braziliense 24/05/2020 18:25 – Atualizado em 24/05/2020 18:54

Os Estados Unidos decretaram, neste domingo (24/05), a suspensão da entrada de voos procedentes do Brasil, com o objetivo de proteger os americanos contra o novo coronavírus. A medida vale a partir do dia 29 e foi tomada dois dias depois de o Brasil utrapassar a Rússia e se tornar o segundo país do mundo em número de casos de covid-19, atrás apenas dos EUA.

A decisão, tomada por meio de um decreto do presidente Donald Trump, foi formalizada horas depois de o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Robert O’Brien, afirmar que o governo americano adotaria restrições à entrada de voos procedentes do Brasil. Ele falou sobre o assunto durante entrevista ao programa ‘Face the Nation’, da rede de TV CBS.
“Esperamos que seja temporário, mas, devido à situação no Brasil, tomaremos todas as medidas necessárias para proteger o povo americano”, declarou O’Brien, antes de frisar que os brasileiros estão “passando por um mau momento”.
Segundo o conselheiro, Washington também avalia restringir a entrada de pessoas de outros países das Américas, e a situação está sendo examinada caso a caso.
Tanto o presidente Donald Trump quanto seu vice, Mike Pence, já haviam ameaçado, desde março, proibir voos vindos do Brasil, ainda que os EUA continuem liderando em número de casos e mortes pela covid-19.


Situação do Brasil

No momento em que a Casa Branca anunciava a suspensão de voos procedentes do Brasil, o Ministério da Saúde brasileiro contabilizava 347.398 casos de covid-19 e 22.013 mortes pela doença.

A situação do país levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a afirmar que América do Sul se tornou o novo epicentro global da pandemia.
Nos EUA, o número de casos e mortes por covid-19 ultrapassou, respectivamente, 1,6 milhão e 97 mil. Embora a pandemia comece a ser contida em estados que impuseram medidas de isolamento social rígidas, como Nova York e Califórnia, a doença continua se alastrando pelo interior.
Trump disse na última terça-feira, pela terceira vez, que estava considerando proibir a entrada de voos provenientes do Brasil. “Não quero pessoas vindo para cá e infectando nosso povo. Também não quero que as pessoas fiquem doentes por lá. Estamos ajudando o Brasil com respiradores.

O Brasil está tendo problemas, não há dúvida sobre isso”, afirmou o presidente americano.
Até a manhã deste domingo, os EUA não não haviam fornecido os respiradores, mas, à tarde, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, disse em uma rede social que mil unidades do equipamento serão entregues pelo governo americano.
Os voos entre Brasil e EUA já foram bastante reduzidos por causa da pandemia. Há atualmente só nove voos em operação por semana entre os dois países — todos saindo do Estado de São Paulo.
Trump suspendeu a entrada de viajantes da China, onde o surto começou, em janeiro. No início de março, ele impôs restrições à chegada de pessoas vindas da Europa.

Governo do Japão aprova novo teste de anticorpos para covid-19

Novo teste é similar àquele utilizado para a influenza

Publicado em 13/05/2020 – 08:35 Por NHK – –

O Ministério da Saúde do Japão aprovou um método de testagem para anticorpos contra o coronavírus mais simples e rápido. Acredita-se que isso ajude a elevar o número total de testes.

kit de testagem aprovado hoje (13) não requer a habilidade de especialistas, como é o caso do exame de PCR convencional, e fornece o resultado em cerca de 30 minutos.

O novo teste é similar àquele utilizado para a influenza. Um líquido contendo amostras retiradas do nariz do paciente são aplicados no kit e, caso uma linha apareça, o resultado é positivo.

Para evitar o risco de infecção entre os trabalhadores do setor de saúde, os testes de anticorpos só serão fornecidos às instituições médicas que já conduzem exames de PCR e possuem medidas de prevenção de novas infecções. Inicialmente, eles serão utilizados principalmente em alguns hospitais de Tóquio, Osaka e outras regiões com grande número de casos.

Testes de anticorpos têm menor precisão e podem apresentar falsos negativos. Por tal razão, pessoas com resultado negativo também serão solicitadas a realizar exames de PCR.

Coronavírus é encontrado em sêmen de infectados

Uma pesquisa chinesa constatou a presença de coronavírus no sêmen de infectados pela Covid-19. A descoberta levanta a possibilidade de que o vírus possa ser sexualmente transmissível, segundo declararam os cientistas responsáveis pelo estudo.

Maggie Fox, da CNN8 de maio de 2020 às 03:16Atualizado 8 de maio de 2020 às 03:17

Médico atende paciente infectado pelo novo coronavírus, na UTI do Hospital Universitari de Bellvitge, perto de Barcelona, ??na Espanha

Foto: David Ramos/Getty Images

Uma equipe do Hospital Municipal de Shangqiu, na província de Henan, testou 38 pacientes do sexo masculino atendidos no auge da pandemia na China, entre janeiro e fevereiro – todos eles positivos para a Covid-19.

Em 16% deles, foi detectada a presença de coronavírus no sêmen, segundo a equipe informou em artigo na revista Jama Network Open. Quando o material foi colhido, um quarto deles estava em estágio agudo de infecção e quase 9% já estavam se recuperando da doença.

“Descobrimos que o SARS-CoV-2 pode estar presente no sêmen de pacientes com Covid-19 e ainda pode ser detectado mesmo quando eles estão em recuperação”, disse o cientista Diangeng Li.

“Mesmo que o vírus não possa se replicar no sistema reprodutor masculino, ele pode persistir, possivelmente por conta da imunidade privilegiada dos testículos”, acrescentou a equipe.

Essa “imunidade privilegiada” significa que o sistema imunológico não pode alcançar completamente a região para atacar invasores virais.

A descoberta não é surpreendente. Muitos vírus podem viver no trato reprodutivo masculino. Já foi comprovado que o vírus Ebola e o zika permanecem no sêmen, algumas vezes meses após a recuperação de um paciente do sexo masculino.

Ainda não está claro, porém, se o coronavírus pode se espalhar dessa maneira. Encontrar evidências de vírus não significa necessariamente que exista rico de infecção. 

“Se for possível provar que o SARS-CoV-2 pode ser transmitido sexualmente em estudos futuros, a transmissão sexual pode ser uma parte crítica da prevenção da transmissão”, escreveu a equipe. “A abstinência ou o uso de preservativo pode ser considerado um meio preventivo para esses pacientes”, acrescentou o etudo.

Os pesquisadores ressaltaram, ainda, que “são necessários estudos para monitorar o desenvolvimento fetal. Portanto, evitar o contato com a saliva e o sangue do paciente pode não ser suficiente, pois a sobrevivência da SARS-CoV-2 no sêmen de um paciente em recuperação mantém a probabilidade de infectar outras pessoas”.