Vitamina D pode reduzir risco de contágio por coronavírus, sugere estudo

Pesquisa mostra que nutriente, ao ajudar a reduzir infecções respiratórias, poderia ainda ser usado no tratamento da covid-19. Pacientes de Turim apresentam alta deficiência desta vitamina.

CORONAVÍRUS | 27.03.2020

Além de tomar sol, pesquisadores recomendam suplementos de vitamina D para suprir escassez

Reprodução

A vitamina D pode ter um papel importante no tratamento e prevenção da covid-19, sugere um estudo da Universidade de Turim divulgado nesta quinta-feira (26/03), que analisou a relação entre a deficiência deste nutriente no corpo e o novo coronavírus.

Coordenado pelo professor Giancarlo Isaia, docente em geriatria e presidente da Academia de Medicina da cidade italiana, e por Enzo Medico, professor de histologia (estudo de tecidos), a pesquisa mostrou que “dados preliminares coletados nos últimos dias em Turim indicam que os pacientes com a covid-19 apresentam uma prevalência muita alta de deficiência de vitamina D”.

Os dados apurados na pesquisa, segundo os dois especialistas, mostraram que a vitamina D tem papel ativo na regulação do sistema imunológico. Outras evidências indicam que o composto tem um efeito “na redução do risco de infecções respiratórias de origem viral, inclusive na do coronavírus”. O elemento também teria capacidade de combater danos pulmonares causados por inflamações.

Ter vitamina D suficiente no organismo também “pode ser necessário para determinar uma maior resistência às infecções de covid-19, (possibilidade) que, apesar de haver menos evidências científicas, pode ser considerada verossímil”, escrevem os pesquisadores.

A falta da molécula no organismo é ainda frequentemente associada a diversas doenças crônicas que podem reduzir a expectativa de vida em idosos, “tanto mais no caso de infecções da covid-19”.

Na Itália, a falta de vitamina D afeta grande parte dos habitantes, especialmente os mais idosos, cujo país tem a segunda maior população do mundo, depois do Japão. Os mais velhos fazem ainda parte do grupo de risco do novo coronavírus. Fortemente a atingida pela pandemia, a Itália já registrou o maior número de mortes do mundo em decorrência da covid-19, mais de 9,1 mil.

Isaia e Medico já submeteram o documento com dados da pesquisa à Academia de Medicina de Turim. No texto, eles recomendam aos médicos que, associada a outras medidas, eles garantam “níveis adequados” de vitamina D na população, “mas sobretudo em pacientes já contagiados, seus familiares, agentes de saúde, idosos frágeis, no público de residências assistenciais, em pessoas em regime de isolamento e em todos aqueles que, por vários motivos, não se expõe adequadamente à luz solar”.

Além disso, os autores dizem que a administração intravenosa da forma ativa da vitamina D, o Calcitriol, também pode ser considerada em pacientes da doença respiratória covid-19, causada pelo coronavírus, com funções respiratórias particularmente comprometidas.

Eles lembram ainda que a carência pode ser compensada, antes de tudo, com exposição das pessoas à luz solar pelo maior tempo possível, “em varandas e terraços, além de ingerir alimentos ricos em vitamina D e tomando preparados farmacêuticos especiais – mas sempre após consulta médica”.

Veja onde encontrar com mais frequência:

1 – Óleo de fígado de bacalhau

Por ser um óleo essencial extraído a partir de fígados de bacalhau do Atlântico, ele concentra bastante quantidade de vitamina D, além da vitamina A e ácido graxo ômega 3.

2 – Bife de fígado

Aproximadamente 100g de bife de fígado provém 42 UI – unidade internacional – de vitamina D, não o bastante, ele é uma boa fonte de ferro.

3 – Gema de ovo

A gema de um ovo grande oferece 37 UI de vitamina D. Fora isso, ovos são excelentes fontes de proteína.

4 – Atum

Aproximadamente 100g de atum enlatado e conservado em água fornece cerca de 154 UI, quase 1/3 da recomendação diária. Já o conservado em óleo oferece ainda mais vitamina D, porém, tem mais gordura.

5 – Sardinha

Este é mais um enlatado que é uma opção para uma rotina mais rica em vitamina D. Apenas duas latas desse peixe oferecem 46 UIs.

6 – Salmão selvagem

O salmão é um dos alimentos mais ricos em vitamina D. Cerca de 100g de salmão enlatado oferece 600 UI de vitamina D a mais do que um indivíduo precisa por dia.

7 – Queijo fortificado

Os tipos de queijo que mais possuem vitamina D são o cheddar, suíço e queijo ricota. O queijo suíço, por exemplo, contém cerca de 6 UIs. Já um copo de ricota oferece 25 UI. Apesar disso, é necessário atentar-se ao teor de gordura que eles também carregam.

8 – Cogumelos

Os cogumelos que mais possuem vitamina D são os que estão mais expostos à luz solar, consequentemente são os mais benéficos, como: shimeji, shitake, champignon, portobello e funghi. Por isso, é importante atentar-se às marcas que priorizam esse cultivo.

O cogumelo também pode ser uma opção para estabilizar o nível da vitamina no organismo de pessoas veganas, que não consomem alimentos de origem animal, contendo cerca de 400 UI de vitamina D em 100g.

9 – Ostra

Não é um alimento tão comum no dia a dia, mas também ajuda a aumentar a vitamina D no corpo, além de conter ferro, potássio e outras vitaminas como B e C.

10 – Leite fortificado

O leite reduzido em gorduras pode ser um alimento rico em vitamina D. Cerca de 200ml de leite enriquecido com vitamina D supre quase 50% da recomendação da quantidade da vitamina necessária por dia.

Não é preciso lembrar, mas não custa dizer que os raios solares são a melhor e mais fácil fórmula para absorção de vitamina D. O tempo médio de exposição ao sol para pessoas de pele clara é de 15 a 20 minutos, três vezes por semana. Já para quem tem a pele mais escura, é indicado um tempo de 3 a 5 vezes maior para sintetizar a mesma quantidade de vitamina D que as pessoas de pele clara.

O melhor horário para que haja sintetização da vitamina D pelo organismo é das 10h às 15h, devido ao ângulo das incidências de raios solares.

Deutsche Welle Brasil

Nicolás Maduro é acusado por tráfico de drogas pelos Estados Unidos

Governo americano indicia presidente da Venezuela por ‘conspiração de narcoterrorismo’ em manobra diplomática para pressioná-lo a deixar o cargo

Por Da Redação – Atualizado em 26 mar 2020, 14h50 – Publicado em 26 mar 2020, 14h23

Mesmo que Nicolás Maduro (acima) seja condenado sem sua presença no julgamento, nada acontecerá a menos que ele vá aos Estados Unidos – 14/01/2020 Manaure Quintero/Reuters

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, foi indiciado nos Estados Unidos nesta quinta-feira, 26, por liderar uma “conspiração de narcoterrorismo” e por tráfico de cocaína. Promotores federais americanos disseram que ele comandava um violento cartel de drogas enquanto ganhava poder no país.

Segundo a acusação, o objetivo do cartel de Maduro era “‘inundar’ os Estados Unidos com cocaína e infligir os efeitos nocivos e viciantes da droga aos usuários do país”. Maduro também teria negociado remessas de toneladas da droga produzidas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), organização paramilitar de guerrilha, fornecendo armamento militar ao grupo e facilitando “o tráfico de drogas em larga escala”.

O jornal americano The New York Times reporta que Departamento de Estado está oferecendo recompensa de até 15 milhões de dólares por informações que levem à captura ou condenação de Maduro, que permanece na Venezuela como chefe do Poder Executivo, amparado pelos militares.

A acusação faz parte da escalada da campanha do governo do presidente Donald Trump para pressionar o líder venezuelano a deixar o cargo, após a sua reeleição amplamente contestada de 2018 e sua posse em janeiro de 2019. Há um mês, durante o Discurso sobre o Estado da União, o americano chamou Maduro de “governante ilegítimo, um tirano que brutaliza seu povo” e prometeu que “seu controle sobre a tirania será esmagado e quebrado”.

Contudo, mesmo que o presidente da Venezuela seja condenado à revelia (ou seja, sem sua presença no julgamento), nada tenderá a acontecer – a menos que ele pise nos Estados Unidos, o que é, no mínimo, improvável. A acusação, anunciada pelo Procurador-Geral e secretário de Justiça americano, William Barr, funciona mais como uma manobra diplomática para abalar a liderança de Maduro.

Além de Maduro, também foram indiciados autoridades de seu governo e membros das Farc. Entre eles, o chefe de Justiça da Venezuela, Maikel Moreno, foi acusado de lavagem de dinheiro e o ministro da Defesa do país, de narcotráfico.

No ano passado, o ex-vice-presidente de Maduro, Tareck El Aissami, foi acusado pelos Estados Unidos de envolvimento no tráfico internacional de drogas. O Departamento do Tesouro americano também denunciou Diosdado Cabello, ex-presidente da Assembléia Nacional da Venezuela e principal aliado civil do presidente, por tráfico de entorpecentes e corrupção. Além disso, dois sobrinhos de Maduro estão presos por tráfico de drogas nos Estados Unidos.

Coronavírus: EUA tem cerca de 70.000 casos e mais de 1.000 mortes

Nova York é um dos estados mais atingidos, com 280 mortes na cidade de mesmo nome desde o início da epidemia em dezembro, no centro da China

Por Da Redação – Atualizado em 26 mar 2020, 09h45 – Publicado em 26 mar 2020, 08h52

Mulher com máscara caminha no aeroporto John F. Kennedy International Airport, em Nova York – 09/03/2020 /Eduardo Munoz/Reuters

Os Estados Unidos registraram nesta quinta-feira, 26, 1.046 mortes causadas pelo novo coronavírus, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, que mantém um monitoramento em tempo real da pandemia. São 69.197 casos da doença, o que coloca o país em terceiro lugar, logo atrás de Itália e da China, em relação ao número de infectados.

Algumas horas antes, o número de mortes era 827. Nova York é um dos estados mais atingidos, com 280 mortes na cidade de Nova York desde o início da epidemia em dezembro, no centro da China.

De acordo com números encaminhados, no início do mês, ao Congresso americano, entre 70 milhões e 150 milhões de pessoas poderão ser infectadas nos Estados Unidos, que tem aproximadamente 327 milhões de habitantes.

O Senado americano aprovou um plano histórico de 2 trilhões de dólares (10 trilhões de reais) de apoio à primeira economia mundial, asfixiada pela pandemia de Covid-19. O texto ainda tem que passar pela Câmara dos Representantes e ser sancionado pelo presidente Donald Trump.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, já infectou perto de 450.000 pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000. Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 240.000 infectados, é onde surge atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com maior número de mortes – 7.503 em 74.386 casos registrados até hoje. Vários países adotaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena e o fechamento de fronteiras.

(Com Agência Brasil)

Anvisa aprova oito testes rápidos para Covid-19

Dados devem ser interpretados por um profissional de saúde

Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus (2019-nCoV), realizado pelo Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como Centro de Referência Nacional em Vírus Respiratórios para o Ministério da Saúde

Publicado em 20/03/2020 – 09:08 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou os primeiros oito testes rápidos para o diagnóstico de Covid-19. Os novos produtos são voltados para uso profissional e permitem a leitura dos resultados, em média, em 15 minutos.

De acordo com a Anvisa, os dados devem ser interpretados por um profissional de saúde, com auxílio de informações clínicas do paciente e de outros exames. A oferta e a produção dos testes dependerão da capacidade de cada empresa que recebeu o registro.

As autorizações, Resolução 776/2020 e Resolução 777/2020, foram publicadas ontem (19) no Diário Oficial da União. A medida faz parte das ações estratégicas da Anvisa para viabilizar produtos que possam ser utilizados no enfrentamento à pandemia de Covid-19. Outros produtos destinados ao diagnóstico do novo vírus também estão sendo analisados com prioridade.

Os kits aprovados nesta quinta-feira pela agência estão divididos em dois grupos: os que usam amostra de sangue e detectam anticorpos (IgM e IgG) e os que usam amostras das vias respiratórias dos pacientes, nasofaringe (nariz) e orofaringe (garganta) e detectam o antígeno (vírus).

De acordo com a última atualização do Ministério da Saúde, o Brasil já registrou 621 casos da doença e seis óbitos.

Itália anuncia 475 mortos em 24 horas por causa coronavírus

Número é o pior balanço registrado em um país em um dia

Por Agência France-Presse 18/03/2020 14:49

Roma, Itália — A pandemia de coronavírus matou 475 pessoas na Itália nas últimas 24 horas, o pior balanço registrado em um país em um dia, anunciou nesta quarta-feira a proteção civil.

Já são quase 3.000 pessoas (2.978) que perderam a vida na Itália, um balanço próximo ao da China (mais de 3.200 mortos), onde a pandemia se originou.

Os serviços sanitários registraram 4.207 novos casos nas últimas 24 horas, um número nunca antes alcançado.

Coronavírus: Brasil tem primeiros casos de transmissão comunitária

O número de casos confirmados do novo coronavírus chega 98

Rio de Janeiro – Movimentação de passageiros na Rodoviária do Rio. Mais de 520 mil passageiros devem utilizar a rodoviária para viajar no próximo feriado de Carnaval. (Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Publicado em 13/03/2020 – 16:17 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília
Atualizado em 13/03/2020 – 16:46

O Brasil teve os primeiros casos de transmissão comunitária de coronavírus. De acordo com a última atualização do Ministério da Saúde, essa nova situação foi registrada nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Transmissão comunitária ocorre quando as equipes de vigilância não conseguem mais mapear a cadeia de infecção, não sabendo quem foi o primeiro paciente responsável pela contaminação dos demais.

No total, quatro pessoas adquiriram o vírus por essa modalidade de transmissão. Outras 79 são casos importados (que foram contaminadas no exterior) e 15 foram infectadas por transmissão local (por meio de contato com pessoas de casos importados).“Não temos evidência de aumento de internação por síndrome respiratória aguda grave”, comentou o secretário de vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira.

Acompanhe ao vivo

No balanço do ministério disponibilizado hoje (13), o número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) chegou 98. Foram 21 pessoas infectadas a mais do que o último dado, anunciado ontem (12). Os casos suspeitos aumentaram para 1.485. Os descartados ficaram em 1.344.

Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro são os epicentros do surto no país, respectivamente com 56 e 16 casos confirmados. Em seguida vêm Paraná (seis), Rio Grande do Sul (quatro), Goiás (três) e Minas Gerais, Santa Catarina, Bahia, Distrito Federal e Pernambuco (dois casos cada um). Completam a lista Alagoas e Espírito Santo (um caso).

Nos casos suspeitos, São Paulo também lidera (753), seguido de Minas Gerais (116), Rio Grande do Sul (81), Santa Catarina (77), Rio de Janeiro (76) e Distrito Federal (75). Apenas Roraima e Amapá não possuem casos confirmados ou suspeitos.

Do total, 15% dos casos confirmados demandam maior nível de atenção, podendo evoluir para agravamento. Há 12 pessoas hospitalizadas.

Transmissão comunitária

PASSAGEIROS VESTEM MÁSCARAS CONTRA O NOVO CORONAVÍRUS NO AEROP
PASSAGEIROS E FUNCIONÁRIOS CIRCULAM VESTINDO MÁSCARAS CONTRA O NOVO CORONAVÍRUS – FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

A transmissão comunitária ocorre quando há maior difusão do vírus e as equipes de vigilância não sabem mais quem originou os casos. Neste caso, as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde se tornam mais complexas, conforme conjunto de iniciativas divulgado hoje pela equipe da pasta.

Saiba tudo sobre coronavírus

Álcool gel
ÁLCOOL GEL – MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL

Agência Brasil reuniu as principais dúvidas e perguntas sobre Covid-19. Veja o que se sabe sobre a pandemia e sobre o vírus até agora. O novo coronavírus (SARS-Cov-2) causa a doença denominada Covid-19, que teve início na China, em dezembro de 2019. Os sintomas do Covid-19 envolvem febre, cansaço e tosse seca. Parte dos pacientes pode apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse e diarreia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a estimativa é que o período de incubação seja de 1 a 14 dias. Os públicos mais vulneráveis são idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares). A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado. As principais formas de prevenção são: lavar frequentemente as mãos por 20 segundos com sabonete ou usar álcool gel; evitar contato próximo com pessoas doentes; usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso; não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal.

Rio de Janeiro vai suspender aulas

Prevenção ao novo coronavírus Covid-19 nas escolas
ALUNOS APRENDEM A PREVENÇÃO AO NOVO CORONAVÍRUS (COVID-19) – FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

As escolas municipais do Rio de Janeiro terão as aulas suspensas na semana que vem como medida de prevenção à circulação do novo coronavírus. A decisão foi anunciada hoje (13) pela Secretaria Municipal de Educação e entra em vigor na próxima segunda-feira (16).

Direito do consumidor

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CELULAR / ARQUIVO EBC

A partir de hoje (13) Procon de São Paulo disponibiliza em seu aplicativo um botão específico para consumidor registrar reclamações sobre prejuízos causados após pandemia do coronavírus, como problemas para cancelar viagens, abusividade de preço e falta de produtos. Segundo o Procon-SP, até hoje, já foram registrados 1.150 atendimentos, dos quais 900 são reclamações e 250 são consultas.

Número de casos do novo coronavírus sobe para 77

Aumento se deu sobretudo nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro

Coronavirus

Publicado em 12/03/2020 – 16:56 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília

O número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) subiu para 77 na atualização mais recente do Ministério da Saúde, divulgada na tarde de hoje (12). No balanço anunciado na parte da manhã, o total de pessoas infectadas era 60

O aumento se deu sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, estados foco do vírus no país. No primeiro, os casos confirmados saíram de 30 para 42 entre os dois balanços de hoje. Já no Rio, aumentaram de 13 para 16.

Pernambuco identificou dois casos e pela primeira vez aparece na lista do Ministério da Saúde. Paraná (seis), Minas Gerais (um), Distrito Federal (dois), Rio Grande do Sul (quatro),  Alagoas (um), Espírito Santo (um) também tem casos confirmados.

A Região Norte é a única sem casos confirmados. Roraima, Amapá e Tocantins não tiveram até o momento nenhum caso confirmado ou suspeito.

Os casos suspeitos saltaram de 930 para 1.422, um aumento de 50% em menos de um dia. São Paulo também lidera nesse grupo (704), seguido por Minas Gerais (117), Distrito Federal (82), Rio de Janeiro (76) e Santa Catarina (73).

As situações descartadas somaram 2.662.

Secretaria de Saúde do RN divulga novo boletim do coronavírus

ASSECOM/SESAP 02 Mar 2020 17:33

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), divulgou nesta segunda-feira (02), o boletim atualizado dos casos de infecção humana pelo Covid-2019 (novo coronavírus) no Rio Grande do Norte, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS). Até o momento, o estado contabiliza cinco casos suspeitos, quatro descartados e quatro excluídos.

Dos cinco casos suspeitos, quatro são de indivíduos residentes em Natal e um em Parnamirim. Os casos aguardam confirmação laboratorial, estando um deles sob investigação no Laboratório Central do RN (Lacen-RN), cujo prazo de análise pode durar até 72 horas. As amostras coletadas nos quatro casos suspeitos restantes foram enviadas ao Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará, com prazo de até sete dias para liberação dos resultados.

O protocolo define que a coleta é feita após o primeiro relato dos sintomas, e uma análise inicial é realizada no Lacen-RN. Caso seja detectado outro vírus respiratório, diferente do coronavírus, o caso é considerado descartado. Em caso de resultado negativo ou inconclusivo para influenza, a amostra é enviada para o laboratório de referência nacional, o Instituto Evandro Chagas, no Pará.

Os cinco pacientes suspeitos apresentam vínculo epidemiológico. Todos seguem em estado geral bom, em isolamento domiciliar, medida recomendada para casos sem complicações clínicas, conforme Protocolo Clínico Estadual e Nacional.

No RN, o Hospital Giselda Trigueiro e o Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes são unidades de referência para os casos que necessitem de internação.

Clique aqui para acessar o boletim na íntegra

OMS declara coronavírus emergência de saúde pública internacional

Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira (30), em Genebra, na Suíça, que o surto do novo coronavírus (2019-nCoV) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). Atualmente, há casos em 19 países, com transmissão entre humanos em China, Alemanha, Japão, Vietnã e Estados Unidos.

Desenvolvimento Sustentável 30/01/2020

Passageiros usam máscaras no metrô em Shenzhen, China. Foto: ONU/Jing Zhang

“O principal motivo dessa declaração não diz respeito ao que está acontecendo na China, mas o que está acontecendo em outros países. Nossa maior preocupação é o potencial do vírus se espalhar para países com sistemas de saúde mais fracos e mal preparados para lidar com ele”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Ele também disse que não há razão para medidas que interfiram desnecessariamente em viagens e comércio internacional. “Apelamos a todos os países para que implementem decisões consistentes e baseadas em evidências. A OMS está pronta para orientar qualquer país que esteja considerando quais medidas tomar”.

Atualmente, há 7.834 casos confirmados de coronavírus, dos quais 7.736 na China, que representa quase 99% de todos os casos notificados no mundo. Ao todo, 170 pessoas perderam a vida com esse surto, todas na China.

Confira a nota da OMS na íntegra:

Declaração do diretor-geral sobre a reunião do Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional (2005) sobre o novo coronavírus (2019 n-CoV)

Boa noite a todos na sala e online.

Nas últimas semanas, testemunhamos o surgimento de um patógeno anteriormente desconhecido, que evoluiu para um surto sem precedentes e que foi atingido por uma resposta sem precedentes.

Como já disse várias vezes desde o meu retorno de Pequim, o governo chinês deve ser parabenizado pelas medidas extraordinárias adotadas para conter o surto, apesar do grave impacto social e econômico que essas medidas estão exercendo sobre o povo chinês.

Já teríamos visto muitos outros casos fora da China – e provavelmente mortes – se não fossem os esforços do governo e os progressos que eles alcançaram na proteção de seu próprio povo e da população mundial.

A velocidade com que a China detectou o surto, isolou o vírus, sequenciou o genoma e compartilhou tudo com a OMS e o mundo é muito impressionante e vai além das palavras. O mesmo acontece com o compromisso da China com a transparência e o apoio a outros países.

De muitas maneiras, a China está realmente estabelecendo um novo padrão para a resposta a surtos. Não é um exagero.

Também ofereço meu profundo respeito e agradecimento aos milhares de profissionais de saúde corajosos e a todas as pessoas que participam da resposta na linha de frente, que no meio do Festival da Primavera estão trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, para tratar os doentes, salvar vidas e controlar esse surto.

Graças aos esforços dessas pessoas, o número de casos no resto do mundo até agora tem permanecido relativamente pequeno.

Atualmente, existem 98 casos em 18 países fora da China, incluindo 8 casos de transmissão de humano para humano em quatro países: Alemanha, Japão, Vietnã e Estados Unidos da América.

Até agora, não vimos nenhuma morte fora da China, razão pela qual todos devemos ser gratos. Embora esses números ainda sejam relativamente pequenos em comparação com o número de casos na China, devemos todos agir juntos agora para limitar a propagação.

A grande maioria dos casos fora da China tem um histórico de viagens para Wuhan ou contato com alguém com um histórico de viagens para Wuhan.

Não sabemos que tipo de dano esse vírus poderia causar caso se propagasse para um país com um sistema de saúde mais fraco.

Devemos agir agora para ajudar os países a se prepararem para essa possibilidade.

Por todas essas razões, declaro como emergência de saúde pública de importância internacional o surto global do novo coronavírus.

O principal motivo desta declaração não é o que está acontecendo na China, mas o que está acontecendo em outros países.

Nossa maior preocupação é o potencial do vírus se espalhar para países com sistemas de saúde mais fracos e mal preparados para lidar com ele.

Deixe-me ser claro: esta declaração não é um voto de falta de confiança na China. Pelo contrário, a OMS continua confiando na capacidade da China de controlar o surto.

Como vocês sabem, eu estive na China alguns dias atrás, onde me encontrei com o presidente Xi Jinping. Eu saí de lá sem qualquer dúvida sobre o compromisso da China com a transparência e a proteção das pessoas no mundo.

Para o povo da China e todos os que foram afetados por esse surto mundial, queremos que saibam que o mundo está ao seu lado. Estamos trabalhando diligentemente com parceiros nacionais e internacionais de saúde pública para controlar esse surto o mais rápido possível.

No total, existem agora 7.834 casos confirmados, incluindo 7.736 na China, representando quase 99% de todos os casos relatados no mundo. Ao todo, 170 pessoas perderam a vida com esse surto, todas na China.

Devemos lembrar que estas são pessoas, não números.

Mais importantes do que a declaração de uma emergência de saúde pública são as recomendações do comitê para impedir a propagação do vírus e garantir uma resposta adequada e baseada em evidências.

Gostaria de resumir essas recomendações em sete áreas principais.

Primeiro, não há razão para medidas que interfiram desnecessariamente nas viagens e comércio internacional. A OMS não recomenda limitar o comércio e o movimento.

Conclamamos todos os países a implementar decisões consistentes e baseadas em evidências. A OMS está pronta para orientar qualquer país que esteja considerando quais medidas tomar.

Segundo, devemos apoiar países com sistemas de saúde mais fracos.

Terceiro, acelerar o desenvolvimento de vacinas, terapêuticas e diagnósticos.

Quarto, combater a disseminação de rumores e desinformação.

Quinto, revisar os planos de preparação, identificar lacunas e avaliar os recursos necessários para identificar, isolar e cuidar de casos, e impedir a transmissão.

Sexto, compartilhar dados, conhecimentos e experiências com a OMS e o mundo.

E sétimo, a única maneira de derrotar este surto é ter todos os países trabalhando juntos em um espírito de solidariedade e cooperação. Estamos todos juntos nisso e só podemos pará-lo juntos.

É tempo de fatos, não de medo.

É tempo da ciência, não de rumores.

É tempo da solidariedade, não do estigma.

Obrigado.

https://nacoesunidas.org/amp/