Coronavírus: aeroportos transmitem mensagem da Anvisa a partir de hoje

Não há registros de que a doença tenha chegado ao Brasil

Publicado em 24/01/2020 – 18:49

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil Brasília

Movimentação no Aeroporto Internacional de Brasília.

Os aeroportos brasileiros começaram a divulgar a partir de hoje (24) um alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o coronavírus. No alerta, uma mensagem de áudio de aproximadamente 1 minuto, a Anvisa orienta os passageiros que chegaram da China e estão com sintomas como febre e tosse a procurar uma unidade de saúde. Também são dadas orientações para evitar a transmissão de doenças.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) confirmou que todos os aeroportos administrados por ela veicularão a mensagem. Segundo a Anvisa, os aeroportos concedidos à iniciativa privada também receberam o alerta sonoro e devem veiculá-lo. A agência se reuniu especificamente com representantes do aeroporto de Guarulhos, por tratar-se de um local com fluxo intenso de voos internacionais.

Nessa reunião, a Anvisa informou profissionais de empresas aéreas e de outros setores do aeroporto sobre a atual situação do coronavírus e sobre a definição do governo brasileiro, alinhada às orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) do que pode ser considerado um caso suspeito. Além disso, a agência abordou a intensificação nos procedimentos de limpeza e desinfecção dos terminais.

O coronavírus matou 26 pessoas na China e a doença chegou a outros países, como Japão , Tailândia e Coreia do Sul. Não há registros de que a doença tenha chegado ao Brasil. A fonte do vírus ainda é desconhecida, sendo possivelmente de uma reserva animal, e a extensão da transmissão entre humanos ainda não é clara.

Leia o alerta da Anvisa, veiculado nos aeroportos a partir de hoje:

“A Anvisa informa: se você tiver febre, tosse ou dificuldade para respirar dentro de um período de 14 dias após a viagem para a China, você deve procurar uma unidade de saúde mais próxima e informar a respeito da viagem. Se você tiver febre, tosse ou dificuldade para respirar tome medidas simples, que podem evitar a transmissão de doenças: lave as mãos frequentemente com água e sabão. Se não tiver água e sabão, use álcool em gel. Cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar. Descarte o lenço no lixo e lave as mãos. Evite aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados. Não compartilhe objetos de uso pessoal como talheres, pratos, copos ou garrafas. Procure o serviço de saúde mais próximo”.  

Edição: Fábio MassalliTags: coronavírusAnvisaalertaaeroportosInfraero

‘A pior inimiga do meio ambiente é a pobreza’, diz Guedes, em Davos

Também no Fórum Ecoômico Mundial, Trump critica ‘catastrofistas’ do clima e Greta Thunberg alerta que ‘não se fez nada’ pelo planeta

Daniel Rittner, do Valor (enviado especial)21/01/2020 – 10:29 / Atualizado em 21/01/2020 – 11:09

O ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência O Globo
O ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência O Globo

BRASÍLIA – Em uma reunião do Fórum Econômico Mundi al pautada pela ameaça das mudanças climáticas e chamada informalmente de “ Davos Verde ”, o ministro da Economia, Paulo Guedes , disse aos participantes que “a pior inimiga do meio ambiente é a pobreza “.

Segundo ele, se não há oportunidades de geração de renda, as pessoas destroem o meio ambiente porque “têm fome”.

– É um problema complexo, não há solução fácil – afirmou o ministro na cidade suíça.

Também em Davos, o presidente americano Donald Trump e a jovem ativista ambiental Greta Thunberg expuseram suas posturas radicalmente opostas sobre as mudanças climáticas.

– Temos que rechaçar os eternos catastrofistas e suas previsões de apocalipse – disse  Trump , acusando os “herdeiros das cartomantes tolas do passado” de estarem errados sobre as mudanças climáticas, como já estiveram, segundo ele, quando previram a superpopulação do planeta ou o fim do petróleo.

Algumas horas antes, Thunberg havia criticado a inação dos poderes públicos em um dos colóquios do fórum ( clique aqui e leia mais ), afirmando que “a  ciência e a voz dos jovens não são o centro da conversa, mas precisam ser”.

Em uma sessão cujo tema eram tendências e desafios da manufatura avançada, Guedes mencionou o aviador Alberto Santos Dumont – cujo voo inaugural do 14 Bis ocorreu em 1906 – como símbolo de que o Brasil também pode sem bom em inovação.

– Os brasileiros inventaram o avião. Nós temos Santos Dumont – disse.

A discussão no painel em que estava o ministro girou em torno das transformações tecnológicas e seus impactos para a indústria e para o mundo do trabalho. Para o ministro, o Brasil “está um pouco atrás, para não dizer muito atrás, nessa discussão”.

No entanto, segundo ele, o processo de inovação é hoje mais descentralizado e o país tem uma “grande chance” com a quarta revolução industrial.

Para ilustrar, fez uma comparação com Israel.

– Eles têm tecnologia, mas não têm escala. Nós temos escala – disse Guedes. – Nós podemos recuperar o tempo perdido se avançarmos em educação e estivermos conectados.

O ministro também confirmou na manhã desta terça-feira que o Brasil abrirá seu mercado às empresas estrangeiras em licitações públicas e pedirá formalmente sua adesão ao Acordo de Compras Governamentais, como antecipou O GLOBO na semana passada.

Segundo ele, tornando-se voluntariamente um signatário do tratado, o país busca incorporar melhores práticas e fazer um “ataque frontal” à corrupção. O acordo, conhecido pela sigla em inglês GPA (Government Procurement Agreement), dá tratamento isonômico a empresas nacionais e estrangeiras em aquisições do setor público.

WhatsApp sai do ar em diversos países neste domingo (19)

WhatsApp está indisponível em diversos países do mundo na manhã deste domingo (19/01/2020). Segundo informações do site DownDetector, que concentra reclamações de usuários sobre falhas em aplicativos e sites, o problema começou às 7h31 (horário de Brasília).

O problema maior enfrentado pelos usuários é para enviar mídias (imagens ou vídeos) e também para a troca de mensagens via áudio. Outras pessoas relatam problemas para conectar.

Às 9h17 (horário de Brasília), o sistema foi restabelecido.

O Facebook, empresa responsável pelo WhatsApp, ainda não se manifestou sobre o problema.

Urgente: Irã admite abate de avião ucraniano com míssil e reconhece erro

No Twitter, presidente citou resultado de inquérito das forças armadas

Publicado em 11/01/2020 – 08:55

Por RTP – Emissora pública de televisão de Portugal  Lisboa

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, afirmou hoje (11) que o país “lamenta profundamente” ter abatido um avião civil ucraniano, sublinhando tratar-se de “uma grande tragédia e um erro imperdoável”. O líder supremo do Irã foi informado ontem (10) das investigações e exigiu que a informação fosse tornada pública. O avião foi confundido com um míssil de cruzeiro.

“O inquérito interno das forças armadas concluiu que lamentavelmente mísseis lançados devido a erro humano provocaram a queda horrível do avião ucraniano e a morte de 176 inocentes”, admitiu Rouhani, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

“As investigações continuam para identificar e levar à justiça” os responsáveis, acrescentou, classificando o abate do avião como “uma grande tragédia e um erro imperdoável”. 

Em um segundo tweet, Rouhani diz que o Irã “lamenta profundamente esse erro desastroso”. “Os meus pensamentos e orações vão para todas as famílias de luto. Ofereço as minhas mais sinceras condolências”, acrescentou.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Javad Zarif, apresentou “as desculpas” do país pela catástrofe envolvendo o Boeing 737 da companhia Ukrainian Airlines, depois de as forças armadas terem igualmente reconhecido que o avião foi abatido por erro.

“Dia triste”, escreveu Mohammmad Javad Zarif no Twitter. Um “erro humano em tempos de crise causada pelo aventureirismo norte-americano levaram ao desastre”, acrescentou.

“O nosso profundo arrependimento, desculpas e condolências ao nosso povo, às famílias das vítimas e às outras nações afetadas” pelo drama, disse o ministro.

https://twitter.com/JZarif/status/1215847283381755914

O Estado-maior das forças armadas do Irã garantiu à população do país que “o responsável” pela tragédia do Boeing, abatido na quinta-feira (9) nos arredores de Teerã, vai ser imediatamente apresentado à Justiça militar.

“Garantimos que ao realizar reformas fundamentais nos processos operacionais ao nível das forças armadas, vamos tornar impossível a repetição de tais erros”, acrescentou, em comunicado.

A agência de notícias iraniana Fars adianta que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi informado das conclusões das forças armadas nesta sexta-feira e, depois de uma reunião com a cúpula de segurança do país, decidiu que a informação deveria ser anunciada publicamente.

Em uma comunicação publicada em sua página na internet, ele exortou que se faça o necessário para “evitar a repetição de acidentes”, eliminando qualquer tipo de negligência. Ele também apelou às forças armadas que “investiguem as prováveis falhas e culpas no doloroso incidente”.

Avião confundido com míssil

Mais cedo, a televisão estatal iraniana difundiu uma declaração militar que atribuía o abate da aeronave a um erro.

O avião ucraniano voou perto de “um centro militar sensível” da Guarda Revolucionária. Devido às tensões com os Estados Unidos, os militares estavam no nível mais elevado de prontidão. “Nestas condições, devido a um erro humano e de uma forma não intencional, o avião foi atingido”.

O avião ucraniano foi confundido com um míssil de cruzeiro, revelou mais tarde um comandante da Guarda Revolucionária na televisão estatal iraniana. O aparelho foi abatido por um míssil de curta distância, revelou o responsável da divisão aérea Amirali Hajizadeh, dizendo que o míssil explodiu ao lado do avião.

“Quem me dera poder morrer e não assistir a um acidente como este”, acrescentou Hajizadeh.

Um soldado teria disparado sem ordem devido a um “congestionamento de telecomunicações”, disse o general.

Até o momento, o Irã negava que um míssil fosse responsável pelo acidente. No entanto, os Estados Unidos e o Canadá afirmaram, citando informações dos respectivos serviços de segurança, que o acidente foi causado por um míssil iraniano.

Restos de um avião pertencente à Ukraine International Airlines, que caiu após decolar do aeroporto Imam Khomeini no Irã, são vistos nos arredores de Teerã, no dia 8 de janeiro de 2020. Nazanin Tabatabaee / WANA (Agência de Notícias da Ásia
Restos do avião pertencente à Ukraine International Airlines, que caiu após decolar do aeroporto Imam Khomeini no Irã, são vistos nos arredores de Teerã – Reuters/Nazanin Tabatabaee/WANA/direitos reservados

New York Times divulgou um vídeo do momento em que o míssil atingia o avião.

O Boeing 737 da companhia aérea Ukrainian International Airlines, decolou de Teerã, com destino a Kiev, caindo dois minutos após a descolagem nos arredores da capital iraniana.

O acidente ocorreu horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de vingança pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.

A aeronave, que seguia para Kiev, transportava 167 passageiros e nove tripulantes de várias nacionalidades, incluindo 82 iranianos, 57 canadenses, 11 ucranianos, dez suecos, quatro afegãos, três alemães e três britânicos. Ucrânia e Canadá exigem investigação completa.

Restos de um avião pertencente à Ukraine International Airlines, que caiu após decolar do aeroporto Imam Khomeini no Irã, são vistos nos arredores de Teerã, no dia 8 de janeiro de 2020. Nazanin Tabatabaee / WANA (Agência de Notícias da Ásia
Avião que caiu após decolar nos arredores de Teerã – Reuters/Nazanin Tabatabaee/WANA/direitos reservados

O presidente ucraniano exige que o Irã assuma inteiramente as responsabilidades. “Esperamos do Irã garantias da sua abertura para uma completa e transparente investigação, trazendo os responsáveis à Justiça, a entrega dos corpos, o pagamento de uma indemnização e desculpas oficiais através dos canais diplomáticos”, adiantou Volodymyr Zelenskiy.

O primeiro-ministro do Canadá exigiu igualmente “transparência” na realização de um “inquérito completo e aprofundado” para apurar as responsabilidades.

“A nossa prioridade continua a ser esclarecer este caso num espírito de transparência e Justiça”, afirmou Justin Trudeau, em comunicado.

“Esta é uma tragédia nacional e todos os canadenses estão de luto. Vamos continuar trabalhando com os nossos parceiros em todo o mundo para garantir a realização de um inquérito completo e aprofundado”, afirmou.

Trudeau acrescentou que “o governo do Canadá espera a plena colaboração das autoridades iranianas”.

Já o responsável pela companhia aérea ucraniana disse que nunca teve dúvidas de que o acidente não tinha sido causado por qualquer problema do avião. O aparelho tinha apenas quatro anos e dois dias antes passou por uma inspeção periódica, que não detectou qualquer problema.

‘Ações serão tomadas’, diz substituto do general Soleimani em Teerã

Governo iraniano rebate ameaça dos EUA de atacar 52 locais do país com menção às 290 vítimas de bombardeio americano a vôo comercial

Por Caio Mattos 6 jan 2020, 18h04 – Publicado em 6 jan 2020, 17h59

O general iraniano Esmail Ghaani, novo comandante da Força Quds, do Irã, prometeu nesta segunda-feira, 6, que haverá retaliação contra os Estados Unidos. Ghaani substituiu seu colega Qasem Soleimani, morto em uma operação americana no Iraque no dia 3 de janeiro. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que antecipou uma “retaliação severa” a Washington, foi filmado chorando durante o velório de Soleimani em Teerã.

“Deus, o todo poderoso, prometeu se vingar, e Deus é o principal vingador. Certamente, ações serão tomadas”, disse Ghaani em uma entrevista transmitida pela televisão estatal iraniana. O general assumiu o comando das forças consideradas como de elite da Guarda Revolucionária do Irã e responsáveis pela articulação de ações e treinamentos militares de milícias xiitas no Oriente Médio.

No velório de Soleimani, que também ocorreu nesta segunda-feira em Teerã, centenas de milhares de pessoas se reuniram no centro da capital, lideradas por Khamenei. Gritos de “morte aos Estados Unidos” podiam ser escutados. 

O líder supremo e o clérigo Ebrahim Raisi, chefe do Judiciário do Irã, choraram durante o evento. O jornal The Washington Post afirma que o regime retrata o general como “filho adotivo” do aiatolá Khamenei. Era antes considerado também como um “mártir vivo” do Irã e como a segunda autoridade mais importante do país. O Times of Israel lembra que o líder supremo já foi fotografado mais de uma vez cumprimentando Soleimani com beijo na bochecha e na testa, ato costumeiro entre pais e filhos no Irã.

Zainab Soleimani, filha do general, disse nesta segunda-feira que os Estados Unidos enfrentarão um “dia sombrio”.  Ela ainda afirmou que “as famílias de soldados americanos no Oriente Médio vão passar os seus dias esperando pela morte de seus filhos”.

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, respondeu pela sua conta oficial no Twitter à ameaça do presidente americano Donald Trump, que afirmou ter na mira 52 alvos caso aconteça alguma represália iraniana. O número é uma referência aos reféns americanos presos na embaixada dos Estados Unidos, em 1979, por partidários da revolução que implantou o atual regime iraniano.

“Aqueles que se referem ao número 52 deveriam também se lembrar do número 290. #IR655”, tuitou Rouhani, fazendo referência à derrubada, em 1988, de um avião comercial iraniano por um navio de guerra dos Estados Unidos, que matou 290 pessoas. “Nunca ameace a nação iraniana”, concluiu.

(Com Reuters)

Embaixada do Brasil no Iraque recomenda que brasileiros evitem Bagdá

A embaixada do Brasil no Iraque recomenda evitar deslocamentos a Bagdá, capital do país. O alerta foi feito em nota divulgada, na sexta-feira à noite, para orientar brasileiros na região. No comunicado, a embaixada avalia que o país vive um “quadro de incertezas e especulações” depois da morte do chefe da divisão de elite das Guardas Revolucionárias do Irã, Qassem Soleimani. A morte do militar foi provocada por bombardeios efetuados por forças dos Estados Unidos, na quinta-feira. Outra recomendação feita foi “monitorar as notícias por meio de fontes confiáveis, evitando decisões baseadas em rumores e especulações”.

Em nota, a embaixada avalia que o país vive um ”quadro de incertezas e especulações” (Foto: Ahmad Al-Rubaye/AFP)

Aliado político do presidente americano, Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro associou Soleimani ao terrorismo e disse que a posição do Brasil é de se “aliar a qualquer país no mundo no combate ao terrorismo”. Ontem, porém, em live nas redes sociais, ele foi mais cauteloso. Ele  elogiou o Legislativo e o Judiciário por decisões tomadas recentemente envolvendo navios iranianos atracados no Brasil. Segundo Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal (STF) acertou na decisão.  “Há poucos mese, tivemos dois navios iranianos no Brasil que tinham que ser abastecidos e havia interesse de outros países de que não fossem reabastecidos. Mas, junto ao STF,  o presidente (Dias Toffoli) deferiu liminar. Foram reabastecidos e foram embora. É a questão do embargo americano. Quando se trata de alimentos, não tem embargo. É uma decisão minha, difícil, mas o STF se antecipou e decidiu favoravelmente. A gente precisa do Judiciário. Nós somos o Poder. O Poder sou eu, Dias Toffoli, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia (presidentes do Senado e da Câmara), basicamente a cúpula do Poder brasileiro somos nós quatro, queira ou não”.   

Por diário de Pernambuco

Trump endurece discurso: “Reação dos EUA pode ser desproporcional”

Presidente fez ameaças no Twitter, após novas explosões atingirem Zona Verde de Bagdá, deixando três pessoas feridas

Trump ameaça retaliar ataques no Iraque

Eugenio Goussinsky, do R7 

05/01/2020 – 18h40 (Atualizado em 05/01/2020 – 20h16)

O presidente dos EUA, Donald Trump, endureceu ainda mais a retórica em relação ao Irã, neste domingo (5), após seis novos foguetes katyusha terem sido lançados em Bagdá, com três deles atingindo a região da Zona Verde de Bagdá. A área de segurança abriga, entre outras instituições, a Embaixada dos Estados Unidos.

Segundo a polícia local, seis pessoas ficaram feridas, conforme informou a Reuters. É o segundo dia que a região foi atacada, após o governo americano ter assumido a autoria do assassinato do general iraniano Qasem Soleimani e de outros líderes militares iraquianos, no último dia 2.

Em post no Twitter, Trump foi enfático, aumentando a tensão entre os dois países, em um discurso que ao mesmo tempo funciona como uma reação à promessa do governo iraniano de renunciar ainda mais aos compromissos feitos durante acordo nuclear em 2015.

“Esses posts da mídia servirão de notificação ao Congresso dos Estados Unidos que, se o Irã atacar qualquer pessoa ou alvo dos EUA, os Estados Unidos reagirão rápida e totalmente, e talvez de maneira desproporcional. Esse aviso legal não é necessário, mas é concedido mesmo assim!”

As últimas explosões são vistas como retaliações ao assassinato do general iraniano e dos militares iraquianos. Segundo o governo americano, o objetivo foi deter planos de futuros ataques iranianos, já que, na visão dos Estados Unidos, Soleimani foi o responsável por mortes de americanos no Oriente Médio nos últimos tempos.

Foguetes atingem área de embaixada dos EUA em Bagdá; Trump reitera ameaças

Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, foguetes atingiram a Zona Verde de Bagdá, região onde fica a embaixada dos EUA na capital do Iraque, no fim da tarde deste domingo (5), segundo as forças de segurança locais.

2.jan.2019 – Forças antiterrorismo do Iraque fazem a segurança da embaixada dos EUA em Bagdá

De UOL, em São Paulo

Minutos depois da divulgação dos ataques, cuja autoria e alvos ainda são desconhecidos, o presidente americano, Donald Trump, reiterou suas ameaças de uma resposta militar a eventuais investidas do Irã contra alvos ou cidadãos americanos. Segundo Trump, se isso ocorrer, os EUA reagirão “rapidamente e com força total, e talvez de forma desproporcional”.

Na noite de sábado (4), Trump já havia feito ameaças de atacar 52 alvos iranianos caso o país atingisse um alvo americano. O número é uma alusão ao número de pessoas feitas reféns no sequestro da embaixada americana em Teerã em 1979, ano da Revolução Islâmica que transformou o Irã em uma teocracia.

No momento, não se sabe ao certo o número de foguetes disparados em direção à Zona Verde de Bagdá, onde ficam outras embaixadas estrangeiras e o Parlamento iraquiano.

Segundo o canal de notícias americano CNN, foram dois foguetes. De acordo com a agência Reuters, que cita fontes militares iraquianas, seis foguetes atingiram Bagdá, sendo três deles na Zona Verde, e seis pessoas ficaram feridas.

O canal curdo-iraquiano Rudaw relatou ao menos quatro explosões na região, e divulgou um vídeo no qual é possível ouvir o barulho de uma delas.

A temperatura da crise internacional está se elevando desde quinta-feira (2), quando um ataque americano em Bagdá matou o general iraniano Qassim Suleimani.

Mais cedo hoje, o Irã anunciou o fim das restrições ao seu programa nuclear, o que inclui o enriquecimento de urânio sem limitações.

Também neste domingo, o Parlamento do Iraque aprovou uma resolução para expulsar as tropas americanas do país. Os EUA têm 5.000 militares no Iraque. O governo local ainda precisa acatar a resolução.

Feliz Natal: McGregor presenteia a família com automóvel de luxo, no valor de R$ 2,4 milhões

Ex-campeão do UFC posta foto de um Lamborghini Urus, que nos Estados Unidos é vendido por US$ 200 mil (aproximadamente R$ 800 mil), mas no Brasil custa R$ 2,4 milhões

Foto: reprodução/Instagram

Por Combate.com — Las Vegas, EUA

25/12/2019 14h55  Atualizado há 20 horas


Ex-campeão do Ultimate, Conor McGregor deu à sua família um “singelo” presente de Natal. O irlandês postou no Instagram uma foto de um Lamborghini Urus, com um vistoso laço vermelho amarrado ao capô do automóvel de luxo. Nos Estados Unidos, o carro é vendido por US$ 200 mil (aproximadamente R$ 800 mil), mas no Brasil custa R$ 2,4 milhões.

Conor McGregor reune a família na véspera do Natal — Foto: reprodução/Instagram
Conor McGregor reune a família na véspera do Natal — Foto: reprodução/Instagram

McGregor – que também postou fotos de brinquedos para os dois filhos pequenos – posou reunido com a esposa, as crianças e o cachorro, todos vestidos com a mesma estampa de roupa, desejando um Feliz Natal aos fãs, com a hashtag “dream big” (sonhe grande).

McGregor aproveita o fim de ano com a família, porém, terá de conciliar as festividades com as últimas semanas de preparação para seu retorno ao octógono após um ano e três meses. Finalizado por Khabib Nurmagomedov, em outubro de 2018, “Notorious” voltará ao cage no UFC 246, evento que abre o calendário da organização em 2020, contra Donald Cerrone, em Las Vegas (EUA), pelo peso-meio-médio.

UFC 246
18 de janeiro de 2020, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL (0h, horário de Brasília):
Peso-meio-médio: Conor McGregor x Donald Cerrone
Peso-galo: Holly Holm x Raquel Pennington
Peso-palha: Cláudia Gadelha x Alexa Grasso
Peso-leve: Anthony Pettis x Carlos Diego Ferreira
CARD PRELIMINAR (20h15, horário de Brasília):
Peso-mosca: Roxanne Modafferi x Maycee Barber
Peso-pena: Andre Fili x Sodiq Yusuff
Peso-leve: Drew Dober x Nasrat Haqparast
Peso-pesado: Alexey Oleynik x Maurice Greene
Peso-pena: Chas Skelly x Grant Dawson
Peso-mosca: Sabina Mazo x JJ Aldrich
Peso-mosca: Tim Elliott x Askar Askarov
Peso-galo: Brian Kelleher x Ode Osbourne
Peso-meio-pesado: Aleksa Camur x Justin Ledet

Veneza tem novo dia de maré alta; Florença e Pisa estão em alerta

Previsão é de marés de até 110 centímetros nos próximos dias

Publicado em 17/11/2019 – 18:30

Por RTP (emissora pública de televisão de Portugal) Lisboa

Veneza inundação. REUTERS/Manuel Silvestri

A cidade de Veneza, que registrou inundações ao longo dos últimos dias, voltou a ser atingida por uma maré alta neste domingo (17), mas de menor magnitude. As chuvas intensas que afetam a Itália, entretanto, colocaram em alerta as cidades de Florença e Pisa.A maré, em Veneza, chegou hoje a 1,50 metro, longe do pico de 1,87 metro identificado na última terça-feira (12), que deixou a cidade inundada desde então.

“A água parou de subir”, comemorou o presidente da Câmara de Veneza na rede social Twitter. “Pico de 150 centímetros. Os venezianos ficam de joelhos para rezar”, completou Luigi Brugnaro.

As previsões meteorológicas são de marés de até 110 centímetros nos próximos dias, o que deve permitir à cidade avaliar os prejuízos, que o próprio Brugnaro já estimou em centenas de milhões de euros.

A emblemática praça de São Marcos reabriu ao final do dia.

Alerta

Mais ao sul, outras duas cidades italianas com importante patrimônio, Florença e Pisa, foram colocadas em estado de alerta devido à ameaça das águas.

O presidente da região da Toscana, Enrico Rossi, alertou no Twitter para o risco de o Rio Arno transbordar e indicou que foram instaladas barreiras em Pisa como medida de precaução.

A defesa civil italiana aconselhou às pessoas que não se aproximem das margens do rio.

Prejuízo

Desde terça-feira, mais de 50 igrejas foram danificadas em Veneza, entre elas, a Basílica de São Marcos, além de lojas e residências. Diversos hotéis registraram cancelamentos para as celebrações de final de ano previstas na cidade.

Com 50 mil habitantes, Veneza recebe 36 milhões de turistas anualmente, 90% deles estrangeiros.

Brugnaro anunciou, na última sexta-feira (15), a abertura de uma conta bancária para quem quiser contribuir com os reparos.

“Veneza, um lugar único, é o legado de todos. Graças à sua ajuda, Veneza brilhará novamente”, indicou, em comunicado.

Na quinta-feira (14), o governo italiano declarou estado de emergência em Veneza e anunciou ter desbloqueado 20 milhões de euros “para as intervenções mais urgentes”.   

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