Médico diz que não volta para Cuba: ‘Fico no Brasil nem que tenha que recolher lixo ou varrer rua’

Na tarde dessa quinta-feira, o médico cubano Adrian Brea Sánchez, de 30 anos, recebeu em sua caixa de email a mensagem que tanto temia. O governo cubano marcou para o próximo dia 5 o voo de retorno dele para Cuba. Segundo o comunicado, a passagem aérea será enviada na véspera da viagem e ele terá que se apresentar no aeroporto de Brasília.

Sánchez está a mais de mil quilômetros de distância da capital federal. Desde que chegou ao Brasil em março de 2017, vindo de Santiago de Cuba para trabalhar no programa Mais Médicos , ele vive em Pirapetinga, um município de cerca de 10 mil habitantes em Minas Gerais. Até ontem, o cubano diz que era o único médico de família da cidade, quando foi avisado pela secretaria de saúde municipal que seria desligado do programa por ordem da Organização Pan Americana de Saúde (Opas). Ele já decidiu que não atenderá à convocação do governo de seu país.

Indignado, Sánchez rompeu o silêncio e deu uma entrevista ao GLOBO nesta tarde. Ela fez duras críticas a Opas e ao governo cubano e diz que ficará no Brasil nem que tenha que “trabalhar recolhendo lixo ou varrendo rua”. Ele afirma não acreditar mais no governo cubano e, diferentemente da maioria dos médicos da ilha que estão no Brasil, diz não temer represálias.

Com informações de O Globo

6.394 médicos já se inscreveram até agora no Mais Médicos

Mais de 6,3 mil médicos se inscreveram no programa Mais Médicos

Mais de 6,3 mil médicos se inscreveram no programa Mais Médicos

O Ministério da Saúde registrou 6.394 inscrições na seleção emergencial para substituir profissionais cubanos no programa Mais Médicos até a manhã desta quinta-feira (22). No total, são 8.517 vagas ofertadas.

Destes mais de 6 mil, 2.209 conseguiram concluir a inscrição e escolher a cidade de atuação. Outros 2.812 não concluíram a inscrição e têm até as 23h59 de domingo (25) para finalizar o cadastro. A instabilidade no site pode ter sido um dos motivos para alguns candidatos não concluírem o cadastro.

Em nota desta quinta-feira (22), o Ministério da Saúde disse que identificou as origens dos ataques e diz que são robôs e máquinas programadas para invadir o site.

“O Departamento de Informática do SUS identificou a maior parcela dos robôs e máquinas programadas que estão promovendo os ataques ao site dos Mais Médicos. Nesta manhã, a equipe de segurança do sistema estará isolando e protegendo a rede desses ataques. A expectativa de estabilidade no início da tarde. Os interessados devem manter a tentativa de acesso.”

A opção pelo local de atuação é feita no momento da inscrição e reserva a vaga para o médico, mas a garantia só é feita após a entrega dos documentos, segundo assessoria do Ministério da Saúde.

As inscrições para profissionais formados no Brasil ou com diploma revalidado vão até o próximo domingo (25). Um segundo edital, para profissionais estrangeiros sem diploma revalidado, está previsto para a próxima segunda-feira (26).

A expectativa da pasta é de que o número de inscritos seja atualizado novamente ainda nesta quinta, mas um levantamento detalhado sobre os locais de atuação não deve ser feito até domingo.

No segundo dia de inscrições, a página do Mais Médicos continuou instável, ficando fora do ar na manhã de quinta-feira (22). Já na quarta (21), primeiro dia de cadastro no programa, o site também ficou fora do ar. O Ministério da Saúde atribuiu a falha ao alto número de acessos e, possivelmente, a ataques cibernéticos.

Depois, disse que os acessos simultâneos tinham característica de ataques cibernéticos e que o governo federal tentava isolar as ações que comprometiam o sistema. No entanto, o problema persiste.

Voos de retorno a Cuba começam a deixar o Brasil ainda nesta quinta-feira (22)

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), cinco voos de retorno a Havana devem deixar o Brasil até o sábado (24).Os primeiros devem sair do país ainda na quinta-feira (22), e há outros programados para sábado. Os médicos sairão do Brasil por Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo.

A organização não deu detalhes, no entanto, de horários em que os voos devem sair, alegando motivos de segurança, ou de quantos profissionais embarcarão neles. Segundo a assessoria do órgão, os cubanos devem deixar o país em voos fretados, e já estão se dirigindo aos pontos de saída.

Saída dos médicos cubanos deve prejudicar 28 milhões de pessoas

De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a saída de cubanos do programa Mais Médicos afetará 28 milhões de pessoas.

“Entre os 1.575 Municípios que possuem somente médicos cubanos do programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas”, pontuou a entidade.

São Paulo e Bahia são os estados que mais perderão médicos. A saída dos profissionais já causou falta de atendimentos em vários locais em ambos os estados.

A decisão de Cuba de sair do programa Mais Médicos foi anunciada pelo governo do país no último dia 14. O país tem uma parceria com a Opas, que estabeleceu o acordo com o Ministério da Saúde brasileiro para enviar os profissionais caribenhos. O acordo foi estabelecido há 5 anos pelo governo de Dilma Rousseff.

“O Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do Programa Mais Médicos e assim comunicou à diretora da Organização Pan-Americana de Saúde [Opas] e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam a iniciativa”, disse a nota do governo.

A gente se sentia explorado, diz cubano que saiu do Mais Médicos e ficará no Brasil

Integrante do Mais Médicos por quase três anos, o médico cubano Adrian Estrada Barber disse à Folha que se sentia explorado pelo programa e acha que muitos colegas irão abandoná-lo para ficar no Brasil até o final do ano.

Barber lamentou o fim da parceria com Cuba, mas atribuiu a decisão a uma “estratégia política” do regime cubano, e não às exigências do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que pediu a realização de testes de capacidade, o envio do salário integral aos profissionais (hoje, eles recebem apenas parte do subsídio, que é retido por Cuba) e a possibilidade de que eles trouxessem suas famílias ao Brasil.

“Eu concordo totalmente [com as exigências]. A maioria se sentia explorada”, disse.

O profissional deixou o Mais Médicos em 2016, quando passou no Revalida (prova para validar o diploma no país) e começou a clinicar por conta própria. Por causa disso, foi qualificado como “desertor” e está proibido de voltar a Cuba por oito anos.

Barber se casou com uma brasileira, após uma longa espera judicial motivada por impedimentos em seu contrato de trabalho, como noticiado pela Folha. Hoje, ele tem um filho de dois anos, nascido no Brasil.

Folha – Quanto tempo o sr. ficou no Mais Médicos? Fiquei um pouco menos de três anos. Eu recebia R$ 2.976 por mês de Cuba, mais a ajuda do município [em Arapoti, interior do Paraná], de moradia e alimentação, de R$ 2.500. O resto do pagamento ia todo para o governo de Cuba. Era suficiente [para pagar as contas]. Era só a minha mulher e eu, não tínhamos criança, nada. Não dava para comprar um carro bom, uma casa, mas dava para as continhas, sim. Mas, para um padrão de um médico, no Brasil, está muito fora da realidade.

O sr. se sentia explorado? Explorado, acho que todo cubano se sente. Com certeza. A gente saiu de Cuba com o objetivo de economizar uma grana para continuar o estudo por lá, depois. Para a gente, era muito bom esse dinheiro, porque era muito mais do que conseguíamos ganhar em Cuba. E também ter outra experiência, sair, olhar a realidade do mundo. Mas quando a gente chega aqui e vê como funciona o mundo, aí, para mim, ficou decidido que não dava mais para voltar.

Eu acho que a maioria dos médicos se sente reprimida pelo sistema de Cuba. A gente não tem liberdade de fazer as coisas. Por exemplo, agora, eu não consigo entrar no meu país durante oito anos [por ter deixado o Mais Médicos]. Tive a minha liberdade completamente limitada.

Aqui no Brasil, ainda foi muito mais tranquilo do que na Venezuela [que também mantém um programa de intercâmbio com médicos de Cuba]. Eu não cheguei a ir para lá, mas tenho colegas que foram. Tinham que dar uma preliminar do que iriam fazer durante o dia, não podiam sair depois das 18h. Foi uma perseguição terrível.

Mas o sr. tinha alguma restrição em sua rotina no Brasil? Não, aqui não tinha regra. Mas, por exemplo, na hora do casamento, eu estava com medo. Segundo o contrato, eu tinha que pedir autorização ao governo cubano, tinha que falar que ia casar. Eu acho um absurdo isso. Não preciso falar com ninguém do governo. Eu sou livre para casar ou não.

Eu lembro que vocês fizeram uma reportagem. No dia 23, vocês foram a Arapoti. No dia 24, o coordenador do programa [que era cubano] me ligou. Queria saber o que estava acontecendo, por que eu estava dando entrevista. Me questionando. Aí eu falei para a minha esposa: vamos casar logo, porque eu não sei o que vai acontecer. Aí casamos dia 25, com medo de que me falassem para voltar para Cuba.

Por que o sr. decidiu deixar o Mais Médicos? Eu fiz o Revalida com o objetivo de ficar no Brasil, porque eu havia casado, minha esposa estava grávida. Tinha que fazer para ter uma estabilidade profissional e econômica no Brasil. Eu não sabia o que ia acontecer. E se me mandam embora para Cuba? Não tinha como. Eu não ia deixar minha família aqui.

Aí, fiz o Revalida. Passei [em 2016] no exame teórico, depois no prático e na prova de proficiência em português. Apresentei minha documentação na universidade e pronto, me deram o CRM [registro do Conselho Regional de Medicina].

Aí, pedi para me descredenciarem do programa. Mas [representantes de Brasil e Cuba] foram enrolando. Eu era livre, tinha permanência legal no país, tinha CRM. Mas me questionaram, falaram que eu não podia me desligar, que eu não estava indo mais. Eu realmente não estava, porque não queria mais estar no programa. Eu pedi para me liberarem, mas não queriam. Disseram que eu tinha um consultório particular. Pô, mas eu tenho CRM. Eu posso ter um consultório.

Como o sr. avalia o fim da parceria com Cuba? Eu acho que foi uma grande estratégia política. O governo do PT era afim ao governo de Cuba. Eram dois governos de esquerda. Para mim, eles disseram: ‘Fala para o governo de Cuba mandar todo mundo embora’. Para começar o governo do Bolsonaro de um jeito ruim.

Então, o sr. atribui a responsabilidade pelo rompimento do programa ao governo cubano, e não ao brasileiro?
Com certeza. Não foi o governo brasileiro que mandou os médicos embora. Ele colocou algumas exigências, mas não exigiu o fim. E o governo cubano decidiu mandar todo mundo embora. Porque vai perder. Não vão mais mandar grana para lá.

O sr. concorda com as exigências que o governo Bolsonaro fez? Lógico. Porque não tem por que duvidar da nossa capacidade. Por que não fazer o teste? Que faça, sim. O Mais Médicos está funcionando errado, atualmente. A prioridade [para contratação no programa] eram os médicos brasileiros. Depois, os brasileiros que não têm CRM. Uma terceira opção seriam os médicos estrangeiros. E, como última opção, os médicos conveniados pela OPAS, que são os cubanos. A gente acabou virando a prioridade, mas éramos a quarta escolha. Não está correto. Meu país também está precisando de médico. E por que mandou todo mundo para cá? É tirar a roupa de um santo e vestir em outro.

Foi uma opção política, com certeza. Eles achavam que iam mudar a ideia do povo brasileiro, para continuar com um governo de esquerda. Espalharam médicos cubanos por todo o país. Mas por quê? No Norte, Nordeste, onde ninguém queria trabalhar, beleza, eu acho ótimo. Que vão lá trabalhar. Mas, por exemplo, tem uma cidade bem próxima aqui, Ponta Grossa, que fica a 100 km de Curitiba. Por que Ponta Grossa tem que ter 60 médicos cubanos? A prefeitura fez um concurso público recentemente, e teve um monte de médico brasileiro que se alistou para fazer. Não tem médico interessado? Tem, sim. Mas o prefeito prefere pagar um valor muito baixo e justificar dizendo que não há médico brasileiro.

O sr. acha que os municípios se aproveitaram do programa? Tem muito município que se aproveitou, sim. Muitos tiraram o médico brasileiro do posto de saúde para colocar um cubano. Está errado. Em Wenceslau Braz [no interior do Paraná], tinha um dermatologista que trabalhava no posto e foi retirado para colocarem um médico cubano. Em Arapoti, conheci um médico que tinha CRM e queria entrar no programa, e não deixaram entrar, porque disseram que só tinha vaga para cubanos.

O Mais Médicos é um programa bom, porque prioriza as áreas carentes, dá atendimento à população. Mas não é tão bom para o médico. O objetivo final dele foi político. Para Cuba, era bom, porque recebia muito dinheiro do Brasil. E, para o governo brasileiro, era bom porque estavam fazendo a cabeça de todo mundo.

Mas e a população? Muitos municípios vão ficar sem médicos em função do fim da parceria com Cuba.
Tem município que vai ficar sem cobertura, sim, por um tempinho. Mas eu acredito que há médicos suficientes no Brasil para fazer essa cobertura. Você consegue estimular isso por meio de programas sociais. Por exemplo, há muito financiamento público de faculdade. “Olha, você vai ter dois anos para pagar isso, trabalhando lá no Xingu”, por exemplo. E se ele gosta do trabalho? E se ele casa por lá? Tem muita chance de que esse médico fique trabalhando por lá.

Bolsonaro chegou a dizer que os médicos cubanos desempenham um “trabalho análogo à escravidão”. O sr. concorda? Concordo plenamente. E não é só aqui no Brasil. Acontece no meu país, também. Em Cuba, um funcionário da rede de hotéis Meliá recebe US$ 2.000 por mês. Mas isso não chega na mão dele, não. Vai para o governo, que converte isso em pesos cubanos, e manda para o funcionário o equivalente a US$ 80 por mês. E fica com o resto. É um trabalho escravo. Está roubando dinheiro do funcionário.

Depois que o sr. deixou o Mais Médicos, como ficou sua situação? O governo cubano me qualifica agora como desertor. É um termo usado no Exército. As pessoas são condenadas por isso. É como se eu fosse propriedade do Estado. Mas eu não sou militar, eu sou médico. Eu não pertenço ao Estado. Eu sou meu.
Não posso voltar a Cuba durante oito anos.

Eles [o governo] queriam que eu voltasse para lá, para então me desligar do programa. Para mim, tinha uma chance bem alta de me deixarem lá. Já aconteceu com muitos colegas meus: ficaram cinco anos esperando para voltar para o país em que trabalhavam. Gente casada com um estrangeiro, com filho. Aí eu, com esposa grávida, vou voltar para Cuba, e arriscar ficar cinco anos longe? Jamais.

O sr. ainda tem família em Cuba? Sim, meus pais e irmão ainda estão em Cuba. Não sofreram represália. Eles podem vir me visitar, mas é toda uma burocracia, demora três meses para liberar, é caro. Só a documentação dá cerca de R$ 1.000. E a gente tem que pagar, porque o salário do meu pai é de cerca de R$ 15 por mês. Daí, imagina. Atualmente, eu ganho mais do que na época do Mais Médicos, mas trabalho mais, também. Faço plantão, trabalho em posto. Mas valeu a pena. Hoje, eu sustento minha família aqui e minha família em Cuba. São três famílias: a minha, a do meu pai e do meu irmão.

O que o sr. acha que vai acontecer com seus colegas cubanos agora? Acha que muitos irão desertar? Com certeza. Tomara que fiquem. Porque a probabilidade de um médico cubano passar no Revalida é muito alta. Eu escuto muito comentário, que tem cubano que não é médico, que vieram socorristas… Eu duvido muito. Todos são médicos, tenho certeza absoluta. E são competentes. Por exemplo, recentemente, houve outra prova do Revalida aqui no Paraná. 15% dos que passaram na prova teórica eram cubanos. Tem muitos que querem ficar, não querem ir embora. Vai ter muito cubano fazendo o Revalida. E passando.

Folha de São Paulo

Mais Médicos tem mais de 3,3 mil novos inscritos e site sofre ataques, diz ministério

Site registrou mais de 1 milhão de acessos, o dobro do número de médicos no país. Governo informa que está trabalhando junto à Embratel para isolar ações que comprometem a estabilidade do sistema.

Médica cubana atende paciente em casa na cidade baiana de Itiuba — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Médica cubana atende paciente em casa na cidade baiana de Itiuba — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Ministério da Saúde divulgou um novo balanço no início da tarde desta quarta-feira (21): o número de inscrições no Mais Médicos chegou a 3.336 nas primeiras três horas de abertura do sistema. A nota também informa que o site sofreu “ataques que se mantiveram ao longo da manhã”.

O governo federal abriu inscrições para os profissionais interessados em fazer parte do programa após a saída dos médicos cubanos. Desde a abertura do cadastramento na manhã desta quarta-feira, o site do Mais Médicos passou a apresentar instabilidade – mais de 1 milhão de acessos simultâneos foram registrados, volume que “é característico de ataques cibernéticos”, de acordo com a pasta.

O Ministério da Saúde disse que, mesmo com essa instabilidade, o sistema recebeu 3.336 inscrições. A nota informou, ainda, que o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS), em conjunto com a Embratel, está trabalhando para isolar “os ataques que se mantiveram ao longo de toda a manhã, além de outras ações para estabilidade e performance do site”.

“A expectativa é que o sistema se normalize. Os interessados devem manter a tentativa de acesso”, diz a nota publicada pelo ministério.

Volta dos cubanos

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) comunicou que cinco voos para Havana estão previstos para quinta-feira (22), sexta-feira (23) e sábado (24), levando de volta médicos cubanos participantes do Mais Médicos. A previsão é de que, até o dia 12 de dezembro, todos os mais de oito mil médicos que estão no Brasil voltem para Cuba.

De acordo com a Opas, “alguns dos profissionais da cooperação internacional já começaram a sair dos municípios em direção aos respectivos polos de saída de voo.” O comunicado não diz de que cidades ou aeroportos esses voos deixarão o Brasil.

No último dia 14, Cuba decidiu encerrar a participação no programa, citando “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil. Desde 2013, o país envia profissionais ao Brasil com intermediação da Opas, para atender pessoas em regiões sem cobertura médica.

Mais Médicos

  • Foi criado em julho de 2013 para ampliar o atendimento médico principalmente em regiões mais carentes.
  • Em agosto de 2013, fechado acordo com a Opas para participação de médicos cubanos.
  • Participação de brasileiros formados no Brasil aumentou 38% entre 2016 e 2017, de acordo com o Ministério da Saúde.
  • Programa tem 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).
  • Atende cerca de 63 milhões de brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde.
  • Participação de cubanos no programa tinha sido renovada no início deste ano por mais cinco anos.
  • Levantamento do governo divulgado em 2016 apontou que o programa é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica em municípios com até 10 mil habitantes.
  • Em 1.100 municípios atendido pelo programa, o Mais Médicos representava 100% da cobertura de Atenção Básica, de acordo com dados divulgados em 2016.

Por G1