Paulo Macedo, jornalista e acadêmico, morre em Natal aos 88 anos

O jornalista e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras, Paulo Macedo morreu na tarde deste domingo, dia 5, por Covid-19. Tinha 88 anos.   

Na última quarta, Paulo sofreu um acidente doméstico e fraturou o fêmur. Depois de atendido no pronto socorro do Walfredo Gurgel, foi encaminhado para o Hospital Memorial, onde passou por uma cirurgia na manhã de sexta-feira. 

A Academia publicou nota sobre o óbito: “A Academia Norte-rio-grandense de Letras, com consternação dos seus membros, cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento do Acadêmico e Vice-Presidente da instituição, Jornalista Paulo Macedo, ocorrido hoje à tarde, no Hospital Memorial São Francisco, em Natal, vítima do Covid-19. Oportunamente serão informadas as homenagens fúnebres.”

Fonte: potiguar notícias

Jornal Nacional expõe empresários e deputados apoiadores de Bolsonaro que são alvo do STF

O apresentador William Bonner ainda ironizou um dos blogueiros bolsonaristas, defensor da terra plana

Por Lucas Rocha

O Jornal Nacional, da TV Globo, deu detalhes da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou operação da Polícia Federal contra empresários, blogueiros e parlamentares bolsonaristas nesta quarta-feira (27). O telejornal exibiu as fotos dos empresários e deputados.

“Aliados do presidente Jair Bolsonaro, como empresário Luciano Hang, da Havan e Edgar Gomes Corona, da academia SmartFit, e o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson”, disse o apresentador William Bonner na abertura da matéria.

A reportagem da jornalista Isabela Camargo durou mais de 10 minutos e expôs fotos dos empresários apontados como financiadores do esquema de divulgação de notícias falsas, que tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados.

Tratam-se do dono da rede de lojas de departamento Havan, Luciano Hang, o véio da Havan; do dono da Smart Fit, Edgard Gomes Corona; do financiador do site Crítica Nacional, Otavio Fakhoury; do humorista Reynaldo Bianchi Júnior; e do coordenador do Bloco Movimento Brasil, Winston Rodrigues Lima.

O telejornal ainda exibiu declarações de alguns dos parlamentares envolvidos e exibiu fotos de todos que foram alvo da operação: dep. federal Bia Kicis (PSL-DF), dep. federal Carla Zambelli (PSL-SP), dep. federal Daniel Silveira (PSL-RJ), dep. federal Filipe Barros (PSL-PR), dep. federal Junio Amaral (PSL-MG), dep. federal Luiz Phillipe de Orleans e Bragança (PSL-SP), dep. estadual Douglas Garcia (PSL-SP) e dep. estadual Gil Diniz (PSL-SP).

O apresentador William Bonner ainda listou os blogueiros investigados e ironizou um deles. “Enzo Leonardo, um dos defensores da tese de que a Terra, o planeta Terra, é plano”, disse em tom de deboche.

Auxílio emergencial: caso de William Bonner expõe falha grave no sistema

Filho do apresentador está na base de dados do ‘coronavoucher’ e teve auxílio aprovado mesmo não tendo baixa renda

Por Larissa Quintino 21 maio 2020, 18h14 – Publicado em 21 maio 2020, 13h01

O principal programa de combate aos danos econômicos causados pela pandemia do coronavírus, o auxílio emergencial, que transfere 600 reais a trabalhadores informais de baixa renda que perderam fonte de sustento no período, está em xeque por relatos seguidos de falhas na concessão e também de fraudes, que faz com que o dinheiro chegue nas mãos de quem não precise do recurso. Nesta quinta-feira, 21, o jornalista William Bonner, apresentador do Jornal Nacional, foi as redes sociais dizer que usaram o CPF e o nome de seu filho, Vinícius Bonemer, de 22 anos, para o cadastro no auxílio emergencial. Segundo o jornalista, além da fraude no uso indevido dos dados de seu filho, a situação aponta falha grave no programa, já que o jovem, mesmo que tivesse o auxílio, não é de baixa renda, e não teria direito ao ‘coronavoucher’. O caso do filho do apresentador da TV Globo se junta a outros relatos de fraudes — como os 73 mil militares que receberam indevidamente o recurso — e escancara uma ineficiência do programa de transferência de renda, com gastos estimados em quase 124 bilhões de reais para três meses de operação. Até quarta-feira, haviam sido pagos 62,3 milhões de reais para 51,6 milhões de CPFs, porém, não há como saber se o auxílio realmente chegou nas mãos de quem precisa.

O auxílio emergencial é, pela lei, concedido a trabalhadores informais (ou seja, sem registro em carteira), microempreendedores individuais, autônomos que contribuem para o INSS e também beneficiários do Bolsa Família. O principal requisito do programa é ter renda de até meio salário mínimo (522,50 reais) ou até três salários mínimos na família (3.135 reais). Além de não ter contrato, o pleiteante não pode ser aposentado ou pensionista, receber seguro-desemprego ou ser funcionário público. Quem não é cadastrado no CadÚnico ou recebe Bolsa Família precisa se inscrever em um aplicativo da Caixa Econômica. Os dados do cadastro são passados para a Dataprev, que é quem deve verificar se aquele CPF têm direito ao auxílio. A empresa de tecnologia do governo cruza os dados informados com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis), onde há dados de contribuições previdenciárias e benefícios recebidos. Também são checados bancos de dados de vínculos empregatícios e da Receita Federal. Caso seja identificada renda familiar maior que três salários mínimos ou acesso a programas sociais, a pessoa tem o auxílio negado.

Questionada sobre inconsistências no sistema, a Dataprev afirma que o processamento de dados da empresa está sendo feito “com o que está disponível nas bases e cadastros oficiais, conforme determina a lei do auxílio emergencial. Segundo a empresa, a responsabilidade quanto a veracidade das informações começa no ato de preenchimento do pedido, na qual o cidadão deve informar corretamente seus dados e composição familiar. No caso de omitir dados ou fraudá-los, está sujeito ao enquadramento no crime de falsidade ideológica, que tem como pena prisão de até cinco anos. “A cada processamento realizado, o mecanismo do cruzamento de dados e das regras do Ministério da Cidadania – gestor do auxílio emergencial – é atualizado e aperfeiçoado para assegurar o correto reconhecimento do direito. Trata-se de uma operação inédita e seu aprimoramento precisa ser realizado durante o processo, em função da urgência da situação”, afirma a Dataprev.

Em nota, o Ministério da Cidadania diz que trabalha para informar no Portal da Transparência o nome de todos os beneficiados pelo auxílio. E, no caso de “indício de ilegalidade, em especial na ótica criminal, é imediatamente informado à Polícia Federal. Não importa quem seja”. Investigações, inclusive, prenderam uma quadrilha em Vila Velha, no Espírito Santo, acusada de fraudar o auxílio.

O caso do filho de Bonner e dos militares que conseguiram o auxílio mostra que, minimamente,  o cruzamento dos dados tem alguma falha. A renda familiar de Vinícius Bonemer, é superior a 3 mil reais, assim como os militares que exercem função pública. Logo, não seria possível que essas pessoas tivessem o benefício concedido. No caso do filho de Bonner, o apresentador afirmou que o filho não sacou o dinheiro, mas não consegue verificar se outra pessoa movimentou a poupança digital da Caixa, criada para recebimento do recurso. Bonner afirma que a família irá registrar uma queixa-crime contra a fraude de uso do CPF. Já os militares terão que devolver o dinheiro e, segundo o Ministério da Defesa, foi aberta uma investigação sobre o caso.

Apesar de não falar abertamente sobre as fraudes, o governo federal criou um site para que pessoas que receberam o auxílio indevidamente possam devolver os recursos aos cofres públicos. O site entrou no ar na última segunda-feira. Só de haver uma plataforma para a devolução dos recursos, o governo já sinaliza que há diversas fraudes acontecendo dentro do programa.

A ineficiência do pagamento do auxílio emergencial levanta questionamentos sobre a ampliação do ‘coronavoucher’. O Ministério da Economia já admitiu a pressão sofrida para aumentar o tempo de concessão do benefício, atualmente em três meses. Pelo grande impacto econômico, é fundamental que a transferência de renda seja segura, isto é, chegue nas mãos de quem precisa, e não fonte de golpes entre espertalhões. Quem perde com tudo isso é o país, que desampara seus vulneráveis.

Associação Brasileira de Imprensa decide entrar com pedido de impeachment contra Bolsonaro

Entre motivos citados pela entidade estão ‘sucessivos crimes de responsabilidade’ e ‘graves atentados à saúde pública e à vida com desrespeito às orientações das autoridades da área de Saúde’.

Por G1

25/04/2020 10h06  Atualizado há 2 horas

ABI decide ingressar com pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) anunciou que decidiu ingressar com um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, “tendo em vista os sucessivos crimes de responsabilidade cometidos por ele, assim como os graves atentados à saúde pública e à vida materializados no estímulo ao desrespeito às orientações das autoridades da área de Saúde no tocante à prevenção à pandemia do coronavírus”.

A nota, com data do dia 24 de abril, antes de Sergio Moro pedir demissão do Ministério da Justiça, é assinada pelo presidente da entidade, Paulo Jeronimo Sousa, que também postou um vídeo no site da associação.

A entidade afirma que a exoneração do ex-ministro da Justiça Sergio Moro e a “tentativa do presidente de usar a Polícia Federal para seus interesses pessoais tornam o seu comportamento ainda mais grave e sua situação no cargo ainda mais insustentável”.

“Diante disso, a ABI resolveu agilizar os procedimentos para ingressar com o pedido de impeachment de Bolsonaro imediatamente”.

Outros pedidos de impeachment

Dois partidos também decidiram pedir a abertura de processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. A Rede Sustentabilidade apresentou pedido assinado pelos senadores Randolfe Rodrigues e Fabiano Contarato, e pela deputada Joênia Wapichana, ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Eles sustentam que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao interferir politicamente na Polícia Federal. O PSB também vai apresentar um outro pedido de impeachment contra Bolsonaro.

“É absolutamente lamentável que, no meio de uma crise de saúde tão grave, que já deixou mais de três mil brasileiros mortos, seja necessário entrar com um pedido como esse, de impeachment do Presidente da República. No entanto, considerando os crimes que o Presidente da República vem cometendo, a nossa omissão seria imperdoável. Inclusive porque ela porque ela pode tornar os efeitos dessa crise de saúde ainda mais graves”, disse o deputado Alessandro Molon, do PSB.

Maia ainda não se pronunciou

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quinta-feira (23) que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), preste informações em dez dias sobre um pedido de impeachment feito no fim de março por um grupo de advogados contra o presidente Jair Bolsonaro. Maia, até o momento, não se pronunciou sobre a crise.

Esse mesmo grupo de advogados recorreu ao STF para obrigar Maia a analisar o pedido de impeachment – pela Constituição, cabe à Câmara autorizar o procedimento para verificar se houve crime de responsabilidade do presidente.

Os advogados pediram também à Corte que determine ao presidente Jair Bolsonaro uma série de medidas em meio à pandemia do coronavírus. E, após o pedido de demissão de Moro na sexta-feira, os advogados fizeram um “complemento” ao pedido. O grupo afirma que a suposta tentativa de Bolsonaro de interferir na autonomia da Polícia Federal, indicada por Moro, reforça a tese de um crime de responsabilidade.

Jornalista potiguar apresenta o Jornal Nacional no próximo sábado (30)

No próximo sábado (30) é a vez do Rio Grande do Norte ser representado na bancada do jornal de maior audiência do Brasil. A jornalista potiguar Lídia Pace irá apresentar, ao lado de Rodrigo Bocardi, o Jornal Nacional da Rede Globo. Para prestigiar a profissional e o RN, o Natal Shopping vai transmitir o telejornal na praça de alimentação a partir das 20h30.

Natal Shopping vai exibir a edição do Jn do próximo sábado (30) em um telão na praça de alimentação — Foto: Reprodução

O shopping preparou um espaço especial para que todos possam se sentir na própria bancada do JN com Lídia Pace. O espaço instagramável fica localizado no segundo piso do mall próximo à Rio Center.

Lídia Pace é a jornalista potiguar que participa da comemoração dos 50 anos do Jornal Nacional. Desde 31 de agosto jornalistas de todos os estados se revezam na bancada do JN durante os sábados para representar seu estado e levar todos os sotaques ao mais famoso ‘boa noite’ do país.

Lídia, que apresenta o RN2 há três anos, entrou para a equipe da Inter TV Cabugi, afiliada da Globo em Natal, em 2006. Desde então, atua como apresentadora, editora, e repórter de rede.

Por Inter TV RN

Cordel: A seca no meu sertão o velho cacimbão

Os passos de tio Checo
Fizeram trilha no chão,
Caminhou por muitos anos
Da vivenda ao cacimbão,
Tá tudo seco e rachado
Falta água e capim pro gado
Tem dó pela criação.

A água é da natureza
A seca é no meu torrão,
Secou o pequeno açude
E também o cacimbão,
É forte a Triste Partida
A passagem é só de ida
E quem canta é Gonzagão.

Na seca o matuto roga
Lamenta e chora de dor,
Acaba a água e os bichos
O efeito devastador,
Velho suplica a Jesus
O Senhor é quem conduz
Mande chuva, por favor!.

Marcos Calaça: professor, poeta matuto e cordelista.

Facebook do jornalista Marcos Calaça

Apresentador da Globo que pediu demissão ao vivo tentou suicídio

Em fevereiro deste ano, uma atitude inusitada do jornalista Kaio Cézar chamou atenção. Na ocasião, ele pediu demissão ao vivo da TV Verdes Mares, afiliada da Globo no Ceará.

Crédito: Reprodução/ Instagram

Da Redação

O apresentador está movendo um processo contra o Grupo Edson Queiros, dono da Verdes Mares. Na ação protocolada no último dia 16 de março, Kaio cita inúmeras situações de assédio envolvendo a emissora.

Um trecho do processo relata que Kaio chegou até a tentar suicídio por conta da situação vivida na emissora. “Após os eventos da Copa da Rússia, quando ainda estava viajando a trabalho, o Reclamante efetivamente tentou suicidar-se – tentativa que, felizmente, não logrou êxito -, o que não será descrito com detalhes em respeito à dor do Reclamante, por ser tema excessivamente delicado e sobre o qual ele não se abriu sequer com a sua esposa”, diz o processo.

Na ação movida por Kaio, ele cobra R$ 3.873.399,10 da Verdes Mares, contando todos os valores de salário, diárias e pagamentos que deixou de receber, além de indenizações por dano moral, material e existencial. O jornalista também pede que a Grupo Edson Queiroz e a Globo paguem todo o processo, já que ele diz não ter condições de fazê-lo atualmente por conta de problemas pessoais.

ISTOÉ