MPF quer identificar responsáveis por festa nos Parrachos de Pirangi

Evento na última quinta-feira (28) desrespeitou normas ambientais e sanitárias

O Ministério Público Federal (MPF) investiga a realização de festa com centenas de pessoas em embarcações nos recifes marinhos da Ponta do Pirangi, nos municípios de Parnamirim e Nísia Floresta, litoral sul do Rio Grande do Norte, na última quinta-feira (28). O evento clandestino desrespeitou normas ambientais e sanitárias de prevenção à covid-19.

O MPF cobra da Capitania dos Portos, Ibama, Idema/RN e Prefeitura de Parnamirim a adoção de medidas de fiscalização para coibir a prática de eventos irregulares nos Parrachos de Pirangi, bem como a identificação e responsabilização dos envolvidos. Também foi requisitada a instauração de inquérito pela Polícia Federal para investigar possíveis crimes contra o meio ambiente, com ofensa a bens da União, em conexão com a prática de crime contra a segurança dos meios de transporte marítimo e contra a saúde pública. Foi solicitada a oitiva de pessoas identificadas no local, por meio de vídeos e fotos que circulam na imprensa e redes sociais.

Já tramita no MPF procedimento para averiguar a regularidade das atividades turísticas e de lazer no local. Segundo o procurador da República Victor Mariz, o objetivo do MPF é “melhor conservar a biodiversidade regional e ordenar o acesso e o uso da área, bem como se fomentar a criação de uma Unidade de Conservação Marinha no local”. Ele também destacou que “no atual cenário de pandemia de covid-19, com a confirmação de 137.557 casos e 3.259 óbitos no Estado do Rio Grande do Norte, a fiscalização e regularização do acesso a esses espaços atingem, ainda, objetivos sanitários de extrema relevância, especialmente diante do aumento do número de casos nos últimos dois meses no Estado”.

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Zaira Cruz foi estuprada antes de ser assassinada, confirma delegado

Pedro Inácio, que é sargento da PM, teria estuprado a jovem duas vezes

Por Ayrton Freire, Portal no Ar

26 de março de 2019 | 11:53

 

Vítima de feminicídio, Zaira Cruz, de 22 anos, foi estuprada antes de ser assassinada. Assim, o delegado de Caicó, Leonardo Germano, encerrou o inquérito sobre o caso ocorrido no dia 2 de março, no começo das festividades do Carnaval da cidade, que é um dos eventos mais tradicionais do estado. Apontado pela Polícia Civil como autor dos crimes, Pedro Inácio Araújo de Maria, de 36, que é sargento da Polícia Militar, está preso desde o último dia 15.

De acordo com o delegado, Zaira foi vítima de dois estupros cometidos pelo homem. O primeiro foi em agosto de 2018. Ela não denunciou, mas compartilhou à época com pessoas próximas a ela. De acordo com a apuração, na ocasião, Pedro Inácio tentou manter relação sexual, sem uso de preservativo. Diante da negativa dela, ele a violentou.

O último estupro aconteceu na noite em que a jovem foi assassinada.  “No dia 02 de março de 2019, Zaira Cruz encontra-se com Pedro Inácio no carnaval de Caicó. Ele fica com a vítima, dentro de um veículo, entre 2h14 e 3h da madrugada. Neste lapso temporal, Pedro Inácio tenta ter relação sexual com a universitária, porém ela nega. Diante da negativa de Zaira, ele a estupra e depois decide matá-la”, detalhou o delegado.

Delegada conclui inquérito sobre morte do filho de Benes Leocádio e vê crime de homicídio

Por Anderson Barbosa, G1 RN
A Polícia Civil concluiu que houve crime de homicídio no caso da morte do estudante Luiz Benes Leocádio de Araújo Júnior, de 16 anos, vítima de disparos que partiram de um policial militar durante uma troca de tiros com assaltantes no dia 15 de agosto de 2018 na Zona Norte de Natal. Outros três PMs também participaram da ação.

Adolescente de 16 anos, filho de Benes Leocádio, foi morto a tiros em Natal — Foto: Reprodução/Facebook

Por Anderson Barbosa, G1 RN

Segundo a delegada Taís Aires, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com relação a esses outros três policiais, ela disse ao G1 que, a princípio, não viu evidências de cometimento de crimes. O inquérito foi entregue no final de janeiro ao promotor de Justiça Luiz Eduardo Marinho. O representante do Ministério Público informou que nos próximos dias terá uma solução para encaminhamento ao Tribunal de Justiça.

O estudante, filho do ex-prefeito de Lajes e agora deputado federal Benes Leocádio, foi feito refém por dois assaltantes, também adolescentes, que o levaram junto com o carro da família dele. O rapaz estava na direção do veículo quando foi atingido em meio a uma troca de tiros envolvendo os criminosos e os quatro policiais militares.

Filmagens de câmeras de vigilância de uma loja mostram o momento em que o estudante Benes Júnior foi sequestrado pelos dois adolescentes na frente do escritório do pai. Cerca de uma hora depois, o estudante acabou morto durante o tiroteio. O suspeito Mateus da Silva Régis, de 17 anos, morreu e outro adolescente, de 16 anos, foi apreendido.

Tiro

Um dos tiros que atingiu o estudante Benes Leocádio Júnior, de 16 anos não partiu das armas apreendidas com os bandidos. A afirmação é da delegada Taís Aires, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ainda em setembro do ano passado.