Zaira Cruz foi estuprada antes de ser assassinada, confirma delegado

Pedro Inácio, que é sargento da PM, teria estuprado a jovem duas vezes

Por Ayrton Freire, Portal no Ar

26 de março de 2019 | 11:53

 

Vítima de feminicídio, Zaira Cruz, de 22 anos, foi estuprada antes de ser assassinada. Assim, o delegado de Caicó, Leonardo Germano, encerrou o inquérito sobre o caso ocorrido no dia 2 de março, no começo das festividades do Carnaval da cidade, que é um dos eventos mais tradicionais do estado. Apontado pela Polícia Civil como autor dos crimes, Pedro Inácio Araújo de Maria, de 36, que é sargento da Polícia Militar, está preso desde o último dia 15.

De acordo com o delegado, Zaira foi vítima de dois estupros cometidos pelo homem. O primeiro foi em agosto de 2018. Ela não denunciou, mas compartilhou à época com pessoas próximas a ela. De acordo com a apuração, na ocasião, Pedro Inácio tentou manter relação sexual, sem uso de preservativo. Diante da negativa dela, ele a violentou.

O último estupro aconteceu na noite em que a jovem foi assassinada.  “No dia 02 de março de 2019, Zaira Cruz encontra-se com Pedro Inácio no carnaval de Caicó. Ele fica com a vítima, dentro de um veículo, entre 2h14 e 3h da madrugada. Neste lapso temporal, Pedro Inácio tenta ter relação sexual com a universitária, porém ela nega. Diante da negativa de Zaira, ele a estupra e depois decide matá-la”, detalhou o delegado.

Delegada conclui inquérito sobre morte do filho de Benes Leocádio e vê crime de homicídio

Por Anderson Barbosa, G1 RN
A Polícia Civil concluiu que houve crime de homicídio no caso da morte do estudante Luiz Benes Leocádio de Araújo Júnior, de 16 anos, vítima de disparos que partiram de um policial militar durante uma troca de tiros com assaltantes no dia 15 de agosto de 2018 na Zona Norte de Natal. Outros três PMs também participaram da ação.

Adolescente de 16 anos, filho de Benes Leocádio, foi morto a tiros em Natal — Foto: Reprodução/Facebook

Por Anderson Barbosa, G1 RN

Segundo a delegada Taís Aires, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com relação a esses outros três policiais, ela disse ao G1 que, a princípio, não viu evidências de cometimento de crimes. O inquérito foi entregue no final de janeiro ao promotor de Justiça Luiz Eduardo Marinho. O representante do Ministério Público informou que nos próximos dias terá uma solução para encaminhamento ao Tribunal de Justiça.

O estudante, filho do ex-prefeito de Lajes e agora deputado federal Benes Leocádio, foi feito refém por dois assaltantes, também adolescentes, que o levaram junto com o carro da família dele. O rapaz estava na direção do veículo quando foi atingido em meio a uma troca de tiros envolvendo os criminosos e os quatro policiais militares.

Filmagens de câmeras de vigilância de uma loja mostram o momento em que o estudante Benes Júnior foi sequestrado pelos dois adolescentes na frente do escritório do pai. Cerca de uma hora depois, o estudante acabou morto durante o tiroteio. O suspeito Mateus da Silva Régis, de 17 anos, morreu e outro adolescente, de 16 anos, foi apreendido.

Tiro

Um dos tiros que atingiu o estudante Benes Leocádio Júnior, de 16 anos não partiu das armas apreendidas com os bandidos. A afirmação é da delegada Taís Aires, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ainda em setembro do ano passado.