Escândalo na igreja católica potiguar: Seminarista diz “Não virei padre porque denunciou assédio de Arcebispo”

Após nove anos esperando a ordenação como padre da Igreja Católica, Djalma Júnior decidiu jogar luzes sobre tudo o que passou nesse período que viveu no Seminário São Pedro, em Natal.

Seminarista Djalma Júnior

Em entrevista exclusiva concedida ao Blog, o seminarista revelou que foi assediado pelo Dom Jaime, após ter sido convocado para falar de casos de religiosos responsáveis pelos religiosos do Seminário. “No escritório dele, Dom Jaime me assediou. Pegou nas minhas partes íntimas. Posteriormente isso continuou por telefone e no Whatsapp”, revelou.

O caso não parou por aí. Segundo Djalma Junior, o problema continuou numa viagem da igreja as águas do Rio São Francisco. “Quando cheguei ao final do meu seminário, sem nenhum problema moral, o reitor, acobertando toda essa situação, disse que eu não tinha vocação e me mandou embora”, relembrou.

Djalma Junior revelou ainda que ainda tem sido tratado por psicólogos e psiquiatras e o processo para ordenação dele estavam com Padre Júlio Cezar, o mesmo que foi afastado semana passada após ser revelado um caso com um homem casado. “O próprio Padre Júlio também me assediou”, contou.

Denúncia contra o Arcebispo de Natal traz crimes “nada santos”

Três dos principais nomes da Arquidiocese de Natal são alvos de denúncia feita por um ex-seminarista que quer levar isso ao conhecimento de Dom Giambattista Diquatro, que é o núncio apostólico (espécie de embaixador do Vaticano) no Brasil.

O documento ao qual o blog teve acesso aponta vários casos de assédio e importunação; relacionamento amoroso de um padre com funcionária da cúria metropolitana de Natal; e se diz perseguido pela direção do Seminário de São Pedro.

A denúncia cita o arcebispo metropolitano, Dom Jaime Viera Rocha; o vigário Geral da Arquidiocese de Natal, padre Paulo Henrique da Silva, reitor do Seminário de São Pedro da Arquidiocese de Natal, e o padre José Valquimar Nogueira do Nascimento.

O denunciante relata que “diante dos últimos fatos trágicos, dramáticos (…) recorro a este órgão [Nunciatura Apostólica] como último meio para a resolução desta problemática (…) bem como buscando a resolubilidade das ações maléficas realizadas pelos supracitados senhores, que lesaram a minha integridade moral, física, psicológica e principalmente a espiritual, meu maior bem”.

Nas próximas postagens, vamos detalhar alguns dos trechos da denúncia.

Denúncia será feita ao “embaixador do Vaticano” no Brasil

A denúncia que envolve o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, feita pelo seminarista Djalma Feliciano Ferreira Júnior está fundamentada em dois crimes: assédio sexual e importunação sexual.

A carta denúncia contra ele está prestes a ser enviada a Dom Giambattista Diquatro, que é o núncio apostólico (espécie de embaixador do Vaticano) no Brasil.

Em um dos trechos, o denunciante disse que Dom Jaime fez o seguinte questionamento: “Se o pé for do tamanho do pau? Referindo-se ele ao tamanho do meu pênis”.

Segundo o seminarista, em 2016, “após a celebração da Santa Missa na intenção das vítimas da violência em Natal/RN, ocorrida no dia 29/01/2016, na Catedral Metropolitana de Natal, presidida por Dom Jaime Vieira Rocha, fui convidado pelo mesmo arcebispo para jantar na residência episcopal e ter uma conversa privada sobre o Seminário de São Pedro”.

“Durante a conversa com o arcebispo eu permaneci calado, escutando as orientações e as acolhendo, tendo em vista que eu estava tendo a honra de ser convidado pelo arcebispo para ser orientado pelo mesmo. Durante o diálogo, que se prolongou por mais de uma hora, Dom Jaime começou a enaltecer minhas qualidades e bater nas minhas pernas com uma das pernas dele. Inicialmente eu pensei que era uma brincadeira, mas, depois eu tive a iniciativa de afastar a cadeira, uma vez que estávamos de frente um para o outro, e cruzei as pernas”, contou na denúncia.

Em seguida, dom Jaime teria feito a colocação a respeito do pênis do seminarista comparando-o ao tamanho do pé. “Na hora eu não entendi por qual motivo Dom Jaime estava tendo tal comportamento. O arcebispo começou a me tecer elogios novamente, dizendo: “Homem forte de Brejinho, da terra das mandiocas grandes, homem das costas largas, aguenta muita coisa, seja firme na vocação”.

E continua a narrativa: “Bateu no meu ombro e foi descendo a mão em direção ao meu pênis, apalpando o mesmo. Eu fiquei de pé e disse que estava na hora de descermos para jantar”.

O seminarista relatou, em sua denúncia, que “durante o jantar com o arcebispo, eu busquei interagir para retirar a tensão, e até consegui, entretanto, por algumas vezes eu sentia por debaixo da mesa uma perna que entrava em atrito levemente com a minha perna. Era novamente Dom Jaime me importunando”.
Dias após o fato, ele disse que “a imagem do arcebispo ficou decaída. Durante a Missa, na oração pela Igreja, quando se falava o nome do bispo eu tinha repulsa. Foram dias de tormenta interior”.

Em sua denúncia, ele narra que procurou “uma pessoa muito sábia” para se confessar que, segundo o denunciante, é “uma alma dotada de sabedoria e piedade que residia no Seminário [São Pedro] por ser idoso e por força da função”.

O seminarista revelou que “ele deu bons e valiosos conselhos, pediu que eu rezasse pelo bispo e que se eu desejasse ser padre, eu deveria aguentar, e que muito provavelmente eu iria sofrer outros assédios desta natureza por parte de clérigos, tendo em vista que eu era um rapaz bem apanhado, e que, quem tinha esta fraqueza, este desvio moral, muito provavelmente iria ‘dar em cima de mim’, mas, que eu não me deixasse abalar, que eu não me envolvesse com estas pessoas que tinham tal prática abominável e que eu prosseguisse firme, rezando”.

Mas ao que parece as coisas não melhoraram.

“Com o passar dos dias, novamente o arcebispo veio falar comigo ‘dando cantada’, por mensagens no Whatsapp. Desta vez eu me abri com alguns colegas de minha turma de seminário. (…) Por telefone, entrei em contato com o aludido sacerdote, que prontamente me atendeu, reprovou a atitude do arcebispo veementemente, e me garantiu conversar com o arcebispo pessoalmente.

“Com o tempo, eu fui amadurecendo e aprendendo a me esquivar destas pessoas que realizavam estas práticas. Infelizmente por repetidas vezes eu continuei a sofrer tais assédios pelo mesmo arcebispo, com menos intensidade”, declarou.

A carta-denúncia traz ainda um relato de 2016 quando “houve uma importante atividade encabeçada por Dom Jaime, denominada “Romaria das águas”, de caráter Socioambiental dos bispos do Regional Nordeste II”.

“Ao retornamos de Salgueiro/PE para Natal/RN, Dom Jaime exigiu que eu o acompanhasse no ônibus, e sentasse ao seu lado. Fiquei novamente com medo, pensando qual seria a intenção dele. Com um olhar miudinho e sorridente começou a brincar na gente dos outros bispos para desfaçar.

Ele desabafou que “a palavra que resume meu sentimento pelo arcebispo de Natal decepção, profundíssima decepção. Ele me fez ver um lado que eu não conhecia da Igreja, plantando em meu coração uma frustração, decepção, e as vezes até medo”.

“Me deparo com o lado mais podre da igreja”, revela seminarista em denúncia

Em sua denúncia, o seminarista Djalma Feliciano Ferreira Júnior narrou que “ao chegar no seminário eu me deparo com o lado mais podre da Igreja, e o pior, tudo patrocinado por quem deveria salvaguardar a Igreja e o rebanho: o arcebispo, o guardião da fé. Na verdade, o usurpador da fé, o lobo, o detrator da fé”.

O denunciante revela que “o mesmo arcebispo [Dom Jaime] fez um trato comigo, visando o guardar meu silêncio, propondo-me a ‘ordenação sacerdotal’, se eu seguisse os passos que ele orientaria”.

Mas o combinado parece que ia sair caro. “Esta conversa ocorreu logo após a Missa no dia 29/12/2019, na Igreja catedral, no coquetel do aniversário de instalação da paróquia da catedral. Desde tal dia, nunca mais tive paz em nenhum aspecto. Cada vez que uma iniciativa foi feita pelo arcebispo um problema foi gerado, e eu, cada vez mais sendo exposto ao ridículo na arquidiocese e perante a sociedade. Tudo o que construí desde o primeiro dia de seminário foi sendo depredado paulatinamente, minha vocação sendo totalmente destruída”.

O ponto alto, segundo ele, foi “a minha vergonhosa saída da paróquia de São João Batista em Pendências/RN, no dia 25 de dezembro de 2021, quando o arcebispo determinou o fim do suposto estagio pastoral que eu estava fazendo em vista da minha ordenação presbiteral”.

Djalma Júnior contou que “foi um escândalo público na noite de Natal. O povo ficou todo sem entender o que estava ocorrendo. Eu também fiquei sem entender, mas no fundo do meu coração eu estava prevendo tudo o que estava para acontecer”.

A denúncia narra que “no dia 29/12/2021, no Gabinete do arcebispo, houve uma reunião com a presença dos senhores Pe. José Sílvio de Brito, Vigário Episcopal para o Clero da arquidiocese de Natal, o Diác. Manoel Teixeira da Silva, Assessor Jurídico da arquidiocese de Natal o arcebispo e eu. Pensando em realizar uma intimidação à minha pessoa e causar pressão psicológica, o arcebispo pensaria que eu iria me intimidar, mas tudo foi ao contrário. Todos os envolvidos na situação ficaram praticamente calados. Na reunião eu fui comunicado que eu não seria ordenado e que eu esperasse pelo próximo arcebispo, pois, na atual conjuntura não seria possível. A reunião está toda gravada e durou quase uma hora”.

“Hoje não consigo entrar mais em uma Igreja para participar da santa Missa. E pensar que eu cheguei a participar de 5 Missas em um final de semana ajudando os padres de minha paróquia ou da Pastoral”.
Na denúncia enviada à Nunciatura Apostólica, ele solicita a Dom Giambattista Diquatro, “que na qualidade de Núncio Apostólico no Brasil tome as providências cabíveis em tempo hábil sobre este assunto que são de natureza grave e exigem uma séria apuração dos fatos”.

“Conto com a diligência de vossa excelência, a apuração séria e a punição dos envolvidos nesta problemática que infelizmente está se tornando uma prática comum na Igreja, que fere a natureza e a seriedade da fé”, concluiu.

“Seminário de São Pedro se assemelha a um prostíbulo”, afirma seminarista em denúncia

A denúncia feita pelo seminarista Djalma Feliciano Ferreira Júnior escancara situações ocorridas na Arquidiocese. “O seminário de São Pedro se assemelha a um prostíbulo com hora marcada para rezar”, afirmou.

Ele afirmou que “Pe. José Valquimar [reitor do Seminário São Pedro] não tem moral nem muito menos capacidade de pastorear, de dialogar, nunca assumiu uma paróquia para aprender a conviver, e nem sequer é da arquidiocese de Natal, ele é da Diocese de Caicó/RN”. “E o mais engraçado, o reitor quer ser bispo. Palhaçada”, desabafou.

E continua: “Que ele retorne para o sertão de Caicó. Espero que estes homens sejam afastados de suas funções e punidos, para que o mal não se alastre e venha a denegrir a imagem da Igreja de Natal mais do que já está”.

Djalma Júnior pede que “salve as vocações”. “Temos alguns poucos jovens bons e sérios, mas eles estão submersos em uma comunidade depravada. Não escrevo esta carta com alegria, mas com profunda tristeza, pois sou católico, tenho uma fé alicerçada na tradição dos meus antepassados, que me transmitiram a fé. Por favor, faça alguma coisa pela Igreja particular de Natal, pelo bem dos fiéis e de toda a santa Igreja”.

O “não posicionamento” da Igreja Católica

Deste a segunda-feira (13), o Blog entrou em contato com a Igreja Católica em Natal. Foi marcada uma reunião com o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, para às 15h. Porém, 30 minutos antes do encontro, entraram em contato pedindo para não ter o encontro. Diante da gravidade das acusações, no entanto, o Blog solicitou para a Arquidiocese mandar uma resposta sobre as acusações gravíssimas. O Blog enviou os vídeos, o texto para a Igreja e, apesar de dizer que estão finalizando o texto, até as 17h, não enviaram obtivemos nenhuma resposta. O Blog ainda tem posse de prints, audios, gravações de conversas… Tudo é muito nebuloso. Esperamos, sinceramente, que o Arcebispo Dom Jaime responda os questionamentos feitos para a sociedade. Na hora que a Curia, a Igreja Católica ou o Arcebispo enviarem as respostas, daremos o mesmo destaque para a versão.

Por Blog do Gustavo Negreiros

Padre critica divulgação de caso envolvendo pároco e incita violência contra veículos

O padre Antônio Murilo de Paiva, pároco de Parnamirim, criou polêmica durante uma homilia em celebração no domingo (5), dois dias após vir à tona a polêmica envolvendo o padre Júlio Cézar Cavalcante. Padre Murilo falou sobre a necessidade da “igreja reagir”, mas colocando como alvo alguns veículos de imprensa que divulgaram o caso envolvendo o agora ex-pároco de Candelária.

Padre Murilo se envolveu em polêmica saindo em defesa a padre

No áudio, padre Murilo relatou supostos momentos em que os padres andavam armados e, segundo ele, teriam feito um jornalista engolir um jornal sob ameaça de um revólver calibre 38. “Se fosse em outro tempo, no de Frei Damião, ele já teria organizado o povo para tocar fogo naquela rádio e naquela TV que falam mal dos padres”, disse, afirmando ainda que os padres tinha “exércitos” e que era comum que andassem armados.

Na homilia, o padre também comentou a postura de Padre Júlio, envolvido em suposto escândalo sexual e afastado pela Arquidiocese. “O padre fez canonicamente tudo correto. O fato aconteceu antes do casamento. Se confessa e pede que o noivo se confesse com outro padre. Faz o casamento, talvez tenha sido o deslize aí”, comentou padre Murilo.

A Arquidiocese de Natal tomou conhecimento sobre o áudio. Para a instituição, “trata-se de uma opinião pessoal do padre, com a qual o governo arquidiocesano não concorda”. Questionada pela reportagem da Tribuna do Norte se haverá algum tipo de sanção ao padre, a Arquidiocese informou que o arcebispo ainda vai analisar o que foi dito pelo padre.

Tribuna do Norte

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Prefeita do interior do RN é acusada de fingir fazer oferta durante missa; VEJA VÍDEO

Nas imagens, não fica claro se a prefeita realmente fez depósito de alguma quantia durante o ofertório

Prefeita Maria Olímpia (PP) durante oferta em missa do padroeiro – Foto: Reprodução

Um vídeo publicado nas redes sociais neste fim de semana causou polêmica em Paraú, município da região Oeste Potiguar, distante 245 quilômetros de Natal.

Nas imagens, a prefeita da cidade, Maria Olímpia (PP), aparece fazendo uma suposta oferta na missa do Divino Espírito Santo, padroeiro da cidade. O vídeo foi gravado na noite da última sexta-feira (27).

A polêmica começou porque, segundo internautas, o vídeo sugere que a prefeita simulou a oferta em dinheiro. Nas imagens, não fica claro se a prefeita realmente fez depósito de alguma quantia durante o ofertório.

Diante da polêmica, a prefeita se manifestou na noite deste domingo (29). Em nota, Maria Olímpia se disse indignada com a publicação do vídeo e negou que tenha simulado a oferta. Ela afirma que as imagens mostram que ela fez o depósito “de forma discreta e humilde”.

A Paróquia do Divino Espírito Santo também se pronunciou. Em nota, a igreja destacou que a polêmica é uma “fake news” e frisa que “além da contribuição financeira, ela (oferta) também pode ser feita de forma espiritual”.

Confira as notas:

O que diz a prefeita:

“A excelentíssima senhora Maria Olímpia, prefeita do Município de Paraú, vem por meio deste externar toda sua tristeza com um vídeo que está sendo exibido de forma distorcida e de má fé, com o objetivo de deturpar sua imagem.
No vídeo, que circula na página Assu Notícias, é possível ver o momento em que a senhora Maria Olímpia de forma discreta e humilde deposita sua oferta, sem chamar atenção ou dar ênfase a esse fato.
Como a sagrada escritura diz no livro de Mateus 6, 1-6, 16-18, “Quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita”.
“É muito triste ver que as pessoas não estão respeitando nem os templos religiosos, um lugar sagrado onde o que se espera é exemplos de fraternidade, cumplicidade e amor ao próximo como pregou o Senhor”.
Esperamos que a Pascom e a Diocese se manifestem e busquem a origem de fatos como estes, que difamam nossa igreja.”
Maria Olímpia (PP), prefeita de Paraú

O que diz a paróquia:

“A Pascom vem através dessa nota informar que oferta é algo que se dá além do dízimo, é uma entrega sem compromisso que o fiel pode fazer em qualquer igreja ou obra caritativa, sem necessariamente ter uma periodicidade definida. Além da contribuição financeira, ela também pode ser feita de forma espiritual.
Dessa forma, repudiamos qualquer tipo de fake news e esclarecemos que no vídeo divulgado é perceptível que a oferta foi feita. Ademais, pedimos desculpas pelas imagens divulgadas pela Pascom e garantimos que este ato não ocorrerá novamente.
Diante do exposto, pedimos que a página @assunoticia exclua o vídeo de imediato. E informamos ainda que os vídeos gravados pela pascom não foram de má fé e sim gravados rotineiramente para nossa página.
A pascom agradece a compreensão de todos.”

Paróquia do Divino Espírito Santo

98 FM

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Dom Jaime prepara renúncia e transição para novo arcebispo

O arcebispo metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, está escrevendo sua carta de resignação para deixar o cargo. Em março, ele comemorou 75 anos. A idade é determinada pelo Código de Direito Canônico do Vaticano como limite para que bispos, responsáveis da Cúria Romana ou representantes diplomáticos da Santa Sé, por exemplo, apresentem ao papa o seu pedido de renúncia. Em conversa com a TRIBUNA DO NORTE, Dom Jaime destacou a canonização dos 30 mártires de Cunhaú e Uruaçu, massacrados em terras potiguares no século XVII, como um de seus principais legados à frente da Arquidiocese de Natal.
O arcebispo também falou sobre o processo de transição para o novo bispo e planos para o futuro como bispo emérito. Confira:

Dom Jaime, Arcebispo Metropolitano de Natal
Dom Jaime, Arcebispo Metropolitano de Natal

De que feitos o sr. mais se orgulha nesse período como arcebispo de Natal?

São 10 anos de atuação em Natal. Natal é a terceira experiência para o meu pastoreio com a missão de bispo: primeiro Caicó, depois Campina Grande e por último aqui. Para mim, uma das coisas mais marcantes foi a canonização dos santos mártires porque eu participei no ano 2000 em Roma da beatificação e esta beatificação foi se desenvolvendo. Quando chega o pontificado do papa Francisco, ele tem muita atenção com esses processos de canonização de santos, sobretudo locais, brasileiros, então os mártires de Cunhaú e Uruaçu foram canonizados com muita rapidez em 2017. Para mim é uma graça muito grande ter sido o bispo que participou da canonização de 30 santos. Depois vivemos a oportunidade de organizar mais a parte administrativa e contábil da arquidiocese, nos submetendo aos marcos regulatórios, tanto federal quanto estadual. Essa parte também é muito importante ser levada em conta.

Foi durante a sua gestão que a Cúria Online foi implementada. Que projeto é esse?

Foi um grande projeto de administração, de organização da vida da Arquidiocese a partir das paróquias e da corresponsabilidade de cada pároco, dentro do sistema de internet, de informática. O bispo tem em suas mãos em tempo real e permanente, todo o quadro da realidade socioeconômica, administrativa, contábil da igreja. Essa parte administrativa fica bem consolidada. Fizemos o possível para deixar a casa arrumada para quem estiver aqui futuramente.

Além disso, que momentos pastorais o sr. se recorda com carinho?

Tivemos a oportunidade do Ano da Misericórdia, com a introdução das portas santas naquele ano em que o papa Francisco proclamou. Criamos santuários em várias partes da Arquidiocese para proporcionar aos fiéis a oportunidade de viver a graça do Ano Santo da Misericórdia. Isso foi muito importante. Em algumas paróquias, nós criamos santuários, foi aberta uma porta santa e ali as pessoas passavam fazendo as suas penitências. Foram muitas conquistas que hoje nós estamos podendo colher. São muitas atividades, muitos momentos bons e eu só tenho a agradecer.

Dom Jaime, como está o processo de renúncia? O sr. está escrevendo a carta?

Já estou escrevendo. A nossa agenda é tão dinâmica, que eu quase não tenho muito tempo, mas vou pensando e vou colocando no papel. Encaminharei a carta com serenidade. É isso que estou fazendo e espero que o papa acolha.

Já existem candidatos a substituí-lo?

Ainda não temos nomes apontados. O regional é formado pelos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e Alagoas. São quatro arquidioceses e 21 dioceses. Este ano nós temos quatro bispos que atingem os 75 anos. Não significa que ao completar 75 precisa sair imediatamente. Há um período tranquilo onde eu mando a carta, ela chega à Santa Sé, abre-se o processo de sucessão em Natal e o processo vai caminhando. Claro que as pessoas ficam muito atentas, têm muitas conversas, muitos assuntos e isso não tem muita solidez em termos de decisão. São muitas conjecturas e esse processo é muito amplo.

De maneira geral, a Igreja Católica mudou muito desde que o sr. assumiu a Arquidiocese de Natal?

A Igreja Católica passou por muitas mudanças, momentos históricos e isso tem muito peso e muitas consequências. Eu fui formado, caminhei, vivi e achei belíssimo a igreja do Vaticano II. Eu entrei no seminário em 1961, o papa João XXIII convocou o concílio ecumênico, com todos os bispos católicos e bispos de outras igrejas, e esse concílio veio para atualizar a igreja para o século XX. Houve muitas mudanças, documentos, constituições, a igreja piramidal que passa a ser a igreja comunhão, com todos os irmãos em círculo. Depois, a igreja vai tentando responder àquilo que vai se constituindo à realidade de seu tempo. Nós vivemos esses períodos, fomos mudando, conquistando e estamos nesse momento de crescimento. Na minha vida de padre eu vivi tudo isso, momento de avanços e de recuos. Tivemos outros processos, com uma guinada muito drástica se afastando ou ignorando completamente a dimensão sociotransformadora da fé para uma igreja mais intimista, “eu e Deus, só eu que louvo”, uma visão muito verticalizada da fé, sem a horizontalidade, como é a cruz de Cristo.

O sr. costuma dizer que está entrando agora na terceira fase da existência humana. Quais são seus planos como bispo emérito?

Que Deus me dê a graça da vida. Eu não sei até onde vou, quem sabe é Ele. Terminando esse tempo, eu estou preparando um lugar para morar. Quando o bispo fica emérito vai viver  em uma outra perspectiva, ele não vai mais estar na estrutura própria daquele que está à frente da igreja. Rendo graças a Deus e preparo o ambiente, a estrutura, os mecanismos pastorais, administrativos para o próximo que vier. É meu dever deixar a casa em ordem para quem chegar. Ter muita atenção, misericórdia, zelo e também paternidade para viver situações um pouco difíceis, dolorosas, alguém que precise resolver uma situação, um padre que precise uma atenção em determinado aspecto. Tudo isso para que estejamos diante da pessoa humana, que preciso do cuidado, da solidariedade, da compreensão, isso é muito importante.

E o sr. vai ficar aqui por perto?

Vou morar num apartamento ali na Campos Sales, eu achei que era melhor, pelo meu modo de ser, estar perto da cidade, das pessoas. Há um ambiente muito bom também lá em Emaús, no recanto Santa Marta, onde moram os meus dois irmãos eméritos Dom Heitor e Dom Matias, também um padre mora lá e assim vai. Preferi ficar aqui mais próximo porque eu ainda posso contribuir com muita coisa, com muitas instituições. Muitas pessoas dizem isso e eu estou pronto. Vibro com todos os processos que trazem superação de miséria, pobreza, qualidade de vida, não posso negar as coisas que são importantes. Vou me sentir com a missão cumprida, só tenho a agradecer a Deus. Certamente estarei melhor porque você se desvencilha de uma série de demandas, de preocupações, hoje, por exemplo, com as redes sociais, a internet, sou alcançado a toda hora, quando eu acordo já tem um ‘plim plim’ no telefone com alguma demanda, alguma pergunta, algum compromisso, mas tudo isso é muito bom porque estamos gastando a vida em favor da vida.

Tribuna do Norte

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Com aval do Papa, Vaticano proíbe bênção a união gay e classifica homossexualidade como pecado

Para a Igreja, pessoas gays devem ser tratadas com dignidade e respeito, mas o sexo entre eles é ‘intrinsecamente desordenado’

Por Amanda Péchy

15 mar 2021, 11h27 – Publicado em 15 mar 2021, 11h18Veja

Reprodução

Vaticano decretou nesta segunda-feira, 15, que a Igreja Católica não pode abençoar as uniões de casais do mesmo sexo, pois Deus “não pode abençoar o pecado”. O comunicado foi aprovado pelo papa Francisco.

O texto de duas páginas, publicado em sete idiomas diferentes, enfatizou a “distinção fundamental e decisiva” entre a aceitação de fiéis homossexuais pela Igreja, que é sustentada, e a de uniões gays, que não podem receber qualquer reconhecimento sacramental.

A religião católica sustenta que o casamento, união vitalícia entre o homem e a mulher, é parte do plano de Deus e tem como objetivo a criação de uma nova vida. Segundo o documento, pessoas gays devem ser tratadas com dignidade e respeito, mas o sexo gay é “intrinsecamente desordenado”. Para o Vaticano, como casais do mesmo sexo não poderiam gerar uma nova vida, não devem ser abençoados pela Igreja.

“A presença em tais relações de elementos positivos, que por si só devem ser valorizados e apreciados, não pode justificar essas relações e torná-las objetos legítimos de uma bênção eclesial, uma vez que os elementos positivos existem no contexto de uma união não ordenada ao Criador plano”, diz o texto.

Deus “não abençoa e não pode abençoar o pecado: Ele abençoa o homem pecador, para que ele reconheça que faz parte de seu plano de amor e se permita ser mudado por ele”, completa, observando que qualquer união que envolva relações sexuais fora do casamento não pode ser abençoada.

O texto faz a ressalva de que “a decisão negativa sobre a bênção de uniões de pessoas do mesmo sexo não implica um julgamento sobre as pessoas”.

O papa Francisco, conhecido pelo seu apoio aos fiéis homossexuais, já endossou as uniões de pessoas do mesmo sexo, mas apenas na esfera civil, não dentro da Igreja.

O pontífice pediu pela legalização durante uma entrevista com uma emissora mexicana, a Televisa, em 2019, fazendo referência ao momento em que era arcebispo de Buenos Aires, na Argentina

“As pessoas homossexuais têm o direito de ter uma família. Eles são filhos de Deus”, afirmou, completando que pais de crianças gays “não podem” expulsar seus filhos da família. “Precisamos é uma lei da união civil; dessa forma, eles serão protegidos legalmente”, concluiu.

O comentário foi cortado pelo Vaticano, mas foi revelado em um documentário no ano passado.

Em 2003, o Vaticano emitiu um decreto semelhante ao atual, dizendo que o respeito da Igreja pelos gays “não pode levar de forma alguma à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal de uniões homossexuais”. Para a Igreja Católica, fazer isso é tolerar “comportamentos desviantes”.

https://veja.abril.com.br/mundo/vaticano-proibe-bencao-a-casamento-gay-com-endosso-de-francisco/?utm_source=whatsapp

Sexta-feira Santa, o Mistério da Cruz

Sexta-feira Santa é o dia do silêncio e da adoração, dia no qual se medita com a Via-Sacra a Paixão de Cristo e se repercorre com Jesus o caminho da dor que leva à sua morte, uma morte que, sabemos, não é para sempre.

10 abril 2020, 09:22 horário local

Crucifixo – Sexta-feira Santa

Cidade do Vaticano

Depois disso Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que se cumprisse a Escritura, disse: “Tenho sede”. Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram num ramo de hissopo uma esponja embebida de vinagre e a levaram à sua boca. Ele tomou o vinagre e disse: “Está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” (Jo 18, 28-30).

Hoje as igrejas estão silenciosas. Na liturgia não há canto, não há música e não se celebra a Eucaristia, porque todo espaço é dedicado à Paixão e à morte de Jesus. Ajoelhamo-nos, para simbolizar a humilhação do homem terreno e a coparticipação ao sofrimento do Senhor. Porém, não é um dia de luto, mas um dia de contemplação do amor de Deus que chega para sacrificar o próprio Filho, verdadeiro Cordeiro pascal, para a salvação da humanidade.

A adoração da Cruz

A Cruz está presente na vida de todos os cristãos desde a purificação do pecado no Batismo, absolvição do Sacramento da Reconciliação, até o último momento da vida terrena com a Unção dos enfermos. Na Sexta-feira Santa somos convidados a adorar a Cruz para o dom da salvação que conseguimos através da sua vinda. Depois da ascese quaresmal o cristão está preparado para não fugir do sofrimento. Nesta ano durante a liturgia os fiéis não tocarão a Cruz, não a beijarão, não estarão presentes nas igrejas por causa da pandemia do coronavírus, mas como pediu Francisco vamos abrir o coração na oração: “Não se esqueçam: Crucifixo e Evangelho. A liturgia doméstica será essa”. “Nos fará bem olhar o crucifixo em silêncio e ver quem é o nosso Senhor: é Aquele que não aponta o dedo contra ninguém, mas abre os braços para todos”, disse na catequese de quarta-feira.

No caminho da dor com Jesus

Teremos também hoje aqui no Vaticano a encenação da Via-Sacra, de modo diferente, sem os fiéis, neste ano na Praça São Pedro ao invés do Coliseu. Francisco guiará a Via-Sacra do adro da  Basílica vaticana, seguindo as meditações feitas pelos detentos da prisão de Pádua. Cada igreja no mundo irá fazer à sua maneira. A Via-Sacra é uma prática extra litúrgica que muitas vezes é celebrada exatamente na Sexta-feira Santa para evocar e repercorrer juntos o caminho de Jesus para o Gólgota – o lugar da crucificação – e portanto meditar sobre a Paixão.

A Paixão de Cristo foi introduzida na Europa pelo dominicano beato Alvaro De Zamora da Cordoba em 1402 e mais tarde pelos Frades Menores e compreende 14 momentos ou “estações” nas quais nos detemos para refletir e rezar. São uma sequências de crescentes imagens dramáticas que culminam com a morte de Cristo, em cada uma delas Jesus é atacado pelo mal, para evidenciar, por contraste, a vitória d’Ele sobre a morte e sobre o pecado que será celebrada daqui a dois dias com o Domingo da Páscoa da Ressurreição.

https://www.vaticannews.va/pt.html

Papa inicia Semana Santa com celebração sem presença de fiéis

Domingo de Ramos é celebrado dentro da Basílica de São Pedro

Publicado em 05/04/2020 – 10:27 Por RTP* – Roma

Papa Francisco fala no Vaticano

O papa Francisco iniciou neste domingo (5) os ritos da Semana Santa com a celebração litúrgica de um Domingo de Ramos especial, dentro da Basílica de São Pedro e não na Praça do Vaticano, como é usual.

“O drama que estamos passando obriga-nos a levar a sério o que conta, a não nos perdermos em coisas insignificantes”. Porque a vida é medida a partir do amor. Em casa, nesses dias sagrados, vamos apresentar-nos diante de Jesus crucificado, que é a medida do amor que Deus tem por nós”, disse Francisco durante a homilia.

Apenas um pequeno grupo de religiosos acompanhou o papa, que respeitava a distância de segurança em todos os momentos, e a liturgia foi realizada no altar da cadeira, na Basílica de São Pedro. 

Será uma Páscoa diferente, em que Francisco celebrará sem os fiéis e aqueles que quiserem participar terão de fazê-lo de casa, por meio da comunicação social ou das redes sociais.

O aparecimento do novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19 e que na Itália já causou mais de 15 mil mortes, forçou o Vaticano a adotar medidas preventivas para evitar o contágio e, em março, a fechar temporariamente a praça e a basílica. 

Em 27 de março, Jorge Bergoglio deu uma bênção histórica “Urbi et Orbi” – para a cidade e para o mundo – de uma Praça de São Pedro no Vaticano totalmente vazia de fiéis. A imagem foi repetida neste Domingo de Ramos.

Naquele dia, a imagem da Virgem Salus Populi Romani, que geralmente é mantida na Basílica de Santa María la Mayor, e o Cristo crucificado da Igreja de San Marcello foram levadas ao Vaticano, e ambas foram colocadas hoje no altar, pois já se tornaram o símbolo da oração do papa pela erradicação da pandemia.

O interior da basílica também foi decorado com algumas oliveiras e palmeiras.

Na homilia, o papa pediu às pessoas que evitem sentir-se solitárias e se apeguem à fé nesses tempos difíceis.

“Quando nos sentimos entre uma rocha e um lugar difícil, quando nos encontramos num impasse, sem luz e sem escapatória, quando parece que nem mesmo Deus responde, lembremos que não estamos sozinhos”, afirmou.

“Hoje, no drama da pandemia, diante de tantas certezas que desmoronam, diante de tantas expectativas traídas, com o sentimento de abandono que oprime os nossos corações, Jesus diz a cada um: `Coragem, abra seu coração ao meu amor. Você sentirá o conforto de Deus, que o sustenta “, acrescentou.

Francisco pediu aos fiéis de todo o mundo que entrem em contato com quem sofre, “quem está sozinho e necessitado”, e enviou uma mensagem aos mais jovens: “Olhem para os verdadeiros heróis que vêm à luz hoje em dia. Eles não são os que têm fama, dinheiro e sucesso, mas são os que se dão para servir aos outros”.

Este ano será uma Páscoa diferente. A missa do Crisma na quinta-feira santa (9), na qual são abençoados os óleos sagrados que servirão durante todo o ano para distribuir os sacramentos, foi cancelada.

Francisco celebrará a missa da quinta-feira santa, mas não a tradicional lavagem dos pés que costumava fazer em abrigos de migrantes ou em prisões.

Também haverá uma missa na sexta-feira santa, como no dia anterior, dentro da basílica, mas a Via Sacra será comemorada na Praça de São Pedro e não no Coliseu, onde é realizada desde 1964.

Também não haverá fiéis na Vigília da Páscoa, no sábado (11), nem na Missa da Páscoa, no domingo, sendo que após a celebração Francisco dará a bênção “Urbi et Orbi”.

Emissora pública de televisão de Portugal

Papa reza pelo fim da pandemia em uma Praça de São Pedro vazia; vídeo

Na oração, o papa pediu que as pessoas tenham fé, paciência e demonstrem união diante da pandemia do novo coronavírus

Por Correio Braziliense 27/03/2020 16:15 – Atualizado em 27/03/2020 16:52

Em uma Praça de São Pedro completamente vazia, algo inédito na milenar história da Igreja Católica, o papa Francisco realizou, nesta sexta-feira (27/3), a bênção extraordinária Urbi et Orbi, na intenção do fim da pandemia do novo coronavírus. Além disso, concedeu indulgência plenária, ou seja, o perdão dos pecados, aos fiéis.

O pontífice pediu para Deus “olhar a dolorosa situação” da humanidade. “Deus onipotente e misericordioso, conforta teus filhos e abre nossos corações à esperança, porque sentimos sua presença de Pai em nosso meio”, disse, ao abrir a oração.

O papa também pediu aos católicos que tenham fé, paciência e demonstrem união.

Afirmou ainda que, em meio a um momento de caos social, é necessário priorizar as vidas. “É tempo de separar aquilo que é necessário daquilo que não é (…) Estamos todos no mesmo barco, todos.” 

Crucifixo Milagroso

Na Praça de São Pedro, onde ocorreu a bênçao, estava um crucifixo considerado milagroso. A peça religiosa, de mais de 500 anos, usada para conter uma peste na Itália em 1522, foi levada ao Vaticano para a celebração pelo fim do coronavírus. 

Confira:

Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, abençoa o mundo, dá saúde aos corpos e conforto aos corações! Pedes-nos para não ter medo; a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. Mas Tu, Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade. Continua a repetir-nos: «Não tenhais medo!» (Mt 14, 27). E nós, juntamente com Pedro, «confiamos-Te todas as nossas preocupações, porque Tu tens cuidado de nós» (cf. 1 Ped 5, 7).

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A Procissão de São José dos angicos é adiada devido Covid-19

NOVA NOTA À COMUNIDADE CATÓLICA ANGICANA

A Paróquia de São José dos Angicos em comunhão com as orientações da Província Eclesiástica do Rio Grande do Norte e com o Decreto Estadual Nº 29.524 publicado nesta quarta-feira, 18 de março de 2020, que dispõe sobre a proibição de atividades coletivas, eventos de massa, shows, atividades desportivas, entre outros, sejam públicos ou privados, ainda que tenham sido autorizados anteriormente, no que diz respeito as medidas restritivas temporárias para o enfrentamento da Situação de Emergência em Saúde Pública provocada pelo novo Coronavírus (Covid-19) resolve:

1° Adiar a Solene Procissão do Glorioso São José – padroeiro desta paróquia e da cidade de Angicos com data a ser marcada conforme o enfrentamento da crise e extinção do Novo Coronavírus COVID-19;

2° De acordo com o Item 1° da recomendação da Província Eclesiástica do RN divulgada no último dia 16 de março que diz: “nas igrejas com grande afluência de fiéis aumente-se, quando possível, o número de celebrações para evitar aglomerações, orientando respeitar certa distância entre fiéis”; seguindo a orientação deste item em que pede o aumento das celebrações a programação do dia 19 de março – SOLENIDADE DE SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA E PATRONO UNIVERSAL DA SANTA IGREJA, ficará dessa forma:

• Santa Missa às 06h na Igreja Matriz de São José dos Angicos;
• Santa Missa às 09h na Igreja Matriz de São José dos Angicos;
• Missa de Encerramento, às 16h30, na Igreja Matriz de São José dos Angicos.

As celebrações da Santa Missa, já previstas e recomendadas no item 1º das ultimas orientações à comunidade católica da Província Eclesiástica do RN, realizar-se-ão seguindo todas as orientações já emanadas anteriormente, a saber: “Durante as celebrações, evite-se o contato físico, sobretudo no Pai Nosso e no abraço da paz. A comunhão deve ser recebida na mão’ (Novas Orientações aos Católicos da Arquidiocese de Natal e das Dioceses de Caicó e de Mossoró, n. 02).

• Fica desobrigado até aos que cumprem promessas, às quais dispensa a todos, em função da delicada circunstância.

• IDOSOS, CRIANÇAS e outras pessoas que fazem parte do grupo de risco para desenvolver formas graves da doença, DEVEM ficar em casa, podendo acompanhar as celebrações do encerramento dos festejos do Glorioso Padroeiro São José em suas casas, através dos nossos meios de comunicação;

A Pastoral da Comunicação continuará dando total cobertura aos atos litúrgicos nestes dois dias e nos demais que estão por vir no enfrentamento da crise; por meio das nossas redes sociais (Instagram e Facebook), fazendo todas as postagens sobre as orientações e avisos aos paroquianos, e assim, realizando as transmissões ao vivo das celebrações.

Pe. Jailton da Silva Soares – Pároco
Seminarista Emerson Gomes
Equipes de Serviços

Vaticano excomunga três pessoas por terem acusado o papa de heresia

Stephen de Kerdrel, Colette Roberts e Damon Kelly são de um grupo ultraconservador da Escócia

Por Adriana Dias Lopes 11 jan 2020, 17h26

Vaticano excomungou três pessoas da Igreja por terem acusado o papa Francisco de heresia. Os padres Stephen de Kerdrel, Damon Kelly e a irmã Colette Roberts são eremitas que vivem na ilha de Orkney, com 600 habitantes no norte da Escócia e pertencem ao grupo ultraconservador The Black Hermits” (Os Eremitas Negros), fundado 1999.  A informação foi revelada pelo site católico britânico The Tablet.

Os eremitas são signatários de uma carta aberta datada em abril de 2019, que acusa o pontífice ter “transformado inexoravelmente a Igreja em uma falsa Igreja” e condena o papa de “dar declarações e ensinar de uma forma que demonstre ser um grande herege.” 

Com a excomunhão, eles não podem mais receber os sacramentos católicos nem participar da vida eclesiástica.

O papa Francisco tem sido alvo constante da ala extrema-direita do Vaticano ao longo do seu pontificado. Os ataques são reações aos documentos publicados e declarações reformistas não só em relação à postura do fiel católico, mas à própria Cúria Romana.

Os inimigos são majoritariamente ligados ao clero dos Estados Unidos, mas há adeptos na Itália, em países do leste europeu e na América Latina. Em setembro do ano passado, o pontífice chegou a afirmar em entrevista, que “reza para que não haja um cisma na Igreja Católica, mas que não teme que ocorra algum”.

Por revista veja