IBGE prevê safra de 271,9 milhões de toneladas para 2022

Arroz, milho e soja representam 93% da estimativa da produção

Publicado em 10/02/2022 – 10:48 Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2022 deve totalizar o recorde de 271,9 milhões de toneladas, 7,4% acima (18,7 milhões de toneladas) da obtida em 2021 (253,2 milhões de toneladas).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que a área a ser colhida é de 71,2 milhões de hectares, 3,8% (2,6 milhões de hectares) maior que a de 2021 e 0,3% (217,2 mil hectares) maior do que o previsto em dezembro.

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 93% da estimativa da produção e respondem por 87,8% da área a ser colhida. Frente a 2021, houve acréscimos de 5,8% na área do milho (6,9% na primeira safra e 5,4% na segunda), de 7,2% na do algodão herbáceo e de 3,6% na da soja. Houve declínio de 0,9% na área do arroz e de 1,7% na do trigo.

Espera-se que a produção de soja totalize 131,8 milhões de toneladas, com redução de 4,7% em relação ao terceiro prognóstico, divulgado em janeiro, e de 2,3% na comparação com a produção do ano anterior. 

A produção de milho foi estimada em 109,9 milhões de toneladas, com crescimento de 0,9% frente ao mês anterior e 25,2% em relação a 2021. Já a estimativa de produção do arroz foi de 11 milhões de toneladas, queda de 4,9% frente ao produzido no ano passado.

Regiões

A região Nordeste foi a única a ter aumento (1,1%) em sua estimativa frente a dezembro. Ela deve produzir 24,4 milhões de toneladas (9% do total do país). O maior declínio foi no Sul (-5,7%), que deve somar 80,2 milhões de toneladas (29,5% do total). O Norte teve queda de 2,6% e deve chegar a 12 milhões de toneladas (4,4% do total), enquanto o Centro-Oeste, com declínio de 0,2%, deve produzir 128,4 milhões de toneladas, ou 47,2% da produção nacional. O Sudeste deverá produzir 26,8 milhões de toneladas (9,9% do total).

Entre os estados, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 28,5%, seguido pelo Rio Grande do Sul (14,1%), Paraná (13,1%), Goiás (9,9%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (6,2%), que, somados, representaram 80,3% do total nacional.

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação a dezembro, ocorreram no Piauí (267,9 mil toneladas), no Pará (179,5 mil toneladas), no Distrito Federal (35,3 mil toneladas), em Rondônia (35 mil toneladas), no Maranhão (5,4 mil toneladas) e no Rio de Janeiro (424 toneladas).

As principais variações negativas foram registradas no Paraná (-4 milhões de toneladas), em Santa Catarina (-860 mil toneladas), no Tocantins (-538,4 mil toneladas), em Mato Grosso (-336,3 mil toneladas) e no Ceará (-9,9 mil toneladas).

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IBGE: Um em cada quatro jovens entre 18 e 24 anos está desempregado

Os números do IBGE também mostram que o desemprego continua maior entre negros e mulheres. No 3º trimestre, 65,2% do total de desempregados no país eram negros ou pardos. Já a taxa de desocupação das mulheres foi 39% maior que a dos homens.

Por Redação

Dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) divulgados nesta terça-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a estagnação da economia, sob o comando de Paulo Guedes, reflete no desemprego, que segue em 11,8% da população brasileira no terceiro trimestre de 2019 – 0,2 pontos abaixo do trimestre anterior e estável em relação ao mesmo período de 2018. Ao todo, são 12,5 milhões de desempregados.

No entanto, entre a população jovem, de 18 a 24 anos, o índice de desemprego é mais que o dobro da média nacional, ficando em 25,7% no terceiro trimestre. O porcentual significa que mais de um em cada quatro dos 3,997 milhões de jovens estão sem emprego no país.

Negros e mulheres

Os números do IBGE também mostram que o desemprego continua maior entre negros e mulheres. No 3º trimestre, 65,2% do total de desempregados no país eram negros ou pardos. Os brancos representam 34%, e pessoas de cor preta respondiam por 12,7%.

Na divisão por sexo, a taxa ficou em 10% para os homens e 13,9% para as mulheres. “A taxa de desocupação das mulheres foi 39% maior que a dos homens”, destaca o IBGE.

Tempo

Dos 12,5 milhões de desempregados do país, 3,2 milhões (25,2% do total) procuravam trabalho há dois anos ou mais e 1,7 milhão entre 1 ano e 2 anos. Outra parcela de 1,8 milhão de desocupados buscava trabalho há menos de um mês. A maior fatia, um contingente de 5,8 milhões, estava desempregado entre 1 mês e menos de 1 anos.

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