Petrobras não é única responsável por preço, diz presidente da estatal

Silva e Luna presta esclarecimentos no Senado sobre reajustes

Publicado em 23/11/2021 – 11:45 Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Diretor-Geral da Itaipu Binacional, Joaquim Silva e Luna, participa de audiência pública na comissão de minas e energia da Câmara dos Deputados.

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse, nesta terça-feira (23), que a Petrobras não tem o monopólio no setor de combustíveis no Brasil desde 1997 e que, por isso, não é correto responsabilizar unicamente a estatal pelo aumento dos preços.

“Boa parte da sociedade está presa à Petrobras de ontem e não à de hoje. A afirmação de que a Petrobras é um monopólio não está correta. Ela compete livremente com outros atores do mercado“, disse durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Convidado para esclarecer as altas nos valores cobrados pelo diesel e a gasolina aos senadores, Silva e Luna disse que a estatal responde por apenas uma fração dos preços do combustível no Brasil. Ele lembrou aos senadores que empresas importadoras têm participação no mercado e na formação de preços. Entre exemplos de grandes importadoras de diesel e gasolina, ele citou Vibra, Ipiranga, Raízen e a Atem.

“A Petrobras acompanha preços de mercado, resultado do equilíbrio entre oferta e demanda. A Petrobras reajusta os preços dos combustíveis observando os mercados externo e interno, competição entre produtores e importadores e a variação do preço no mercado mundial, observando se trata de fenômeno conjuntural ou estrutural”, argumentou.

Pandemia

Silva e Luna iniciou a exposição com um resumo do contexto internacional que afetou o preço do petróleo nos últimos dois anos. Ele lembrou que o preço do petróleo no mercado internacional, o PPI, preço de paridade de importação, não é a única variável que afeta os valores praticados pela empresa.

“A pandemia e o combate a ela nos colocaram em uma posição diferenciada. Tivemos como consequência um choque de demanda elevado, com uma oferta inferior à demanda. Como consequência, uma escalada muito grande do preço das commodities. [Além disso], uma crise hídrica e a desvalorização do real em relação ao dólar”, ressaltou.

Ao declarar que a Petrobras chegou a ficar, sob sua gestão, 92 dias sem reajustar o valor do gás de cozinha, 85 dias sem reajustar o diesel e 56 dias sem alterar o preço da gasolina, o presidente da estatal foi criticado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). “O salário do trabalhador brasileiro não é alterado a cada 90 dias, como o combustível é hoje quase diariamente. É uma brincadeira achar que se está fazendo um grande favor aos brasileiros”, disse o senador.

Capacidade

Questionado pelo presidente da CAE, senador Otto Alencar (PSD-BA), sobre notícias de que as refinarias estariam operando abaixo da capacidade máxima, Silva e Luna disse que a média de produção das atuais 13 refinarias instaladas no país está em torno de 90%. Segundo o presidente da Petrobras, houve paradas programadas, por causa da covid-19, que já foram concluídas. “Estamos vivendo hoje um momento de capacidade máxima, todas as refinarias funcionando”, garantiu.

Imposto

O presidente da Petrobras criticou a criação de um imposto sobre a exportação de petróleo cru, em debate no Senado, para capitalizar um fundo de equalização de preços dos combustíveis. “Eventual taxa para a exportação de óleo pode trazer prejuízos para o mercado”, avaliou, acrescentando que “preços artificiais” fragilizam o mercado.

Ainda na visão de Silva e Luna, no momento em que a estatal tenta vender parte das suas refinarias, uma possível taxação às exportações de petróleo bruto pelo Brasil poderia gerar insegurança jurídica e afastar investidores do país. Para ele, uma medida que poderia ser tomada no sentido de reduzir a volatilidade do preço dos derivados do petróleo no mercado interno, seria a criação de um fundo estabilizador com os dividendos da Petrobras, que este ano serão recorde.

Petrobras anuncia novo reajuste em 20 dias, diz Bolsonaro

O presidente voltou a afirmar que o ICMS seria o vilão do preço dos combustíveis e a defender a privatização da Petrobras – algo que, segundo ele, não é algo para o curto prazo.

Do CNN Brasil Business*

01/11/2021 às 11:24 | Atualizado 01/11/2021 às 14:56

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (1), em Roma, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a Petrobrás vai anunciar um novo reajuste no preço dos combustíveis em 20 dias.

“A Petrobras anuncia, isso eu sei extraoficialmente, novo reajuste em 20 dias”, disse Bolsonaro. “Isso não pode acontecer. A gente não aguenta, porque o preço do combustível está atrelado à inflação”, lamentou.

Em seu discurso, Bolsonaro também reclamou de governos anteriores, como o de Michel Temer, quando teve início a política de atrelar o preço do combustível ao dólar.

O presidente se queixou, ainda, que os governos petistas começaram e não concluíram a construção de três refinarias no país. Segundo o presidente, se apenas uma delas tivesse sido concluída, o preço do combustível seria mais baixo no país.

Os projetos das refinarias Premium I e II nunca chegaram a sair no papel e foram enterrados em 2015, ainda no governo de Dilma Rousseff. Já a refinaria Comperj, no Rio de Janeiro, que já tinha algumas estruturas iniciadas, foi abandonada no próprio governo Bolsonaro, em dezembro de 2019.

A Petrobras concluiu que não haveria viabilidade econômica para a refinaria depois que a petroleira chinesa CNPC, que iria investir no negócio, desistiu.

Atualmente, a Petrobras tem 13 refinarias, e pretende vender 8 delas. No momento, apenas duas já foram leiloadas, mas os contratos ainda não foram assinados.

Além disso, Bolsonaro voltou a dizer ainda que o ICMS é o vilão do preço dos combustíveis, e defendeu novamente a privatização da Petrobras – algo que, segundo ele, não é algo para o curto prazo.

Dividendos

O presidente também disse que estuda usar dividendos da Petrobras para reduzir preço do diesel.

“Então, o que eu quero da Petrobras: no tocante aos rendimentos que a Petrobras dá ao governo federal, não me interessa esses recursos. Tenho conversado com Paulo Guedes. Nós queremos que isso seja revertido diretamente em diminuição do preço do diesel na ponta da linha.”

“A prioridade é o preço do combustível. Eu vi muito rapidamente, não quero falar agora, o lucro da Petrobras. A Petrobras é uma em parte estatal e monopolista. A política não deve ser essa”, disse. “Essa semana vai ser um jogo pesado com a Petrobras. Eu indico o presidente, passa pelo conselho, e tudo de ruim que acontece lá cai no meu colo. O que é de bom, nada cai no meu colo.”

Procurada, a Petrobras não respondeu a um pedido de comentário sobre as declarações de Bolsonaro.

Defasagem dos preços

O último reajuste anunciado pela estatal foi na semana passada, menos de vinte dias depois da alta anterior. Na ocasião, o preço médio de venda da gasolina A para as distribuidoras teve reajuste de 7% e o diesel, de 9,15%.

Mesmo com os últimos aumentos, vale dizer que ainda existe uma defasagem dos preços no Brasil em relação ao mercado externo.

Até o início do mês, essa defasagem chegava a 21% no caso da gasolina e de 19% no caso do diesel, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Isso sinaliza que, além desses reajustes, o mercado ainda pode ter novas altas. Além disso, existe a perspectiva de que o Petróleo continue se valorizando, já que os maiores produtores da commoditie têm dado sinalizações de que não vão aumentar a oferta no mercado global.

(Publicado por Kaluan Bernardo / com Reuters)

Aplicativo potiguar promove ação com 10% de cashback em postos de combustíveis de Natal

De acordo com os mais recentes dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a ‘prévia da inflação’ acelerou, em setembro, sendo, portanto, a maior para setembro desde 1994. No Rio Grande do Norte, o aplicativo de cashback Koinz, ciente da alta de 3% dos combustíveis, intensificou ações com postos de combustíveis denominadas supercashbacks, para garantir ao cliente final um retorno de 10% do valor pago em abastecimento de veículos.

Lançado em 2020, o Koinz é uma inovação que permite aos potiguares o retorno de parte dos gastos para o seu bolso, podendo ser utilizado em compras pagas com cartão de crédito, débito e Pix.

Ao fazer uma compra, o dinheiro cai de volta imediatamente e fica disponível para ser usado na próxima vez que o usuário for abastecer ou em qualquer outra loja parceira. Ademais, o Koinz atua com uma extensa e variada rede de comércios, para além de postos de gasolina. Atualmente, também são desenvolvidas campanhas e ações com restaurantes e pizzarias locais, por exemplo, que chegam a até 80% de cashback.

“O aplicativo motiva o consumidor a adquirir cada vez mais produtos de lojas parceiras, ampliando poder de compra porque devolve uma porcentagem do valor total da compra, fazendo com que o dinheiro renda mais. Acumulando cashbacks, é possível fazer novas compras”, explica o diretor de marketing do Koinz, Hermes Furtunato.

Entre as redes de postos parceiras do app, estão Posto Amigo (Av. da Integração,1450 – Candelária), SPX (Av. Xavantes, 2001 – Pitimbu; Av. Presidente Café Filho, 820 – Praia do Meio) e Posto Natal (Av. Senador Alexandrino de Alencar, 593 – Alecrim).

Apoio a empresas locais

A ideia do Koinz é que o consumidor faça compras de forma rápida e de fácil pagamento, obtendo vantagens com seu dinheiro de volta. Além de ter essa rede de benefícios, o cliente ainda está ajudando a fortalecer o comércio local. O aplicativo gera campanhas diárias de cashbacks especiais, mais expressivas que as ofertadas no mercado.

A criação da plataforma foi pensada para empoderar consumidores e também as empresas, criando um sistema que fideliza o cliente, por meio de um sistema inteligente de acompanhamento dos usuários.

Para fazer parte do Koinz, basta fazer o download do aplicativo no Google Play Store, Apple Store ou em https://koinz.com.br/#download

Grande Ponto

Deputado apresenta projeto que prevê redução de alíquotas de combustíveis no RN

O deputado estadual Nelter Queiroz (MDB) informou, na sessão ordinária desta quinta-feira (30), que preparou um Projeto de Lei, junto com alguns auditores fiscais e advogados, que prevê a alteração das alíquotas internas previstas no art. 27 da Lei estadual nº 6.968/1996, para os produtos que especifica.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Hoje, a alíquota da gasolina e do álcool é de 27% e pretendemos baixar para 18%. A Lei atual cobra do gás de cozinha e do diesel 18% e nosso projeto pretende baixar para 13%”, explicou.

Segundo o parlamentar, no site da Secretaria Estadual de Tributação existe o boletim de atividades econômicas do RN que informa que, em agosto de 2020, arrecadou-se só de combustíveis R$ 86 milhões e em agosto de 2021 a arrecadação foi de R$ 142 milhões de ICMS de combustíveis.

“Segundo o site, que também deu base ao Projeto de Lei, o combustível é quem lidera a maior arrecadação do estado e o recolhimento setorial de ICMS constata um crescimento das receitas em quase totalidade das áreas da economia potiguar. Foi um aumento de 61,1% de arrecadação de agosto de 2020 para agosto de 2021 em cima de combustíveis. Este Projeto, se aprovado, com certeza será importante e atingirá toda a sociedade do RN”, justificou.

Fonte: Portal Grande Ponto

Rio Grande do Norte tem gasolina mais cara do país, aponta levantamento da ANP

O Rio Grande do Norte tem a gasolina mais cara do país, de acordo com o último levantamento de preços da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em média, o preço do litro do combustível custa R$ 6,625 no estado.

O levantamento da agência considera os preços encontrados em postos de todos os estados brasileiros entre os dias 5 e 11 de setembro. No RN, por exemplo, foram consultados 53 postos.

O maior preço encontrado nas bombas do estado foi de R$ 6,699 e o menor, R$ 6,420.

Embora outras unidades da federação, como Rio Grande do Sul e Acre, tenham postos vendendo gasolina comum a mais de R$ 7, é possível encontrar estabelecimentos com preços bem mais baixos.

Nos postos gaúchos, por exemplo, a gasolina variou de R$ 5,958 a R$ 7,185 e a média levantada ficou em R$ 6,335.

Com preço médio de R$ 5,224, o Amapá foi o estado com o menor preço para o combustível na semana do levantamento, de acordo com a ANP.

Logo atrás do Rio Grande do Norte, Piauí (R$ 6,605), Rio de Janeiro (R$ 6,560), Acre (R$ 6,485) e Distrito Federal (R$ 6,411) figuraram entre os estados com combustível mais caro do país.

Nos estados vizinhos, Paraíba e Ceará, os preços médios ainda estão abaixo de R$ 6, segundo o levantamento da ANP.

Outros combustíveis

No caso do Etanol, o Rio Grande do Norte tem o terceiro maior preço médio do país: R$ 5,658. Fica atrás apenas do Rio Grande do Sul (R$ 6,036) e do Amapá (R$ 5,680).

Custando em média, R$ 4,578 o gás natural veicular vendido no estado é o segundo mais caro do país, com preço abaixo somente do praticado no Rio Grande do Sul, que é de R$ 4,846.

No caso do óleo diesel, o preço médio encontrado no estado ficou em R$ 4,875, não figurando nem entre os mais caros, nem mais baratos do país. Já o gás do cozinha, de 13 litros, custa em média R$ 100,59.

Preço médio da gasolina por estado

  • Rio Grande do Norte – R$ 6,625
  • Piauí – R$ 6,605
  • Rio de Janeiro – R$ 6,56
  • Acre – R$ 6,485
  • Distrito Federal – R$ 6,411
  • Goiás – R$ 6,363
  • Rio Grande do Sul – R$ 6,335
  • Minas Gerais – R$ 6,304
  • Tocantins – R$ 6,274
  • Espírito Santo- R$ 6,218
  • Rondônia – R$ 6,158
  • Mato Grosso – R$ 6,129
  • Alagoas – R$ 6,1
  • Sergipe – R$ 6,087
  • Pará – R$ 6,07
  • Bahia – R$ 6,062
  • Maranhão – R$ 6,028
  • Pernambuco – R$ 6,018
  • Amazonas – R$ 6,001
  • Ceará – R$ 5,987
  • Mato Grosso do Sul – R$ 5,971
  • Paraíba – R$ 5,929
  • Santa Catarina – R$ 5,833
  • Paraná – R$ 5,775
  • Roraima – R$ 5,739
  • São Paulo – R$ 5,715
  • Amapá – R$ 5,224

G1 RN

Petrobras eleva de uma só vez preço da gasolina, diesel e gás de cozinha; altas chegam a 6,32%

Aumento é reflexo do avanço do preço do petróleo no mercado internacional e maior consumo na Ásia

O Globo 05/07/2021 | 13:59

A Petrobras vai reajustar de uma só vez os preços da gasolina, diesel e do gás de botijão (GLP) a partir de amanhã para as distribuidoras.

No caso da gasolina, o preço médio por litro sobe 6,32%, de R$ 2,53 para R$ 2,69. Assim, acumula desde janeiro um aumento de cerca de 46%. No diesel, o avanço foi 3,69%, de R$ 2,71 para R$ 2,81 em média por litro. Desde janeiro, a alta acumulada é de 39%.

É o primeiro movimento de avanço nos preços da gasolina e do diesel desde que Joaquim Silva e Luna tomou posse como presidente da Petrobras no dia 19 de abril. Ele assumiu no lugar de Roberto Castello Branco, que foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro justamente por desentendimento após reajustar os preços em meio a rumores de greve dos caminhoneiros.

No GLP, para as distribuidoras, o valor passará a ser de R$ 3,60 por quilo, refletindo um aumento médio de R$ 0,2. É uma alta de 5,8%. No ano, segundo fontes do setor, o preço do gás de botijão acumula alta de 38%.

Segundo uma fonte do setor, os aumentos refletem o avanço do preço do petróleo no mercado internacional, estoques baixos no Golfo do México e alta no consumo na Ásia por conta do reaquecimento da economia.

Em nota, a estatal disse que “busca evitar o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais. Os preços praticados pela Petrobras seguem buscando o equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”.

Natal amanhece com gasolina comum a R$ 5,99 nos postos; ENTENDA O MOTIVO

Postos de combustíveis da Grande Natal subiram nesta quarta-feira (26) o preço da gasolina comum para o consumidor final. Na maioria dos estabelecimentos visitados pela reportagem do PORTAL DA 98 FM, o valor do litro do combustível chegou a R$ 5,99, o que representa uma elevação de mais de 10 centavos em relação ao preço que era praticado até o início da semana.

Por Redação

O aumento pegou motoristas de surpresa, já que a Petrobras não anunciou nenhum reajuste do produto nas refinarias nesta semana. Nas primeiras horas da manhã, era possível ver funcionários dos postos trocando as placas de identificação, atualizando os valores dos combustíveis. Além da gasolina, o etanol também teve o preço reajustado.

Donos de postos relataram ao PORTAL DA 98 FM que a subida desta semana tem a ver com o aumento no preço do etanol. Como a gasolina é composta por até 27% de álcool, a elevação no preço da matéria-prima interferiu na composição do valor da gasolina comum.

Especialistas afirmam que o etanol tem subido por dois motivos. O primeiro está relacionado ao próprio valor da gasolina. Como o combustível está com o preço em alta, alguns motoristas têm dado prioridade ao etanol, o que aumenta a procura. Com a maior demanda, o preço sobe.

“O segundo fator está relacionado com o clima. Nós estamos vivendo um longo período de estiagem e algumas projeções já apontam redução na safra canavieira. Dessa maneira, teremos menos produção de etanol, o que acaba também influenciando o preço de comercialização”, explicou ao portal G1 o especialista do setor alcooleiro Alexandrius de Moraes Barbosa.

De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana passada, o preço médio do litro da gasolina cobrado nos postos do Rio Grande do Norte era R$ 5,85. Já o etanol era vendido, em média, por R$ 4,88. A pesquisa é realizada semanalmente a partir da coleta de preços em 25 postos do Estado.

Petrobras aumenta preços da gasolina e do diesel nas refinarias

Sexto aumento da gasolina do ano é da ordem de 9,2% para R$ 2,84

Publicado em 08/03/2021 – 14:13
Por Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

A Petrobras anunciou hoje (8) um novo aumento dos preços da gasolina e do diesel que são cobrados em suas refinarias. No caso da gasolina, o aumento é o sexto do ano, e o preço médio do litro passará de R$ 2,60 para R$ 2,84, em uma alta de cerca de 9,2%.

Para o litro do diesel, o reajuste anunciado é de R$ 2,71 para R$ 2,86, um encarecimento de cerca de 5,5%. No caso desse combustível, o aumento é o quinto no ano.

O último reajuste havia sido anunciado pela Petrobras em 1° de março e, antes disso, houve aumentos em 18 de fevereiro, 8 de fevereiro, 26 de janeiro e 18 de janeiro, dia em que apenas o preço da gasolina foi reajustado. No fim do ano passado, o litro de combustível custava R$ 1,84 nas refinarias, R$ 1 a menos que o preço alcançado hoje.

Política de preços

A política de preços da Petrobras busca o alinhamento do preço das refinarias aos do mercado internacional, o que também torna o preço sensível ao valor do real perante o dólar, moeda em que as negociações ocorrem no exterior.

Segundo a estatal, manter esse alinhamento é fundamental para garantir que o mercado brasileiro seja suprido sem risco de desabastecimento. A empresa afirma que, assim como o preço sobe quando há encarecimento no mercado internacional, ele também cai quando a alta da oferta no mundo desvaloriza esses combustíveis.

A Petrobras destaca ainda que essas variações do mercado internacional e do câmbio “têm influência limitada” no preço final que os consumidores encontram nos postos de combustíveis. “Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis”.

Petrobras aumenta preço da gasolina em cerca de 8% nas refinarias

Preço médio do litro subiu R$ 0,17

Publicado em 08/02/2021 – 12:45 Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

A Petrobras anunciou hoje (8) um aumento de cerca de 8% no preço da gasolina a ser vendido pelas refinarias para as distribuidoras. Com isso, o preço médio do litro do combustível subiu R$ 0,17 e passará a ser de R$ 2,25 a partir de amanhã (9).

Já o óleo diesel aumentou cerca de 6% (R$ 0,13 por litro) e passará a custar R$ 2,24 também a partir de amanhã (9).

O GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de botijão, também terá aumento no preço: cerca de 5% (R$ 0,14 por kg). Com o reajuste do preço, o gás de botijão passará a custar 2,91 por kg (ou R$ 37,79 por 13 kg).

“Importante ressaltar que os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo. Até chegar ao consumidor, são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis”, informa nota divulgada pela empresa.

Oxford afirma que sua vacina é 76% eficaz por três meses após uma dose

Eficácia aumenta quando segunda dose é aplicada mais tarde, diz estudo

Publicado em 02/02/2021 – 16:11

Por Alistair Smout – Repórter da Reuters Londres

A vacina contra covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca tem 76% de eficácia contra infecções sintomáticas durante três meses após uma única dose, e a eficácia aumenta quando a segunda dose é dada mais tarde, mostrou um estudo divulgado nesta terça-feira (2).

Segundo a Universidade de Oxford, as conclusões do estudo, que ainda não foi analisado pela comunidade científica, endossam a decisão do Reino Unido de aumentar o intervalo entre a dose inicial e a de reforço para 12 semanas.

O Reino Unido decidiu dar alguma proteção ao maior número possível de pessoas ampliando o período de tempo entre as duas doses das vacinas contra covid-19.

A AstraZeneca aprovou a medida, dizendo que a flexibilidade para aumentar o tempo entre doses é a melhor estratégia para a vacina.

Os resultados, coletados de testes no Reino Unido, no Brasil e na África do Sul, indicaram que alguma proteção foi obtida depois de uma dose e que as respostas imunológicas foram reforçadas com um intervalo maior até a segunda dose entre participantes de 18 a 55 anos.

“A eficácia da vacina após uma única dose padrão da vacina entre o dia 22 e o 90º dia pós-vacinação foi de 76%, e análises modeladas indicaram que a proteção não diminuiu durante esse período inicial de três meses”, disseram acadêmicos de Oxford.

De acordo com o estudo, a eficácia da vacina foi de 82,4% com 12 semanas, ou mais, até a segunda dose – ela foi de 54,9% quando a dose de reforço foi administrada menos de seis semanas após a primeira dose.

Saiba mais