Botijão de gás chega a custar R$ 90 no RN após novo aumento, diz sindicato de revendedores

Reajuste de 6% anunciado pela Petrobras vale a partir desta quinta-feira (7) no país. De acordo com revendedores potiguares, aumento de preço e possível redução de consumo deverá afetar empregos no setor.

Por Igor Jácome, G1 RN

07/01/2021 12h17  Atualizado há 2 horas

Gás de cozinha tem novo aumento (Arquivo) — Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV Cabugi

Após aumento de 6% anunciado pela Petrobras no preço do gás de cozinha, os revendedores do produto apontam que o preço médio do botijão de 13 litros vai variar entre R$ 85 e R$ 90 no Rio Grande do Norte. O aumento começa ser sentido pelo consumidor a partir desta sexta-feira (8).

De acordo com o presidente do Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha do RN, Francisco Correia, este é o décimo aumento consecutivo realizado pela Petrobras desde o início de 2020. Os revendedores temem redução das vendas e consequentes demissões no setor.

Além disso, Francisco Correia afirmou que um aumento do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) usado na base de cálculo para pagamento do ICMS ao estado, a partir de janeiro deste ano, também vai contribuir para aumento do preço final, que deve variar de R$ 5 a R$ 6 por botijão, a depender da cidade.

“Não houve aumento de derivados, não houve aumento dos salários dos funcionários da Petrobras, não houve aumento da margem de lucro dos revendedores, esses aumentos só estão indo para o lucro da Petrobras. Com o aumento do preço, acreditamos que haverá redução do consumo e demissão de cerca de mil pessoas no estado”, afirmou Francisco.

Ainda de acordo com ele, os preços ao consumidor final só serão aumentados com a renovação do estoque, por isso ainda é possível encontrar botijões com os preços anteriores. O revendedor aponta que 630 mil botijões são revendidos mensalmente no Rio Grande do Norte – cerca de 21 mil diariamente.

A Petrobras afirmou que os preços de GLP praticados por ela tem como referência o valor de paridade de importação, formado pelo valor do produto no mercado internacional, mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte para cada ponto de fornecimento, também sendo influenciado pela taxa de câmbio.

G1

Governo avalia novas medidas para reduzir preço do gás de cozinha

Ministério sugere desconcentrar mercado de botijões de 13 quilos

Publicado em 03/08/2019 – 08:36

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Brasília

Com a promessa de derrubar o preço do gás natural em até 40%, a nova política para o setor precisará de medidas adicionais para que a redução chegue à cozinha do brasileiro. Estudo divulgado nesta semana pelo Ministério da Economia lista três medidas para melhorar a competitividade do preço aos consumidores residenciais.

Produzido pela Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria (Secap) da pasta, o documento defende o fim da política que concentrou o mercado de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) nos botijões de até 13 quilogramas (kg). A medida pode ser implementada ainda neste mês.

O documento também pede que o Conselho Nacional de Política Econômica (CNPE) recomende à Agência Nacional do Petróleo (ANP) um posicionamento sobre duas medidas anunciadas pelo governo: a liberação da venda fracionada de gás de cozinha e o enchimento de um mesmo botijão por diferentes marcas.

“Entende-se que essas mediadas constituem o ponto de partida para um processo de abertura efetiva do mercado de GLP à multiplicidade de agentes em todos os elos da cadeia, de modo a proporcionar benefícios aos consumidores em decorrência do aumento da concorrência”, destacou o documento. “Nesse sentido, a Secap visa contribuir com a discussão, para que os benefícios advindos do choque de energia barata também possam ser auferidos pelos consumidores residenciais do botijão de gás de cozinha”, diz o documento.

Fim de restrições

Prevista para ser decidida na reunião do CNPE no fim deste mês, a primeira medida pretende acabar com a política de preços diferenciados e com as restrições de mercado para botijões de gás de até 13 kg. Presentes em 72% do mercado nacional de gás, esses botijões têm o uso proibido em motores, no aquecimento de saunas e piscinas, em caldeiras industriais e em veículos.

Segundo o estudo, essa política barra a entrada de novos agentes no mercado e desestimula a concorrência. Para o Ministério da Economia, não existem provas de que os preços subsidiados para botijões de até 13 kg favoreçam apenas os mais pobres. Segundo a pasta, a população com renda mais elevada apropria-se do benefício. Na avaliação da secretaria, o fim das restrições não resultaria em aumento de preços, mas em aumento de competitividade.

Fracionamento

Em relação ao enchimento fracionado de recipientes, o documento informou que as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para o abastecimento a granel de GLP aplica-se a todos os tipos de recipientes e volumes, sem normas específicas para o enchimento do botijões de 13 kg. Para a secretaria, a venda fracionada pode criar novos modelos de transporte e de compra do gás, resultando em preços mais baixos para o consumidor.

“É possível que, com o fracionamento, venha a existir um modelo de negócios, a exemplo do Uber Eats e iFood que compra alimentos de quaisquer restaurantes e entregam em domicílio, provisionando gás para o consumidor (de qualquer peso) residencial, a partir de qualquer ponto de abastecimento normatizado por meio de regras ABNT”, ressaltou o relatório.

Troca de botijões

Em relação ao fim da proibição de que um botijão de uma distribuidora seja retornado e enchido por outra, o Ministério da Economia alega que a medida permite a entrada de mais agentes no mercado de distribuição. Isso porque a necessidade de destrocar vasilhames de marcas diferentes da distribuidora antes do enchimento aumenta os custos, beneficiando empresas grandes.

Segundo a pasta, os países que derrubaram a restrição à troca de botijões viram a concorrência aumentar. “Em Portugal, por exemplo, não era permitida a troca de botijões, mas após investigação do órgão de defesa do consumidor, constatou-se que tal prática resultava em falta de competição no mercado, a tal ponto de seus preços serem injustificadamente superiores aos praticados na Espanha”, destacou o estudo.

O Ministério da Economia recomendou mais estudos sobre a prática, com a possibilidade de criação da figura de um Trocador Independente de Botijões, empresa que atuaria com regulação do governo e com remuneração pré-definida (recebendo quantia fixa) para encher botijões de marcas distintas.

Saiba mais

Edição: Denise Griesinger

Petrobras reajusta gás de cozinha em 3,43% a partir de domingo

A Petrobras vai reajustar em 3,43%, em média, a partir do próximo domingo (5), o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP Residencial), o gás de cozinha, para botijão de 13 quilos (kg) às distribuidoras sem a cobrança de tributos. O preço do botijão de 13kg vai custar R$ 26,20.

Publicado em 03/05/2019 – 17:59

Por Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Botijão de gás

 

O último reajuste ocorreu no dia 5 de fevereiro, exatamente há três meses, quando o valor do gás de cozinha subiu para R$ 25,33 para as distribuidoras.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que as empresas distribuidoras associadas à entidade foram comunicadas na tarde de hoje pela Petrobras que o GLP residencial para embalagens de até de 13kg ficará mais caro a partir do próximo domingo. De acordo com o Sindigás, o reajuste oscilará entre 3,3% e 3,6%, de acordo com o polo de suprimento.

Preço do Gás de cozinha aumenta R$ 2 no RN

O preço médio do gás de cozinha vai aumentar cerca de R$ 2 no Rio Grande do Norte, após a Petrobras reajustar em 1,04% o valor do botijão de 13 quilos nas refinarias. A estimativa é do Sindicato dos Revendedores Autorizados de Gás GLP (Singás). O novo valor aos distribuidores passou a valer na terça-feira (5) e já deve ser sentido pelos consumidores a partir desta quarta (6).

“Em média, o valor do botijão está R$ 65 no estado. Nós estamos estimando um aumento ao consumidor entre R$ 1,50 a R$ 2”, explicou o presidente do sindicato, Fernando Santos. De acordo com ele, os revendedores vêm reduzindo a margem de lucro desde o final do ano passado para tentar evitar repassar os reajustes para o consumidor.

Ainda de acordo com ele, o sindicato se posicionou contrário ao aumento, porque, de acordo com ele, não houve motivação externa, senão aumento de lucro da Petrobras.

Fonte: G1

Preço da gasolina e do diesel nas bombas termina 2018 em alta

Fonte: G1

O preço médio da gasolina e do diesel terminou o ano em alta para o consumidor final, embora nas refinarias o valor cobrado pela Petrobras tenha recuado em 2018.

Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (2) pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), na última semana o preço médio da gasolina nas bombas ficou em R$ 4,344 por litro, e o do diesel, em R$ 3,451. Com isso, a três dias do final do ano, os preços acumulavam em 2018 alta de 5,97% e 3,75%, respectivamente.

O valor da gasolina e do diesel nas bombas representa uma média de preços calculada pela ANP a partir dos dados coletados nos postos e, portanto, pode variar de acordo com a região.

As altas fica acima da inflação esperada para 2018, de 3,69% segundo o relatório “Focus”, do Banco Central. A estimativa leva em conta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país.

Refinarias

O aumento acontece em meio ao recuo dos valores dos combustíveis nas refinarias. De acordo com dados disponibilizados pela Petrobras e compilados pela agência Reuters, até sexta-feira (28) o preço médio da gasolina nas refinarias acumulava recuo de quase 11% em 2018, a R$ 1,5087 por litro. No caso do diesel, a retração é de cerca de 4,6%, cotado a R$ 1,8088.

Os cortes fazem parte da política de preços da Petrobras que busca acompanhar as cotações internacionais. Dessa maneira, a petroleira reajusta os valores do combustível quase diariamente, em uma variação que depende de fatores como o câmbio e o preço do barril de petróleo. O repasse ou não dos reajustes para o consumidor final depende dos postos.

Segundo cálculo mais recente da Petrobras, o preço que a empresa cobra nas refinarias representa menos de um terço (28%) do valor pago pelos consumidores.

Em novembro, a ANP chegou a pedir que as principais distribuidoras de combustíveis esclarecessempor que a redução do preço da gasolina nas refinarias não vinha sendo repassada para o consumidor final.

Na ocasião, os números sugeriam que os postos vinham aumentando sua margem de lucro. Em novembro, 18% do preço final correspondia aos custos e lucro dos distribuidores e postos de gasolina (contra 14% no mês anterior). Agora em dezembro, essa fatia voltou aos 14%, mas permanece acima de patamares registrados no primeiro semestre. Em maio, por exemplo, era de 12%.

Etanol e gás de cozinha