Ex governador Fernando Freire é solto e vai para o semi aberto

O ex-governador Fernando Freire, acaba de ser solto por determinação do juiz Henrique Baltazar Vilar Santos, deixando assim o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do RN onde esteve por quase quatro anos. Ele passará a cumprir o resto da pena em regime semi-aberto. Com exclusividade a nossa reportagem conversou com o ex-governador, obtendo dele a declaração abaixo:

“Há muito a ser dito, muito a ser declarado, mas a prudência impõe a manutenção do silêncio. Minha família, meus poucos amigos e eu, somos os maiores interessados em prestar uma ampla declaração, o que será feito num momento oportuno.

Experiência dura, sofrida, que gerou um elevado grau de amadurecimento, por hora cabe apenas o registro de que, não obstante a aplicação das normas rígidas próprias do sistema prisional, fui tratado pelo conjunto da Polícia Militar do RN, no Quartel do Comando Geral da corporação, com absoluta dignidade e respeito. A eles o meu agradecimento.

Pretendo me juntar àqueles que estão na luta por um sistema prisional mais humanizado, para que esse tratamento que me foi dispensado, repito, dentro de rígidas normas, mas com dignidade, possa ser estendido a todo nosso sistema prisional.

Por fim, agradeço àqueles que foram solidários e presentes comigo nesse período de tanto sofrimento. Bem como aos advogados que, expressando sentimento de humanidade e desprendimento, estiveram sempre juntos nessa luta. Em especial, aos advogados Flaviano Gama, Tito Canto, Milena Gama e Guilherme Negreiros”.

Fonte: Ponto de vista

Robinson Faria: Um democratas aceita críticas mais não pode aceitar mentiras

Eu apoiei Fátima no segundo turno por entender que ela era a melhor das duas opções que restaram. Não condicionei isso a nada. Sinceramente, nem esperei gesto de reconhecimento dela. Agora tenho que tolerar, em silêncio, suas críticas e ataques desde que ela assumiu. Mas não posso aceitar mentiras!

Ela dizer em sua propaganda que o projeto do Banco Mundial estava se encerrando e que foi ela quem o salvou, não é verdade. Eu deixei a prorrogação desse projeto até 2021 já aprovada pelo Banco e pelo avalista do empréstimo, que é o Governo Federal, a quem coube a palavra final. E ficou quase metade do dinheiro disponível pra ela aplicar, pra ela dar continuidade às obras em andamento ou previstas para esta etapa final. Aliás, isso foi comprovado pelo próprio diretor do Banco, Martín Raisen, quando veio ao RN no final do meu mandato, em entrevista à InterTV Cabugi. Vale a pena ver o que ele disse sobre isso (vídeo aqui: globoplay.globo.com/v/7199494).

Fátima foi ao banco depois de eleita, sim, justamente porque eu pedi que isso fosse recomendado a ela. Meus auxiliares a avisaram que o Banco esperava a afirmação de compromisso do novo governante eleito para que não houvesse riscos de ‘solução de continuidade’ do projeto.

Fiz a mesma coisa com os chineses da Chint – fábrica de placas solares, dentro do processo de transição. Tudo pra dar plenas condições de continuidade aos projetos relevantes que precisavam seguir independentemente de quem fosse o governo. Fiz isso pensando grande, pensando no RN.

Apesar de todos os problemas financeiros por que passam os estados, eu deixei um grande legado de obras concluídas – estradas, escolas, hospitais, centrais do cidadão, centro de convenções, bibliotecas, restaurantes populares, viadutos, aeroporto, teatros, viaturas e equipamentos para as polícias entre várias outras coisas. E um grande número de obras em pleno andamento, como as barragens e mais estradas, com um detalhe: todas com recursos disponíveis para a sua continuidade e conclusão.

Qual a dificuldade em ela reconhecer isso? Fale dos problemas mas se é pra ser justa reconheça também o que eu deixei de realizações e recursos assegurados.

Fátima tem um grande desafio pela frente: reequilibrar o estado e dialogar com o governo federal e com os partidos para cumprir os muitos compromissos que ela assumiu na campanha. Rogo e torço que ela consiga. Até porque ela tem as condições políticas que eu não tive. E porque é isso que o RN precisa, espera e merece.

Robinson Faria