Mulher que acusa Neymar diz que agressão começou por falta de preservativo

Em entrevista ao SBT, ela reafirmou ter sofrido agressão e estupro

Por Da Redaçãoaccess_time5 jun 2019, 20h38 – Publicado em 5 jun 2019, 20h37

Najila Trindade Mendes de Souza concede entrevista ao ‘SBT Brasil’ – 05/06/2019 (SBT/Reprodução)

A mulher que acusa Neymar de tê-la agredido e estuprado, Najila Trindade de Souza, deu entrevista ao SBT na noite desta quarta-feira, 5, em São Paulo, e reafirmou que o jogador cometeu a violência, dando alguns detalhes do que teria ocorrido no quarto. Ela viajou a Paris com despesas pagas pelo jogador, na metade de maio, e se hospedou no Hotel Sofitel Arco do Triunfo, onde teria ocorrido a agressão seguida de estupro.

Ela disse que o desentendimento entre eles começou quando ela perguntou se ele havia levado preservativo. “Eu não tenho. E ele respondeu que não. Então eu disse que não ia acontecer nada além disso… e continuamos.. Então ele me virou e praticou o ato.”

Veja

Lula: “Fico preso cem anos. Mas não troco minha dignidade pela minha liberdade”

O ex-presidente Lula falou com exclusividade ao EL PAÍS e à ‘Folha’ na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, na manhã desta sexta-feira.

Entrevista de Lula ao EL PAÍSO ex-presidente Lula fala pela primeira à imprensa, em entrevista exclusiva nesta sexta-feira, na sede da PF em Curitiba. ISABELLA LANAVE

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvaentra em um pequeno auditório da superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Lá dentro, é esperado pelos jornalistas do EL PAÍS e do jornal Folha de S. Paulo. Chega de tênis, camisa social, calça jeans e paletó cinza, e um calhamaço de papeis embaixo do braço. Senta-se numa mesa ao centro com alguns poucos microfones. Não está feliz nem triste. Nem tampouco envelhecido. Mas está diferente. “Tudo bem?”, diz ele aos presentes, ainda com o rosto um pouco fechado, e se dirige para uma mesa improvisada ao centro, onde fica de frente para o repórter do EL PAÍS e para Mônica Bergamo da Folha, que vão conduzir a entrevista. “Antes de vocês fazerem a primeira pergunta… quero fazer um micropronunciamento para tratar especificamente do meu caso, e depois do caso do Brasil”, diz ele, em tom grave.

Suas mãos tremem um pouco quando começa a ler. Seu rosto fica vermelho olhando para o texto que traz um rosário de críticas contra seus julgadores. “Sei muito bem qual lugar que a história me reserva. E sei também quem estará na lixeira.” Lula critica o ex-juiz Sergio Moro, responsável pela sua condenação, a Operação Lava Jato, e o procurador Deltan Dallagnol. “Reafirmo minha inocência, comprovada em diversas ações”. O silêncio é absoluto, apesar da presença de delegados da Polícia Federal e de três oficiais armados, todos a serviço da PF, que está sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça, conduzido por Sergio Moro.

Lula está engasgado e sabe que esta entrevista é a oportunidade para falar depois de um ano silenciado pela prisão em abril de 2018. A conversa tem início e o ex-presidente ainda mantém um semblante sério. Mas uma pergunta quebra a rigidez. Quando é questionado sobre a morte do irmão Vavá, em janeiro deste ano, e o neto, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7anos, dois meses depois.  “Esses dois momentos foram os mais graves”, lembra ele, citando também a perda do ex-deputado Sigmaringa Seixas, morto no final do ano passado. “O Vavá é como se fosse um pai pra família toda. E a morte do meu neto foi uma coisa que efetivamente não, não, não… [pausa e chora]. Eu às vezes penso que seria tão mais fácil que eu tivesse morrido. Porque eu já vivi 73 anos, eu poderia morrer e deixar meu neto viver.”

Entrevista de LulaO ex-presidente Lula, durante a entrevista desta sexta-feira, na superintendência da PF em Curitiba. ISABELLA LANAVE

Começa a entrevista, que virou caso de Justiça. Só foi realizada após a interferência do Supremo Tribunal Federal. Uma conversa que vai durar duas horas. E o ex-presidente começa a relaxar. É o Lula de sempre. Ele está igual. Quem esperava vê-lo envelhecido ou derrotado, se frustra. Ele tem fúria. E obsessão para provar sua inocência. “Não tem problema que eu fique aqui para o resto da vida. Quem não dorme bem é o Moro, Dallagnol e o juiz do TRF-4 [que confirmou sua condenação em segunda instância].”

Os detalhes desta conversa serão publicados ao longo do dia no site e nas redes sociais do EL PAÍS.

Loading video

Flávio Bolsonaro fala pela primeira vez sobre o relatório do Coaf

Senador eleito recebeu o Domingo Espetacular na noite deste domingo (20). Flávio Bolsonaro falou pela primeira vez, sem restrição de perguntas, sobre um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). No documento, aparecem movimentações consideradas suspeitas na conta bancária.

Veja na íntegra