Excesso de café aumenta chance de pressão alta em pessoas predispostas

Já o consumo moderado da bebida é benéfico à saúde, diz estudo

Publicado em 17/07/2019 – 20:10

Por Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil São Paulo

Ministério das Relações Exteriores comemora o Dia Internacional do Café com a entrega do prêmio "Melhores cafés do Brasil".

O consumo habitual de mais de três xícaras de café de 50 ml por dia aumenta em até quatro vezes a chance de pessoas geneticamente predispostas apresentarem pressão arterial alta. A descoberta faz parte de um estudo desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista Clinical Nutrition.

Estudo anterior mostra, por outro lado, que o consumo moderado de café (de uma a três xícaras por dia) tem efeito benéfico sobre alguns fatores de risco cardiovascular – particularmente a pressão arterial. 

A principal autora do estudo, Andreia Machado Miranda, pós-doutoranda no Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP), explica que essa conclusão chama atenção para a importância da relação entre o consumo de café e a prevenção da pressão alta. “Como a maior parte da população não tem ideia se é predisposta ou não para desenvolver a pressão alta, o ideal é que se faça um consumo moderado de café. Até onde nós sabemos, pelos nossos estudos e por outros já publicados, esse consumo moderado é benéfico para a saúde do coração”, apontou.

A escolha do café para avaliar essa associação se deu por ser uma das bebidas mais consumidas entre os brasileiros. A pesquisa aponta que ele pode ser protetor para a saúde do coração se usado de forma moderada, mas também pode ser vilão para pessoas predispostas a hipertensão e em doses exageradas. Segundo Andreia, isso ocorre porque o café é uma mistura de mais de 2 mil compostos químicos.

Cafeína

“A hipótese do nosso estudo é que mais de três xícaras podem aumentar as chances [de pressão alta] pela presença da cafeína. A cafeína está associada com a resistência vascular, ou seja, a dificuldade com a passagem do fluxo nos vasos, e também provoca vasoconstrição, que é a contração a nível dos vasos sanguíneos, o que dificulta a passagem do fluxo e tudo isso faz com que haja um aumento da pressão arterial”, explicou.

Os polifenóis, por sua vez, seriam os responsáveis pelas ações benéficas. “São compostos de origem vegetal que não são sintetizados pelo organismo, então precisam ser obtidos pela dieta. Eles têm elevado poder antioxidante, tem uma ação antitrombótica, que significa que impedem a formação de trombos nos vasos, e promovem uma melhoria da vasodilatação, ao contrário do efeito da cafeína”, elencou a pesquisadora.

Dados

A pesquisa é baseada em dados de 533 pessoas entrevistadas no Inquérito de Saúde do Município de São Paulo (ISA), de 2008. O levantamento estadual obteve dados sociodemográficos e de estilo de vida, como idade, sexo, raça, renda familiar per capita, atividade física e tabagismo por meio de um questionário aplicado a mais de 3 mil participantes. Além disso, foram colhidas informações sobre consumo alimentar e feita coleta de sangue para análises bioquímicas e extração de DNA para genotipagem. Em visita domiciliar, foram medidos o peso, a altura e a pressão arterial dos voluntários. Para a pesquisa desenvolvida por Andreia, foi utilizada uma mostra representativa de adultos e idosos.

“Com todos esses dados, fizemos o estudo de associação entre pressão arterial, genética e influência do café. Foi aí que concluímos que indivíduos que tinham uma pontuação mais elevada no score, ou seja, que eram geneticamente predispostos [a pressão alta], e que consumiam mais de três xícaras de café por dia, tinham uma chance quatro vezes maior de ter pressão alta em relação a quem não tinha predisposição”, explicou a pesquisadora.

Pesquisa

A pesquisa, que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), vai avaliar agora o efeito do consumo de café em pacientes com doença cardiovascular – particularmente a síndrome coronariana aguda, causada por obstrução na artéria coronária, que irriga o coração. Os pesquisadores vão avaliar, durante quatro anos, os dados de acompanhamento de 1.085 pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio ou angina instável e foram atendidos pelo Hospital Universitário da USP.    

Edição: Aline LealTags: cafépesquisaestudoCafeína

“Não sinto tanta vontade de viver”, diz Whindersson Nunes no Twitter

Famosos e fãs também publicaram mensagens em apoio ao humorista que se diz “triste há alguns anos”

Abril 13, 2019 às 16:44 – Por: Redação OP9

Youtuber lamenta e pede desculpas por desabafo publicado no Twitter. Foto: Instagram / Reprodução

O youtuber Whindersson Nunes desabafou em seu perfil no Twitter pedindo desculpas aos fãs e à família por dizer que não sente “tanta vontade de viver” por estar “rodeado de abutres”. As 16 publicações geraram surpresa e despertou o apoio dos fãs e de outros famosos, entre eles Ana Paula Renault, Thiago Pasqualotto e a esposa do comediante, Luisa Sonsa.

Em outro trecho dos Tweets publicados pelo humorista na sexta-feira (12), ele relata que “sente angustia todos os dias” e se sente mal por “não conseguir ajudar a si mesmo”, como ajuda outras pessoas.

Luisa publicou em suas contas no Instagram e Twitter, na noite da sexta (12), uma foto dos dois em um dos momentos do casal. Na legenda, “eu to aqui por você, bixim meu, tudo vai ficar bem”, a cantora demonstrava seu amor e apoio ao marido que se diz “triste há alguns anos”, no post que chegou a mais de 1 milhão de curtidas.

O humorista começou a carreira como youtuber em 2013, em Bom Jesus, no Piauí. Desde então, conquistou uma legião de fãs e em 2016 se tornou o maior canal do youtube Brasil. Atualmente, o piauiense acumula mais de 2,5 bilhões de visualizações e 34 milhões de inscritos.