Caso Zaira: PM é preso suspeito de participar da morte da estudante

Mulher foi encontrada sem vida dentro do carro que seria do suspeito, preso na manhã desta sexta-feira

Março 15, 2019 às 08:44 – Por: 

O policial militar Pedro Inácio de Maria foi preso na madrugada desta sexta-feira (15) em Currais Novos, a 180 quilômetros de Natal, por suspeita de participação na morte da estudante universitária Zaira Cruz, de 22 anos. O corpo dela foi encontrado dentro de um carro na manhã do dia 2 de março, sábado de carnaval, no município de Caicó, a 282 quilômetros da capital potiguar, na Região do Seridó.

Apesar de ter confirmado a prisão do PM, a Polícia Civil do RN só deve detalhar a investigação e os indícios de envolvimento do suspeito durante entrevista coletiva ainda esta manhã. O suspeito está sendo conduzido para Natal. O laudo sobre a morte da universitária já foi concluído, mas não foi divulgado para não atrapalhar as investigações. O documento está com a Polícia Civil.

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Mulher de Currais Novos encontrada morta dentro de carro em Caicó

Zaira Cruz era natural de Currais Novos, onde o policial é lotado, e estudava engenharia química na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). Ela havia viajado na companhia de um grupo de amigos para o carnaval de Caicó, um dos mais movimentados do estado. No sábado pela manhã, a estudante foi encontrada morta dentro de um veículo que seria de Pedro. De acordo com depoimento de amigos e familiares da vítima, eles mantinham um relacionamento com encontros esporádico.

OP9 RN

Hospital do RN atende 14 foliões que dizem ter sido atacados com agulhas de seringas durante o carnaval de Caicó

Pelo menos 14 foliões, todos atendidos pelo setor de emergência do Hospital Regional do Seridó, em Caicó, disseram ter sido atacados com agulhas de seringa em meio ao Carnaval. Segundo a direção da unidade, os atendimentos foram feitos no sábado (2), domingo (3) e segunda-feira (4). Ninguém foi preso.

A organização do Carnaval de Caicó chegou a emitir um alerta à população, o que causou preocupação. No entanto, segundo a Polícia Civil, nenhuma das pessoas atendidas pelo hospital procurou a delegacia da cidade para formalizar queixas.

Diretora-geral do Hospital do Seridó, Maura Vanessa Sobreira disse ao G1 que as vítimas foram submetidas à profilaxia pós-exposição, que é uma medida de prevenção de urgência à exposição pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis. “Todos deram resultado negativo”, ressaltou.

 

Ainda de acordo com a diretora, o hospital chegou a receber cerca de 20 pessoas dizendo terem sido furadas por agulhas. “Algumas afirmaram ter visto as seringas”, revelou. “Outras, porém, ao serem informadas que a medicação que receberiam poderia causar efeitos colaterais, como enjoo, por exemplo, se negaram a ser atendidas”, acrescentou.

 

“As pessoas que foram atendidas, 14 ao todo, foram orientadas a procurar a Polícia Civil, e nos próximos dias devem ser acompanhadas por um infectologista. “Caso alguém apresente alguma complicação, exames devem ser refeitos”, acrescentou Maura.

 

Semelhança

 

No ano passado, em meio ao São João de Campina Grande, na Paraíba, 34 casos semelhantes de ataques foram registrados. No entanto, a polícia não confirmou que os ferimentos foram causados por agulhadas

Com  informações do G1RN