Regalias: Bolsonaro vai anunciar fim das saídas em feriados nacionais aos condenados por homicídios e estupro

Presidente da República eleito na noite deste domingo, Jair Bolsonaro prepara um anúncio de impacto na Segurança Pública para dia 1º de Janeiro, após tomar posse no cargo.

A principal delas será o fim de regalias para detentos condenados por homicídios e estupros, como as chamadas ‘saidinhas’, os indultos concedidos pela Justiça nos feriados.

Bolsonaro também vai trabalhar no Congresso Nacional para aprovar, ainda em 2019, a PEC da redução da maioridade penal para 16 anos – existe uma proposta em tramitação avançada no Senado.

Para não causar reboliço na sociedade, em setores diversos e nos outros Poderes, Bolsonaro pretende detalhar os temas durante a eventual transição de Governo. Fonte: Coluna Esplanada.

Parnamirim em foco

Fátima Bezerra é eleita a governadora mais votada da história do RN

Saíba Mais
Por Rafael Duarte

“Vamos tirar o Estado da grave crise em que se encontra”, diz Fátima após eleita

Eleita neste domingo (28), Fátima Bezerra (PT) é a nova governadora do Rio Grande do Norte, única mulher no cargo no país. Depois do resultado, ela recebeu a imprensa para coletiva e afirmou que esta eleição marca a história política do Estado.

“Expresso aqui meu agradecimento a Deus e ao povo do Rio Grande do Norte, que foi o grande protagonista desse processo eleitoral”, afirmou Fátima. “Eu já via nas ruas um sentimento de mudança, e as urnas comprovaram isso”.

A governadora eleita agradeceu, ainda, ao seu partido, o PT, ao PCdoB do vice Antenor Roberto e ao PHS da senadora eleita Zenaide Maia. “Quero também agradecer aos apoios que recebi nesse segundo turno, que vieram pela porta da frente, que entenderam que a candidatura da senadora Fátima era a melhor opção”, ressaltou, citando os presentes na coletiva, nas pessoas do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira; da deputada Márcia Maia; dos deputados eleitos Ubaldo Fernandes e Eudiane Macedo; dos professores Carlos Alberto e Robério Paulino, do PSol; e do presidente da Câmara Municipal de Natal Raniere Barbosa e Karla Veruska.

Fátima lembrou do desafio que será governar o Estado a partir de 2019. “Vamos iniciar uma nova era política, tirar o Estado da grave crise em que se encontra, trazer paz, emprego e prosperidade ao nosso povo”.

Por Robson Pires

 

Saiba quem é quem no núcleo político de Jair Bolsonaro

Três ministros do governo de Jair Bolsonaro já foram anunciados
Bom Dia Brasil
Três ministros do governo de Jair Bolsonaro já foram anunciados

Três ministros do governo de Jair Bolsonaro já foram anunciados

O núcleo mais próximo do presidente eleito durante a campanha reuniu três dos seus cinco filhos, parlamentares, generais da reserva do Exército, um advogado e seu guru na área econômica.

Com a assessoria do grupo, o candidato do PSL venceu Fernando Haddad no segundo turno da eleição presidencial. Os apoiadores devem seguir próximos de Bolsonaro, cujo mandato começa em 1º de janeiro de 2019.

Jair Bolsonaro com os filhos Carlos, Flávio e Eduardo (da esq. para a dir.) — Foto: Flickr/família BolsonaroJair Bolsonaro com os filhos Carlos, Flávio e Eduardo (da esq. para a dir.) — Foto: Flickr/família Bolsonaro

Jair Bolsonaro com os filhos Carlos, Flávio e Eduardo (da esq. para a dir.) — Foto: Flickr/família Bolsonaro

Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro

Os três filhos do primeiro casamento de Jair Bolsonaro se tornaram políticos e integram o núcleo mais próximo do presidente eleito.

Carlos, 35 anos, é vereador no Rio de Janeiro e um dos responsáveis por pensar a comunicação do pai, com forte presença nas redes sociais.

Flávio, 37 anos, é deputado estadual e se elegeu senador pelo Rio.

Eduardo, 34 anos, foi reeleito deputado federal por São Paulo com a maior votação da história (1,8 milhão de votos). Ele protagonizou uma das polêmicas da campanha eleitoral. Em vídeo de quatro meses atrás, ele afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) poderia ser fechado por um cabo e um soldado se a candidatura do pai fosse indeferida. Ministros do STF criticaram a declaração e Bolsonaro desautorizou o filho.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) em sessão de comissão na Câmara — Foto: Antonio Cruz/Agência BrasilO deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) em sessão de comissão na Câmara — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) em sessão de comissão na Câmara — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Onyx Lorenzoni

Um dos coordenadores da campanha, o médico veterinário Onyx Lorenzoni (DEM-RS), 64 anos, foi anunciado por Bolsonaro como ministro da Casa Civil, considerado um dos principais postos da Esplanada dos Ministérios.

Onyx está no quarto mandato consecutivo como deputado federal e foi reeleito com 183.518 votos. Antes, foi deputado estadual no Rio Grande do Sul, estado natal, por duas vezes (de 1995 a 2003).

Em 2016, Onyx foi relator na Câmara do pacote de medidas de combate à corrupção e fez mudanças no texto apresentado no plenário, descumprindo acordo com os demais parlamentares, o que gerou diversas críticas a ele.

No ano passado, admitiu ter recebido R$ 100 mil em caixa 2 da empresa JBS para pagar dívidas de campanha de 2014. O deputado alegou que, na ocasião, não tinha como declarar o valor na Justiça Eleitoral.

Deputado Major Olímpio (Gnews) — Foto: Reprodução GloboNewsDeputado Major Olímpio (Gnews) — Foto: Reprodução GloboNews

Deputado Major Olímpio (Gnews) — Foto: Reprodução GloboNews

Major Olímpio

Presidente do diretório paulista do PSL, o deputado federal Major Olímpio coordenou a campanha de Bolsonaro em São Paulo. Com discurso conservador, é um dos parlamentares integrantes no Congresso do grupo intitulado “bancada da bala”.

Policial militar desde 1978, foi deputado estadual por dois mandatos, de 2006 a 2014, quando se elegeu deputado federal. Ele conquistou uma cadeira no Senado após obter mais de 9 milhões de votos neste ano.

Em 2016, Olímpio elogiou da tribuna da Câmara o policial militar de São Paulo que trabalhava como motorista de Uber e matou três rapazes em uma tentativa de assalto. No discurso, disse: “São “três vagabundos a menos” e “Que o diabo os carregue mesmo”.

O deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR) e o senador Magno Malta (PR-ES) também estão entre os políticos do núcleo de confiança de Bolsonaro. O primeiro se elegeu deputado estadual pelo Paraná. O segundo não conseguiu se reeleger senador pelo Espírito Santo.

MP investiga assessor de Bolsonaro por suspeita de fraude em fundos — Foto: Reprodução/JNMP investiga assessor de Bolsonaro por suspeita de fraude em fundos — Foto: Reprodução/JN

MP investiga assessor de Bolsonaro por suspeita de fraude em fundos — Foto: Reprodução/JN

Paulo Guedes

Anunciado durante a campanha por Bolsonaro como ministro da Economia, o carioca Paulo Guedes, 69 anos, tem perfil liberal, favorável a privatizações e a menor participação possível do Estado na economia.

Formado em economia, Guedes concluiu mestrado e doutorado Universidade de Chicago (EUA), escola ligada ao pensamento liberal econômico. Bem-sucedido no mercado financeiro, foi um dos fundadores do banco Pactual e do Instituto Millenium. Hoje é sócio da gestora Bozano Investimentos.

Guedes ficou conhecido no período eleitoral pelo apelido de “Posto Ipiranga”, já que Bolsonaro admitiu que não entendia de economia.

Durante a campanha, o economista se tornou alvo de investigação do Ministério Público Federal que apura possíveis “crimes de gestão temerária ou fraudulenta” em investimentos feitos por fundos de pensão estatais.

General Augusto Heleno durante entrevista à GloboNews — Foto: Reprodução/GloboNewsGeneral Augusto Heleno durante entrevista à GloboNews — Foto: Reprodução/GloboNews

General Augusto Heleno durante entrevista à GloboNews — Foto: Reprodução/GloboNews

General Heleno

Um dos militares mais próximos de Jair Bolsonaro, o general de exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira, 71 anos, chegou a ser cotado para vice na chapa.

Ele participou da elaboração do plano de governo do presidente eleito e também auxiliou na interlocução do candidato do PSL com integrantes da cúpula das Forças Armadas.

Na reserva desde 2011, o general comandou a missão de paz das Nações Unidas no Haiti, foi comandante militar da Amazônia e chefiou o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército. Bolsonaro já o anunciou como futuro ministro da Defesa.

Além de Heleno, outros militares tiveram papel de destaque na formulação de propostas de Bolsonaro, como os generais Alessio Ribeiro Souto, na área de educação, e Oswaldo Ferreira, na área de infraestrutura.

General Mourão — Foto: Reprodução/GloboNewsGeneral Mourão — Foto: Reprodução/GloboNews

General Mourão — Foto: Reprodução/GloboNews

General Mourão

Vice-presidente eleito, o general de exército Antonio Hamilton Martins Mourão (PRTB) passou para a reserva do Exército em fevereiro deste ano, após 46 anos na ativa. Atuou para superar resistências a Bolsonaro na cúpula das Forças Armadas.

Natural de Porto Alegre (RS), o militar tem 65 anos e foi Comandante Militar do Sul. Ele foi exonerado da função em 2015, na gestão de Dilma Rousseff, ao criticar o governo e falar durante uma palestra que era preciso um “despertar para a luta patriótica” como saída para crise política do país.

Durante a campanha, Mourão causou polêmicas ao chamar o 13º salário de jabuticaba e ao declarar que, em situação hipotética de anarquia, o presidente poderia dar um “autogolpe” com apoio das Forças Armadas.

Presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, fala sobre a alta de Bolsonaro em frente ao hospital — Foto: Reprodução/TV GloboPresidente do PSL, Gustavo Bebbiano, fala sobre a alta de Bolsonaro em frente ao hospital — Foto: Reprodução/TV Globo

Presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, fala sobre a alta de Bolsonaro em frente ao hospital — Foto: Reprodução/TV Globo

Gustavo Bebianno

Um dos conselheiros de Jair Bolsonaro, o advogado Gustavo Bebianno, 54 anos, até 2017 não tinha experiência na política.

Faixa preta de jiu-jítsu e admirador de Bolsonaro, Bebianno foi apresentado ao deputado em 2017 e se ofereceu para atuar em processos judiciais dele, de graça.

Logo, Bebianno conquistou a confiança do político a ponto de assumir a presidência do PSL e de acompanhar de perto a recuperação de Bolsonaro, após o então candidato ter recebido uma facada durante ato de campanha.

Bebianno ganhou papel central na logística da campanha ao cuidar, por exemplo, da agenda de Bolsonaro. Ele é cotado para assumir o Ministério da Justiça.

Outro nome próximo do presidente eleito é o empresário Paulo Marinho, que cedeu sua casa no Rio para Bolsonaro realizar reuniões e gravar programas da propaganda eleitoral.

Filiado ao PSL, Marinho é 1° suplente do senador eleito Flavio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro. Ele fez fortuna no setor de construção naval e consultoria empresarial. Foi sócio do empresário Nelson Tanure, hoje um dos maiores acionistas da Oi, em um estaleiro na década de 1990.

Marinho teve um longo relacionamento com a atriz Maitê Proença, com quem tem uma filha.

* Colaboraram Laís Lis e Lucas Salomão

Por Guilherme Mazui e Fernanda Calgaro, G1 — Brasília

Fátima Bezerra (PT) é eleita governadora do Rio Grande do Norte

Com 100% das urnas apuradas, candidata foi tem 57,60% votos válidos, contra Carlos Eduardo (PDT), que teve 42,40%. Fátima é a única mulher eleita governadora no país e teve a maior votação para o cargo na história do RN.


Fátima Bezerra (PT) candidata ao governo do RN, durante votação — Foto: Elias MedeirosFátima Bezerra (PT) candidata ao governo do RN, durante votação — Foto: Elias Medeiros

Fátima Bezerra (PT) candidata ao governo do RN, durante votação — Foto: Elias Medeiro

Com 100% das urnas eletrônicas apuradas às 20h46, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidata Fátima Bezerra (PT) foi eleita governadora do Rio Grande do Norte em segundo turno, neste domingo (28). Ela recebeu 1.022.910 votos, ou 57,60% dos válidos e Carlos Eduardo (PDT), 753.035 votos (42,40%). Veja a apuração completa aqui.

Veja o resultado da apuração: em todo o estado; por cidade; por zona eleitoral (Natal).

Ao todo, votaram 1.942.196 eleitores dos 2,3 milhões que estavam aptos a votar, o que corresponde a 81,86% do eleitorado do RN. Votos brancos (1,75%) e nulos (6,81%) somaram 166.251 votos. Houve ainda 430.383 abstenções (18,14%). Somados brancos, nulos e abstenções, chega-se a 596.634 eleitores aptos que não escolheram nenhum dos candidatos.

“O RN pode ter a certeza de que serei a governadora de todos e todas, dos que votaram em mim, e dos que não votaram também. Teremos um governo de diálogo, um governo de união, para construir um RN que tenha paz, segurança, dignidade e empregos pro nosso povo”, declarou em coletiva logo após a confirmação do resultado.

Fátima foi considerada eleita matematicamente às 18h34, quando as urnas estavam com 90,77% apuradas. Ela é a única mulher eleita governadora no país em 2018 e a terceira a ser escolhida para o cargo no estado. Mesmo antes do fim da totalização de votos, ela também já foi considerada a governadora eleita com o maior número de votos na história do estado.

Fátima Bezerra tem 63 anos. É professora, pedagoga e atualmente ocupa o cargo de senadora da república pelo Rio Grande do Norte. Ela nasceu em 19 de maio de 1955 em Nova Palmeira, na Paraíba, mas mora no Rio Grande do Norte desde a adolescência. Se filiou ao PT em 1981 e entrou na carreira política-eleitoral após atuação no sindicato dos professores do estado.

Antes do Senado, Fátima foi eleita deputada estadual duas vezes consecutivas, nas eleições de 1994 e 1998. Em 2002, disputou pela primeira vez um cargo na Câmara Federal. Ganhou e foi eleita outras duas vezes, em 2006 e 2010, sempre pelo Rio Grande do Norte. Entre as candidaturas vitoriosas no Legislativo, disputou a Prefeitura de Natal nos anos de 1996, 2000, 2004 e 2008, mas perdeu nas quatro ocasiões.

Em 2014, com 808.055 votos potiguares (54,84% dos válidos), Fátima foi eleita senadora. Ela poderia permanecer no cargo até 2022, mas decidiu se candidatar ao governo do estado. Eleita, a professora assumirá pela primeira vez um cargo do Poder Executivo – a única governadora eleita no país em 2018.

Em nota, o candidato Carlos Eduardo agradeceu pelos votos recebidos e pela cofiança dos potiguares que acreditaram nas suas propostas.

“Fizemos uma campanha limpa e propositiva. Baseada na coragem e no sentimento de mudança, na nossa história que transformou Natal numa capital capaz de orgulhar seus filhos e seus visitantes. Abri mão de meus quase três anos de mandato como prefeito por saber que, ao homem público verdadeiro, não é permitida a omissão da luta. O Rio Grande do Norte chegou ao fundo do poço nos últimos quatro anos. Me propus mudá-lo, percorrendo no calor, nas noites e madrugadas, o itinerário da esperança numa gestão voltada a todos, sem lados ou preconceitos ideológicos”, declarou.

Fátima Bezerra (PT) é eleita governadora do Rio Grande do Norte

Fátima Bezerra (PT) é eleita governadora do Rio Grande do Norte

Campanha

Fátima Bezerra e Carlos Eduardo passaram ao segundo turno na disputa ao governo do Rio Grande do Norte com 748.150 votos (46,17% dos válidos) e 525.933 (32,45%), respectivamente, no dia 7 de outubro, quando foi realizado o primeiro turno das eleições 2018. Desde então, os dois candidatos começaram a buscar votos dos candidatos derrotados, muitos dos quais não declararam apoio a nenhum dos dois, e de eleitores indecisos.

Após passar ao segundo turno, Carlos Eduardo anunciou apoio ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), apesar de seu partido, o PDT, ter anunciado apoio crítico ao presidenciável Fernando Haddad (PT). Do outro lado, além de partidos de esquerda e centro esquerda, Fátima conseguiu apoio de parte do PSDB, adversário comum nacionalmente, como o grupo político do presidente do partido, Ezequiel Ferreira de Souza.

Propostas

Entre as propostas apresentadas ao longo da campanha, Fátima prometeu fazer parcerias com as prefeituras do estado para criar mais vagas em creches. Na área de segurança, a candidata afirmou que vai valorizar os policiais, realizar concursos e equipar os agentes de segurança do estado.

A governadora eleita também prometeu fazer parcerias com a iniciativa privada e ampliar o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (Proadi) para as micro e pequena empresa, como forma de fomento ao emprego e afirmou que pretende criar um núcleo de prevenção à corrupção no âmbito da Controladoria Geral do Estado.

Resultado

  • Fátima Bezerra: 1.022.910 votos (57,60%)
  • Carlos Eduardo: 753.035 (42,40%)
  • Votos nulos: 132.179 (6,81%)
  • Votos brancos: 34.072 (1,75%)
  • Abstenções: 430.383 eleitores (18,14%)

Fátima Bezerra foi eleita governadora do RN com 57,60% dos votos válidos — Foto: Elisa ElsieFátima Bezerra foi eleita governadora do RN com 57,60% dos votos válidos — Foto: Elisa Elsie

Fátima Bezerra foi eleita governadora do RN com 57,60% dos votos válidos — Foto: Elisa Elsie

Por Igor Jácome, G1 RN

Ibope – RN, votos válidos: Fátima, 55%; Carlos Eduardo, 45%

O Ibope divulgou nesta sexta-feira (26) o resultado da pesquisa sobre o segundo turno da eleição para o governo do Rio Grande do Norte. O levantamento foi realizado entre quarta (24) e sexta-feira (26) e tem margem de erro de 3 pontos, para mais ou para menos.

Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes:

Na pesquisa anterior, Fátima tinha 54% e Carlos Eduardo, 46%

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no 2º turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Votos Totais

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

  • Fátima Bezerra (PT): 52%
  • Carlos Eduardo (PDT): 42%
  • Em branco/nulo: 4%
  • Não sabe: 3%

Rejeição

A pesquisa também apontou o potencial de voto e rejeição para governador. O Ibope perguntou: “Para cada um dos candidatos a governador do Rio Grande do Norte citados, gostaria que o(a) sr(a) dissesse qual destas frases melhor descreve a sua opinião sobre ele”?

Carlos Eduardo (PDT)

  • Com certeza votaria nele para governador do RN – 34%
  • Poderia votar nele para governador do RN – 17%
  • Não votaria nele de jeito nenhum para governador do RN – 37%
  • Não o conhece o suficiente para opinar – 10%
  • Não sabem ou preferem não opinar – 2%

Fátima Bezerra (PT)

  • Com certeza votaria nela para governadora do RN – 41%
  • Poderia votar nela para governadora do RN – 16%
  • Não votaria nela de jeito nenhum para governadora do RN – 33%
  • Não a conhece o suficiente para opinar – 9%
  • Não sabem ou preferem não opinar – 2%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 812 pessoas em 38 cidades
  • Quando a pesquisa foi feita: 24 a 26 de outubro
  • Registro TSE: BR-05542/2018
  • Registro no TRE/RN: RN‐04531/2018
  • Nível de confiança: 95%
  • Contratantes da pesquisa: Inter TV Costa Branca
  • O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 3 pontos, para mais ou para menos.

Por G1 RN

Política Datafolha: Bolsonaro cai para 56% e Haddad vai a 44%

Diferença entre os dois caiu e agora é de doze pontos percentuais

Nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada na noite desta quinta-feira 25, mostra a redução da diferença entre os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Em relação à semana passada, Bolsonaro caiu três pontos, de 59% para 56% e Haddad subiu, de 41% para 44%. A distância entre os dois agora é de doze pontos.

O Datafolha ouviu 9.184 pessoas, entre os dias 24 e 25 de outubro, em pesquisa contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, índice de confiança de 95% e foi registrado no TSE sob a identificação BR-05743/2018.

Os vereadores Maduro (PSB) e Brunno Teodoro (MDB) declaram apoio à Fatima Bezerra

A candidata ao governo do estado, Fátima Bezerra (PT) segue conseguindo apoios em todas as regiões do estado. Na manhã desta quarta-feira, 24, a candidata do PT recebeu o apoio do vereadores, Maduro (PSB) e Brunno Teodoro (MDB).

O vereador, Maduro é primo legítimo e líder da gestão Alexandre Sobrinho na Câmara de vereadores de Pedro Avelino.

Segundo fontes ligadas ao Palácio Geraldo Bezerra vários cargos comissionados e contratados não querem votar no candidato do prefeito ao governo do estado.

Ibope: Bolsonaro tem 57% dos votos válidos e Haddad, 43%

Candidato do PSL oscila dois pontos porcentuais para baixo e vantagem para petista cai de 18 para 14 pontos

A cinco dias da eleição presidencial, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, tem 57% das intenções de voto, contra 43% de Fernando Haddad (PT), segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta terça-feira, 23.

Desde o último dia 15, Bolsonaro oscilou dois pontos porcentuais para baixo (tinha 59%), e Haddad oscilou dois para cima (tinha 41%). As duas variações estão dentro da margem de erro. A vantagem do candidato do PSL passou de 18 para 14 pontos porcentuais.

Haddad Bolsonaro
Bolsonaro e Haddad disputam o 2º turno das eleições 2018 Foto: Adriano Machado e Rodolfo Buhrer/Reuters

Os números consideram apenas os votos válidos, ou seja, excluem os nulos, brancos e indecisos. Levando em conta o eleitorado total, a taxa de Bolsonaro passou de 52% para 50%, enquanto a preferência por Haddad se manteve estável em 37%. Há ainda 10% dispostos a anular ou votar em branco, e 3% que não souberam responder.

Na pesquisa espontânea, na qual os eleitores indicam sua opção antes de receber um disco de papel com os nomes dos candidatos, Bolsonaro lidera por 42% a 33%. Na pesquisa anterior, o placar era de 47% a 31%  –  ou seja, a vantagem caiu de 16 pontos para 9.

No primeiro turno da eleição presidencial, realizado no dia 7, o candidato do PSL ficou à frente do principal adversário por 46% a 29%.

Ibope ouviu 3.010 eleitores nos dias 21 a 23 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR‐07272/2018. Os contratantes foram o Estado e a TV Globo.

Em São Paulo, Bolsonaro tem 64% contra 36% de Haddad

Se a eleição presidencial ocorresse apenas no Estado de São PauloJair Bolsonaro venceria o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad por 64% a 36% dos votos válidos, segundo o Ibope. Os números mostram oscilação positiva de um ponto para o candidato do PSL em relação ao levantamento anterior, enquanto o petista oscilou um para baixo.

Quando são considerados os votos totais — ou seja, incluindo os brancos e nulos —, Bolsonaro pontua 54%, contra 31% de Haddad. Neste cenário, ambos oscilaram um ponto para baixo em comparação com a última pesquisa, divulgada no dia 17 de outubro. Brancos e nulos somam 11%, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

No primeiro turno, o candidato do PSL teve vitória esmagadora no Estado, com 53%. Haddad ficou em segundo lugar, com 16,4%. Bolsonaro quebrou a hegemonia histórica do PSDB em São Paulo. O ex-governador Geraldo Alckmin ficou em quarto lugar na disputa, com apenas 9,5%. /COLABOROU CAIO SARTORI

UOLEleições 2018 Pesquisa CNT/MDA: Bolsonaro lidera com 57% de votos válidos; Haddad tem 43%

 

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) tem 57% das intenções de votos válidos contra 43% de Fernando Haddad (PT), mostra pesquisa do instituto MDA encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgada nesta segunda-feira (22) sobre o segundo turno eleitoral.

O cálculo leva em consideração somente os votos válidos. Ou seja, exclui os entrevistados que disseram votar em branco, nulo ou os que se declararam indecisos.

Intenção de votos válidos para presidente:

Jair Bolsonaro (PSL): 57%
Fernando Haddad (PT): 43%

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Esta é a primeira pesquisa CNT/MDA de intenções de voto à Presidência divulgada no segundo turno. A votação está marcada para o próximo domingo (28).

Na avaliação de 74,4% dos entrevistados, Bolsonaro vai vencer as eleições. Os que acreditam que será Haddad somam 14,6%.

Na intenção de voto total, que inclui os brancos, nulos indecisos, Bolsonaro tem 48,8% e Haddad, 36,7%. Brancos e nulos somam 11,0%. Os entrevistados que não souberam ou não responderam são 3,5%.

Intenção de voto para presidente (total):

Jair Bolsonaro (PSL): 48,8%
Fernando Haddad (PT): 36,7%
Branco/Nulo: 11,0%
Indeciso: 3,5%

Possibilidade de mudança de voto

A pesquisa divulgada nesta segunda perguntou aos entrevistados quem considera a decisão de voto como definitiva ou quem ainda pode mudar de opinião até o dia das eleições, de acordo com o candidato de preferência.

Dos que indicaram votar em Bolsonaro, 91,1% afirmaram que a decisão é definitiva e 8,9% afirmaram que ainda podem mudar.

Dos que pretendem votar em Haddad, 91,3% falaram estar com a ideia consolidada e 8,7% falaram que ainda podem mudar.

Quanto ao grau de conhecimento em relação aos candidatos, 40,5% dos entrevistados disseram conhecer “mais ou menos”; 27,4% conhecer “bastante”; 22,1% conhecer “pouco”; e 9,7% conhecer “nada”.

Índices de rejeição

A pesquisa MDA/CNT também testou a rejeição dos candidatos, ou seja, o índice de pessoas que disseram não votar neles de jeito nenhum.

O petista é rejeitado por 51,4% dos entrevistados enquanto os que afirmaram não votar no pesselista de jeito nenhum são 42,7%.

Nesta última semana das eleições, 41,3% afirmaram ter “muito interesse” no pleito; 26,9% ter “interesse médio”; 16,3% “pouco interesse”; e 15% “nenhum interesse”.

Os que declararam ter visto ou ouvido a propaganda eleitoral dos candidatos à Presidência na televisão ou no rádio são 79,8%. Destes, 40,2% consideram que Bolsonaro tem um programa melhor, contra 36% que consideram um êxito maior de Haddad.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 20 e 21 de outubro, em 137 municípios de 25 unidades da federação. Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00346/2018 e tem nível de confiança de 95%.