Governo do RN consegue R$ 180 milhões para pagar 13º salário de 2019

Dinheiro foi obtido por meio de pregão eletrônico que possibilita contratação de empréstimo que tem como garantia os valores pagos a título de royalties de petróleo

dezembro 5, 2019 às 16:31 – Por: Everton Dantas, Portal OP9

No RN, pagamento do 13º salário de 2019 depende de repasses previstos para o fim de dezembro. Foto: Marcos Santos/USP

O governo do RN conseguiu nesta quinta-feira (5) uma das condições necessárias para pagar em dia o 13º de 2019 do funcionalismo estadual. O banco Daycoval seria o vencedor do pregão eletrônico promovido para antecipar R$ 180 milhões.

A garantia desse dinheiro seriam exatamente os valores pagos pela Petrobras a título de royalties pela exploração de petróleo no Rio Grande do Norte. O período de pagamento negociado se refere a janeiro de 2020 até setembro de 2022.

Mesmo com a antecipação confirmada, a negociação ainda continua. Isso porque a instituição financeira e o governo negociam as taxas da transação. Oficialmente o pregão só será encerrado na sexta-feira às 10h.

Em Sergipe, o banco fez operação de crédito semelhante. Lá, a taxa negociada foi de 17,5%. No caso do Rio Grande do Norte, o governo acredita que conseguirá negociar um valor abaixo do que foi acertado pelos sergipanos.

Essa foi a segunda vez que o governo tentou negociar recursos dos royalties. Na primeira, uma antecipação direta, nenhuma instituição se interessou pelo negócio. O banco Daycoval obteve lucro líquido de R$ 268,3 milhões no terceiro trimestre de 2019,  uma alta de 38,2%.

Data para pagamento ainda permanece em aberto

A outra condição necessária para o governo do RN poder pagar o 13º salário de 2019 é o recebimento dos recursos da cessão onerosa, resultado do megaleilão do pré-sal. O Rio Grande do norte deve receber em torno de R$ 160 milhões.

O detalhe é que esses valores só devem ser liberados no final de dezembro, e que o trâmite bancário jogue o pagamento para os primeiros dias de 2020. Isso porque o pagamento pode ser feito até dia 29, um domingo.

Sendo assim, na prática, o dinheiro só deve ser repassado no dia 30 e só então será enviado aos estados. O governo do RN ainda não confirmou data de pagamento exatamente por conta desse detalhe envolvendo os recursos.

O funcionalismo do estado possui duas folhas salariais (13º e dezembro de 2018) abertas totalmente e uma parcialmente (novembro de 2018). O governo também pretende quitar parte desse atrasado com os recursos obtidos neste final de ano. Mas não informou ainda quanto desse total será quitado.

FPM: 1% de dezembro soma R$ 4,5 bilhões e será creditado na segunda (9)

O repasse adicional de 1% em dezembro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – no valor total de R$ 4,5 bilhões – será creditado às prefeituras na segunda-feira, 9 de dezembro, até as 18 horas. Na terça, 10, ocorre o repasse do primeiro decêndio do mês. A quantia extra é fruto de conquista da Confederação Nacional de Municípios (CNM) em 2007 por meio da Emenda Constitucional 55.

Os gestores podem conferir o valor que será creditado ao Município na nota técnica da CNM sobre o 1% de dezembro. As informações foram agrupadas por Estados e coeficientes, as tabelas têm os valores brutos do repasse e com o desconto do Pasep.

Tal adicional é referente a 1% do valor da arrecadação do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e do Imposto de Renda (IR) contabilizado de dezembro do ano passado até o fim de novembro de 2019. Com base em dados do relatório de avaliação fiscal do Ministério da Economia, a Confederação estimou e divulgou o montante previsto em R$ 4,448 bilhões – valor apenas 0,25% abaixo do valor a ser repassado.

O adicional de 1% de dezembro é 8,36% maior do que o repasse de 2018, que somou R$ 4,152 bilhões. Nos últimos 13 anos, ou seja, de 2007 a 2019, os cofres municipais receberam R$ 38,844 bilhões relacionados a repasses extras – consequência de luta constante da CNM em prol dos Municípios. É importante destacar que a quantia ajuda os gestores a pagarem o 13º salário e as folhas de pagamento.

Todos os anos, nos meses de julho e dezembro, os Municípios recebem 1% da arrecadação do IPI e IR referente aos 12 meses anteriores ao mês do repasse. O FPM é composto de 22,5% da arrecadação desses tributos – repassados a cada decêndio e distribuídos de forma proporcional de acordo com tabela de faixas populacionais, os chamados coeficientes.

Cabe salientar ainda que, de acordo com a redação da Emenda Constitucional 55/2007, ao 1% adicional do FPM não incide retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). No entanto, por se tratar de uma transferência constitucional, os valores devem incorporar à Receita Corrente Líquida (RCL) do Município e, consequentemente, ser aplicados em ações de Manutenção e Desenvolvimento de Ensino (MDE).

Da Agência CNM de Notícias
Imagem: Arte/CNM

PGR rejeita suspeição de Moro em caso de Lula e não vê irregularidades em diálogos

Responsável pela Lava-Jato, subprocurador José Adônis Callou se manifestou ao STF pela primeira vez sobre conversas entre juiz e procuradores da operação

Aguirre Talento05/12/2019 – 19:28 / Atualizado em 05/12/2019 – 21:40

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro Foto: Jorge William / Agência O Globo
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro Foto: Jorge William / Agência O Globo

BRASÍLIA – A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não vê elementos que comprovem uma suspeição do então juiz federal Sergio Moro – hoje ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro – no processo que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apontou ainda a inexistência de irregularidades nos diálogos entre o juiz e procuradores da Lava-Jato de Curitiba no Telegram.

A manifestação é assinada pelo coordenador da Lava-Jato na PGR, o subprocurador-geral da República José Adônis Callou, e foi enviada ao STF nesta quinta-feira, em resposta a um habeas corpus movido pela defesa de Lula pedindo a anulação do processo do tríplex do Guarujá sob o argumento de que o juiz Sergio Moro não teve imparcialidade no caso. Callou atua na Lava-Jato por delegação do procurador-geral Augusto Aras.

Um dos elementos apontados é que a pena de Lula foi “significativamente inferior” às dos demais réus da Lava-Jato de Curitiba, de acordo com levantamentos de informações feitos pela equipe da PGR no caso. “A média das penas aplicadas aos demais réus da Lava Jato, como se observa, foi de 4.526 dias, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado pelo ex-Juiz Federal a cumprir uma pena de 3.465 dias”, escreveu o subprocurador.

Também a duração do processo foi compatível com os demais casos, argumentou José Adônis Callou. “O que se observa é que os processos na operação Lava Jato duraram em média 312 dias, enquanto a primeira ação penal contra o paciente durou 352 dias e a segunda, 754 dias, o que esvazia a alegação do paciente de que os ritos teriam sido acelerados para excluí-lo da corrida eleitoral”, afirmou.

No documento, a PGR analisou todas as decisões tomadas por Moro na ação do petista e argumentou que seguem o padrão de atuação nos demais casos. “Tais informações confirmam que as decisões proferidas pela 13ª Vara Federal em relação ao paciente são coerentes com os procedimentos adotados pela Vara em outros casos da operação Lava Jato, tendo seguido idêntico padrão, e são harmônicas com os fatos, as provas e a lei”, escreveu o subprocurador.

No levantamento de informações, a PGR listou que o então juiz Sergio Moro rejeitou 13 pedidos do Ministério Público e acolheu, integral ou parcialmente, 64 pedidos feitos pela defesa de Lula. O subprocurador apontou ainda que Moro determinou cuidados especiais a serem tomados durante a condução coercitiva do ex-presidente em uma das fases da Lava-Jato, como não utilizar algemas e nem filmar o seu deslocamento, o que demonstraria  isenção de Moro no caso.

“No caso da medida decretada em relação a Luiz Inácio Lula da Silva, o que se observou, na verdade, foi uma especial cautela do então Juiz Federal Sergio Moro, que mais uma vez demonstrou sobriedade e cuidado para preservar a dignidade e honra do paciente”, escreveu José Adônis Callou. Completa o subprocurador:

Relevante ainda observar que foi indeferida a condução coercitiva de então esposa de Luiz Inácio Lula da Silva pelo ex-Juiz Federal e que não foram executadas medidas similares em relação aos filhos, embora suas empresas tivessem sido alvo de buscas”.

Conversas

Sobre os diálogos mantidos por Moro com procuradores da Lava-Jato no aplicativo Telegram, revelados pelo site “The Intercept Brasil”, a PGR afirmou que não podem ser usados como prova por terem origem ilícita, que a autenticidade não pode ser comprovada e que não há elementos nos diálogos que demonstrem falta de isenção do juiz.

A PGR argumenta que “é absolutamente comum” que advogados e procuradores conversem com o juiz sem a presença da outra parte. Para o subprocurador, os diálogos mostram que o juiz e procuradores estavam atuando na “busca da verdade e dos valores da Justiça” e não demonstram violações de direitos.

“Nenhuma suposta mensagem revela qualquer tipo de violação de direitos ou garantias dos investigados ou réus, em relação a qualquer ato ou decisão judicial. Se o juiz cobrou celeridade em manifestações do Ministério Público, estava zelando por um princípio processual e constitucional. Poderia tê-lo feito em audiência, por telefone, em reunião presencial ou mediante contato via secretaria da Vara, com qualquer das partes. Se o juiz encaminhou por mensagem informação que recebeu pela via oral sobre pessoa disposta a relatar crimes, cumpriu o disposto no art. 41 do Código de Processo Penal, ainda que temperado pelo princípio processual da instrumentalidade das formas. O que se deve notar é que nenhum direito dos investigados ou réus foi violado”, escreveu o subprocurador na manifestação.

A PGR frisou ainda que as conversas tratam sobre vários réus diferentes, incluindo políticos de diversos partidos, o que demonstraria uma inexistência de alvo partidário preferencial da Lava-Jato. Diz ainda que as sentenças de Moro demonstram que não havia conluio entre o juiz federal e os integrantes da Lava-Jato.

“Além disso, a hipótese de que o juiz comandava a operação ou de que havia um conluio com o Ministério Público não se coaduna com dados da realidade. Dos 291 acusados sentenciados pelo ex-Juiz Federal Sergio Moro, 63 foram absolvidos (21%). O Ministério Público, por sua vez, discordou e recorreu de 44 das 45 sentenças proferidas. Além disso, o número de casos citados nas supostas mensagens é pequeno quando se observa que a operação tem mais de 465 réus e cada processo envolve, em geral, centenas de atos. As supostas mensagens trataram de poucos casos”, escreveu o subprocurador.

O julgamento sobre a suspeição de Moro ainda não tem data para ser retomado no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele havia sido interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A manifestação da PGR foi enviada ao relator do habeas corpus, o ministro Edson Fachin.

Avaí pede liminar no STJD para obrigar Flamengo a vender ingressos para visitantes

Clube de Santa Catarina diz que decisão causou “surpresa e repulsa”. Rubro-negro afirma que rival desta quinta não exerceu, em tempo hábil, seu direito à cota de ingressos

Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro

05/12/2019 11h42  Atualizado há 3 minutos


O Avaí entrou com pedido de liminar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra a decisão do Flamengo de não disponibilizar o setor de visitantes para a partida desta quinta-feira, no Maracanã. De acordo com o clube de Florianópolis, a medida rubro-negra causou “surpresa e repulsa”. O Flamengo, em comunicado emitido na manhã desta quinta-feira, alegou que o Avaí não exerceu em tempo hábil o seu direito à cota de ingressos.

O vice-presidente jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abranches, deu a posição rubro-negra sobre a questão. Dunshee afirma que o Avaí não exerceu o direito que lhe cabia.

– Ontem (quarta), às 15h30, recebi a informação de que não havia chegado o documento formal exigido pelo artigo 86, dizendo que o time que queira usar o setor de visitantes deve comunicar três dias úteis, para que sejam tomadas providências, em relação à segurança, organização e vendas. Às 15h30 da tarde, sem esse comunicado, ainda não havíamos vendido sequer um ingresso. São cerca de 10 mil ingressos no setor, um prejuízo enorme.Como o Avaí não se pronunciou dentro do regulamento, decidimos então colocar os ingressos à venda para a torcida do Flamengo. Comuniquei a CBF, sobre o ocorrido, para ela ficar ciente.

– Temos o maior prazer em receber a torcida do Avaí ou qualquer outra torcida visitante no Maracanã. Mas eles têm que cumprir o regulamento. Existe um rito a ser seguido. O Avaí não exerceu o direito, perdeu o direito. O direito não socorre os que dormem. Em qualquer outra oportunidade que eles mandarem o comunicado, vamos recebê-los como o maior prazer. O Flamengo está gerindo o seu negócio. Dormiram no ponto. Adoraria achar uma solução, não deve ser mais de 200 torcedores do Avaí. Estamos conversando com o Maracanã para tentar encontrar uma solução, mas está muito em cima.

Flamengo e Avaí se enfrentam nesta quinta-feira, no Maracanã — Foto: Alexandre Vidal/GloboEsporte.com
Flamengo e Avaí se enfrentam nesta quinta-feira, no Maracanã — Foto: Alexandre Vidal/GloboEsporte.com


Na petição, o Avaí junta mensagens enviadas por aplicativo a Maurício Portela, diretor do marketing do Flamengo, que segundo o clube ficaram sem resposta. O Avaí pede que o Flamengo “seja obrigado a paralisar de imediato as vendas para a sua torcida e a manter o local destinado à torcida visitante, bem como reestabelecer as vendas para o torcedor do visitante”.

No documento, o clube ressalta ainda que houve uma oferta rubro-negra para que fosse negociado o setor de visitantes, mas que foi recusada pelo presidente Francisco José Battistotti. A petição é assinada pelo advogado Osvaldo Sestário.

“Ainda noutra situação, o Avaí recebeu através do telefone direto de seu presidente, do Sr. Maurício Portela do Flamengo, abaixo identificado, uma oferta de tentativa de negociar o setor de visitante junto ao presidente Battistotti do Avaí, o que foi recusado pelo presidente do Avaí”, diz o texto.

Na manhã desta quinta-feira, o Flamengo emitiu um comunicado alegando que o Avaí não exerceu o seu direito à cota de ingressos em tempo hábil:

“O Clube de Regatas do Flamengo comunica que irá vender para a sua torcida a carga de bilhetes originalmente destinada ao Avaí, uma vez que o clube catarinense não exerceu, em tempo hábil, seu direto a cota de ingressos, como prevê o artigo 86 do RGC 2019. A partida será realizada amanhã, no Maracanã, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro”.

Confira o artigo 86 do Regulamento Geral de Competições da CBF para 2019:

“Art. 86 – O Clube visitante terá o direito de adquirir, com pagamento prévio, a quantidade máxima de ingressos correspondente a 10% (dez por cento) da capacidade do estádio ou da capacidade permitida pelos órgãos de segurança, desde que se manifeste em até 3 (três) dias úteis antes da realização da partida através de ofício dirigido ao Clube mandante, obrigatoriamente com cópia às Federações envolvidas e à DCO”.

Além da petição impetrada no STJD, o Avaí emitiu a seguinte nota oficial na manhã desta quinta. Veja a íntegra abaixo:

“O Avaí Futebol Clube esclarece que, diante da decisão do Clube de Regatas Flamengo em não disponibilizar para venda os ingressos da partida de hoje, 05/12, no setor de visitantes, destinados à torcida do Avaí, decidiu buscar junto à Justiça Desportiva uma solução em defesa de seu torcedor.

O Avaí recebeu uma oferta do clube carioca para a venda do espaço ainda na semana passada. Em respeito aos seus torcedores, negou a oferta proposta. O Flamengo, então, confirmou a abertura do setor de visitantes. Ainda nesta terça-feira, dois dias antes da partida, o Flamengo informou ao Avaí como se daria a venda dos ingressos para sua torcida, detalhando o setor destinado e valores. Daí a enorme surpresa e indignação ao recebermos no início da noite de ontem a informação de que, após reunião de diretoria, o Flamengo optou por não destinar mais ingressos de visitante. Sequer o número de cortesias que TODOS os clubes destinam reciprocamente uns aos outros nos jogos de ida e volta foram disponibilizados.

Diante destes fatos, manifesta-se o Avaí Futebol Clube no sentido de:

1. Informar ao seu torcedor que protocolou pedido junto ao STJD para que se restabeleça a venda dos ingressos ao setor visitante. Tomará todas as medidas jurídicas disponíveis para a reparação dos inúmeros danos que a decisão descabida do Flamengo traz ao clube e sua torcida;

2. Alertar as autoridades competentes, assim como à CBF e ao próprio Flamengo, que existe um número expressivo de torcedores no Avaí no Rio de Janeiro para assistir à partida desta noite. Os responsáveis por esta decisão são também responsáveis pelos riscos à integridade física destes torcedores.

3. Lamentar o não cumprimento da política de reciprocidade. Ainda na semana passada vimos diretores do Flamengo esbravejarem contra a decisão de torcida única na partida contra o Palmeiras. E agora? Exige-se reciprocidade mas não adota na prática o seu discurso?

4. Lamentar que essa decisão deve-se a uma disputa com a torcida rival pelo maior público do ano. Será que, em nome da rivalidade, deve o Flamengo deixar de lado valores éticos e morais? Esse é o “novo” que tanto se propala?

Por fim, o Avaí reconhece o exitoso trabalho da diretoria do Flamengo. Reconhece sua imensa torcida. Mas as novas práticas de gestão devem estar alinhadas à adoção de princípios éticos, de retidão nos atos e de cumprimento aos acordos. E faltou tudo isso ao Flamengo nesta descabida e lamentável decisão de sua diretoria. Espera-se que os tribunais acionados pelo Avaí F.C. deem em tempo adequado a resposta que restabeleça a justiça, o bom senso e o respeito aos torcedores avaianos”.

Uma pessoa morre e duas ficam feridas em acidente na BR-101 em Parnamirim

Colisão foi na manhã desta quinta-feira (5) no sentido Natal. Segundo PRF, motorista que provou acidente tinha sintomas de embriaguez.

Por Inter TV Cabugi – 05 de dezembro de 2019 às 08h16

Veículo bateu em carrinho de lanches e em outro veículo na manhã desta quinta-feira (5) na BR-101, em Parnamirim

Geraldo Gerônimo/Inter TV Cabugi

Uma homem morreu e duas pessoas ficaram feridas em um acidente na BR-101 na altura do bairro Boa Esperança em Parnamirim, na Grande Natal, na manhã desta quinta-feira (5). João Batista da Silva, de 46 anos, era carregador de cargas e estava no local esperando um caminhão chegar ao local para ir trabalhar, segundo o irmão dele.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) disse que o Voyage que causou o acidente vinha do centro de Parnamirim em direção à rodovia, perdeu o controle e bateu em um carrinho de lanches que estava em frente a uma parada de ônibus. Outro veículo, um Mille, também foi atingido.

De acordo com a PRF, o motorista e um passageiro do veículo que provocou o acidente apresentavam sinais de embriaguez. Eles tiveram ferimentos e foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Simone Tebet contraria Alcolumbre e pauta 2ª instância para semana que vem na CCJ do Senado

Estratégia do presidente do Senado e de alguns líderes partidários é aguardar a Câmara votar uma proposta sobre o tema antes de pautar o assunto na Casa

Por Daniel Weterman – 04 de dezembro de 2019

BRASÍLIA – A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), pautou para a próxima terça-feira (10) o projeto de lei que autoriza a prisão após condenação em segunda instância.

A decisão contraria estratégia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e de alguns líderes partidários que queriam aguardar a Câmara votar uma proposta sobre o tema para só depois pautar o assunto no Senado.

Nesta quarta-feira, 4, um grupo de parlamentares entregou um manifesto com assinatura de 43 senadores pedindo para votar a proposta. O argumento é que Alcolumbre e os líderes do Senado estão adiando a discussão mesmo que a maioria da Casa defenda a votação da proposta.

Diante da “revolta” dos liderados, a presidente da CCJ afirmou que só pode suspender a tramitação de uma proposta no colegiado se essa for a decisão da maioria da comissão ou da unanimidade dos líderes do Senado. Pelo menos dois líderes são a favor de votar a proposta independentemente da Câmara: o do PSL e o do Podemos.

Na terça-feira, o projeto será o primeiro item da pauta na CCJ. O relatório da senadora Juíza Selma (PODE-MT) dando aval ao projeto já foi lido. “É meu dever pautar imediatamente para a próxima sessão da CCJ do Senado, como primeiro item da pauta, o projeto de lei do senador Lasier Martins”, afirmou a presidente do colegiado.

O projeto não precisa passar pelo plenário após votação na CCJ porque é terminativo na comissão. Senadores podem, no entanto, pedir para levar a proposta ao plenário. São necessários 14 votos entre os 27 integrantes para aprovar o projeto na CCJ. No plenário, são 41 votos entre 81 senadores.

Estadão

Mudança na CNH deve ser votada na próxima semana, diz Bolsonaro

Governo quer garantir o aumento da validade da habilitação de 5 para 10 anos, e ampliar de 20 para 40 pontos o limite para ter a carteira cassada

Agência Estado
  • por Agência Estado 
  • 04/12/2019 – 15h05 (Atualizado em 04/12/2019 – 15h05)
Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapress – 17.03.2018

presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (4) que o projeto que trata de mudanças nas regras da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deve ser votado na próxima semana, segundo acordo feito com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM).

Leia também: Pontos na CNH mudam conduta ao volante, diz estudo

Bolsonaro disse que a ideia é garantir dois pontos do projeto: aumento da validade da habilitação de cinco para 10 anos, e ampliar de 20 para 40 pontos o limite para que um motorista tenha a carteira cassada.

“Vai fazer uma ‘lipoaspiração’ no projeto. Acho que será um bom projeto. Até me comprometi com ele. Uma vez aprovado, vou sancionar lá na mesa da Câmara”, disse Bolsonaro.

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Segundo Bolsonaro, o aumento no limite de pontos na carteira ajuda motoristas como de caminhão, ônibus, táxi e de aplicativos de transporte, “que têm muita infração”. “É comum ter infração. (Há) pardal em tudo quanto é lugar”, afirmou.

Maia e Bolsonaro se encontraram na noite desta terça-feira (3), no Palácio do Planalto, em Brasília.

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A Fazenda 11: Eita! Record TV suspende roça entre Lucas e Hariany, após acusações de prova manipulada; confira decisão da emissora!

Vixe! Depois das acusações de internautas de que a última prova do fazendeiro em “A Fazenda 11” teria sido manipulada, a Record TV confirmou ao hugogloss.com a suspensão da roça entre Hariany Almeida e Lucas Viana nesta quarta (04). Os dois acabaram na berlinda após a vitória de Sabrina Paiva na disputa.

Lucas, Sabrina e Hariany em “A Fazenda” (Fotos: Reprodução/Record TV)

Nesta manhã, espectadores acusaram a produção do programa de manipular as regras a favor da modelo e pediam para que uma nova prova entre Sabrina, Hariany e Lucas Viana fosse realizada. No Twitter, a hashtag #revisaoprovadofazendeiro se tornou um dos assuntos mais comentados desta manhã, com mais de 180 mil menções!

Após todo o ocorrido, o hugogloss.com entrou em contato com a Record TV, que confirmou que a votação no R7.com está oficialmente suspensa, assim como exibido no site. No entanto, os peões ainda não foram avisados da decisão. Segundo a emissora, as explicações sobre o que de fato aconteceu somente serão dadas nesta quinta-feira (05), ao vivo, durante a exibição do reality show. Ainda não se sabe se Sabrina segue como fazendeira.

O R7.com apotou na tarde de hoje que a votação da roça entre Lucas e Hariany estava suspensa (Foto: Reprodução

Relembre a prova que gerou polêmica

Como explicado por Marcos Mion, na primeira etapa da prova, os peões deveriam atravessar a área do “fazendão” em uma tirolesa, para buscarem três sacos com ripas de madeira — um de cada vez. Após coletarem todos, os participantes tinham de montar os degraus de uma escada. O primeiro que terminasse a tarefa poderia escolher um dos três circuitos da segunda fase. Os demais teriam que optar pelas vias restantes, de acordo com a ordem de chegada.

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Sabrina foi a primeira a terminar e escolheu a segunda via, que exigia concentração e equilíbrio. Em seguida, Hariany finalizou e escolheu o terceiro circuito, em que eram necessários rapidez e boa pontaria. Dessa maneira, Lucas ficou com o primeiro circuito, que misturava lógica e força.

Todos eles terminavam em um diferente quebra cabeça, formando a palavra “Fazendeiro”. Uma das grandes reclamações do público diz respeito a esta etapa final, na qual Sabrina supostamente não seguiu à risca as orientações do apresentador na hora de encaixar as letras. Assista abaixo:

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Os internautas afirmam que Sabrina falhou na hora de equilibrar as letras para formar a palavra da fase final do percurso. Anteriormente, Mion avisou que, caso o peão derrubasse algo no chão, teria que recomeçar a travessia. A modelo também teria encaixado uma das letras de maneira incorreta, mas não foi questionada pela produção.

Entretanto, os tuiteiros estavam atentos e apontaram minuciosamente todos os possíveis errinhos da competidora. Até a ex-participante Thayse Teixeira se manifestou nas redes, em apoio ao movimento. Veja os comentários dos internautas, abaixo:

Categorias: A FazendaBaphosTVVi no InstagramTags: A FazendaA Fazenda 11A Fazenda 11 Hariany AlmeidaA Fazenda 11 Lucas Vianainternautas pedem revisão da prova do fazendeiroLucas HarianyProva do FazendeiroRecord suspenderevisão prova do fazendeiroroça Harianyroça Lucasroça suspensavotação suspensa

“É uma fantasia, uma farsa”, diz Moro sobre acusação de parcialidade contra Lula45

Brasil 4 de dezembro de 2019

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quarta-feira, Sergio Moro voltou a rechaçar a tese petista de que teria sido parcial ao condenar Lula para supostamente beneficiar Jair Bolsonaro.

“É uma fantasia, uma farsa esse tipo de argumento. Eu não estou preocupado com esse julgamento do STF, que é um tribunal de grande força, que faz um trabalho relevante. Mas a tese da defesa [de Lula] não corresponde à realidade dos fatos”, afirmou o ministro da Justiça. “O que se argumenta ali é que eu teria tido alguma atuação parcial com objetivo político-partidário. A tese é complicada porque a minha sentença foi confirmada pelo TRF-4 e pelo STJ. Eu teria sido parcial, mas e os demais? Por que confirmaram a sentença?”, questionou.

Moro disse ainda:

“Em segundo lugar, com todo o respeito, essa alegação é uma farsa grotesca da realidade. Eu sequer conhecia o presidente [Jair Bolsonaro] antes de me encontrar com ele pessoalmente em 1º de novembro de 2018, enquanto proferi a sentença de Lula em 2017. Então, é algo impossível. A única situação diferente foi encontrar Bolsonaro em um aeroporto em 2016, isso foi até filmado, eu o cumprimentei rapidamente. Tenho o costume de dizer que o ex-presidente Lula faz parte do meu passado e prefiro que fique lá.”

O Antagonista

Parabéns: Prefeito de Colatina, ES, veta aumento de salários do Legislativo e o Executivo

Os projetos aprovados garantem aumentos para os próprios vereadores, para o prefeito e secretários, além de pagamento de 13º salário.

O prefeito de Colatina, Sergio Meneguelli (sem partido), anunciou que vetará todos os projetos de lei aprovados pelos vereadores da cidade, que concedem aumentos não só para eles próprios, como também para o chefe do Executivo e seu secretariado. A procuradoria-geral do município defende ainda que há inconstitucionalidade nas propostas.

O anúncio foi feito por Meneguelli em um vídeo divulgado nas redes sociais da Prefeitura de Colatina. Nele, o prefeito argumenta que o veto é coerente com sua trajetória política.

“Como vereador, desde 2012, eu luto pelo congelamento do salário dos prefeitos e dos vereadores, que sejam aumentados de acordo com o funcionalismo público”, argumentou.

Câmara de Vereadores de Colatina, no Espírito Santo

Reprodução/ TV Gazeta

Ele ainda classificou como “injusta”, uma proposta de aumento para membros do Executivo e do Legislativo enquanto os professores da cidade ainda não foram contemplados pelo reajuste do piso salarial.

“Seria uma incoerência aumentar o meu salário e não corrigir essa injustiça com os professores”, completou.

Chuva de aumentos

No dia 18 de novembro, os vereadores de Colatina aprovaram um Projeto de Lei que aumenta seus próprios salários de R$ 4.049,48 para R$ 7.290,00. Já o próximo presidente da Câmara teria um aumento de 77%, saindo dos atuais R$ 4.936,94 para R$ 8.750,00.

Também foi aprovado o projeto de aumento do salário do prefeito (passando de R$ 9.758,01 para R$ 11.800,00) e de seu vice (de R$ 5.285,46 para R$8.300,00).

Já o salário dos secretários municipais e do procurador do Sanear (Serviço Colatinense de Meio Ambiente Ambiental), pela nova regra, também passaria a ser de R$ 7.290,00.

Há, ainda, previsão de pagamento de 13º salário para vereadores, prefeito e vice. Tudo isso, se mantido, começará a valer a partir da próxima legislatura, em 2021.

Mas a enxurrada de aumentos provocou o descontentamento da população, que na semana passada foi à Câmara protestar. Em meio aos protestos, o presidente da Casa, Eliesio Braz Bolzani (PP), disse que solicitaria ao prefeito o veto aos projetos. “Eu não vou fazer nenhum lobby para derrubar o veto”, declarou.

O veto ainda não foi assinado, pois depende de um parecer da Procuradoria- Geral do município por haver inconstitucionalidades.

É que os secretários são funcionários da Prefeitura e o Legislativo não pode criar leis que aumentam os gastos do município. O parecer da Procuradoria será anexado ao veto do prefeito e os documentos devem ser entregues à Câmara na próxima semana.