Eduardo Bolsonaro, Bia Kicis e Carla Zambelli divulgam informações falsas sobre vacinação infantil

Os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF) e Carla Zambelli (PSL-SP) usaram conteúdos falsos para atacar a vacinação infantil contra a covid-19. Eles contestam a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que autorizou uso do imunizante da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos.

Estudos indicam que a imunização de crianças é segura e tem 90,7% de eficácia na prevenção do vírus. A prática foi aprovada por autoridades internacionais nos Estados Unidos e na Europa.

Segundo a Agência Lupa, entre os boatos que circulam sobre o assunto, destacam-se publicações que afirmam que a vacina da Pfizer é capaz de produzir substâncias tóxicas. A desinformação diz que a proteína spike seria responsável por danos permanentes no corpo, como câncer, problemas de fertilidade e outros. Vídeo com essa versão foi compartilhado por Bia Kicis em seu Facebook. Foram 91 mil visualizações e 11 mil compartilhamentos.

Eduardo Bolsonaro repostou no Instagram uma publicação feita pela médica Mayra Pinheiro , conhecida como Capitã Cloroquina, que afirma que as vacinas da Pfizer não foram testadas de forma adequada em crianças.

Carla Zambelli compartilhou um vídeo gravado pelo cientista social e advogado Fernando Conrado em seu site pessoal. A página havia recebido cerca de 12 mil visitantes até esta quarta-feira. ele cita efeitos adversos da vacina envolvendo crianças.

Conrado cita que 74% de todas as mortes ligadas às vacinas desde 1900 nos Estados Unidos teriam sido provocadas pelos imunizantes contra a Covid. “Esses são os eventos vinculados à vacina e comprovados. Fora os que não foram comprovados”, diz.

O advogado omite a informação de que o sistema mostrado, o Vaers (Vaccine Adverse Event Reporting System), recebe contribuições de qualquer pessoa por meio de um formulário online. O próprio site mostrado alerta que os relatórios podem conter informações “incompletas, imprecisas, com coincidências ou não verificáveis” e que os dados “não podem ser usados para determinar se uma vacina causou ou contribuiu para um evento adverso ou doenças”.
Em nota, a assessoria de imprensa de Zambelli disse que a existência de um formulário online “não configura que o conteúdo do vídeo seja falso”, mas admite que “podem sim conter informações ‘incompletas’ ou ‘imprecisas’”. Eduardo e Bia Kicis não retornaram o contato da Agência da Lupa.

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