Ômicron: mais de 60% das cidades brasileiras cancelam festa de Réveillon

Na direção oposta às demais prefeituras, Rio de Janeiro confirma a realização do evento na praia de Copacabana

Queima de fogos na praia de Copacabana no Réveillon de 2019Gabriel Monteiro/SECOM

Pelo menos 64% das cidades do país cancelaram as festas públicas de comemoração do Réveillon para evitar aglomeração. O levantamento foi feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Isso se deve, principalmente, à confirmação de casos da variante Ômicron do novo coronavírus no Brasil e ao receio de outra onda de contaminações.

Além das cidades que já anunciaram o cancelamento da festa de Réveillon, o estudo da CNM mostra que outros 23% das prefeituras ainda não decidiram sobre a realização do evento. A pesquisa contou com a participação de 2,6 mil prefeitos espalhados pelo Brasil e foi publicada nesta sexta-feira (10).

O levantamento destaca ainda que apenas 11% dos municípios brasileiros devem manter o evento que comemora a virada de ano. A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, está entre os locais que decidiram manter as festas de fim de ano.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (9), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, garantiu o réveillon na capital fluminense, mesmo sabendo que haverá aglomeração na praia de Copacabana, local mundialmente conhecido pela queima de fogos na data.

“Claro que vai ter, aliás, não tá proibido aglomeração na cidade do Rio. Nós temos, se quiser esse fim de semana passear comigo pela cidade. Há 15 semanas nós temos aglomeração permitida na cidade do Rio, sem máscara”, disse Paes em resposta à CNN.

Para Gulnar Azevedo, membro da Associação Brasileira de Saúde Coletiva e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a decisão de liberar festas de fim de ano é ‘prematura’, visto que a agressividade da variante Ômicron ainda é desconhecida.

“É muito difícil você liberar as festas de fim de ano, com a queima de fogos, e pedir que as pessoas exerçam o distanciamento físico ou usem máscara de proteção. O mais prudente é a precaução, enquanto não temos certeza ainda sobre a evolução clínica e a transmissibilidade da nova variante. A decisão de liberar festas e aglomerações no Brasil é prematura”, frisa Gulnar Azevedo.

Carnaval

Indo adiante nas comemorações, o levantamento da CNM questionou os prefeitos também sobre a possibilidade da realização do Carnaval. Os dados compilados mostram que 63% das cidades já decidiram não realizar o evento em 2022. Já 33% dos municípios ainda estudam a realização da festa, enquanto 1,4% afirmaram que vão realizar o Carnaval.

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