África do Sul detecta nova variante do coronavírus e estuda mutações

Nova variante, conhecida com C.1.2, foi detectada em maio

Publicado em 30/08/2021 – 16:01 Por Alexander Winning – Repórter da Reuters – Johanesburgo

Várias partículas virais de Sars-CoV-2 (pontos escuros) aderidas à membrana da célula. Registro do momento exato em que uma célula é infectada pelo novo coronavírus, obtido durante estudo que investiga a replicação viral do Sars-CoV-2 realizado pelos Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral e Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo, Instituto Oswaldo Cruz.

Cientistas da África do Sul detectaram uma nova variante do novo coronavírus com diversas mutações, mas ainda não determinaram se ela é mais contagiosa ou capaz de superar a imunidade fornecida por vacinas ou uma infecção anterior.

A nova variante, conhecida com C.1.2, foi detectada primeiramente em maio e já se disseminou na maioria das províncias sul-africanas e em sete outros países da África, Europa, Ásia e Oceania, de acordo com pesquisas ainda não submetidas à revisão da comunidade científica.

Ela contém muitas mutações associadas a outras variantes com uma transmissibilidade acentuada e uma sensibilidade reduzida a anticorpos neutralizadores, mas estas ocorrem em uma mistura diferente, e os cientistas ainda não têm certeza de como elas afetam o comportamento do vírus. Testes de laboratório estão em andamento para determinar o quanto a variante é neutralizada por anticorpos.

A África do Sul foi o primeiro país a detectar a variante Beta, uma de somente quatro classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “variantes de preocupação”.

Acredita-se que a Beta se espalha mais facilmente do que a versão original do novo coronavírus que causa a covid-19, e existem indícios de que as vacinas têm menos efeito contra ela, o que leva alguns países a restringirem viagens de e para a África do Sul.

Richard Lessells, especialista em doenças infecciosas e um dos autores da pesquisa sobre a C.1.2, disse que o surgimento da variante mostra que “esta pandemia está longe do fim e que este vírus ainda está explorando maneiras de possivelmente ficar melhor em nos infectar”.

Divulgar conversa de WhatsApp sem autorização gera dever de indenizar, diz STJ

Terceiros somente podem ter acesso às conversas de WhatsApp mediante consentimento dos participantes ou autorização judicial, pois elas estão protegidas pela garantia constitucional da inviolabilidade das comunicações telefônicas. A divulgação ilícita gera o dever de indenizar.

Conversa de Whatsapp foi divulgada sem autorização dos membros do grupo
Reprodução

Com esse entendimento, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso especial ajuizado por um homem que deu print screen (capturou a tela) em um grupo no qual participava no WhatsApp e, sem autorização dos outros usuários, divulgou as conversas publicamente.

O autor dos prints e outros integrantes do grupo faziam parte da diretoria do Coritiba, e a divulgação das conversas, com críticas à administração do clube de futebol, gerou crise interna. Por conta do vazamento, ele foi condenado pelas instâncias ordinárias a pagar indenização de R$ 5 mil a um dos ofendidos.

Ao STJ, ele afirmou que o registro das conversas não constitui ato ilícito e que seu conteúdo era de interesse público. Relatora, a ministra Nancy Andrighi concordou com a primeira afirmação. De fato, a simples gravação da conversa por um dos interlocutores sem a ciência do outro não representa afronta ao ordenamento jurídico.

A divulgação, no entanto, é um problema. Isso porque as conversas travadas pelo WhatsApp são resguardadas pelo sigilo das comunicações. Inclusive, o aplicativo utiliza criptografia de ponta a ponta para protege-las do acesso indevido de terceiros.

Com isso, é possível concluir que quem manda mensagens pelo aplicativo tem a expectativa de que ela não será lida por terceiros, muito menos divulgada ao público por qualquer meio.

Divulgação não será ilícita se for usada para resguardar direito do autor, disse ministra Nancy Andrighi
Gustavo Lima/STJ

“Ao levar a conhecimento público conversa privada, também estará configurada a violação à legítima expectativa, à privacidade e à intimidade do emissor. Significa dizer que, nessas circunstâncias, a privacidade prepondera em relação à liberdade de informação”, dise a ministra Nancy Andrighi.

“Dessa forma, caso a publicização das conversas cause danos ao emissor, será cabível a responsabilização daquele que procedeu à divulgação”, concluiu.

O voto da relatora ainda prevê uma exceção à regra: a ilicitude poderá ser descaracterizada quando a divulgação das mensagens for feita no exercício da autodefesa: quando tiver como objetivo resguardar um direito próprio do receptor.

Não foi o que aconteceu no caso julgado. “Como ponderado pela Corte local, as mensagens enviadas pelo WhatsApp são sigilosas e têm caráter privado. Ao divulgá-las, portanto, o recorrente (réu) violou a privacidade do recorrido (autor) e quebrou a legítima expectativa de que as críticas e opiniões manifestadas no grupo ficariam restritas aos seus membros”, resumiu a ministra.

A votação foi unânime. Acompanharam a ministra Nancy Andrighi os ministros Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva, Marco Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro.

Clique aqui para ler o acórdão
REsp 1.903.273

Conjur

Intervenção armada é crime inafiançável e imprescritível, diz Lewandowski

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), elencou uma série de princípios constitucionais e leis que consideram crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados para ameaçar a democracia ou as instituições. Em artigo publicado neste domingo no jornal “Folha de S. Paulo”, o vice-decano, apesar de não citar nominalmente o presidente Jair Bolsonaro, referia-se ao fato de ele

ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), elencou uma série de princípios constitucionais e leis que consideram crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados para ameaçar a democracia ou as instituições.

Em artigo publicado neste domingo no jornal “Folha de S. Paulo”, o vice-decano, apesar de não citar nominalmente o presidente Jair Bolsonaro, referia-se ao fato de ele ter estimulado a população a comprar armas de fogo, em discurso na sexta-feira.

Lewandowski inicia o texto falando que, na Roma antiga, uma lei impedia generais e suas tropas de atravessar o rio Rubicão, que demarcava fronteira com a província de Gália; mesmo assim, Júlio César violou a norma e instaurou uma ditadura, sendo assassinado anos depois.

“O episódio revela com exemplar didatismo, que as distintas civilizações sempre adotaram, com maior ou menor sucesso, regras preventivas para impedir a usurpação do poder legítimo pela força, apontando para as severas consequências às quais se sujeitam os transgressores.”

Reprodução

O ministro diz que, além de a Constituição proibir a atuação de grupos armados contra a democracia, há entendimentos semelhantes no Código Penal, no Código Penal Militar e, em âmbito internacional, no Tribunal Penal Internacional.

Ele disse ser preciso registrar que “não constitui excludente de culpabilidade a eventual convocação das Forças Armadas e tropas auxiliares com fundamento no artigo 142 da Lei Maior, para a ‘defesa da lei e da ordem’, quando realizada fora das hipóteses legais”.

“Como se vê, pode ser alto o preço a pagar por aqueles que se dispõem a transpassar o Rubicão”, encerra Lewandowski no artigo.

Justiça Potiguar

Caicó: Promotor instaura procedimento investigatório contra caicoense que gravou vídeo “dizendo ser autista”

Na sexta-feira (27), o Promotor de Justiça da Comarca de Caicó/RN, Vicente Elísio de Oliveira Neto, instaurou um PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO CRIMINAL sob o registro cronológico Documento nº 1870725 do procedimento: 332319960000195202175, objetivando “investigar o cidadão Wryvang da Cunha Gorgônio pela suposta prática do delito tipificado no art. 88 do EPD (Estatuto da Pessoa com Deficiência) ocorrido no dia 25/08/2021 por meio de vídeo publicado no seu perfil da rede social Instagram e posteriormente viralizado na rede mundial de computadores na qual ele diz “sou um autista” e logo em seguida ‘brinca’ com um “Brinquedo sensorial Push Pop Bubble Fidget” que geralmente é utilizado por crianças que tem Transtornos do espectro autista e ultimamente vem sendo muito utilizado pelo público em geral.

O Promotor determinou a JUNTADA aos autos de cópia de notícias colhidas da imprensa local e regional acerca do fato aqui investigado, bem como do arquivo do vídeo e que se PROVIDENCIE pesquisas nas redes sociais conhecidas do investigado, sobretudo no Instagram e Facebook, a fim de averiguar se o supracitado vídeo ainda está disponível nelas, CERTIFICANDO-SE o que for observado. Ainda a fez DESIGNAÇÃO DE AUDIÊNCIA, conforme disponibilidade em pauta e a ser realizada presencialmente no gabinete da 1ª Promotoria de Justiça, para a oitiva do aqui investigado Wryvang da Cunha Gorgônio.

*Publicado no diário oficial do RN na data de 28/08/2021

Documento nº 1870725 do procedimento: 332319960000195202175 Validação em https://consultapublica.mprn.mp.br/validacao através do Código nº f57d31870725.

Justiça condena italiano a 18 anos anos de prisão por assassinato de compatriota em Natal

Pietro Ladogna está preso de 2019 e crime deve ser cumprido no Brasil. Ele é tido como mentor do assassinato de Enzo Albanese, morto a tiros em 2014 no bairro Capim Macio.

Por G1 RN

A 2ª Vara Criminal do Rio Grande do Norte condenou o italiano Pietro Ladogana a 18 anos de reclusão pelo assassinato do compatriota Enzo Albanese, no dia 2 de maio de 2014, em Natal. O julgamento, que começou nesta semana na capital potiguar, foi concluído na madrugada deste sábado (28).

Pietro foi condenado pela prática de crime de homicídio doloso qualificado pela utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, que consta no artigo121 do Código Penal.

O italiano negou, durante o julgamento, qualquer participação no crime.

De acordo com a sentença judicial, o crime foi friamente premeditado e planejado nos “mínimos detalhes e com razoável antecedência”. Os motivos do crime, segundo a decisão, não foram “suficientemente esclarecidos”, o que não pesou contra o réu.

A sentença cita ainda que o italiano “enquanto bem acolhido neste país, aproveitou-se da hospitalidade de seu povo para perturbar a ordem pública e a paz social mediante ousado cometimento de crime de extrema gravidade, de maneira afrontosa e em total desconsideração para com as leis da nossa República”.

O acusado deverá cumprir a pena no Brasil, segundo a decisão judicial, inicialmente em regime fechado.

Começa julgamento de Italiano acusado de encomendar a morte de compatriot

Pietro Ladogna está preso desde 13 de setembro de 2019 pelo crime depois de inicialmente ter aguardado o julgamento em liberdade. Na época, a Justiça entendeu que a não entrega do passaporte pelo então suspeito dava a entender a intenção de fuga caso fosse julgado como culpado.

Ainda em 2014, Pietro Ladogana chegou a ser detido no Aeroporto de Fiumicino, em Roma, quando tentava embarcar para o Brasil.

O crime

Enzo Albanese, de 42 anos, foi morto a tiros no dia 2 de maio de 2014 na porta de casa, no bairro Capim Macio, na Zona Sul de Natal. Ele era dirigente da comissão técnica do time de rugby do Alecrim, de Natal.

O dirigente vivia na capital há oito anos, era sócio de uma clínica de estética e havia começado a investir no ramo imobiliário.

2014: crime aconteceu na rua Francisco Pignatário, no bairro de Capim Macio, na zona Sul de Natal — Foto: Kléber Teixeira/Inter TV Cabugi

Por G1/RN

OAB/RN entrará com representação criminal contra delegada Karla Viviane

Em nota divulgada na noite desta sexta-feira (27), a Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN), afirmou que entrará com uma representação criminal contra a delegada titular da Delegacia de Combate a Corrupção – Decor, Karla Viviane, por entender que houve crime de abuso de autoridade no caso da advogada que

Foto: Reprodução/98FM

De acordo com a OAB/RN, essa foi “uma reincidência da conduta da referida autoridade policial no descumprimento da prerrogativa da advocacia”. A Seccional lamentou a nota das Associações e entendeu que o teor tratado foi unicamente corporativo, resultando na tentativa de macular a imagem da advocacia diante de um fato corriqueiro.

Confira a nota na íntegra:

A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte vem a público repudiar e esclarecer fatos ocorridos nessa quinta-feira (26), envolvendo uma advogada e uma autoridade policial. Na ocasião, a Central de Prerrogativas da OAB/RN foi comunicada sobre a violação de prerrogativas da causídica.

No exercício profissional a advogada teve negado o acesso ao inquérito policial por uma delegada de polícia. Logo que soube, o procurador de prerrogativas foi ao local para garantir o direito de exame dos autos conforme o artigo  art.7º, Inciso XIII, da lei 8.906/94. 

Diante dos fatos apurados e demonstrada a flagrante violação, a Ordem dos Advogados no RN entrará com uma representação criminal contra a delegada, por entender que houve crime de abuso de autoridade conforme disciplina o art.32º da lei 13.869. Além da reincidência da conduta da referida autoridade policial no descumprimento da prerrogativa da advocacia.

Salienta-se que por três dias a advogada tentou acesso ao inquérito policial e não lhe foi dada nenhuma razão legal para impedir o seu conhecimento das acusações. Em razão disso, configurada a violação de prerrogativas e pouco caso com que o seu requerimento que vinha sendo tratado, os fatos que se seguiram são consequência do ato violador. Razão pela qual a OAB/RN está tomando todas as providências supracitadas. 

Em relação a nota que entidades representativas de delegados e delegadas publicaram, a OAB/RN lamenta profundamente que tenha sido deixado em segundo plano os fatos que provocaram o episódio. Dessa forma, passando a ter um teor unicamente corporativo, que resulta tentativa de macular a imagem da advocacia, fato cada dia, infelizmente, mais corriqueiro contra uma entidade absolutamente indispensável para a manutenção de uma sociedade democrática. 

A Ordem esclarece que houve o imediato cumprimento do seu papel constitucional e legal.  Assim que soube dos fatos, a Seccional trabalhou rigorosamente pelo respeito e garantia das prerrogativas da advogada afirma que agirá da mesma forma sempre que preciso. 

Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte 
27 de agosto de 2021

Justiça Potiguar

EUA realizam ataque contra Estado Islâmico-k no Afeganistão

Ofensiva que matou um membro do grupo em Nangahar é uma retaliaçãoao ataque em Cabul que matou 13 soldados americanos

informações da Reuters

Presidente Biden prometeu caçar os responsáveis pelo atentado em Cabul
JONATHAN ERNST / REUTERS – 26.8.2021

Os Estados Unidos realizaram, na noite desta sexta (27), um ataque com drones contra um membro do Estado Islâmico em Nangahar, a leste de Cabul. A ação é uma resposta ao atentado ao aeroporto local, na última quinta-feira (26), que vitimou 13 soldados americanos e mais 161 afegãos. O Estado Islâmico reivindicou o ataque.

Com esta ofensiva, os americanos mataram uma pessoa que estaria envolvida no planejamento de possíveis novos ataques em Cabul. O porta-voz da Marinha, capitão William Urban, disse não ter informações a respeito de nenhuma vítima civil.

Nesta quinta-feira, o presidente Joe Biden fez um pronunciamento à imprensa sobre a situação crítica no Afeganistão e prometeu caçar os responsáveis pelo atentado. “Vamos caçá-los e fazê-los pagar. Defenderei nossos interesses com tudo o que estiver ao meu alcance”, disse o mandatário norte-americano.

A explosão no aeroporto de Cabul acontece no momento em que os Estados Unidos fazem a retirada de cidadãos americanos e de suas tropas do Afeganistão após uma ocupação que durou vinte anos. Milhares de afegãos também tentam deixar o país.

RETIRADAPublicidade

Os talibãs e o ex-presidente Donald Trump assinaram, em 29 de fevereiro de 2020, um acordo histórico em Doha. O pacto previa a retirada completa das tropas estrangeiras até maio de 2021. Os talibãs se comprometeram a negociar com o governo afegão e também a reduzir os atos violentos.

O atual presidente, Joe Biden, deu continuidade ao acordo. Quando as tropas norte-americanas começaram a deixar o Afeganistão, o Talibã passou a controlar todas as regiões do país com grande velocidade e facilidade. A ofensiva do grupo fundamentalista dominou a capital Cabul no dia 15 de agosto, com a tomada do palácio presidencial após a fuga do presidente Ashraf Ghani.

A queda de Cabul provocou pânico generalizado na população. Milhares de pessoas correram para o aeroporto com a esperança de fugir enquanto os países ocidentais organizavam a retirada de seus cidadãos e de pessoas sob sua proteção. Foi neste cenário que houve o ataque ao aeroporto de Cabul.

Há ainda a expectativa, segundo o Pentágono, de que o Estado Islâmico volte a atacar nos próximos dias. A retirada das tropas americanas tem que acontecer até o dia 31 de agosto, que é o prazo acordado com o Talibã.

Milhares de afegãos invadiram as pistas do Aeroporto de Cabul, nesta segunda-feira (16), com a esperança de embarcar em um avião que permita a fuga do novo regime talibã. Vídeos publicados nas redes sociais mostram cenas de caos absoluto nas pistas, com civis lutando para subir nas passarelas ou escadas que levam aos aviões
Milhares de afegãos invadiram as pistas do Aeroporto de Cabul, nesta segunda-feira (16), com a esperança de embarcar em um avião que permita a fuga do novo regime talibã. Vídeos publicados nas redes sociais mostram cenas de caos absoluto nas pistas, com civis lutando para subir nas passarelas ou escadas que levam aos aviões
O tumulto atingiu tal nível que as tropas americanas, responsáveis pela segurança no aeroporto, atiraram para o alto para controlar a multidão. Todos os voos comerciais foram cancelados
O tumulto atingiu tal nível que as tropas americanas, responsáveis pela segurança no aeroporto, atiraram para o alto para controlar a multidão. Todos os voos comerciais foram cancelados
"Tenho muito medo. Atiraram para o alto", afirmou à AFP uma testemunha, que não revelou seu nome, por temer que isto comprometa as possibilidades de deixar o país<br>
“Tenho muito medo. Atiraram para o alto”, afirmou à AFP uma testemunha, que não revelou seu nome, por temer que isto comprometa as possibilidades de deixar o país
O Departamento de Estado afirmou que tropas americanas protegem o perímetro do aeroporto. Washington enviou  6 mil militares para retirar quase 30 mil funcionários americanos e afegãos que cooperaram com os Estados Unidos e que temem represálias dos talibãs
O Departamento de Estado afirmou que tropas americanas protegem o perímetro do aeroporto. Washington enviou  6 mil militares para retirar quase 30 mil funcionários americanos e afegãos que cooperaram com os Estados Unidos e que temem represálias dos talibãs
Algumas horas antes, os talibãs pediram a seus combatentes que entraram em Cabul a manutenção da ordem. Em seguida, os insurgentes ocuparam o palácio presidencial, de onde o presidente Ashraf Ghani acabara de fugir para outro país
Algumas horas antes, os talibãs pediram a seus combatentes que entraram em Cabul a manutenção da ordem. Em seguida, os insurgentes ocuparam o palácio presidencial, de onde o presidente Ashraf Ghani acabara de fugir para outro país
De volta ao poder desde domingo (15), o Talibã governou o Afeganistão entre 1996 e 2001, período durante o qual impôs uma interpretação rigorosa da Sharia, que utiliza o livro sagrado do Islamismo, o Alcorão, como base para as leis de um país. As penas que o grupo fundamentalista ordenava incluíam cortar as mãos de ladrões, executar assassinos em público, esmagar homossexuais sob uma parede de tijolos ou apedrejar mulheres adúlteras
De volta ao poder desde domingo (15), o Talibã governou o Afeganistão entre 1996 e 2001, período durante o qual impôs uma interpretação rigorosa da Sharia, que utiliza o livro sagrado do Islamismo, o Alcorão, como base para as leis de um país. As penas que o grupo fundamentalista ordenava incluíam cortar as mãos de ladrões, executar assassinos em público, esmagar homossexuais sob uma parede de tijolos ou apedrejar mulheres adúlteras
O movimento foi derrubado em 2001, por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, após se recusarem a entregar o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, acusado de planejar os ataques de 11 de setembro. Os insurgentes iniciaram uma ofensiva em maio, após o início da retirada das tropas estrangeiras, em particular americanas<br>
O movimento foi derrubado em 2001, por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, após se recusarem a entregar o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, acusado de planejar os ataques de 11 de setembro. Os insurgentes iniciaram uma ofensiva em maio, após o início da retirada das tropas estrangeiras, em particular americanas

Ipea mantém previsões de crescimento do PIB para 2021 e 2022

Pesquisadores apontam pequeno viés de baixa na projeção do próximo ano

Publicado em 27/08/2021 – 16:49 Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Indústria Wirth Calçados Dois Irmãos (RS) 14.04.2006 – Foto: Miguel Ângelo

O desempenho recente dos indicadores econômicos de atividade levou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a manter em 4,8% e 2% a previsão feita em junho deste ano para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) para 2021 e 2022, respectivamente.

No fim de setembro, pesquisadores do Ipea analisarão de novo o cenário para ver o que há de mais relevante e farão a revisão dos números para o PIB e previsão para o terceiro trimestre. Para essa divulgação agora, viu-se que não havia motivos para mexer no que se previu há três meses, disse hoje (27) à Agência Brasil o economista Leonardo Mello de Carvalho, pesquisador do Ipea e um dos autores do estudo.

Carvalho ressaltou, porém, que há um pequeno viés de baixa para 2022. “Existe a possibilidade de trabalhar com um número menor quando se soltar a nova revisão, no mês que vem.” Segundo o pesquisador, identificaram-se alguns sinais de risco para o cenário econômico, como, por exemplo, a inflação, que “está um pouco pior do que o previsto anteriormente”. Carvalho disse que, com os aumentos da taxa básica de juros, já existe um aperto este ano, embora haja uma defasagem para que tais efeitos ocorram na atividade econômica. Espera-se que esse efeito negativo ocorra em 2022, um pouquinho acima do que se tinha calculado há três meses. “Em grande medida, por isso, foi colocado esse viés de baixa”, explicou Carvalho. Daí, o Ipea trabalhar com crescimento menor do que 2% para o próximo ano. “Mas ainda está valendo o crescimento de 2%, por enquanto.”

Para o segundo trimestre do ano, o Ipea trabalha com a perspectiva de o PIB apresentar resultado próximo da estabilidade, em comparação com o trimestre anterior, mostrando alta em torno de 0,1%.

Serviços

Por indicadores econômicos, Carvalho destacou que o setor de serviços, especialmente o segmento de serviços prestados às famílias, que tem sido muito prejudicado pela crise sanitária, ainda se encontra em nível 22,8% abaixo do de fevereiro de 2020, um mês antes do início da pandemia de covid-19. “Ainda existe um espaço muito grande para a recuperação desse segmento, e isso puxaria o setor de serviços como um todo. Por sua vez, este é o setor que mais pesa no PIB e que mais emprega na economia. Por isso, acreditamos que ele seja um driver importante para a evolução do PIB ao longo do segundo semestre”. A previsão é de alta de 0,7% para o PIB de serviços no segundo trimestre, em comparação ao trimestre anterior dessazonalizado, com alta de 4,8% no ano.

Sobre a pandemia, Leonardo de Carvalho afirmou que houve um retrocesso reduzido, com total ainda pequeno da população vacinada com a segunda dose da vacina contra a covid-19. De qualquer modo, o pesquisador disse esperar que, ao longo do segundo semestre, a mobilidade continue no processo positivo e que isso abra espaço para recuperação dos segmentos de serviços que ainda estão muito abaixo dos níveis pré-pandemia, acarretando efeitos positivos também no mercado de trabalho.

De acordo com a Carta de Conjuntura divulgada hoje pelo Ipea, a recuperação do setor de serviços deve continuar a ser estimulada pelo avanço da vacinação. A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que a alta de junho para o setor (1,7%) foi a décima segunda variação positiva em 13 meses.

A expansão foi generalizada entre os segmentos, com destaque para os serviços prestados às famílias, (+ 8,1% na margem e 72,7% sobre junho de 2020). No entanto, esse segmento ainda se encontra em patamar 22,8% inferior ao de fevereiro de 2020, antes da pandemia. Para o mês de julho, os pesquisadores estimam que a receita de serviços apresente acomodação, com queda de 1% na série sem efeitos sazonais, atingindo patamar de 14,2% acima do mesmo período do ano passado.

Indústria

Dados divulgados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE indicam que a produção física do setor recuou 2,5% no segundo trimestre deste ano. O destaque positivo foi o segmento das indústrias extrativas, que cresceu 4,8%, estimulado pela alta nos preços internacionais de commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado exterior) e pelo crescimento das importações mundiais. Em contrapartida, a indústria de transformação recuou 3,8%, devido à escassez de matéria-prima e ao aumento de custos.

Carvalho disse, entretanto, que as pesquisas de confiança têm mostrado melhora generalizada em termos setoriais ao longo de 2021, de maneira significativa, em patamares que já denotam otimismo. “É uma coisa boa, porque, apesar das restrições que ainda existem no cenário, como a possibilidade de crise hídrica, escassez de matérias-primas para indústria, ainda assim, consegue-se ver uma melhora da confiança dos agentes de maneira geral, sejam empresários ou famílias. O setor de construção é um deles”, afirmou.

O pesquisador lembrou que houve crescimento relevante de crédito imobiliário para pessoa física e jurídica, o que é um bom termômetro para medir como anda a demanda nesse mercado. “São indícios de que o segmento está dando sinais de melhor desempenho”. O Ipea estima que a produção industrial de julho tenha recuado 1% na série sem efeitos sazonais, com alta de 1,4% na comparação com o mesmo período de 2020. Para o segundo trimestre de 2021, o Ipea prevê retração de 0,7% para o setor da indústria, em razão do problema de insumos.

Comércio

A retomada de alguns programas de transferência de renda pelo governo central, que resultam em impacto positivo nas vendas, e a melhora da dinâmica epidemiológica da covid-19 no Brasil em maio e junho ajudam a explicar o crescimento do comércio varejista no segundo trimestre do ano. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, as vendas no varejo encerraram o segundo trimestre com alta de 3%. Para julho, a estimativa do Ipea é que o resultado ficará próximo da estabilidade, com pequeno recuo de 0,4%.

Carvalho ponderou que, embora o comércio tenha lidado melhor com as restrições impostas pela pandemia, a migração do consumo que seria gasto em serviços para o comércio de bens pode tirar um pouco o ímpeto do comércio. “Com o setor de serviços se recuperando e voltando às suas atividades normais, esperamos que esse processo se reverta um pouco. Talvez, por esse lado, o comércio de bens perca um pouquinho do seu ímpeto, pela volta do consumo de serviços”. A previsão do Ipea para o consumo de bens e serviços aumentou, passando de 11,7% para 12,5% sobre o segundo trimestre de 2020. Para o resultado anual, o incremento esperado evoluiu de 3,9% para 4,1%.

Agricultura

Para o setor agropecuário, o estudo do Ipea usa as novas previsões de crescimento do PIB agropecuário, que foram divulgadas ontem (26) e mostram redução de 2,6% para 1,7% em 2021. A queda da previsão de crescimento deve-se, principalmente, a uma estimativa menor do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) para a safra de milho, cuja queda evoluiu de -3,9% para -11,3%.

Uma noite, três exemplos de você-sabe-o-quê na Paralimpíada

Brasileiros conquistaram medalhas na primeira noite do atletismo

Publicado em 27/08/2021 – 15:20 Por Igor Santos – Enviado especial da EBC – Tóquio (Japão)

Nove letras, uma cedilha e um til formam uma espécie de ‘palavra non-grata’ no movimento paralímpico (na língua portuguesa, é claro). O uso dela, evitado, por exemplo, em textos do Comitê Paralímpico Brasileiro, pode levar o leitor ou espectador a achar que os atletas devem receber um olhar de pena ou ser enaltecidos apenas pelo fato de que conseguem ter uma vida normal e competir mesmo tendo uma deficiência. 

Essa palavra é integrante de longa data do léxico da mídia esportiva, que vive (com alguma razão) de destacar os feitos que parecem inalcançáveis para nós meros mortais, muitas vezes sob intensa adversidade. 

Foi o que aconteceu com três medalhistas do Brasil na primeira noite do atletismo na Paralimpíada de Tóquio.

Ao primeiro olhar, não parece que a vitória de Petrúcio Ferreira nos 100m classe T47, repetindo o resultado de 2016 no Rio e coroando o atual campeão e recordista mundial, tenha sido fruto da ideia representada por esta palavra. Porém, ele revelou que correu ainda se recuperando de uma lesão na coxa esquerda, que colocou em dúvida a participação dele na prova mais importante da modalidade.

Outro medalhista de ouro, Wallace Santos, do arremesso de peso F55, teve que lidar recentemente com as mortes da primeira treinadora – com quem trabalhou por muitos anos – e do tio, de quem era muito próximo.

Por último, João Victor Teixeira, também do arremesso de peso mas na classe F37, saiu com o bronze. O último teste que ele precisava fazer antes do voo para o Japão teve resultado positivo para Covid-19. Além da incerteza sobre a viagem, a doença afetou os treinamentos do atleta na reta final de preparação para a principal competição da vida dele. João permaneceu em casa, se preparando em condições longe das ideais e dias depois testou novamente. Desta vez não havia mais traços do coronavírus em seu organismo. Ele foi para o Japão, fez a melhor marca da carreira na prova e, ao conseguir alcançar o pódio, não pôde fugir da felicidade que só uma boa surpresa pode causar. E também não fugiu da palavra que tentei evitar por todo este texto.

“Agora eu posso dizer que sou um exemplo de superação. Quando você ‘supera’ a deficiência, algo que depende unicamente de você, é uma obrigação. Mas quando você supera algo que não está no seu controle, na sua mão, isso sim é superação para mim. Eu superei essa doença. Essa medalha vale ouro para mim”, disse o medalhista de bronze.

CONFUSÃO: Advogada dá voz de prisão a delegada Karla Viviane por abuso de autoridade

Uma confusão envolvendo uma advogada e delagada titular da Deicor, Karla Viviane, movimentou o meio jurídico na noite desta quinta, 26.

Reprodução

A advogada deu voz de prisão à delegada com base na lei de abuso de autoridade. Segundo informações recebidas pelo Justiça Potiguar, a advogada teve negado diversos pedidos de acesso à investigação contra seu cliente.

Após nova negativa, foi acionada a comissão de prerrogativas da OAB-RN que também acompanha junto com outros advogados . outro delegado também está no local.

Justiça Potiguar