Corpo de Lázaro Barbosa é liberado e aguarda funerária, no IML de Goiânia

O corpo de Lázaro Barbosa de Sousa, morto aos 32 anos após uma troca de tiros com policiais em Águas Lindas de Goiás, passou por necropsia e foi liberado pelos peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) de Goiânia, nesta quarta-feira (30/6). Acuada, a família não buscará o corpo, que será entregue, por meio de procuração, a uma funerária nas próximas horas.

O sepultamento de Lázaro está previsto para acontecer amanhã. O local e horário não foram divulgados. “A família optou por fazer uma cerimônia fechada somente para os parentes. O local do sepultamento e a data não serão divulgados, por questão de segurança e privacidade dos familiares”, esclarece o advogado Wesley Lacerda, que presta apoio aos parentes do suspeito.

“Como foi dito por mim, eu prestaria apoio à família neste último momento, por uma questão de caridade e humanidade, pois os familiares são muito carentes e de baixa instrução”, revela o advogado. “Meu apoio ficou restrito a buscar informações junto ao IML sobre a liberação do corpo, bem como a passar as informações corretas, e de forma clara, para os familiares – o que foi feito”, ressalta.

Lázaro foi morto após 20 dias de caçada, protagonizada por uma força-tarefa composta por 270 policias de diversas forças de segurança. O homem é suspeito de cometer uma chacina, matando quatro pessoas de uma mesma família, no Incra 9, em Ceilândia, no dia 9 de junho.

Após cometer o quádruplo homicídio, Lázaro fez outra família refém, ainda no DF, um dia antes de fugir para o Entorno do DF, na região de Cocalzinho e Edilândia, onde ficou por 20 dias escondido em uma região de mata.

Metrópoles

“Superpedido” de impeachment de Bolsonaro detalha supostos crimes do presidente

Publicado em 30/06/2021 – 17:10Vera BatistaServidor

O documento foi entregue às 15 horas, na Câmara dos Deputados. Com mais de 420 páginas, o processo aponta com riqueza momentos específicos em que foram feitas ações e tomadas medidas que, segundo juristas, entidades sindicais e da sociedade civil, prejudicaram a sociedade brasileira, ou demonstraram o “negacionismo, o menosprezo e a sabotagem assumida das políticas de prevenção e atenção à saúde dos cidadãos brasileiros, diante da mais grave crise de saúde pública da história do país e do planeta”

Os temas controversos, descritos na ação, têm, inclusive, temas apresentados pelo ex-juiz da Justiça, Sérgio Moro, passando pela reunião de 22 de abril de 2020, quando o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sugeriu “passar a boiada”, até o último escândalo sobre a compra de vacina. “Mudanças de quadros da administração, como exonerações no Ibama, Inep, ameaça de extinção da Ancine, exoneração do ex-ministro da Saúde, Luiz Mandetta por tentar seguir determinações da OMS, são citados como exemplos improbidades administrativas que teriam sido cometidas pelo presidente”.

Falam também de gastos abaixo do previsto para debelar os efeitos da pandemia, incentivos a conglomerados que apoiaram as eleições e reduzido suporte às condições de vida dos trabalhadores. Agressões do presidente a profissionais da imprensa são identificadas no texto como como crimes contra a administração pública, outro crime de responsabilidade. Mas há também informações sobre agressões verbais a chefes de Executivos estaduais e municipais, com incentivo, inclusive, ao uso de armas:

“Na reunião ministerial ocorrida em 22 de abril de 2020 e à qual foi dada ampla visibilidade, o presidente, em referência à postura dos outros entes da Federação no combate à pandemia, afirmou: “Um bosta de um prefeito faz um bosta de um decreto, algema, e deixa todo mundo dentro de casa. Se tivesse armado, ia pra rua”. É gravíssima a postura do presidente de incitar que a população se arme para “se defender” ou “se insurgir” em face de medidas de distanciamento que venham a ser estabelecidas por governadores e prefeitos”, informa o texto.

Veja alguma situações:

As diversas manifestações ao longo da pandemia demonstram que o presidente da República teve diversas oportunidades de reconsiderar sua posição e não o fez. “O comportamento têm sido o mesmo ao longo de toda pandemia e têm contribuído para morte de milhares de brasileiros. É o que se vê, resumidamente, em seguida”, enumeram os que propuseram a ação.

“Superdimensionado”
Em 9 de março, em evento durante visita aos EUA, Bolsonaro disse que o “poder destruidor” do coronavírus estava sendo “superdimensionado”. Até então, a epidemia havia matado mais de 3 mil pessoas no mundo. Após o retorno ao Brasil, mais de 20 membros de sua comitiva testaram positivo para covid-19.

“Europa vai ser mais atingida que nós”
A declaração foi dada em 15 de março. Precisamente, ele afirmou: “A população da Europa é mais velha do que a nossa. Então mais gente vai ser atingida pelo vírus do que nós.” Segundo a OMS, grupos de risco, como idosos, têm a mesma chance de contrair a doença que jovens. A diferença está na gravidade dos sintomas. O Brasil é hoje o segundo país mais atingido pela pandemia.

“Gripezinha”
Ao menos duas vezes, Bolsonaro se referiu à covid-19 como “gripezinha”. Na primeira, em 24 de março, em pronunciamento em rede nacional, ele afirmou, que, por ter “histórico de atleta”, “nada sentiria” se contraísse o novo coronavírus ou teria no máximo uma “gripezinha ou resfriadinho”. Dias depois, disse: “Para 90% da
população, é gripezinha ou nada.”

“A hidroxicloroquina tá dando certo”
Repetidamente, Bolsonaro defendeu a cloroquina para o tratamento de covid-19. Em 26 de março, quando disse que o medicamento para malária “está dando certo”, já não havia qualquer embasamento científico para defender a substância. Em junho, a OMS interrompeu testes com a hidroxicloroquina, após evidências apontarem que o fármaco não reduz a mortalidade em pacientes internados com a doença.

“Todos nós vamos morrer um dia”
Após visitar o comércio em Brasília, contrariando recomendações deu seu próprio Ministério da Saúde e da OMS, Bolsonaro disse, em 29 de março, que era necessário enfrentar o vírus “como homem”. “O emprego é essencial, essa é a realidade. Vamos enfrentar o vírus com a realidade. É a vida. Todos nós vamos morrer um dia.”

“Vírus está indo embora”
Em 10 de abril, o Brasil ultrapassou a marca de mil mortos por coronavírus. No mundo, já eram 100 mil óbitos. Dois dias depois, Bolsonaro afirmou que “parece que está começando a ir embora essa questão do vírus”. O Brasil se tornaria, meses depois, um epicentro global da pandemia, com dezenas de milhares de mortos.

“Eu não sou coveiro”
Assim o presidente reagiu, em frente ao Planalto, quando um jornalista formulava uma pergunta sobre os números da covid-19 no Brasil, que já registrava mais de 2 mil mortes e 40 mil casos. “Ô, ô, ô, cara. Quem fala de… eu não sou coveiro, tá?”, afirmou Bolsonaro em 20 de abril.

“E daí?”
Foi uma das declarações do presidente que mais causaram ultraje. Com mais de 5 mil mortes, o Brasil havia acabado de passar a China 25 em número de óbitos. Era 28 de abril, e o presidente estava sendo novamente indagado sobre os números do vírus. “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre…”

“Vou fazer um churrasco”
Em 7 de maio, o Brasil já contava mais de 140 mil infectados e 9 mil mortes. Metrópoles como Rio e São Paulo estavam em quarentena. O presidente, então, anunciou que faria uma festinha. “Estou cometendo um crime. Vou fazer um churrasco no sábado aqui em casa. Vamos bater um papo, quem sabe uma peladinha…”. Dias depois, voltou atrás, dizendo que a notícia era “fake”.

“Tem medo do quê? Enfrenta!”
Em julho, o presidente anunciou que estava com covid-19. Disse que estava “curado” 19 dias depois. Fora do  isolamento, passou a viajar. Ao longo da pandemia, ele já havia visitado o comércio e participado de atos pró-governo. Em Bagé (RS), em 31 de julho, sugeriu que a disseminação do vírus é inevitável. “Infelizmente, acho que quase todos vocês vão pegar um dia. Tem medo do quê? Enfrenta!”

“Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”
Bolsonaro tem se colocado há meses contra a vacina da fabricante chinesa Sinovac, que será produzida pelo Butantan caso tenham segurança e eficácia asseguradas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em outubro, cancelou um acordo de cerca de R$ 2 bilhões do Ministério da Saúde para aquisição das doses. “Da China nós não compraremos. É decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população pela sua origem. Esse é o pensamento nosso”, disse Bolsonaro. No mês seguinte, os testes envolvendo essa vacina foram interrompidos para que as autoridades investigassem a relação entre o imunizante e a morte de e a morte de um voluntário que a recebeu — o Butantan nega qualquer ligação entre os dois, mas Bolsonaro comemorou.

“Vacina obrigatória só aqui no (cachorro) Faísca”
Desde agosto, Bolsonaro vem se posicionando contra a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19. Naquele mês, afirmou a apoiadores que “ninguém pode ser obrigado a tomar a vacina”. Se por um lado a fala de Bolsonaro pode incentivar ainda mais o crescimento do movimento antivacina, dizem médicos, por outro ela está equivocada e seria inconstitucional, segundo constitucionalistas ouvidos pela BBC News Brasil. E uma lei criada neste ano pelo próprio governo federal e sancionada por Bolsonaro dá poder aos Estados e municípios para aplicar uma vacinação compulsória contra a covid-19.
Em 24 de outubro, decidiu fazer piada com o tema. “Vacina obrigatória só aqui no Faísca”, disse em selfie com seu cachorro em uma postagem em redes sociais…. –

“País de maricas”
Em 10 de novembro, ao celebrar como vitória política a suspensão dos estudos, pelo Instituto Butantan, da vacina do laboratório chinês Sinovac após a morte de um voluntário da vacina, Bolsonaro afirmou que o Brasil deveria “deixar de ser um país de maricas” por causa da pandemia.

“Fizemos a nossa parte”
Mais uma declaração controversa e mesquinha sobre o avanço da contaminação em Manaus: “A gente está sempre fazendo o que tem que fazer, né? Problema em Manaus: terrível o problema lá, agora nós fizemos a nossa parte, com recursos, meios”, declarou o ora Representado falseando, mais uma vez, a realidade dos fatos.
Ao longo de quase um ano, Bolsonaro usando termos como “gripezinha”, disse que não morreriam nem 800 pessoas por Covid-19, chamou o Brasil de “país de maricas”, ignorou recomendações científicas e mostrou um apego inabalável à hidroxicloroquina.
A ponto de recomendar o uso desta em Manaus, quando todos sabiam que o problema era a falta de oxigênio.

Até a data dessas declarações, o  Brasil já contabilizava mais de 213 mil mortes e mais de 8,5 milhões de casos confirmados na pandemia. “Não podemos assistir, a este verdadeiro genocídio, como se fosse algo normal. A História julgará a todos e a única atitude possível é o imediato afastamento do presidente da República, Jair Bolsonaro. Durante toda a pandemia o presidente Jair Bolsonaro alterna entre a negligência criminosa e o sarcasmo doentio. Este comportamento é nocivo pois acaba contaminando as instituições e aos agentes políticos. Veja o caso da taxação dos cilindros de oxigênio sem que ninguém do governo se desse conta do absurdo e das consequências da medida. O afastamento se reveste de um caráter protetor, de defesa da sociedade. Bolsonaro não cumpriu o seu dever”, justificam os jurista autores da ação de impeachment.

CPI: amparado por decisão do STF, Wizard se nega a responder perguntas

Empresário compareceu à CPI da Pandemia amparado por habeas corpus

Publicado em 30/06/2021 – 15:46 Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do empresário apontado como integrante do “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente da República no enfrentamento à pandemia. O objetivo é esclarecer sobre esse suposto “ministério paralelo da saúde”, incluindo a sugestão de utilização de medicamentos sem eficácia comprovada e o apoio à imunidade de rebanho. Antes do depoimento, os senadores votam requerimentos de convocação de depoentes e de pedidos de informações e documentos. Mesa: vice-presidente da CPIPANDEMIA, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); presidente da CPIPANDEMIA, senador Omar Aziz (PSD-AM); relator da CPIPANDEMIA, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Foto: Pedro França/Agência Senado

O empresário Carlos Wizard decidiu nesta quarta-feira (30) não responder às perguntas feitas por senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Acompanhado pelo advogado criminalista Alberto Toron e amparado por um habeas corpus, concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que lhe garante o direito de ficar calado, o empresário disse que não responderia a nenhuma pergunta.

Um dos questionamentos mais repetidos, sem sucesso, ao empresário pela cúpula da CPI foi sobre os motivos que o teriam levado a organizar um grupo de discussões com médicos defensores de tratamentos sem comprovação científica, mesmo não tendo nenhuma experiência na área de saúde.

“Respeitosamente, senador, pela orientação dos meus advogados eu me reservo o direito de ficar em silêncio”, disse ao relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), que ainda assim fez todas as perguntas que tinha elaborado. Os demais parlamentares do colegiado, tanto de oposição como governistas, também fizeram perguntas, apesar do silêncio do empresário.

Quinze minutos

Antes de decidir ficar em silêncio, Wizard usou os 15 minutos dados a todos os depoentes pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM). Em sua exposição, afirmou desconhecer qualquer “ministério paralelo” de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia do novo coronavírus. “A minha disposição de servir o país no combate à pandemia e salvar vidas faz com que eu seja acusado de pertencer ao suposto gabinete paralelo. Afirmo com toda veemência que jamais tomei consciência de um governo paralelo. Se, porventura, este gabinete existiu, eu jamais tomei conhecimento ou tenho qualquer informação a este respeito”, ressaltou.

Suspeito de integrar o suposto grupo, aos senadores, o empresário acrescentou que “essa é a mais pura expressão da verdade”.

O empresário destacou como começou sua relação com o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Wizard e a esposa, além de outros membros da sua família, foram voluntários na Operação Acolhida em 2018, que presta auxílio humanitário a imigrantes venezuelanos, e que era coordenada pelo ex-ministro. A proximidade fez com que Wizard fosse chamado por Pazuello quando ele assumiu o Ministério da Saúde para auxiliar no combate à pandemia. Wizard disse que a condição seria “servir como voluntário e empreendedor social e de forma pro-bono, sem remuneração”.

Ausência

Sobre o não comparecimento à primeira convocação ,no último dia 17 de junho, o empresário disse que estava cuidando do pai idoso e da filha que, segundo ele, está com uma gravidez de risco, nos Estados Unidos. Wizard desembarcou no Brasil no último domingo (27) e foi direto para a sede da Polícia Federal no aeroporto de Viracopos, em Campinas, para entregar o passaporte.

Cai número de famílias que defendem fechamento de escolas na pandemia

Estudo mostra que 93% das escolas mantiveram atividades remotas

Publicado em 30/06/2021 – 15:05 Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil  – Rio de Janeiro

Estudantes de todo Brasil, fazem o segundo dia de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio

O percentual de famílias brasileiras que considera muito importante manter as escolas fechadas como forma de prevenir a covid-19 caiu em um ano, de acordo com estudo divulgado hoje (30). No início da pandemia, em julho de 2020, 82% dos brasileiros afirmavam que era muito importante manter as escolas fechadas. Em novembro, essa porcentagem caiu para 71%. Agora, em maio de 2021, são 59%.

Os dados são da terceira etapa da pesquisa Impactos Primários e Secundários da Covid-19 em Crianças e Adolescentes, realizada pelo Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). 

A pesquisa mostra que, após mais de um ano de pandemia, as escolas começaram a retomar as atividades presenciais. Ao todo, 41% das pessoas que residem com crianças ou adolescentes disseram que as escolas voltaram a oferecer essas atividades. 

O estudo revela, também, que 93% das escolas mantiveram atividades remotas, mesmo que tenham voltado às salas de aula. Essa modalidade ainda apresenta uma série de dificuldades, apesar dos esforços para ampliar o acesso. Segundo a pesquisa, os principais canais de acesso dos estudantes às atividades são o WhatsApp (71%) e a distribuição de material impresso (69%). A falta de acesso à internet (35%) e a falta de equipamento adequado (31%) estão entre as principais dificuldades para realizar atividades escolares remotas, sobretudo entre as famílias mais pobres.

Retomada segura 

Para a representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, a retomada das aulas presenciais é importante, mas ela deve ser feita de forma segura. “É fundamental um diálogo para cada escola, em cada município, cada estado e nos diversos níveis. Que aconteça esse diálogo entre a comunidade escolar, ou seja, todos os adultos que trabalham na escola, os professores, as famílias, as crianças, para definir o protocolo que é mais adequado naquele momento, naquela situação”, diz. 

Segundo Florence, a escola é um espaço importante para garantir não apenas o aprendizado, mas também a socialização e até mesmo a segurança alimentar das crianças e adolescentes do país, sobretudo aqueles em situação de vulnerabilidade. “O importante é que esse diálogo aconteça o quanto antes e que as escolas possam reabrir, mesmo se for com atividade presencial limitada no começo. Mas, é importante reafirmar e restabelecer a escola como espaço de referência para crianças e adolescentes”, defende. 

A pesquisa mostra ainda que as medidas individuais de prevenção à pandemia se mantiveram em alta. Entre os entrevistados, 81% afirmam que quarentena e isolamento social são medidas muito importantes para conter a covid-19. Em julho de 2020, eram 84% e em novembro, 81%. Além disso, 94% reforçam a importância do uso de máscaras, percentual que aumentou em relação a novembro, 91%.

Impactos 

Mais da metade, 56% dos entrevistados, diz que a renda familiar diminuiu desde o início da pandemia, o que representa 89 milhões de brasileiros. As classes D e E foram as mais afetadas. Cerca de 40% dessa parcela da população teve uma redução da renda em mais da metade. Na classe A essa redução ocorreu para 12%. Entre os motivos está a perda de emprego. No total, 18% disseram que estavam trabalhando antes e mesmo durante a pandemia e agora não estão mais.

A alimentação também foi impactada. A pesquisa mostra que, desde o início da pandemia, 17% dos entrevistados, o que equivale a 27 milhões de brasileiros com mais de 18 anos, declaram que alguém no domicílio deixou de comer porque não havia dinheiro para comprar mais comida. Nas classes D e E, esse percentual chegou a 33%. 

A fome chegou também a crianças e adolescentes: 13% disseram que crianças e adolescentes que moram com eles deixaram de comer por falta de dinheiro. Nas classes D e E, esse percentual foi também 33%. Entre aqueles matriculados em escolas públicas, metade afirmou que recebeu alimentação da escola durante o período de fechamento por causa da pandemia. 

Diante desse cenário, 56% dos entrevistados disseram que o adolescente com quem moram apresentou algum sintoma relacionado a transtornos mentais durante a pandemia. Entre eles, 29% disseram que os jovens apresentam mudanças repentinas de humor e irritabilidade; 28% que tiveram alterações no sono como insônia ou excesso de sono. Também 28%, disseram que houve diminuição do interesse em atividades rotineiras. 

Segundo Florence, políticas públicas como o Auxílio Emergencial são importantes para mitigar esses efeitos da pandemia. Além disso, é necessária uma articulação entre diferentes áreas dos governos para que medidas de assistência, saúde e educação cheguem a toda a população. 

Pesquisa 

A terceira etapa da pesquisa Impactos Primários e Secundários da Covid-19 em Crianças e Adolescentes fez 1.516 entrevistas, por telefone, entre 10 e 25 de maio de 2021. A primeira e a segunda rodada da pesquisa foram divulgadas em agosto e dezembro de 2020, respectivamente.

Inmet alerta para chuvas intensas em Pedro Avelino e mais 44 cidades do estado

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para chuvas intensas em 46 cidades do Rio Grande do Norte a partir das 21h desta terça-feira (29) até 11h da quarta (30). (Veja a lista de cidades no fim).

Reprodução

O órgão aponta que as chuvas podem chegar a 20 a 30 milímetros por hora ou até a 50 milímetros por dia.

De acordo com o Inmet, há um baixo risco de alagamentos e possibilidade de pequenos deslizamentos em locais que contém com esse tipo de área.

As recomendações do instituto são de evitar enfrentar o mau tempo, observar alteração nas encostas e evitar usar aparelhos eletrônicos ligados na tomada.

As chuvas são classificadas como de “perigo potencial”, a segunda numa escala de quatro níveis.

Caso seja necessário, o órgão diz que devem ser acionados a Defesa Civil (telefone 199) e o Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Além do Rio Grande do Norte, as chuvas também atingem cidades de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí e Maranhão.

Veja as cidades afetadas pela chuva

  1. Alto do Rodrigues
  2. Areia Branca
  3. Arez
  4. Assu
  5. Baraúna
  6. Baía Formosa
  7. Caiçara do Norte
  8. Canguaretama
  9. Carnaubais
  10. Ceará-Mirim
  11. Extremoz
  12. Galinhos
  13. Goianinha
  14. Grossos
  15. Guamaré
  16. Ielmo Marinho
  17. Jandaíra
  18. João Câmara
  19. Macau
  20. Macaíba
  21. Maxaranguape
  22. Monte Alegre
  23. Mossoró
  24. Natal
  25. Nísia Floresta
  26. Parazinho
  27. Parnamirim
  28. Pedra Grande
  29. Pedro Avelino
  30. Pedro Velho
  31. Pendências
  32. Porto do Mangue
  33. Poço Grande
  34. Pureza
  35. Rio do Fogo
  36. Senador Georgino Avelino
  37. Serra do Mel
  38. São Bento do Norte
  39. São Gonçalo do Amarante
  40. São José de Mipibu
  41. São Miguel do Gostoso
  42. Taipu
  43. Tibau
  44. Tibau do Sul
  45. Touros
  46. Vila Flor

Mulher é morta a facadas dentro de condomínio onde morava na Grande Natal; ex-marido é principal suspeito

Homem alugou apartamento no mesmo condomínio da vítima sem que ela soubesse. Segundo Polícia Civil, caso será investigado como feminicídio.

Por Sérgio Henrique Santos, Inter TV Cabugi 29 de junho de 2021

Anailzy Suany Marques da Costa, de 32 anos, foi morta a facadas na noite desta segunda-feira, 28

Uma mulher foi morta a facadas, na noite desta segunda-feira (28), na área comum de um condomínio no município de Parnamirim, na região metropolitana de Natal. Segundo a Polícia Civil, o ex-marido da vítima é o principal suspeito.

Vizinhos contaram que por volta das 19h30 ouviram voz de uma mulher gritando por socorro. Quando eles chegaram ao local, encontraram a vítima caída entre dois blocos de apartamentos, próximo à quadra do condomínio. Ela morreu no local, antes da chegada do socorro médico.

A vítima foi identificada como Anailzy Suany Marques da Costa, de 32 anos. Ela estava morando no condomínio localizado no bairro Liberdade há cerca de 3 meses, após se separar do marido, com quem foi casada por 12 anos. Anailzy dividia um apartamento com a irmã e o filho de 12 anos.

O ex-marido de Anailzy tinha se mudado para o prédio havia 3 semanas. Sem que a ex-mulher soubesse, ele alugou um apartamento ao lado do bloco dela.

“Ela foi comprar algum alimento e quando ela resolveu sair do lugar, ele abordou ela. Quando eu cheguei lá, ela pediu socorro, só que ela estava muito ensaguentada”, contou uma vizinha que preferiu não se identificar.

O filho do casal não estava no apartamento no momento do crime. Ele tinha ido passar o fim de semana na casa de parentes e não retornou. Após o crime, o ex-marido de Anailzy não mais foi localizado.

Vizinhos contaram à Polícia Civil que a vítima relatou que tinha uma medida protetiva para garantir distância do ex-marido, com quem viveu um relacionamento abusivo. Mas, Anailzy nunca apresentou o documento ao condomínio para impedir a entrada do ex-marido no local.

O crime será investigado pela Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), por meio da força tarefa de homicídios de Parnamirim. De acordo como a Polícia Civil, o caso será investigado como feminicídio.

Guedes diz que arrecadação recorde reflete retomada da economia

Todos os setores da economia aumentaram a arrecadação

Publicado em 29/06/2021 – 13:06 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (29) que o aumento da arrecadação registrado pela Receita Federal (RFB), mostra que a economia “voltou a ficar de pé”.

“A economia brasileira continua surpreendendo favoravelmente”, disse o ministro ao anunciar a arrecadação de impostos e contribuições federais, de R$ 142,1 bilhões em maio.

“É um recorde histórico esse crescimento de quase 70% em relação ao mesmo mês de maio do ano anterior. No acumulado de janeiro a maio, [a arrecadação] chegou a R$ 744 bilhões. É um acréscimo real de 21% sobre o mesmo período do ano passado”, disse o ministro. Segundo Guedes, todos os setores aumentaram a arrecadação. “É inequívoco que o Brasil já se levantou e a economia está caminhando com velocidade bem acima da que era esperada na virada do ano”.

O ministro reiterou que o país está à beira de uma reforma tributária, que tem como compromisso não deixar que os impostos “sufoquem o empresariado brasileiro”. “Nesse segundo capítulo da reforma tributária, que já enviamos, mandamos sinal muito claro: nosso governo quer reduzir em termos reais a arrecadação sobre as empresas. Se a arrecadação vier acima do que esperávamos, temos de transformar isso em simplificação e redução de outros impostos. Anunciamos redução de 2,5% no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, mas queremos passar isso para 5% nos próximos anos. Estamos recalibrando nossos cálculos para ver se isso já é possível”, disse o ministro.

Na proposta de reforma entregue ao Congresso Nacional, a equipe econômica retoma tributos que incidem sobre rendimentos de capital e dividendos. A alíquota desses impostos foram zeradas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Guedes disse que a alíquota média que incide sobre dividendos em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é entre 25% ou 26% de cobrança, mas em alguns países ela chega a 40%. “Estamos colocando essa alíquota em 20%, o que ainda é pouco, além de ser menos do que paga um assalariado”, disse o ministro.

Segundo ele, as empresas são um mecanismo de acumulação de recursos visando investimentos, inovação e a criação de emprego e renda. “Na medida em que as empresas acumulam capital e tecnologias, elas aumentam a produtividade do trabalho e os salários. Os impostos têm de ser cada vez mais baixos porque é uma engrenagem econômica. Quando o dinheiro sai da engrenagem e vai para os detentores de capital, aí sim é que se tem de pagar impostos”, argumentou.

O ministro acrescentou que a tributação que historicamente o país faz sobre assalariados se deve às facilidades de tributação dos contracheques. “Como é fácil tributar no contracheque, o Brasil tributava excessivamente trabalhadores de baixa renda. Por isso aumentamos de R$ 1,9 mil para R$ 2,5 mil a margem isenta de tributação”.

A expectativa da equipe econômica é a de que, nos próximos meses o país se aproxime dos níveis de arrecadação registrados em 2015. “Todos indicadores mostram que a economia se levantou vigorosamente. Continuamos com nosso compromisso de tirar o Estado do cangote do povo brasileiro. Esse aumento forte da arrecadação nos dá força para avançar nas reformas e desonerar empresas; reduzir impostos sobre trabalhadores de baixa renda; e tributar rendimentos de capital que estavam isentos”.

Dinheiro, remédios e armas: veja o que Lázaro carregava na mochila

A polícia também encontrou munições, que foram supostamente roubadas por Lázaro na ocasião que ele invadiu uma chácara em Cocalzinho de Goiás e baleou três pessoas. O suspeito também guardava R$ 4,4 mil

Darcianne Diogopostado em 29/06/2021 08:49 / atualizado em 29/06/2021 08:51

 (crédito: Material cedido ao Correio)
(crédito: Material cedido ao Correio)

Faca, comida, remédio e armas foram alguns dos itens encontrados pela polícia dentro da mochila que Lázaro Barbosa Sousa, 32 anos, carregava. O suspeito de assassinar uma família no DF, balear quatro pessoas e manter reféns foi morto na manhã de terça-feira (29/6), durante um confronto com policiais militares da Rotam de Goiás, em Águas Lindas.

Os pertences passam por perícia. Na foto, a qual o Correio teve acesso, mostra alguns dos objetos. Na mochila, Lázaro carregava escova de dente, isqueiros, cebola, biscoitos e macarrão instantâneo, faca, remédios e um casaco camuflado.

A polícia também encontrou duas armas e munições, que foram supostamente roubadas por Lázaro na ocasião que ele invadiu uma chácara em Cocalzinho de Goiás e baleou três pessoas. O suspeito também guardava um dinheiro no valor de R$ 4,4 mil. Os investigadores analisam todos os itens, inclusive o celular roubado por ele em 15 de junho, quando manteve três pessoas da mesma família reféns em Edilândia.

Confronto e morte

Imagens do circuito interno de segurança de uma casa captaram Lázaro Barbosa por volta das 20h desse domingo (27/6). Na filmagem, ele sai de uma mata e caminha pela rua, em direção à casa da ex-mulher e da ex-sogra, em Águas Lindas de Goiás.

Policiais receberam uma denúncia anônima e se deslocaram às pressas para a região. Durante a madrugada, agentes da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) teriam visto o suspeito, que os ameaçou dizendo: “Se entrar, vou meter tiro no rosto”. Em seguida, ele fugiu para a área de mata, mas foi capturado por volta das 9h dessa segunda-feira (28/6).

Segundo informou o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, Lázaro estava com duas armas, uma pistola e um revólver e teria descarregado as munições contra os policiais, que revidaram. O homem foi alvejado com mais de 30 tiros e morreu antes de chegar no Hospital Bom Jesus.

Correio Brasiliense

Caso Lázaro: ‘Estado não pode agir na clandestinidade’, critica vice-presidente da OAB

Advogada Cristiane Damasceno diz que falta de informações e de perícia no local da captura de Lázaro Barbosa é uma forma de transgredir a legislação brasileira

Por Talita de Souza 28/06/2021 20:26 – Atualizado em 28/06/2021 20:33

Vice-presidente da OAB cobra transparência da PM na operação de captura e morte de Lázaro
Alexandre Mota

A vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF), Cristiane Damasceno, criticou a falta de transparência das forças de segurança que atuaram na captura e na morte de Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos. Em operação liderada pela Casa Militar de Goiás, o foragido foi morto com mais 30 tiros na manhã desta segunda-feira (28/6).

Para a especialista em direito processual penal, as secretarias de Segurança Pública de Goiás e do Distrito Federal devem esclarecer como foi feita a operação e se houve transgressão de direitos do foragido. “Há muito o que se explicar. Como ele reagiu? Para onde ele disparou? Se descarregou a arma, onde estão os feridos? Não foi explicado qual o armamento utilizado por ele”, questiona.

“Estavam presentes 270 pessoas, drones e helicóptero. Com todo esse aparato, não conseguiram alvejar o foragido no ombro para pará-lo? Foram 38 tiros!”, destaca. Ela pede que a perícia seja feita e que os responsáveis pelo caso informem à sociedade como a captura e a morte ocorreram, assim como a motivação dos crimes cometidos por Lázaro. “Com informações claras e transparência, toda a sociedade poderá desenvolver mecanismos para proteger melhor a sociedade, além de melhorar os sistemas de buscas”, pontua.

Cristiane afirma que a morte de Lázaro não deveria ser comemorada, principalmente se ela revela uma maneira clandestina de a polícia agir. “Quando uma pessoa mata e rouba, ela quebra um pacto social e deve pagar legalmente sobre esse ato. Não é porque ela fez isso que a polícia pode fazer também. Estamos em um estado democrático e não podemos achar que quem comete crime não pode ter mais nenhum direito”, critica.

Para ela, aceitar acriticamente uma operação com tantas perguntas a serem respondidas é permitir que a força de segurança estatal possa ter poderes inconstitucionais. “Uma coisa que a população tem que entender é: o Estado não pode agir clandestinamente”, afirma. Se pegarmos a estrutura estatal e legitimarmos a clandestinidade, iremos permitir que ele possa invadir nossas casas e descumprir diversas outras leis. O Estado precisa ser regido, especificamente, pela legalidade”, frisa.

Apesar das críticas à polícia, Cristiane deixa claro que não dá razão a Lázaro, mas, sim, que a sociedade precisa exigir transparência nas operações policiais. “As pessoas não enxergam o perigo de legitimar uma ação ilegal do Estado. Em nenhum momento, falo que ele está com razão ou que sinto pena dele. Mas, sim, que ele deveria pagar pelo crime de acordo com as leis brasileiras”, completa a advogada.

A morte de Lázaro impede o esclarecimento sobre os crimes cometidos, avalia Cristiane. Além do fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, preso em flagrante por colaborar com o foragido, o secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás, Rodney Miranda, informou que Lázaro não agia sozinho. “Quem estava ajudando Lázaro? O que realmente estava por trás dos assassinatos? Não saberemos porque ele está morto”, lamenta a advogada.

Polícia brasileira é a que mais mata

Cristiane ressalta que a ação pode ser resultado de uma cultura policial de morte presente no país, na qual é possível observar dados alarmantes de assassinatos cometidos por forças policiais. “O Fórum de Segurança Nacional revela que há uma guerra civil entre a polícia e a sociedade. A polícia brasileira é a que mais mata, e Goiás e Rio de Janeiro estão entre os estados mais letais”, relata.

“Os agentes também morrem, mas não tanto quanto matam, principalmente pessoas negras. Quando alguém age de maneira errada, nós o punimos. Isso também deve ocorrer com a polícia”, analisa.

Sistema penal é falho

Com a repercussão do caso e o levantamento da ficha criminal de Lázaro, a facilidade do criminoso em fugir dos presídios em que esteve na Bahia e no Distrito Federal rendeu críticas ao sistema prisional brasileiro. Cristiane afirma que as falhas ocorrem por falha de gestão.

A especialista em direito processual penal diz que a legislação brasileira garante a produção de um centro de observação, no qual o preso é analisado cuidadosamente por um equipe médica interdisciplinar, principalmente psicológica, para entender o grau de periculosidade que ele oferece à sociedade. A partir dos resultados da análise, o sistema penal deveria traçar um plano que garanta que ele permaneça preso, inclusive em alas diferentes das dos presos comuns.

“Psicopatas são altamente perigosos, não mudam e não melhoram. Mostram um grau elevado de inteligência e, por vezes, usam isso nas prisões. Por isso, é preciso categorizar cada criminoso e tratá-lo de forma diferente”, diz. “Tantos casos no Brasil de psicopatas e, até hoje, não sabemos quantos existem. São 820 mil pessoas no sistema prisional brasileiro, e eu não sei dizer quantos são psicopatas. Simplesmente este dado não existe”, protesta.

Ela exemplifica que países como Suíça e Noruega são exemplos de análise eficaz para os presos, os quais cumprem tratamentos específicos para psicopatas, acompanhados de atendimento psicológico para entender cada vez mais como agem. “Lei nós temos, o que não temos é gestão”, avisa.

“Lázaro tinha uma vida pregressa complicada. Era preciso montar um exame criminológico e seguir um plano para que ele não saísse mais da prisão”, afirma. “Uma pessoa dessa colocada na rua vai delinquir de novo. Psicopata não é doido, é inteligente, tem problema de convivência social e, por isso, deve ficar separado dela”, conclui.

Com vacinação em massa, Botucatu reduz casos de covid-19 em 71%

A queda foi registrada seis semanas após vacinação

Publicado em 28/06/2021 – 16:06 Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

O Distrito Federal começou a vacinar pessoas com 49 anos a partir de hoje. A vacinação contra a Covid-19 começou no dia 19 de janeiro e o DF já recebeu 1.455.070 doses de imunizantes.

O município de Botucatu, no interior paulista, registrou queda de 71,3% nos casos de covid-19 em seus moradores seis semanas após iniciar a vacinação em massa na população. Os dados são de um estudo realizado com o apoio do Ministério da Saúde sobre a eficácia da vacina da AstraZeneca/Oxford, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Brasil.

O início do programa de vacinação em massa ocorreu na cidade no dia 16 de maio, quando 65 mil moradores foram vacinados em um único dia. Até o momento, cerca de 77 mil moradores receberam, pelo programa, a primeira dose da vacina, cuja segunda dose é aplicada após 90 dias. Botucatu tem cerca de 150 mil habitantes, dos quais 106 mil são maiores de 18 anos.

Além da queda no número de casos, as internações decorrentes da doença também apresentaram queda na cidade: 46% a menos. “As vacinas são doses de esperança para a população brasileira. A diminuição dos casos com a primeira dose já mostra bons resultados do estudo em Botucatu, que serve de base para o resto do país”, destacou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

O estudo também investiga a eficácia da vacina contra as variantes da cepa original do novo coronavírus. No entanto, os resultados completos sobre o estudo ainda não foram divulgados.