Neste ritmo, destino de Teich será o mesmo de Mandetta, avaliam assessores do Ministério da Saúde

13/05/2020 10h35  Atualizado há uma hora


Depois do constrangimento passado pelo ministro da Saúde, Nelson Teich, ao ser surpreendido na última segunda-feira (11) pela inclusão de novas atividades na lista de serviços essenciais, a equipe do ministério já faz a avaliação de que ele pode ter o mesmo destino do antecessor Luiz Henrique Mandetta.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, Bolsonaro demitiu Mandetta do ministério da Saúde e anunciou Teich para o posto.

Na avaliação de assessores da Saúde, ou o presidente da República, Jair Bolsonaro, sinaliza que respeitará a política de Nelson Teich à frente da pasta, ou a permanência do ministro pode durar menos do que se imaginava.

Além de não ouvir Teich sobre a inclusão de novas atividades na lista de serviços essenciais, como salões de beleza, barbearia e academias (veja no vídeo abaixo), Bolsonaro voltou a defender nesta quarta-feira (13) o que ele classifica como isolamento vertical. Nesse tipo de isolamento, devem ficar em casa apenas pessoas de grupos de risco.Teich não defende essa estratégia.

Sem avisar ministro, Bolsonaro inclui salões de beleza e academias como serviço essencial

Sem deixar claro a quem se referia, o presidente disse ainda que seus ministros têm de estar afinados com ele e citou que deve se encontrar nesta quarta com Nelson Teich para tratar do uso da cloroquina.

Bolsonaro voltou a defender o uso em massa do medicamento, enquanto Teich tem posição diferente, de que é preciso ter uma decisão médica e concordância do paciente.

Estudos médicos apontam que a cloroquina não demonstrou eficácia no tratamento do coronavírus. Mesmo assim o presidente, depois de um tempo sem tratar do tema, voltou a insistir no uso do medicamento diante do aumento de mortes no país por causa da covid-19.

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