Para Eduardo Bolsonaro, ‘é melhor’ Aliança só disputar eleições em 2022

Deputado avalia que os aliados do presidente poderão concorrer por outros partidos

Bruno Góes e Natália Portinari 04/02/2020 – 19:43 / Atualizado em 04/02/2020 – 20:05

Evento de lançamento do partido Aliança pelo Brasil, idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro Foto: Reprodução/Twitter
Evento de lançamento do partido Aliança pelo Brasil, idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro Foto: Reprodução/Twitter

BRASÍLIA — O líder do PSL na Câmara dos Deputados , Eduardo Bolsonaro (SP), defendeu nesta terça-feira que o Aliança pelo Brasil comece a disputar eleições apenas em 2022. 

Desde que o grupo ligado ao presidente Jair Bolsonaro rompeu relações com lideranças do PSL, parlamentares que pretendem acompanhá-lo ajudam na coleta de assinaturas. Entretanto, o tempo é considerado curto para que a nova legenda possa disputar as eleições municipais.

Para justificar sua preferência, Eduardo Bolsonaro mencionou a “qualidade” dos quadros que podem aderir ao partido sem uma seleção adequada.

— Tivemos um mês para formar os quadros do PSL (em 2018). Então, não conseguimos ter nenhum tipo de filtro. Entrou uma grande variedade de pessoas e agora nem todas elas estão comprometidas com o projeto Jair Bolsonaro. Então, para evitar esse tipo de erro, que tenhamos quadros qualificados para debater, pessoas de mais confiança. Acredito que é melhor o Aliança não estar pronto para as eleições deste ano — disse Eduardo.

Ele diz que os aliados do presidente poderão concorrer em outros partidos.

— Não prejudica em nada. Podemos começar estudos (para sair) em 2022. Quem quiser (em 2020) pode sair por outro partido, desde que não seja PCdoB, PSOL.

Informações O Globo

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