Aneel define que conta de luz não terá cobrança extra em fevereiro

Publicado em 31/01/2020 – 19:55

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil Brasília

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou hoje (31) que a bandeira tarifária no mês de fevereiro será verde, ou seja, não haverá custo extra na conta de luz para os consumidores. Segundo a agência, o mês deverá ser chuvoso nas áreas onde estão localizados os principais reservatórios das hidrelétricas e o custo de geração de energia será menor. Dessa forma, não haverá necessidade de acionamento das usinas termoelétricas, que custam mais para gerar energia. 

Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) e o preço da energia (PLD).

As bandeiras tarifárias funcionam da seguinte maneira. As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha a que tem um custo maior e a verde, o menor.

Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.    Edição: Fábio MassalliTags: tarifa de energiaconta de luzAneelbandeira tarifária

Secretário da Previdência estima redução de filas no INSS em 6 meses

Sete mil militares e aposentados devem reforçar o atendimento

Publicado em 31/01/2020 – 21:51

Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

O secretário de Previdência, Rogério Marinho, participa do seminário Brasil de Ideias, em Copacabana.

O secretário da Previdência, Rogério Marinho, estimou que haverá uma redução significativa nas filas para concessão de benefícios no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) dentro de seis meses, a partir da efetivação das medidas que estão sendo tomadas para a contratação de pessoal para reforçar o atendimento nas agências. Ele participou, nesta sexta-feira (31), de um debate sobre os rumos do país, no Rio de Janeiro.

“Seis meses a partir da efetivação das medidas que foram propostas. Porque a ideia é que nós tenhamos um milhão de requerimentos por mês. A ideia é termos os processos dentro do limite de 45 dias, que a lei preceitua”, disse Marinho.

Deverão ser contratados, a partir da publicação de Medida Provisória (MP), 7 mil funcionários, incluindo militares e aposentados. Parte será direcionada para o atendimento à população nas agências, mas somente poderá fazer os processos de concessão de benefícios os funcionários do INSS, incluindo os aposentados. Uma das dificuldades é realização de perícias médicas, pois em alguns lugares do país há falta de peritos, o que também deverá ser abrangido pela MP.

“As medidas estão sendo tomadas para regularizar o processo, para estabelecer um fluxo que seja confortável e dentro da lei, para atender, de forma adequada, o beneficiário. Desde o mês de agosto o estoque está diminuindo. Chegou, em janeiro, a 1,3 milhão de processos com mais de 45 dias. Mas todo mês está diminuindo um pouco. A velocidade dessa diminuição é que precisa ser melhorada. Por isso que estamos tomando essas medidas complementares”, disse Marinho.

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Edição: Liliane FariasTags: INSS

Municípios devem cumprir regras para garantir repasses à assistência social

Portaria do Ministério da Cidadania, publicada no Diário Oficial da União em 22 de janeiro, reforça a regulamentação de checagem de requisitos para que Municípios e Estados recebam repasses federais para a assistência social. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca aos gestores os meios que devem ser atualizados para que ocorra a correta averiguação.

Entre as regras, previstas na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), estão a obrigação de os Municípios instituírem e manter funcionando: o conselho municipal de assistência social, considerando sua paridade na composição; e o fundo municipal de assistência social, seguindo os trâmites legais, administrativos e operacionais. Também é tarefa do Ente elaborar o Plano Municipal de Assistência Social.

Quanto aos conselhos e o plano, o processo de averiguação ocorrerá pelo preenchimento do Censo do Sistema Único de Assistência Social (Censo Suas). Caso não haja informação a respeito desses itens, os Municípios serão notificados, devendo apresentar documentação para comprovar a regularidade da situação.

Já em relação ao funcionamento do fundo municipal de assistência social, a checagem será feita por meio do preenchimento do sistema de cadastro do Suas (CadSuas). Serão considerados os seguintes dados: fundo municipal instituído por lei e constituído como unidade orçamentária, Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ, e, por fim, a comprovação da alocação de recursos próprios no fundo.

Suspensão de repasses
A CNM sempre alertou os gestores quanto a necessidade de cumprimento do estabelecido no artigo 30 da Loas, sob pena de ter o cofinanciamento federal suspenso. Esse é o ponto destacado pela Portaria 109/2020 do ministério. A Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) fará o monitoramento das situações de suspensão da transferência dos recursos federais aos Municípios, reestabelecendo o repasse em caso de regularização.

Considerando o processo de averiguação, a Portaria apresenta datas em que a suspensão dos repasses do cofinanciamento federal já podem ocorrer a partir de:

– Janeiro de 2020 para Municípios que não apresentaram os requisitos referentes ao Plano de Assistência Social até 31 de dezembro de 2019;
– Agosto de 2020 para os Estados e o Distrito Federal que não apresentaram os requisitos referentes ao plano de assistência social; e
– Agosto de 2020 para Municípios, Estados e Distrito Federal que não apresentaram os requisitos referentes ao conselho e ao fundo de assistência social.

Da Agência CNM de Notícias

Petrobras inicia venda de usinas eólicas no Rio Grande do Norte

Cada usina tem capacidade de gerar 26 megawatts (MW) de energia

Publicado em 31/01/2020 – 10:15

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Usina de Energia Eólica (UEE) em Icaraí, no Ceará (CE)

A Petrobras anunciou hoje (31) o início da venda de sua parte em duas usinas eólicas: Mangue Seco 1 e 2.

A primeira etapa é a chamada “divulgação de oportunidades”, em que a empresa informa sobre as unidades e sobre os critérios de elegibilidade para os interessados em comprar as usinas localizadas em Guamaré no Rio Grande do Norte.

Cada usina tem capacidade de gerar 26 megawatts (MW) de energia elétrica através de turbinas acionadas pelo vento. Elas fazem parte do complexo Mangue Seco, que inclui mais duas usinas com a mesma capacidade.

A Petrobras detém 49% de Mangue Seco 1. Os outros 51% são da empresa Alubar Energia S.A. Já em Mangue Seco 2, a Petrobras é sócio majoritária, com 51%, enquanto a Eletrobras detém 49% do empreendimento.

Segundo informações do site da estatal, a empresa também detém participação nas outras duas usinas do complexo e na usina eólica de Macau.

Refinarias

A empresa também divulgou hoje o início da fase vinculante da venda de suas refinarias Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

As três têm capacidade de processar 60 mil barris de óleo por dia: Reman (46 mil), Lubnor (8 mil) e SIX (6 mil). Os potenciais compradores que foram habilitados para essa fase receberão uma carta-convite com informações sobre a venda e para o envio de suas propostas vinculantes de compra.

A venda dos ativos faz parte do projeto de desinvestimentos da estatal e está, segundo a empresa, alinhada “à otimização do portifólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando a maximização de valor para os seus acionistas”.    

Edição: Maria ClaudiaTags: Petrobrasusina eólicavenda. Mangue SecoRio Grande do Norte

Novo valor do salário mínimo começa a vigorar amanhã

Valor foi fixado pelo governo em R$ 1.045

Publicado em 31/01/2020 – 10:44

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Começa a vigorar amanhã (1º de fevereiro) o novo valor do salário mínimo. A medida provisória que fixa em R$ 1.045 o salário mínimo foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (31). De acordo com a MP, o valor diário do salário mínimo ficará em R$ 34,83; e o valor por hora, em R$ 4,75.

Estimativas divulgadas pelo governo apontam que cada R$ 1 a mais no salário mínimo resulta em um aumento de R$ 355,5 milhões nas despesas públicas. Ao todo, o reajuste do salário mínimo de R$ 1.039 para R$ 1.045 terá impacto de R$ 2,13 bilhões para o governo neste ano. Isso porque o mínimo está atrelado a 80% dos benefícios da Previdência Social, além de corrigir o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o abono salarial e o seguro-desemprego, entre outros.

Além disso, há um impacto de R$ 1,5 bilhão decorrente da elevação do valor do salário mínimo em relação ao valor original enviado no Orçamento de 2020, de R$ 1.031.

Até o ano passado, a política de reajuste do salário mínimo, aprovada em lei, previa uma correção pela inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

Esse modelo vigorou entre 2011 e 2019. Porém, nem sempre houve aumento real nesse período porque o PIB do país, em 2015 e 2016, registrou retração, com queda de 7% nos acumulado desses dois anos.

Na semana passada, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, informou que o projeto de lei com a nova política de correção do salário mínimo incluirá uma mudança no período usado para definir os reajustes.

Segundo ele, em vez do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior fechado, de janeiro a dezembro, o governo pretende usar o índice entre dezembro do ano anterior e novembro do exercício atual para calcular o valor do mínimo para 2021.

Rodrigues acrescentou que a medida tem como objetivo prevenir situações como a deste ano, em que o salário mínimo primeiramente foi reajustado para R$ 1.039 e depois aumentou para R$ 1.045, porque a alta dos preços da carne fez o INPC fechar o ano além do previsto.

O sistema é semelhante ao do teto de gastos, em que o governo usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho do ano anterior a junho do exercício atual para corrigir o limite das despesas federais para o ano seguinte. Segundo Rodrigues, a mudança terá pouco impacto prático no valor final para o salário mínimo, mas dará mais transparência aos reajustes e mais previsibilidade para o governo e para os trabalhadores.

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Edição: Lílian BeraldoTags: salário mínimo 2020

Coronavírus no Brasil: número de casos suspeitos segue estável

O Ministério da Saúde anunciou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira 30 que o número de suspeitos de coronavírus no país, doença que vem se propagando globalmente, permanece em nove.

Redação

Pessoas viajando para o Ano Novo Lunar vestem máscaras de proteção. Foto: Nicolas Asfouri/AFP

Foram notificados, entre às 12h de ontem, quarta-feira 29, e às 12h de hoje, quinta-feira 30, dez novos casos. Dos 43 casos notificados no total no território brasileiro, 28 foram descartados de suspeita da doença.

Dos nove suspeitos de coronavírus, 1 está em Minas Gerais, 1 no Rio de Janeiro, 3 em São Paulo, 2 no Rio Grande do Sul, 1 no Paraná e 1 no Ceará.

https://twitter.com/minsaude/status/1222962832985198592

Carta Capital

OMS declara coronavírus emergência de saúde pública internacional

Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira (30), em Genebra, na Suíça, que o surto do novo coronavírus (2019-nCoV) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). Atualmente, há casos em 19 países, com transmissão entre humanos em China, Alemanha, Japão, Vietnã e Estados Unidos.

Desenvolvimento Sustentável 30/01/2020

Passageiros usam máscaras no metrô em Shenzhen, China. Foto: ONU/Jing Zhang

“O principal motivo dessa declaração não diz respeito ao que está acontecendo na China, mas o que está acontecendo em outros países. Nossa maior preocupação é o potencial do vírus se espalhar para países com sistemas de saúde mais fracos e mal preparados para lidar com ele”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Ele também disse que não há razão para medidas que interfiram desnecessariamente em viagens e comércio internacional. “Apelamos a todos os países para que implementem decisões consistentes e baseadas em evidências. A OMS está pronta para orientar qualquer país que esteja considerando quais medidas tomar”.

Atualmente, há 7.834 casos confirmados de coronavírus, dos quais 7.736 na China, que representa quase 99% de todos os casos notificados no mundo. Ao todo, 170 pessoas perderam a vida com esse surto, todas na China.

Confira a nota da OMS na íntegra:

Declaração do diretor-geral sobre a reunião do Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional (2005) sobre o novo coronavírus (2019 n-CoV)

Boa noite a todos na sala e online.

Nas últimas semanas, testemunhamos o surgimento de um patógeno anteriormente desconhecido, que evoluiu para um surto sem precedentes e que foi atingido por uma resposta sem precedentes.

Como já disse várias vezes desde o meu retorno de Pequim, o governo chinês deve ser parabenizado pelas medidas extraordinárias adotadas para conter o surto, apesar do grave impacto social e econômico que essas medidas estão exercendo sobre o povo chinês.

Já teríamos visto muitos outros casos fora da China – e provavelmente mortes – se não fossem os esforços do governo e os progressos que eles alcançaram na proteção de seu próprio povo e da população mundial.

A velocidade com que a China detectou o surto, isolou o vírus, sequenciou o genoma e compartilhou tudo com a OMS e o mundo é muito impressionante e vai além das palavras. O mesmo acontece com o compromisso da China com a transparência e o apoio a outros países.

De muitas maneiras, a China está realmente estabelecendo um novo padrão para a resposta a surtos. Não é um exagero.

Também ofereço meu profundo respeito e agradecimento aos milhares de profissionais de saúde corajosos e a todas as pessoas que participam da resposta na linha de frente, que no meio do Festival da Primavera estão trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, para tratar os doentes, salvar vidas e controlar esse surto.

Graças aos esforços dessas pessoas, o número de casos no resto do mundo até agora tem permanecido relativamente pequeno.

Atualmente, existem 98 casos em 18 países fora da China, incluindo 8 casos de transmissão de humano para humano em quatro países: Alemanha, Japão, Vietnã e Estados Unidos da América.

Até agora, não vimos nenhuma morte fora da China, razão pela qual todos devemos ser gratos. Embora esses números ainda sejam relativamente pequenos em comparação com o número de casos na China, devemos todos agir juntos agora para limitar a propagação.

A grande maioria dos casos fora da China tem um histórico de viagens para Wuhan ou contato com alguém com um histórico de viagens para Wuhan.

Não sabemos que tipo de dano esse vírus poderia causar caso se propagasse para um país com um sistema de saúde mais fraco.

Devemos agir agora para ajudar os países a se prepararem para essa possibilidade.

Por todas essas razões, declaro como emergência de saúde pública de importância internacional o surto global do novo coronavírus.

O principal motivo desta declaração não é o que está acontecendo na China, mas o que está acontecendo em outros países.

Nossa maior preocupação é o potencial do vírus se espalhar para países com sistemas de saúde mais fracos e mal preparados para lidar com ele.

Deixe-me ser claro: esta declaração não é um voto de falta de confiança na China. Pelo contrário, a OMS continua confiando na capacidade da China de controlar o surto.

Como vocês sabem, eu estive na China alguns dias atrás, onde me encontrei com o presidente Xi Jinping. Eu saí de lá sem qualquer dúvida sobre o compromisso da China com a transparência e a proteção das pessoas no mundo.

Para o povo da China e todos os que foram afetados por esse surto mundial, queremos que saibam que o mundo está ao seu lado. Estamos trabalhando diligentemente com parceiros nacionais e internacionais de saúde pública para controlar esse surto o mais rápido possível.

No total, existem agora 7.834 casos confirmados, incluindo 7.736 na China, representando quase 99% de todos os casos relatados no mundo. Ao todo, 170 pessoas perderam a vida com esse surto, todas na China.

Devemos lembrar que estas são pessoas, não números.

Mais importantes do que a declaração de uma emergência de saúde pública são as recomendações do comitê para impedir a propagação do vírus e garantir uma resposta adequada e baseada em evidências.

Gostaria de resumir essas recomendações em sete áreas principais.

Primeiro, não há razão para medidas que interfiram desnecessariamente nas viagens e comércio internacional. A OMS não recomenda limitar o comércio e o movimento.

Conclamamos todos os países a implementar decisões consistentes e baseadas em evidências. A OMS está pronta para orientar qualquer país que esteja considerando quais medidas tomar.

Segundo, devemos apoiar países com sistemas de saúde mais fracos.

Terceiro, acelerar o desenvolvimento de vacinas, terapêuticas e diagnósticos.

Quarto, combater a disseminação de rumores e desinformação.

Quinto, revisar os planos de preparação, identificar lacunas e avaliar os recursos necessários para identificar, isolar e cuidar de casos, e impedir a transmissão.

Sexto, compartilhar dados, conhecimentos e experiências com a OMS e o mundo.

E sétimo, a única maneira de derrotar este surto é ter todos os países trabalhando juntos em um espírito de solidariedade e cooperação. Estamos todos juntos nisso e só podemos pará-lo juntos.

É tempo de fatos, não de medo.

É tempo da ciência, não de rumores.

É tempo da solidariedade, não do estigma.

Obrigado.

https://nacoesunidas.org/amp/

Municípios podem ficar negativados no Cauc por falta de atualização no Sadipem

Cerca de 5 mil Municípios ainda não atualizaram o Cadastro da Dívida Pública (CDP) no Sistema de Análise da Dívida Pública, Operações de Crédito e Garantias da União, Estados e Municípios (Sadipem). A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que o descumprimento dessa exigência tem como consequência a negativação no Cauc, impedimento de receber transferências voluntárias e contratar operações de crédito, exceto as destinadas ao refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. O prazo encerra nesta quinta-feira, 30 de janeiro.

Levantamento feito recentemente pela CNM indica que, dos 5.522 Municípios regulares, apenas 196 estavam com o Cadastro da Dívida Pública atualizado no sistema do Sadipem. Os demais devem perder essa condição de quitação já na próxima sexta-feira, 31 de janeiro, em razão da desatualização. O cadastro da dívida é anual e obrigatório para todos os entes e deve ser feito pelo profissional responsável pela contabilidade do Município após ser habilitado pelo gestor no próprio sistema do Sadipem.

O gestor também será o responsável por assinar e homologar o CDP após finalizado. Nessa situação, seria usado o certificado digital, que pode ser o mesmo já utilizado para o envio dos relatórios da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no Siconfi.
Essa obrigação foi criada pelo artigo 32 da LRF, que conferiu ao Ministério da Fazenda a responsabilidade pelo registro eletrônico centralizado e atualizado das dívidas públicas interna e externa.

Procedimentos

A LRF delegou ainda à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) a prerrogativa para recepcionar os dados de todos os entes da federação. Recentemente, a Portaria Interministerial 424/2016 foi alterada para inserir o CDP no rol de requisitos constantes no Cauc. Para que a situação do ente federativo esteja regular com a obrigação legal relativa ao CDP, será necessário atualizar, finalizar e homologar esse cadastro.
Nesse caso, é necessário registrar no Sadipem todas as dívidas, operação de crédito e garantias referentes ao exercício de 2019. Atualizações do CDP de exercícios anteriores não são necessárias.

A CNM alerta que as informações publicadas no CDP têm fé pública e, portanto, são documentos e certidões reconhecidos com fidedignidade e crédito. Dessa forma, inconsistências e incorreções comprometem a qualidade da informação, devendo o gestor ter atenção redobrada na inserção dos dados no sistema, pois estes ficarão em disponibilidade pública e podem ser alvo de consulta e análises por parte dos órgãos de controle, da população e do próprio Tesouro Nacional.

Materiais gratuitos
Para melhor atender os Municípios e evitar erros e incorreções, a Confederação publicou a Nota Técnica 26/2018. O material traz explicações para o preenchimento do CDP no Sadipem e pode ser baixado, gratuitamente, aqui.

Em caso de dúvidas, consulte o “Fale conosco Sadipem”, disponível no site do Tesouro Nacional. Nesse portal, também é possível encaminhar consultas e esclarecer dúvidas sobre o preenchimento do CDP e do PVL, uso do sistema, treinamento e eventos disponíveis, reuniões e comunicados. Clique aqui para acessar.

Da Agência CNM de Notícias

Cruzeiro com 7 mil pessoas a bordo é bloqueado em porto da Itália por suspeita de coronavírus

Casal de chineses foi isolado em enfermaria do navio; fontes ligadas ao Ministério da Saúde italiano afirmam que primeiro exame deu negativo

AFP com Ansa 30/01/2020 – 09:37 / Atualizado em 30/01/2020 – 12:48

Navio cruzeiro Costa Esmeralda, da empresa Costa Cruzeiros, está bloqueado no porto de Civitavecchia, cidade próxima a Roma, depois que casal chinês apresentou sintomas semelhantes ao da doença provocada pelo novo coronavírus Foto: Guglielmo Mangiapane / REUTERS
Navio cruzeiro Costa Esmeralda, da empresa Costa Cruzeiros, está bloqueado no porto de Civitavecchia, cidade próxima a Roma, depois que casal chinês apresentou sintomas semelhantes ao da doença provocada pelo novo coronavírus Foto: Guglielmo Mangiapane / REUTERS

ROMA — Quase 7 mil pessoas, incluindo 6 mil passageiros, estão bloqueadas em um navio cruzeiro no porto italiano de Civitavecchia , perto de Roma , por casos suspeitos de coronavírus a bordo, anunciaram as autoridades de saúde locais.

— O ministério da Saúde nos alertou sobre possíveis casos e enviou três médicos a bordo para realizar os exames prévios — informou à AFP uma porta-voz do centro de saúde de Civitavecchia.

Coronavírus : O que se sabe até agora?

Os primeiros exames realizados na passageira, no entanto, teriam descartado que ela tenha contraído o coronavírus, segundo pessoas ligadas ao Ministério da Saúde italiano.

— Tudo parece indicar que os primeiros resultados de laboratório indicaro negativo. Aguardamos, no entanto, um laudo definitivo — adiantou à AFP uma fonte da pasta.

Especialistas do hospital Spallanzani, em Roma, referência em doenças infecciosas, explicaram que o resultado definitivo deve estar disponível em até 48 horas. Não se sabe se o casal chinês ficará isolado durante os próximos dois dias, nem se a embarcação permanecerá em Civitavecchia ao longo desse período.

O prefeito da cidade italiana, Ernesto Tedesco, solicitou aos passageiros que permaneçam a borto até lá:

— Tenho que proteger a saúde dos meus compatriotas.

A empresa italiana Costa Cruzeiros , responsável pela viagem, confirmou que 6 mil passageiros estão a bordo e as demais pessoas são integrantes da tripulação.

Mais de 6 mil passageiros são impedidos de desembarcar em Civitavecchia, na Itália, devido a suspeita de coronavírus a bordo Foto: Guglielmo Mangiapane / Reuters▲

Casal de chineses com suspeita de coronavírus foi isolado em enfermaria do navio Foto: Filippo Monteforte / AFP
Casal de chineses com suspeita de coronavírus foi isolado em enfermaria do navio Foto: Filippo Monteforte / AFP▲

A empresa de cruzeiros explicou que “ativou o protocolo para um caso suspeito relacionado a um hóspede de Macau atualmente a bordo do Costa Smeralda”, segundo o comunicado da Costa Cruzeiros.

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“A mulher, de 54 anos, foi colocada em um quarto isolado da enfermaria a bordo, juntamente com seu companheiro de viagem”, informou.

A mulher, que viaja com o marido, é proveniente de Hong Kong e chegou na Itália via Milão, em 25 de janeiro. O casal está em isolamento no hospital de bordo do navio e é acompanhado por médicos do Instituto Lazzaro Spallanzani, especializado em doenças contagiosas.

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Os especialistas fazem exames para descobrir se os chineses contraíram o novo coronavírus (2019-nCoV), que já contaminou cerca de 7,8 mil pessoas e matou pelo menos 170, a maioria delas na província de Hubei, epicentro da epidemia.

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As outras 7 mil pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes, foram impedidas de descer do transatlântico por enquanto. O roteiro do navio já incluiu Marselha, na França, Barcelona e Palma de Mallorca, na Espanha, e Savona, na Itália.

— Estamos aguardando para conhecer o resultado das verificações ainda em curso, mas tudo que precisava ser feito foi feito. A situação está sob controle, e não há motivos para preocupações a bordo — disse o comandante da Guarda Costeira na região do Lazio, Vincenzo Leone.

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, afirmou que o governo está preparado para adotar novas medidas se necessário, mas não detalhou quais seriam elas.

— Não estamos alarmados, mas, sim, absolutamente vigilantes e cautelosos na condução desse caso — disse Conte a repórteres durante uma agenda na Bulgária.

O casal voou para Milão de Hong Kong em 25 de janeiro, antes de embarcar no cruzeiro, informou a mídia italiana.

— É claro que estamos um pouco preocupados. Ninguém entra no barco, exceto os médicos. Essas férias correm o risco de acabar sendo um pesadelo — disse um dos passageiros.

A China informou nesta quinta-feira o pior número de mortos em um dia, 38, devido ao novo coronavírus, enquanto a preocupação global cresce com o aumento do contágio.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), que instou o “mundo inteiro a agir”, se reunirá nesta quinta-feira para determinar se a epidemia constitui uma emergência internacional de saúde.

Flamengo anuncia renovação de Willian Arão até 2023

Nesta quinta-feira (30), o clube usou as redes sociais para anunciar a ampliação de contrato com o volante, que terá vinculo de mais quatro temporadas

Gazeta Press

Além de reforçar ainda mais o elenco, o Flamengo segue trabalhando para manter as peças importantes do grupo vencedor em 2019. Nesta quinta-feira (30), o clube usou as redes sociais para anunciar a ampliação de contrato com o volante Willian Arão até 2023.

“Há mais de 200 jogos, eu visto essa camisa com muito orgulho. Não faltaram obstáculos nessa caminhada de quatro anos atuando pelo Flamengo. Mas quem joga nesse clube tem que acreditar até o fim. Juntos, já conquistamos o Rio, o Brasil e a América. Mas a gente sempre quer mais, né? E é por isso que eu quero continuar escrevendo a minha história neste clube que já faz parte da minha vida. E é com muita alegria e muita honra que eu venho anunciar que estaremos juntos até 2023. Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer”, disse o jogador ao site oficial do clube.